terça-feira, 18 de agosto de 2015

Evento Cachoeira (BA): 7ª Feira de Cultura AfroBrasileira do Iguape


Música Belo Horizonte: Dois na Quinta


Música Niterói (RJ): Larissa Marinonio



O Solar do Jambeiro abre suas portas para o show intimista da niteroiense Larissa Marinonio, na próxima sexta-feira, 21 de agosto, às 20h. Com participação especial do trio “Dezmeia Onzemeia”, a cantora apresenta um repertório que vai do canto lírico à MPB.
Marinonio, que tem como inspiração o rock da Cássia Eller, a originalidade de Lenine e o movimento do Clube da Esquina, traz ao público um setlist diversificado, ao lado de Antônio dal Bó (piano), Giordano Gasperin (baixo) e Caio Busetti (bateria). Obras de Nina Simone, Caetano Veloso e Lô Borges já estão garantidas na lista musical da noite.

Serviço:

Show de Larissa Marinonio
Data: sexta, 21 de agosto de 2015 

Horário: 20h 
Classificação indicativa: livre 
Ingressos: R$20 
Local: Solar do Jambeiro 
Endereço: Rua Presidente Domiciano, 195, Boa Viagem, Niterói-RJ 
Telefone: (21) 2109-2222

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Festa São Paulo: La Tabaquera


Fotografia Rio de Janeiro: Bate-papo com Jean-François Rauzier

Nesta quinta, 13 de agosto, a Aliança Francesa de Botafogo promove um bate-papo com o fotógrafo francês Jean-François Rauzier (foto ao lado). O artista fala de sua trajetória, do Rio de Janeiro e de sua técnica de hiperfotos. Um aviso importante: a conversa será toda em francês, sem tradução simultânea.

A obra de Jean François Rauzier dialoga com o cubismo, o mosaico, o surrealismo, o barroco e a escultura bidimensional. Tal resultado é possível graças à pesquisa que o fotógrafo desenvolve com esta técnica inédita de hiperfotografia desde 2002.

Criador não convencional de um mundo onírico pós-moderno, Jean-François Rauzier se interroga sobre o futuro do nosso patrimônio. O artista oferece uma reflexão sobre nossa percepção do mundo e sobre os grandes temas de nossa sociedade: a cultura, a ciência, o progresso, a ecologia, a utopia, a liberdade etc. Reconhecido por suas arquiteturas imaginárias e por suas numerosas referências culturais e populares, ele questiona a cidade do futuro, bem como o nosso lugar no mundo moderno, através de padrões de construção diferentes.

Para serem produzidas, as hiperfotografias de Rauzier passam por um processo longo e complexo. Manipuladas em computador, algumas delas, inclusive, alcançam um volume que pode sugerir uma escultura bidimensional. Após ter fotografado e exposto os castelos, as bibliotecas, os edifícios religiosos, os “vedute” do patrimônio arquitetônico mundial no hemisfério norte, o fotógrafo pretende focar no Brasil, na historia e na atualidade arquitetônica e tropical das grandes cidades, começando pelo Rio de Janeiro com a exposição Hiperfoto-Rio, no Museu Histórico Nacional a partir de 18 de agosto de 2015.

Com seus mundos quiméricos, Rauzier oferece uma reflexão sobre nossa percepção do mundo e sobre os grandes temas que alicerçam nossas sociedades: a cultura, a ciência, o progresso, a opressão, a ecologia, a utopia, a liberdade, a saúde... Reconhecido por suas arquiteturas imaginárias e por suas numerosas referências culturais e populares, ele transforma os vestígios em verdadeiras utopias e questiona a cidade do futuro, bem como o nosso lugar no mundo moderno, através de padrões de construção diferentes. Chamado de “re-encantador do real” pelo crítico de arte e curador de exposição Damien Sausset e colocado no mesmo patamar dos artistas “barrocos numéricos” pelo curador de exposição Régis Cotentin, Rauzier já teve sua obra exposta em várias instituições internacionais (Fundação Annenberg de Los Angeles, Palácio das Belas-Artes de Lille, MOMA de Moscou, Centro Cultural de Botânica de Bruxelas, etc) e está presente em coleções de arte contemporânea (Louis Vuitton, Instituto Cultural B. Magrez, Cidade de Versailles, etc.). (www.rauzier-hyperphoto.com)


Serviço:

Bate-papo com Jean-François Rauzier
Data: Quinta-feira, 13 de Agosto
Horário: 19h30
Local: Auditório da Aliança Francesa de Botafogo
Endereço: Rua Muniz Barreto, 730
Informações: 3299-2000
Em francês, sem tradução - Entrada gratuita
Sujeito à lotação. Senhas distribuídas 1 hora antes do evento na Galeria da Aliança Francesa Botafogo.


