sexta-feira, 3 de julho de 2015

Teatro Salvador: O Casamento do Palhaço


Opinião Cinema: Super Velozes, Mega Furiosos

Por Bianca Oliveira,
de Macapá


Não, não é Velozes & Furiosos 7, é uma paródia. Mas por que diabos eu fui gastar meu dinheirinho suado vendo paródia, sendo que até agora Apertem Os Cintos, O Piloto Sumiu!, foi a única que deu certo? Foi a curiosidade, caros leitores, a curiosidade. Nos Estados Unidos, França, Reino Unido a comédia foi lançada diretamente em DVD (o que é o melhor, pois esse tipo de produção não tem um grande valor nas telas do cinema). Maaas, por algum delírio, no Brasil, o filme foi lançado no cinema. Eu pensei: “ Pô, então pra não ser jogado diretamente pra dvd, deve ser porque o filme não é tão ruim assim”. Me dei mal.

Imagine um grande carro de corrida com estampa de arco-íris e unicórnios, um motorista não sabe dirigir, um cara que beija a namorada e lhe passa herpes, um pai que aposta seu filho - ainda no ventre da mãe! - em uma corrida de carros... E por aí vai. Velozes & Furiosos já é uma franquia um pouco “sem-noção”, com cenas inacreditáveis e tudo mais, mas sua paródia viajou ainda mais, ridicularizou os estereótipos dos personagens usando como recurso o famoso exagero.

A trama segue a mesma linha da série de ação, até os personagens tem o mesmo nome dos atores do filme original: Vin, Paul, Jordana e Michelle.  Nela, o atrapalhado policial Paul White (Alex Ashbaugh) tem como missão se infiltrar na gangue de praticantes de rachas liderada por Vin Serento (Dale Pavinski), mas acaba gostando até demais do grupo. Após matar acidentalmente um investigador, ele resolve se juntar de vez aos novos amigos e roubar a fortuna que o “perigoso” traficante Juan Carlos de la Sol (Omar Chaparro) esconde no cofre de um restaurante mexicano. Mas antes, eles precisam escapar do detetive Rock Johnson - este até que foi engraçado, passou a metade do filme aplicando óleo para bebê nos braços musculosos, simulando o efeito "suado" que persegue o ator Dwayne Johnson durante todo o filme original.

Chega até ser engraçado dizer que eles exageraram, mais foi a verdade, e muito. Quase acertam no momento em que tentam brincar com chavões como o "asiático descolado", " o rapper fazendo uma ponta " e a "modelo que virou atriz", mas a repetição constante das piadas fazecom que elas percam o apelo. Repetições em câmera lenta,  letreiros, diálogos, TUDO... chegou num nível idiota inacreditável e o pior, sem graça. Ficou evidente a absoluta falta de carisma dos atores, resultando num humor chato e ultrapassado por excelência. 


Claro que esse filme não foi feito pra ganhar o Oscar, ser o melhor do ano, ou algo assim, mas custava ser ao menos só um pouquinho divertido? Infelizmente, me iludi: o trailer estava muito bom, mil vezes melhor que o filme...

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Festa São Paulo: La Tabaquera


Teatro Porto Alegre: Pois é, Vizinha....


Opinião Cinema: Velozes e Furiosos 7

por Bianca Oliveira,
de Macapá

Todos já sabem que a franquia Velozes e Furiosos é exagerada, eles se assumem mesmo, e no Velozes e Furiosos 7 o exagerado chega em outro nível. Mas, mesmo assim, apesar de tudo, esse filme teve um toque diferente, sentimentalismo, estratégias e, claro, carros voando por todo lado, confrontos e uma enorme carga dramática, dá pra perceber que não foi um mero produto comercial, foi uma bela homenagem para Paul Walker, que sofreu um acidente fatal de carro em 30 de novembro de 2013, durante a produção deste filme. 

