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domingo, 20 de abril de 2014

Poeta do Mês: Lorrana Maciel (3)


Mistura e Manda: Músicas de Páscoa

O clima de austero recolhimento influenciou o muito pouco que se compôs no Brasil especificamente para a Páscoa, na década de 1950. Basta dizer que não há nenhum samba ou marcha no repertório desse fugaz ciclo, no qual predominam as valsas.

Em 1953, Gilberto Alves gravou "Feliz Páscoa", de Irani de Oliveira e Ari Monteiro. Os mesmos autores lançaram no ano seguinte "O Disco da Páscoa", com Lolita Rios. Já em 1956 foi a vez de Carlos Gonzaga cantar "Salve a Páscoa" (Celso Aguiar - Raguinho - Constantino). A única destas músicas que não era valsa, a canção "Presente de Páscoa" (Lino Tedesco) foi interpretada pelos Demônios da Garoa num disco de 1958.

É bem possível que a música "Coelhinho da Páscoa", de Olga Bhering Pohlmann ("Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?/ Um ovo, dois ovos, três ovos assim!") seja dessa época, pois foi incluída no livro Música na Escola Primária, editado pelo Ministério da Educação e Cultura em 1962.

(Mistura e Manda nº 94, 28/3/2005)

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Cinema Macapá: Encontro com o Cinema Alemão


Mistura e Manda: Semana Santa

A Semana Santa é dos poucos ciclos festivos do calendário anual que não tem uma trilha sonora específica, como o Carnaval, São João ou Natal. Contam-se nos dedos canções que a abordam, como "O Terço" (Roberto & Erasmo Carlos), que Roberto Carlos gravou no auge de sua fase religiosa, em 1996: "Nos mistérios contemplo o nascer de Jesus/ E a alegria/ Na Paixão por amor preso à cruz/ Sua dor e agonia,/ Sua Ressurreição e aos céus a Ascenção/ No terceiro dia".

Já o dia de Aleluia aparece em "Perplexo" (Bi Ribeiro - João Barone - Herbert Vianna), que Os Paralamas do Sucesso gravaram no LP Big Bang, de 1989: "Não penso mais no futuro/ É tudo imprevisível/ Posso morrer de vergonha/ Mas eu ainda estou vivo/ Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira/ Quinta-feira, sexta-feira, Sábado de Aleluia/ Eu vou lutar, eu vou lutar/ Eu sou Maguila, não sou Tyson."

Por que uma das festas mais importantes do Cristianismo teria inspirado tão pouco nossos compositores? Creio que isso aconteceu porque na década de 1930, quando se compunham as obras que deram início aos ciclos natalino e junino, no período de Quaresma se observava rigorosamente o recolhimento sugerido pela Igreja Católica. A partir do meio-dia da Quinta-Feira de Endoenças, as rádios substituíam a programação musical habitual por música erudita e os cinemas passavam filmes sobre a vida de Cristo.

(Mistura e Manda nº 94, 28/3/2005)

terça-feira, 15 de abril de 2014

Poetas Azuis iniciam publicação de fotopoemas

Por Fabiana Figueiredo,
de Macapá


Com a ideia de que a poesia está em todos os lugares do dia a dia, os poetas Pedro Stkls e Thiago Soeiro, do grupo amapaense poético e musical Poetas Azuis, iniciaram a publicação de uma série de fotopoemas. O material contém fotos e texto dos poetas, colhidos de detalhes do cotidiano de cada artista.


Pedro Stkls e Thiago Soeiro


O trabalho, que é considerado um desafio de ambos, está disponível nas redes sociais do grupo: na fan page da dupla no Facebook (www.facebook.com/PoetasAzuis) e no seu perfil do Instagram (@poetasazuis) sendo publicados duas vezes por semana.





Para Pedro Stkls, o novo projeto é também uma forma de divulgar mais o trabalho deles como escritores. “Em nossas apresentações dizemos mais poesia de outras pessoas e essa é uma oportunidade de mostrar o que escrevemos e também um pouco mais do nosso trabalho como poetas”, explica Pedro.

Thiago Soeiro conta ainda que essa é uma forma de chamar a atenção das pessoas para as pequenas coisas, para os detalhes do dia a dia e, por isso, o nome “A Poesia do Olhar”.

“As fotos e os textos são todos buscando mostrar o olhar diferenciado que cada um tem para as coisas ao nosso redor, buscando assim valorizar os detalhes, as pequenas emoções”, destaca.

Os artistas planejam ainda uma exposição de fotopoemas para o segundo semestre do ano, junto com o novo espetáculo que vem sendo montado intitulado "A Palavra Amor", só com poemas que contenham a palavra “amor”.


O grupo, idealizado pelo professor, poeta e ator, Pedro Stkls e pelo jornalista e poeta, Thiago Soeiro, foi criado em junho de 2012, com o objetivo de juntar a poesia falada com a música. Eles já se apresentaram no Festival Quebramar, Feira do Livro do Amapá, Projeto Fim de Tarde no Museu, além de diversos Saraus por Macapá e em instituições de ensino.


O grupo já apresentou os espetáculos “Ensaios Poéticos”, “Varal de Poesia”, “Retalhos” e o mais recente “Abra o Bico”. Além de Thiago e Pedro, participam os músicos Igor de Oliveira, na direção musical e violão, e Bruno Mota, na percussão.