Hyper Atlantide

Cidadela Maravilhosa

São Bento

Selaron


Goiânia: 2ª edição do Fronteira Festival terá mais de 100 filmes inéditos no Brasil


A segunda edição do Fronteira - Festival Internacional do Filme Documentário e Experimental terá dez dias, de 20 a 29 de agosto. São 11 mostras, entre competitivas internacionais, retrospectivas e mostras especiais que incluem debates e sessões comentadas com convidados vindos de várias partes do mundo. São 110 filmes exibidos em Goiânia, em sua maioria inéditos no Brasil. Acontecem ainda, a Estado Crítico - Residência de Crítica de Cinema, o Workshop de Montagem Cinematográfica e o Master Class intitulado "Memória que Queima".

O público poderá conferir exibições em DCP (Digital Cinema Package), 35mm e 16mm, esforço que o festival faz para trazer para Goiânia não só a liberdade possível das variantes da linguagem, como também a potência de diferentes tecnologias de fruição cinematográfica.

O festival ocupa o centro da cidade, circulando entre as principais salas de cinema públicas da capital: Cine Goiânia Ouro e Cine Cultura. Com a Praça Cívica em reforma, apenas uma sessão será realizada no Cine Cultura, em 29 de agosto, último dia do festival. Todas as demais exibições do festival acontecem no Cine Goiânia Ouro, localizado na rua 3, dentro do Centro Cultural Goiânia Ouro que tem um Café, um Teatro e lindo Beco ao ar livre, espaços que serão utilizados para as ações do evento.

O II Fronteira é realizado pela Barroca, co-realizado pela UFG através do FRESTAS - Programa de Artes Integradas (apoio do PROEXT MEC/SESu). Tem apoio institucional do Governo de Goiás, Secretaria da Educação, Cultura e Esporte de Goiás através da Lei Goyazes. Conta com a parceria da Prefeitura de Goiânia, da Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia, do Centro Cultural Goiânia Ouro, do Sesc Centro e do Cine Cultura - sala Eduardo Benfica. O apoio da Cinemateca da Embaixada da França, do Institut Français e a colaboração de Balaio Produções Culturais também são fundamentais para realização desta nova edição.

Abertura do Festival

O II Fronteira dá início às suas atividades no dia 20 de agosto, quinta-feira, no Cine Goiânia Ouro. Para abrir o festival foram selecionados dois destaques do cinema na atualidade: “Ragazzi”, do argentino Raul Perrone, e “Hit 2 Pass”, do canandense Kurt Walker, que será exibido Fora de Competição.

Referência do cinema underground argentino, com mais de 30 filmes no currículo, Perrone explora em “Ragazzi”, que estreia no Brasil durante o II Fronteira, os últimos momentos do escritor e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini. O filme é dividido em duas fases. A primeira se dá em Ituzaingó, distrito de Buenos Aires e aborda de forma poética a trágica morte de Pasolini em Roma. A segunda é vivida em Córdoba e mostra o momento de lazer e prazer de um grupo de jovens carroceiros. Filmado em preto e branco, e explorando alguns textos de Pasolini, "Ragazzi" combina habilmente vários recursos audiovisuais.

Exibido pela primeira vez na América Latina,  “Hit 2 Pass” é uma viagem reflexiva a um canto remoto do Canadá que explora a diferença entre a emoção imaterial dos videogames e a complexidade da vida. Um grupo de amigos viaja para participar de um “hit”, espécie de competição de stock-car. A velocidade dos carros é irrelevante. O que conta é a humanidade da pista e o mundo marginal de jovens confrontados com a inevitabilidade da vida adulta. “Hit 2 Pass” recebeu o Prêmio Universidades de Melhor Longa-Metragem da Competição Internacional no DocLisboa em outubro de 2014.