O mais legal foi a construção de uma cronologia. A trama começa um pouco antes do final de Velozes & Furiosos 6 (2013), avança para a trama de Velozes & Furiosos - Desafio em Tóquio (2006) e depois segue adiante. A história apresenta Deckard Shaw (Jason Statham) em busca de vingança contra aqueles que deixaram seu irmão mutilado no hospital. Depois de ferir o pobre agente Hobbs (Dwayne Johnson) e assassinar Han (Sung Kang), Shaw vai atrás de Dom (Vin Diesel) e seus amigos (ou seria melhor dizer família?). Para detê-lo, Dom e Brian (Paul Walker) se unem novamente para uma história repleta de aventuras para resgatar uma hacker (Nathalie Emmanuel linda e maravilhosa - foto abaixo), que possui um dispositivo capaz de localizar qualquer pessoa no mundo.


Carros desafiam as leis da física, gravidade e tudo mais. Eles voam, saltam de prédios, fazem de tudo e o mais incrível é que Vin Diesel e seus companheiros saem ilesos (sem nem um sanguinho no canto da boca) de provações que transformariam qualquer pessoa em uma folha amassada. A sintonia do elenco é incontestável, as cenas de brigas são animadoras como na da Michelle Rodriguez versus Ronda Rousey. Mas Jordana Brewste foi esquecida, abandonada. 




James Wan teve suas falhas como diretor, os combates apresentam cortes prejudiciais durante as cenas, mas ele ainda aproveitou o potencial da sua equipe. Ao contrário do Chris Morgan que errou feio no roteiro, frases clichês, chatas, sem noção e que cansam o espectador.

Caleb e Cody Walker (irmãos de Paul) colaboraram com as filmagens, atuando como dublês - é possível observar a jogada de câmeras para esconder o rosto. Quem é fã vai ficar emocionado (mesmo que o filme não seja lá essas coisas); o final é recheado de depoimentos e demonstrações de carinho para Paul (foto abaixo). Foi uma bela homenagem.


terça-feira, 30 de junho de 2015

Goiás: Culturas tradicionais se encontram há 15 anos na Chapada dos Veadeiros

Mastro Kalunga 
(foto: Delcio Gonçalves)


A décima quinta edição do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros já tem data marcada. As atividades começam no dia 17 de julho (sexta), na Vila de São Jorge – Alto Paraíso (GO) com a nona edição da Aldeia Multiétnica. A partir do dia 24, muitas atividades espalham-se por São Jorge, pequena vila de ex-garimpeiros, localizada na entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO). Serão shows, oficinas, Rodas de Prosa (nome dado aos debates que reúnem representantes do poder público, mestres da cultura tradicional e sociedade), intervenções artísticas, além de uma programação especial voltada ao público infantil.

O Encontro de Culturas, que recebe todos os anos milhares de pessoas na segunda quinzena de julho, há 15 anos se empenha em divulgar o tradicional e o regional de todo o Brasil e, em especial, da região da Chapada dos Veadeiros. A singularidade de cada grupo participante transforma o evento em um espaço de encontros entre os mais diferentes povos e comunidades tradicionais. Encontros musicados, dançantes. Momentos de reflexão e confraternização entre indígenas, mestres, brincantes, catireiros, violeiros, artistas populares, pesquisadores e governo. O Encontro de Culturas é hoje uma representação clara da riqueza do patrimônio cultural imaterial produzido nos recônditos do país. A expectativa da produção do evento é receber cerca de 30 mil turistas este ano.

Reconhecido nacionalmente, o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros terá como temática central em 2015 a "Sociobiodiversidade", tema fundamental para a manutenção de culturas tradicionais que dependem da cultura do manejo, da agricultura familiar e da inclusão produtiva para subsistência.

Durante toda sua história, o Encontro de Culturas se esmera em reforçar que a cultura tradicional excede conceitos. Este ano, em tempo de fazer uma profunda análise nos caminhos da legislatura nacional, é observada a falta de investimento e proteção às culturas que, por lei, deveriam ser resguardadas no Brasil. Assim sendo, garantir formas de organização, priorizando os direitos dos povos e comunidades tradicionais é, mais do que nunca, um dos grandes objetivos do evento. Dessa forma, o 15º Encontro de Culturas será dividido em 5 subtemas, sempre relacionados à cultura: Cultura e Pensamento, Cultura e Infância, Cultura e Alimentação, Cultura e Diversidade, e Cultura e Saúde.

O Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros é sobretudo um espaço para se pensar e se debater políticas públicas para povos e comunidades tradicionais. Com isso espera-se alavancar a economia dessas comunidades, inserindo-as socialmente e incluindo-as economicamente.
Atrações

O Encontro de Culturas Tradicionais nasceu para abrir espaço e novas perspectivas para comunidades da região da Chapada dos Veadeiros. Desde a primeira edição do evento apresentam-se no local a Caçada da Rainha de Colinas do Sul, a Comunidade do Sítio Histórico Kalunga, o Congo de Niquelândia, a Folia de Crixás e os indígenas da etnia Krahô (TO).

Caçada da Rainha
(foto: Marcelo Scaranari)


Além destes grupos que marcarão presença na Vila de São Jorge para celebrar os 15 anos de Encontro, outros cinco serão selecionados, por meio de edital, representando cada uma das regiões do país. Durante um mês, cerca de 400 grupos de cultura popular e tradicional se inscreveram buscando espaço para se apresentar no evento. O resultado da seleção será divulgado na próxima semana.


9ª Aldeia Multiétnica (fotos: Delcio Gonçalves)



Em sua nona edição, a Aldeia Multiétnica será realizada de acordo com os princípios tradicionais dos povos indígenas. O público terá a oportunidade de vivenciar o dia-a-dia de uma aldeia, conhecer cantos, rituais, culinária, diferentes estilos de pinturas corporais, além de participar debates sobre políticas públicas para os povos indígenas. No local já foram construídas quatro casas tradicionais indígenas, uma Xinguana, uma do povo Krahô, uma do povo Kayapó e outra dos Fulni-ô. Todos terão representantes na edição deste ano. 

Outra novidade desta edição é a criação de um espaço para camping para os participantes interessados em ampliar sua vivência com os povos indígenas no local. Para isso, foram desenvolvidos pacotes que, além de hospedagem, incluem alimentação. Todo o dinheiro arrecadado com a venda dos pacotes será destinado ao traslado dos indígenas, que, em sua maioria, vivem em aldeias de difícil acesso, e à manutenção do espaço.


A Aldeia ficará aberta à visitação do público das 13h às 18h e oferecerá estrutura de restaurante e lanchonete com comidas tradicionais, leituras especializadas sobre povos tradicionais, videoteca, mostra de filmes na oca Xinguana e atividades para crianças. Além de conhecer um pouco da cultura indígena, na Aldeia também pode-se tomar um delicioso e relaxante banho de rio.


Rodas de Prosa e Oficinas

As Rodas de Prosa realizadas pelo Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros são uma oportunidade para grupos, mestres, poder público e comunidade trocarem experiências e confrontarem suas visões de mundo, priorizando a abertura de um espaço de encontros e diálogos entre os povos. O objetivo é partilhar experiências, histórias de vida, práticas e tradições culturais.

Durante o evento também são oferecidas diversas oficinas, ligadas à Feira de Oportunidades Sustentáveis que, pelo segundo ano consecutivo, terá o patrocínio do Sebrae. A proposta das oficinas e vivências é colocar o público em contato com os ofícios e a expressiva arte dos mestres da cultura tradicional e popular, seja por meio da música, dança, confecção de instrumentos, culinária ou medicina tradicional.

Serviço

15º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros.
Quando? 17 de julho a 01 de agosto de 2015
Onde? Vila de São Jorge, Alto Paraíso, Goiás
Site: http://www.encontrodeculturas.com.br


Sussa
(foto: Anne Vilela)

Opinião Cinema: Qualquer gato vira-lata 2

Por Bianca Oliveira, 
de Macapá



Qualquer Gato Vira-Lata 2sequência da comédia de 2011, chegou aos cinemas como uma promessa de entretenimento e risos soltos. É claro que levar uma peça de teatro para o cinema não é fácil, ainda mais quando se trata de um sucesso como Qualquer gato vira-lata tem a vida sexual mais sadia que a nossa, peça de Juca de Oliveira estrada em 1998, mas devo dizer que no primeiro filme o resultado até que foi bem satisfatório. Mas, no segundo, a equipe só manteve os atores, investiu num roteiro original... e errou ao não procurar inovar ou surpreender: foi muita propaganda para pouco conteúdo de fato.