Exibições Especiais

Além das 11 mostras, o II Fronteira traz em sua programação quatro produções que representam o melhor do cinema independente e experimental. Entre os filmes selecionados estão o curta-metragem “Exquisite Corpus”, novo filme do austríaco Peter Tscherkassky, um dos mais importantes e emblemáticos cineastas experimentais da atualidade. O filme teve sua estreia em maio desse ano no Festival de Cannes.

“Phantom Power”, o mais recente filme de Pierre Leon, teve sua estreia no DocLisboa 2014. O curta é uma belíssima e inclassificável obra sobre memória e biografia, e também sobre o cinema. A Viennale apresentou-o como um trabalho composto em intervalos irregulares, oscilante “entre filme de família experimental e mise en scène teatral, material de arquivo e montagens documentais”, “uma série poética de fragmentos cinematográficos”, com música popular russa, canções de Ingrid Caven, encenação de pequenas cenas, uma montagem de excertos de filmes de Fritz Lang, motivada pelos muitos e importantes planos de mãos nos seus filmes.

O novo e esperado filme do cineasta americano Thom Andersen, um dos maiores conhecedores e teóricos do cinema contemporâneo, “The Thought’s That Once We Had” é uma jornada através da história cinematográfica,  magistralmente editada, que se move ao longo de diferentes décadas e gêneros.  Grande realizador de filmes experimentais, Andersen traz em sua filmografia obras-primas como “Los Angeles Plays Itself”(2003), clássico moderno, classificado entre os melhores documentários de todos os tempos, e “Red Hollywood”, realizado em parceria com Noel Burch.


                “Psychic Driving”, do artista, cineasta e escritor americano William E. Jones lida com experimentos sujeitos involuntários envolvendo drogas alucinógenas e doses maciças de eletrochoque. O psiquiatra responsável, Dr. Ewen Cameron, tratou os pacientes em três fases —terapia do sono, condução psíquica, e desconstrução de padrões— para destruir personalidades deprimidas e construí-las novamente, com financiamento da CIA. O material de origem de “PsychicDriving”é uma fita VHS gravada a partir de um programa televisivo de 1979, única cópia existente nos Arquivos Nacionais dos Estados Unidos. A degradação da fita inspirou a animação quadro-a-quadro envolvendo centenas de passagens de filtros no Photoshop.

***


Confira a programação completa do II Fronteira

CINE GOIÂNIA OURO

20/08 – QUINTA

19h SESSÃO DE ABERTURA

Ragazzi, Argentina, 83’
Raul Perrone

21h FORA DE COMPETIÇÃO

Hit 2 Pass, Canadá, 72’
Kurt Walker


21/08 – SEXTA

15h CINEASTAS NA FRONTEIRA

SuTutteVetteè Pace, Itália, 72’
Gianikian e Ricci Lucchi

17h EXIBIÇÕES ESPECIAIS

Phantom Power, Áustria/França/Portugal/Rússia/, 75’
Pierre Léon

19h CINEASTAS NA FRONTEIRA

Lethe, EUA, 23’
Lewis Klahr

False Aging, EUA, 15’
Lewis Klahr

A Thousand Julys, EUA, 5’’
Lewis Klahr

AprilSnow, EUA, 10’
Lewis Klahr

The Rain Couplets, EUA, 14’
Lewis Klahr

The Occidental Hotel, EUA, 26’
Lewis Klahr

21h RETROSPECTIVA SYLVAIN GEORGE

Vers Madrid, França, 106’
Sylvain George

Sessão comentada com Sylvain George (FRA) e Toni D’Angela (ITA)
Mediação Belém de Oliveira (GO)


22/08 – SÁBADO

16h CINEASTAS NA FRONTEIRA

Prigionieridella Guerra, Itália, 60’
Gianikian e Ricci Lucchi


17h30 EXIBIÇÕES ESPECIAIS

Over Water, EUA, 47’
Robert Todd


18h30 CADMUS E O DRAGÃO: MARTINS MUNIZ E O SISTEMA COOPERAÇÃO AMIGOS DO CINEMA

Fragmentos, Brasil, 15
Martins Muniz

Diabo Velho, Brasil, 61’
Martins Muniz

Debate com Martins Muniz, Alice Fátima Martins,Carlos Cipriano e Eurípedes de Oliveira (GO)

21h RETROSPECTIVA SYLVAIN GEORGE

Qui’ilsReposent em Revolté (Des Figures de Guerres I), França, 153’
Sylvain George


23/08 – DOMINGO

15h CINEASTAS NA FRONTEIRA

Oh! Uomo, Itália, 68’
Gianikian e Ricci Lucchi

17h CADMUS E O DRAGÃO: MARTINS MUNIZ E O SISTEMA COOPERAÇÃO AMIGOS DO CINEMA

O Matuto ou Dois dias e Meio, Brasil, 62’
Martins Muniz

Nó na Tripa, Brasil, 24’
Martins Muniz

19h RETROSPECTIVA SYLVAIN GEORGE

No Border (Aspettavo Che Scendesse La Sera), França, 23’
Sylvain George

L’Impossible – Pages Arrachés, França, 95’
Sylvain George

21h30 CINEASTAS NA FRONTEIRA

Cuauhtémoc, Brasil, 10’
Leo Pyrata

Élégie à Rimbaud, Brasil, 7’
Leo Pyrata

Filme Pornografizme, Brasil, 9’
Leo Pyrata

Curta dos Festivais, Brasil, 15’
Leo Pyrata

Passagem: Dronelapse pra Walter Benjamin, Brasil, 4’
Leo Pyrata

Imhotep, Brasil, 12’
Leo Pyrata

Debate com Leo Pyrata (MG), Ewerton Belico (MG) e Marcelo Ribeiro (GO)

24/08 – SEGUNDA

15h RETROSPECTIVA SYLVAIN GEORGE

LesÉclats (MaGueule, Ma Revolte, MonNom, França, 84’
Sylvain George

17h COMPETITIVA INTERNACIONAL DE LONGAS

Mais do Que Eu Possa me Reconhecer, Brasil, 72’
Allan Ribeiro

19h COMPETITIVA INTERNACIONAL DE CURTAS

Occidente, França, 15’
Ana Vaz

O’ Persecuted, Palestina/Reino Unido, 11’
BasmaAlsharif

Si MueroLejos de Ti, México, 9’
Miguel LabastidaGonzales

I Comme Iran, Bélgica, 50’
SanazAzari

21h COMPETITIVA INTERNACIONAL DE LONGAS

Crónica de un Comité, Chile, 96’
José LuisSepulveda e Carolina Adriazola


25/08 – TERÇA

15h O QUE É O REAL?