Não sei se você já viu o primeiro filme, se não viu não perdeu nada (risos) mas, ok, vou te dar um “resumão”. Tati (Cléo Pires) é uma jovem apaixonada pelo namorado Marcelo (Dudu Azevedo) mas, ele quer um tempo. Pobre Tati, apaixonada pelo cara errado. Aí, ela conhece o Conrado (o gatíssimo Malvino Salvador), que é professor de Biologia, e se oferece para ser cobaia numa pesquisa dele. Ou seja, um usando o outro com objetivos diferentes - e no fim, acabam se apaixonando. E é sobre toda essa paixão que o 2 pretende falar.

Tati viaja com seu namorado Conrado para o lindo Caribe (curiosidade: apesar de  a locação parecer muito com o Caribe, a filmagem aconteceu em um resort baiano), onde ele vai fazer o lançamento de seu novo livro. Aproveitando a ocasião, Tati arma um pedido de casamento surpresa (Isso mesmo, ela que vai pedir. Ui, eles tentaram inovar - risos) com a ajuda de sua melhor amiga Paula (Leticia Novaes) e sua sogra tarada Glaucia (Stella Miranda). Mas o tiro sai pela culatra: Conrado responde com um “Posso pensar?”, o ex-namorado dela, Marcelo, resolve aproveitar a oportunidade, Tati acaba virando cobaia de uma pesquisa da ex-mulher de Conrado, Ângela (Rita Guedes) e o filme vira uma zona.

Dirigido por Roberto Santucci e Marcelo Antunez, o filme consegue ser mais tosco que o anterior na redução do discurso feminista, igualando por vezes todo o conteúdo da discussão a um simples recalque, inveja e um blablablá nada filosófico. Tentaram inovar com a mulher fazendo o pedido de casamento mas acabaram ridicularizando a moça. Roteiro pobre, pobrinho, histórias fúteis que tentam ser divertidas, tudo deixando um ar de “faltou alguma coisa aqui”, sem explorar as situações como poderiam. 

A fofa da Mel Maia, apesar de ser uma criança, sem dúvidas é a que mais nos faz dar uma gargalhada aqui e acolá, talvez seja até a mais madura do elenco. O personagem Magrão (Álamo Facó) também é o alívio cômico do filme, o bobo da corte. Entre as qualidades do filme, também dá para apontar a abertura e a fotografia.

Se você estiver a fim de dar umas gargalhadas, sem exigir uma história mirabolante, apenas algo leve e simples, regado a tequila, sexo casual, algum romantismo e participação especial do Fábio Jr, então com certeza vale a pena ver o filme.

Música Belo Horizonte: Dois na Quinta


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Edital Cultural: Travessias - Arte Contemporânea na Maré

A exposição Travessias - Arte Contemporânea na Maré chega ao seu quarto ano de atividades se consolidando como um projeto de reflexão e discussão sobre a arte contemporânea e as transformações do espaço urbano na atualidade. Pela primeira vez o Travessias abre um Edital para artistas em inicio de trajetória e/ou artistas não inseridos no circuito das artes visuais. Os selecionados farão parte da mostra junto com os artistas consagrados Regina Silveira (SP) e Eduardo Coimbra (RJ).

As inscrições do EDITAL TRAVESSIAS 4 estarão abertas entre 01 e 29 de junho de 2015 no site www.travessias.org.br, com o objetivo de selecionar DOIS PROJETOS ARTÍSTICOS para participar da 4ª edição da exposição Travessias, no Galpão Bela Maré, Nova Holanda, Rio de Janeiro, entre 12 de setembro e 14 de novembro de 2015.

Poderão concorrer ao EDITAL TRAVESSIAS 4 pessoas físicas ou jurídicas envolvidas com as artes visuais.

Serão concedidos 2 (dois) prêmios, no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para cada premiado.
Entendido que as artes visuais constituem um campo de múltiplas manifestações, o (a) proponente terá ampla liberdade quanto às linguagens de arte contemporânea que serão desenvolvidas em seu projeto, podendo direcioná-las a qualquer público considerando que as mesmas serão expostas em local público de livre acesso.