The OldJewishCemetery, Holanda/Letônia, 20’
Sergei Losnitza

A Festa e os Cães, Brasil, 25’
Leonardo Mouramateus

Territory, França, 17’
Eleanor Mortimer

Une Partie de NousS’estEndormie, França,46’
Marie Moreau

17h30 COMPETITIVA INTERNACIONAL DE LONGAS

La Nuit et L’Enfant, França/Qatar, 60’
David Yon

19h COMPETITIVA INTERNACIONAL DE CURTAS

Calgon, EUA, 15’
Stephanie Wuertz e SashaJanerus

Nelsa, Colômbia, 13’
Felipe Guerrero

Pen UpthePigs, EUA, 12’
Kelly Ghallagher

A + B = C, Brasil, 21’
Steffi Braucks

Dream Enclosure, China, 18’
Xin Ding

Wayward Fronds, EUA, 13’
Fern Silva

21h COMPETITIVA INTERNACIONAL DE LONGAS

Machine Gun or Typewriter, EUA, 73’
Travis Wilkerson


26/08 – QUARTA

15h ESPLENDOR DO MUNDO

Horizon, EUA, 2’
Stephanie Barber

MovementandStillness,ReinoUnido, 9’
James Edmonds

L, França, 16’
Jacques Perconte

Cross, França, 5’
Christophe Guerín

Sea of Vapors, Alemanha, 17’
Sylvia Schedelbauer

Toré, Brasil/França, 15’
João Vieira Torres

Night Noon, EUA/México, 12’
Shambhavi Kaul

Prospector, EUA, 16’
TalenaSanders

17h COMPETITIVA INTERNACIONAL DE LONGAS

Devil’sRope, Bélgica/França, 88’
Sophie Bruneau

19h COMPETITIVA INTERNACIONAL DE CURTAS

AllThatisSolid, ReinoUnido, 15’
Louis Henderson

Quintal, Brasil, 18’
André Novais

Hillbrow, França, 32’
Nicholas Boone

Aluguel: O Filme, Brasil, 16’
Lincoln Péricles

The Hummingbird Wars,EUA, 11’
JanieGeiser

21h COMPETITIVA INTERNACIONAL DE LONGAS

Videofilia (Y Otros Sindromes Virales), Peru, 112’
Juan Daniel Molero


27/08 – QUINTA

15h FUTURO AGORA/FUTURE NOW: DAPHNÉ HERETAKIS E KARISSA HAHN

CeciestUneBobine Test, França, 3’
DaphnéHeretakis

Archipelagos, Naked Granites,França, 25’
DaphnéHeretakis

IciRien, França, 30’
DaphnéHeretakis

AssumptionsofyourPhantom(sy), EUA, 2’
KarissaHahn

Reveries, EUA, 3’
KarissaHahn

In Effluence Accord; Emulsion, EUA, 3’
Karissa Hahn

Effigy in Emulsion, EUA, 3’
Karissa Hahn

Inkjet 3056A, EUA, 5’
KarissaHahn


17h COMPETITIVA INTERNACIONAL DE CURTAS

Detour de Force, França, 29’
Rebecca Baron

The Dragon is the Frame, EUA,15’
Mary H. Clark

Värn, Suécia, 14’
John Skoog

Underthe Atmosphere, EUA, 14’
Mike Stoltz

Night Watch, Tailândia, 9’
Danaya Chulphuthiphong

Cyan, EUA, 7’
Julia Murray

19h COMPETITIVA INTERNACIONAL DE LONGAS

Ruined Heart, Filipinas/Alemanha, 73’
Khavn de La Cruz

21h BRUCE BAILLIE & CANYON CINEMA

Tung, EUA, 5’
Bruce Baillie

Quick Billy, EUA, 55’
Bruce Baillie

Sessão comentada com Patrícia Mourão (SP)
Mediação de Rafael Parrode (GO)


28/08 – SEXTA

15h BRUCE BAILLIE & CANYON CINEMA

Valentin de las Sierras, EUA, 10’
Bruce Baillie

Castro Street, EUA, 10’
Bruce Baillie

Here I am, EUA, 10’
Bruce Baillie

Mass for the Dakota Sioux, EUA, 24’
Bruce Baillie

17h EXIBIÇÕES ESPECIAIS

The Exquisite Corpus, Áustria ,19’
Peter Tscherkassky

PsychicDriving, EUA, 14’
William E. Jones

18h COMPETITIVA INTERNACIONAL DE LONGAS

Sueñanlos Androides, Espanha, 61’
Ion de Sosa

22h TRANSGRESSÕES QUEER

The Innocents, Canadá, 13’
Jean Paul Kelly

Como era Gostoso meu Cafuçu, Brasil, 14’
Rodrigo de Almeida

Nova Dubai, Brasil, 53’
Gustavo Vinagre




29/08 –SÁBADO

14h BRUCE BAILLIE &CANYON CINEMA

ToParsifal, EUA, 13’
Bruce Baillie

Quixote, EUA, 43’
Bruce Baillie

16h UNDERGROUND MINES: TONS DO ESPECTRO SE ELEVAM PARA O OLHAR (PARTE 1 – 16mm)

Lunar Almanac, Canadá, 4’
MalenaSzlam

Handtinting, Canadá, 6’
Joyce Wieland

the acrobat, Canadá, 6’
Chris Kennedy

21-87, Canadá, 10’
Arthur Lipsett

Watching For The Queen, Canadá, 11’
David Rimmer

Standard Time, ­Canadá, 8’
Michael Snow

19h SESSÃO DE ENCERRAMENTO

The ThoughtsThatOnceWeHad, EUA, 108’
Thom Andersen

21h PREMIAÇÃO


TEATRO GOIÂNIA OURO

22/08 – SÁBADO

14h Master Classcom Sylvain George (FRA)
Memória que Queima



BECO DA CODORNA

28/08 – SEXTA

20h BRUCE BAILLIE &CANYON CINEMA (EXIBIÇÃO AO AR LIVRE)

Mother’s Day, EUA, 15
James Broughton

ThightLineLyre Triangular, EUA, 5’
Stan Brakhage

Oh DemWatermelons, EUA, 11’
Robert Nelson

T,O,U,C,H,I,N,G, EUA, 12’
Paul Sharitis

Harmonica, EUA, 11’
Larry Gottheim

TouchTone Phone Film, EUA, 8’
Bill Brand

In Titan’sGoblet, EUA, 10’
Peter Hutton

RubySkin, EUA, 4’30’’
Eve Heller

Song, EUA, 18’30’’
NathanielDorsky


CINE CULTURA

29/08 - SÁBADO

17h10 UNDERGROUND MINES: TONS DO ESPECTRO SE ELEVAM PARA O OLHAR  (PARTE 2 – 35mm)

View of The Falls From The Canadian Side, Canadá, 7’
John Price

Trees of Syntax, Leaves ofAxis, Canadá, 10’
Daichi Saito

Brouillard – Passage #14, Canadá, 10’
Alexandre Larose

Sea Series #8, Canadá, 3’
John Price

Debate com OonaMosna (CAN), Jeremy Rigsby(CAN), Malena Szlam (CHL) e Camilla Margarida (GO)


SESC CENTRO

ESTADO CRÍTICO – RESIDÊNCIA DE CRÍTICA DE CINEMA
com Aaron Cutler(EUA) e Juliano Gomes (RJ)
24 a 28 de agosto / 9h as 13h

WORKSHOP DE MONTAGEM CINEMATOGRÁFICA
com Cristina Amaral (SP)
25 a 28 de agosto / 9h as 13h

Serviço
II Fronteira – Festival do Filme Documentário e Experimental
De 20 a 29 de agosto
Centro Cultural Goiânia Ouro e Cine Cultura - Sala Eduardo Benfica
Atividades de formação: Sesc Centro
Entrada franca


domingo, 9 de agosto de 2015

Aprenda com Fernanda Takai a iniciar do modo que você puder



Muito antes de se tornar uma das fundadoras do Pato Fu, a artista Fernanda Takai teve uma banda com colegas da escola onde estudava em Belo Horizonte. Detalhe: de instrumentos, mesmo, a turma só possuía duas guitarras (uma das quais era usada como baixo, sendo tocada apenas nas cordas mais graves), toda a bateria era improvisada (com materiais tão diversos e improváveis como prato de fanfarra, uma tábua de carne e até um bujão de gás amarrado ao bumbo para que este não se movesse!) e o teclado era "um teclado baratinho, desses que você passa no free shop e compra de presente... assim, muito limitado", conforme ela contou no programa Transando com Laerte, do Canal Brasil, que foi ao ar terça, 4. "Com isso, a gente começou nossa banda de escola". Há um vídeo com esse trecho da conversa disponível no YouTube do Canal Brasil.
Essa história é mais uma prova de nem sempre esperar as condições ideais para fazer o que você quer é a melhor opção. Você não precisa ter uma câmera hollywoodiana para começar a filmar, assim como também não depende de ter um escritório na Avenida Paulista para iniciar seu negócio. Se no decorrer do tempo você puder dar esses upgrades, ótimo. Mas sei por experiência pessoal que muitos dos "sonhos de consumo" padrão que temos ao começar a carreira vão sendo substituídos por outros no decorrer de nossa caminhada profissional, não necessariamente melhores, mas talvez mais coerentes conosco.