Travessias 4 é um projeto do Observatório de Favelas e da Automatica; com patrocínio da Petrobras e parceria da Redes de Desenvolvimento da Maré,  RUA arquitetos e apoio da Rede Carioca de Pontos de Cultura.
EDITAL TRAVESSIAS 4

Inscrições abertas de 01 a 29 de junho de 2015 



Exposição Rio de Janeiro: O Rio de Pierre Fatumbi Verger

Foto: Pierre Verger 


Em homenagem aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro e em comemoração aos 130 anos da Aliança Francesa no Brasil a mostra “O Rio de Pierre Fatumbi Verger será aberta hoje, em evento para convidados. A mostra para o público em geral fica aberta de 11 de junho a 7  de julho.

O projeto conta com a curadoria de Milton Guran, Diretor do FotoRio, e foi organizado pela Aliança Francesa com o apoio da Fundação Pierre Verger e do MAR a quem pertencem as obras.  O público poderá conhecer de perto uma seleção de 15 fotografias  realizadas nos anos 40 e 50.

“Não só o testemunho visual do Pierre Verger é para lá de oportuno nesse momento em que a cidade se pensa e se ‘re-conhece’, como as cópias são preciosidades que remetem a uma época que já passou, cópias dessas só existem em museus”, comenta o curador Milton Guran sobre a raridade técnica das fotografias. “São impressões em processo analógico em papel algodão que não se encontra mais hoje, viradas em selênio (processo museal), um tipo de produto que não é visto entre nós há muito tempo, ainda mais do tamanho que são”, completa. 

Um dos focos da fotografia do artista foi a Bahia, que conheceu em 1946. Fascinado pelas cores e cultura, Verger descobriu no candomblé o que acreditava ser a fonte de vitalidade e energia dos baianos, passando a ser adepto da religião. O candomblé, inclusive, foi o motivo das viagens à África onde o fotógrafo estudou a cultura africana, a sua religião e se tornou Fatumbí (filho do trovão). 

Já as fotos de Pierre Verger sobre o Rio são menos conhecidas. No período em que registrou o Rio de Janeiro, o fotógrafo ficou fascinado com as paisagens deslumbrantes da cidade, a figura carioca e sua forma de expressão e celebração da vida. Seu olhar apurado captou o movimento, o carnaval, as praias e os morros. A seleção de quinze fotografias apresentada nesta exposição revela aspectos do cotidiano de mais de meio século atrás e, assim, enriquece a compreensão do presente.

Para receber a exposição de Pierre Verger, o espaço passou por adequações de controle da temperatura e umidade para garantir a preservação do acervo. A partir de agora a Galeria da Aliança Francesa de Botafogo está apta a receber mostras segundo os padrões internacionais.

Sobre o artista

Pierre Edouard Leopold Verger (1902-1996) foi um artista francês, etnólogo, antropólogo e pesquisador que viveu a maior parte de sua vida na cidade de Salvador. Verger desenvolveu um trabalho fotográfico de grande importância, com base na vida cotidiana e da cultura popular de cinco continentes. Também escreveu vários textos de referência sobre a cultura afro-baiana e da Diáspora africana, concentrando seu trabalho de investigação sobre o estudo dos aspectos religiosos do candomblé, uma questão que se torna seu principal ponto de interesse. Em 1960, Verger compra uma pequena casa em Salvador, no bairro de Vila América. No final dos anos 1970, realizou suas últimas viagens de pesquisa na África. Em 1988, criou a Fundação Pierre Verger, como doador e presidente, transformando sua casa em um centro de pesquisa. Pierre Fatumbi Verger morreu no dia 11 de fevereiro de 1996, deixando à Fundação a tarefa de prosseguir com o seu trabalho.


Serviço:
Exposição ”O Rio de Pierre Fatumbi Verger”.
Período: de 11 de junho a 7 de julho de 2015
Visitação: de segunda-feira à sexta-feira, das 10 h às 20h - sábado: de 9 h às 13 horas.
Galeria da Aliança Francesa de Botafogo
Rua Muniz Barreto, 746 - http://www.rioaliancafrancesa.com.br
Grátis