Queria destacar outro aspecto da trajetória de Fernanda Takai - ela ainda hoje mora em Belo Horizonte, a cidade onde teve essa banda de escola. Não cogitou de sair de lá nem quando o Pato Fu assinou o primeiro contrato com gravadora (a BMG, em 1994) ou quando a banda ganhou o primeiro Disco de Ouro, por Televisão de Cachorro (1998). De fato, outro equívoco comum é imaginar que você precisa ir morar em outro lugar para então começar a investir em seu sonho. No Brasil, quase sempre a opção é por São Paulo; já perdi as contas de quantas vezes ouvi esta frase ou alguma variação sua: "Aqui na minha cidade ninguém valoriza o meu trabalho/ a minha arte/ as minhas ideias, eu vou morar em São Paulo e lá as coisas vão acontecer pra mim".
O problema não é a pessoa se mudar para São Paulo (ou para onde for), e sim se agarrar ao pensamento mágico de que apenas a mudança irá por si só impulsionar sua carreira - há quem cometa o erro de ir morar na cidade mais populosa do país, com um dos custos de vida mais altos, sem nem ao menos ter definido um foco para sua atuação profissional. Convenhamos que é contar muito com a sorte.

* Publicado originalmente no Linkedin
- 8.8.15

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Lindonéia, ou: O dia em que um texto meu caiu no vestibular no Espírito Santo!

Imagine um belo dia você está navegando pela internet e de repente descobre que...  um texto seu foi usado numa prova de vestibular! Sim!! A gente imagina que isso só acontece com autores mortos, ou ao menos consagrados, mas já me aconteceu (não sei se já me consagrei, mas felizmente estou vivo), e estou contando hoje isso pela primeira vez aqui no blog em função de ser o aniversário de Caetano Veloso.

E o que Caetano tem a ver com isso? Tudo. O fato é que a questão de vestibular onde foi citado um texto meu tinha como tema o quadro Lindonéia, de Rubens Gerchmann, que inspirou a Caetano e Gilberto Gil sua composição "Lindonéia", gravada por Nara Leão naquele disco que já foi outrora apontado como o melhor disco brasileiro de todos os tempos, o Tropicália ou Panis et Circensis (1968). 

Eu pude ver o quadro numa exposição realizada em Porto Alegre em maio de 2006, inclusive muitas das várias vezes que fui à mostra no Santander Cultural foi especialmente para ver a Lindonéia, algo que, pra variar, os monitores da exposição achavam muito estranho (enfim, deixa pra lá).

Vamos então na sequência: primeiro os dois textos que eu fiz sobre a exposição, e depois a reprodução da questão que caiu na prova de Redação do vestibular da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) em 2007. - algo que eu toda vez que penso nisso não posso deixar de considerar extremamente honroso, afinal o quadro já tinha quarenta anos quando eu o vi, quantos outros textos não terão sido escritos sobre ele? 

:)

***


Lindonéia em Porto Alegre

A obra que inspirou a música "Lindonéia" está exposta em Porto Alegre. Foi o quadro Lindonéia - A Gioconda do Subúrbio, feito por Rubens Gerchman em 1966, que levou a cantora Nara Leão a encomendar um bolero a Gilberto Gil e Caetano Veloso em 1968, no auge do movimento tropicalista. Nara gravou esta canção no disco-manifesto do movimento, o LP Tropicália ou Panis et Circensis (Philips).

Gerchman criou Lindonéia com um visual de noticiário policial. No centro da obra, há uma figura de mulher jovem, marcada (por grãos de impressão) junto ao olho esquerdo, ao lado esquerdo do nariz e próximo ao lábio inferior, como se houvesse sido agredida. O olhar da moça é algo entre o susto e a irritação. O estilo do desenho é próximo da caricatura, lembrando um pouco Alcy Linhares. A figura da moça tem uma moldura espelhada, com alguns detalhes florais beirando o rococó. O espectador do quadro se vê refletido tanto no espelho como no próprio vidro que protege a figura de Lindonéia. Eu tinha falado em "noticiário", certo? Certo: no quadro lêem-se os seguintes dizeres: "UM AMOR IMPOSSÍVEL - A BELA LINDONÉIA - DE 18 ANOS MORREU INSTANTANEAMENTE". A partir daí, podem se elaborar mil e uma histórias.


A letra de Caetano incorporou boa parte de sugestões emanadas da própria obra. Podem-se identificar claramente o espelho (na primeira estrofe - "Na frente do espelho/ Sem que ninguém a visse/ Miss/ Linda, feia/ Lindonéia desaparecida" - e na última - "No avesso do espelho/ Mas desaparecida/ Ela aparece na fotografia/ Do outro lado da vida") e até a cor parda do papel que Gerchman utilizou (no verso que abre a terceira estrofe: "Lindonéia, cor parda"). Já os dizeres devem ter colaborado na opção por imagens fortes como "Despedaçados/ Atropelados/ Cachorros mortos nas ruas/ Policiais vigiando/ O Sol batendo nas frutas/ Sangrando...", na segunda estrofe.

A obra Lindonéia de Gerchman integra a mostra É Hoje na Arte Contemporânea Brasileira e pode ser vista no Santander Cultural (Rua Sete de Setembro, 1028, Centro, Porto Alegre – 3287-5500), até o domingo, 28, das 10 às 19h (2ª a 6ª) e das 11 às 19h (sábado e domingo).


* * *

Homenagem a Cara de Cavalo

Há outra obra com ligações tropicalistas na mostra É Hoje: trata-se de Homenagem a Cara de Cavalo, de Hélio Oiticica. Aliás, B33 Bólide caixa 18. A ligação é porque outro trabalho de Oiticica retratando esse criminoso famoso nos anos 1960, uma bandeira com os dizeres "Seja marginal, seja herói", foi a causa alegada para a suspensão de show dos tropicalistas Caetano Veloso, Gilberto Gil e Mutantes na boate Sucata em 1968.

Bólide é uma caixa sem tampa onde nas quatro faces internas há uma foto de Cara de Cavalo morto, sem camisa e com os braços abertos qual uma cruz, deitado no chão e rodeado por curiosos. Uma das faces da caixa está aberta e estendida em direção ao observador, que vê então Cara de Cavalo de cabeça para baixo. Um pano de nailon coberto de pigmento alaranjado (sugerindo sangue?) cobre sutilmente a foto. Dentro da caixa, há um saco plástico contendo o mesmo pigmento, tendo impresso os dizeres: "AQUI ESTÁ, E FICARÁ! CONTEMPLA! SEU SILÊNCIO HERÓICO".



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ufes2007


Questão 02 (Valor: 3,0 pontos)



Título: Lindonéia, a Gioconda dos Subúrbios
Autor: Rubens Gerchman
Ano: 1966

Rubens Gerchman criou Lindonéia, a Gioconda dos Subúrbios [1966] com um visual de noticiário policial. No centro da obra, há uma figura de mulher jovem, marcada (por grãos de impressão) junto ao olho esquerdo, ao lado esquerdo do nariz e próximo ao lábio inferior, como se houvesse sido agredida. O olhar da moça é algo entre o susto e a irritação. O estilo do desenho é próximo da caricatura, lembrando um pouco Alcy Linhares. A figura da moça tem uma moldura espelhada, com alguns detalhes florais beirando o rococó. O espectador do quadro se vê refletido tanto no espelho como no próprio vidro que protege a figura de Lindonéia.

(Fabio Gomes. Disponível em http://www.brasileirinho.mus.br/arquivomistura/138-220506.html. Acesso em: 29 mar. 2007.)

Lindonéia

(Caetano Veloso / Gilberto Gil 1968)

Na frente do espelho
Sem que ninguém a visse
Miss
Linda, feia
Lindonéia desaparecida

Despedaçados, atropelados
Cachorros mortos nas ruas
Policiais vigiando
O sol batendo nas frutas
Sangrando
Ai, meu amor
A solidão vai me matar de dor

Lindonéia, cor parda
Fruta na feira
Lindonéia solteira
Lindonéia, domingo, segunda-feira
Lindonéia desaparecida
Na igreja, no andor
Lindonéia desaparecida
Na preguiça, no progresso
Lindonéia desaparecida
Nas paradas de sucesso
Ai, meu amor
A solidão vai me matar de dor

No avesso do espelho
Mas desaparecida
Ela aparece na fotografia
Do outro lado da vida


Crie uma narrativa em que Lindonéia conta a própria vida. Nesse relato autobiográfico, deve-se incorporar: 

a)  um comentário ao quadro de Gerchman (por exemplo: título, ano, traços da pintura); 

b) a citação de um ou dois versos da canção de Caetano e Gil.