Opinião: Nebraska


Por Calila das Mercês,
de Salvador

Escrito pelo roteirista estreante Bob Nelson e dirigido por Alexander Payne, o longa-metragem Nebraska traz além de uma excelente e monótona fotografia em preto e branco, temáticas complexas como relações familiares, dramas cotidianos, alcoolismo e retratos de uma sociedade de valores ainda questionáveis.

Uma espécie de road movie, o filme se passa em torno da história de um jovem rapaz, David Grant (Will Forte), um vendedor de loja de eletrônicos, confuso e triste com o fim de um relacionamento, que resolve viajar de carro com o pai, Woody Grant (Bruce Dern) um senhor alcoolista, infeliz com a vida, que acredita ter ganhado 1 milhão de dólares numa carta de publicidade que recebeu pelos correios.

Woody é casado com Kate Grant (June Squibb) uma senhora que reclama dele e de todos que ela conhece com críticas ácidas e mau-humoradas. Além de David, eles têm um filho mais velho, Ross Grant (Bob Oden Kirk), que atua há pouco tempo como âncora de telejornal. Em vários momentos, os familiares mais próximos a Woody tenta convencê-lo de que o bilhete não tem validade, mas mesmo assim ele insiste que quer a todo custo ir a Nebraska. O drama aborda o comportamento humano, as pressões por bons empregos, o despeito e a cobiça do suposto ‘sucesso’ alheio, a necessidade de ter algo para se auto-afirmar, a violência, os bons e maus modos e também o sonho, muitas vezes frustrante, de deixar um legado ou algo de valor material para os sucessores.



            Sensível e delicado. Emocionante e cruel, assim é Nebraska. Como outras produções que foram indicadas às categorias do Oscar, como Her, Clube de Compras Dallas, Álbum de Família, 12 anos de escravidão e Blue Jasmine, o longa se configura como um acerto estético e original, tendo sido indicado a seis premiações no Oscar de 2014, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor com Alexander Payne, Melhor Ator (Bruce Dern), Melhor Atriz Coadjuvante (June Squibb) e Roteiro Original.



terça-feira, 8 de abril de 2014

Música Rio Grande do Sul: Turnê do show Música de Cena

O Arte Sesc – Cultura por toda parte promove, de 11 a 30 de abril, a turnê do espetáculo “Música de Cena”, do compositor e músico Arthur de Faria. A turnê tem início em Gravataí, no dia 11 de abril, às 20h30, no Teatro do Sesc (Rua Anápio Gomes, 1241). Em seguida, o espetáculo musical percorrerá as cidades de Montenegro, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Pelotas.

“Música de Cena” reúne canções para teatro interpretadas por atores/músicos, com seus figurinos e maquiagens, misturando climas das peças Solos Trágicos, Wonderland, Natalício Cavalo, O Casamento de Maicon Estallone, Os Plagiários, Ideologia, Marxismo & Rock’n’roll. A classificação é de 12 anos e os ingressos para a apresentação em Gravataí custam R$ 5,00 para comerciários e dependentes com Cartão Sesc/ Senac, R$ 15,00 para empresários e dependentes com Cartão Sesc/ Senac e R$ 20,00 para público em geral. 


Turnê espetáculo “Música de Cena”

Gravataí
Data: 11 de abril
Horário: 20h30
Local: Teatro do Sesc (Rua Anápio Gomes, 1241)
Ingressos: R$ 5,00 para comerciários e dependentes com Cartão Sesc/Senac; R$ 15,00 para empresários e dependentes com Cartão Sesc/Senac; e R$ 20,00 para público em geral

Montenegro
Data: 23 de abril
Horário: 20h
Local: Teatro Roberto Athayde Cardona (Rua Capitão Cruz, 2150)
Ingressos: 1 kg de alimento não perecível com retirada antecipada no Sesc Montenegro

Lajeado
Data: 26 de abril
Horário: 20h
Local: Teatro do Sesc (Rua Silva Jardim, 135)
Ingressos: R$ 5,00 para comerciários e dependentes com Cartão Sesc/ Senac; R$ 15,00 para estudantes, idosos, empresários e dependentes com Cartão Sesc/ Senac; e R$ 30,00 para público em geral

Santa Cruz do Sul
Data: 27 de abril
Horário: 20h
Local: Teatro Espaço Camarim (Rua Marechal Floriano, 322)
Ingressos: R$ 5,00 comerciários e dependentes com Cartão Sesc/ Senac; R$ 10,00 empresários e dependentes com Cartão Sesc/ Senac; e R$ 16,00 público em geral

Santa Maria
Data: 29 de abril
Horário: 20h
Local: Theatro Treze de Maio (Praça Saldanha Marinho, s/n)
Ingressos: R$ 5,00 comerciários com Cartão Sesc/Senac (direto no Sesc); R$ 10,00 estudantes, idosos e sócios (no Theatro); e R$ 20,00 público em geral (no Theatro)

Pelotas
Data: 30 de abril
Horário: 20h
Local: Theatro Guarany (Rua Lobo da Costa, 849)

Ingressos: Informações no Sesc pelo fone (53) 3225-6093

Cinema Belém: 5º Festival Varilux de Cinema Francês






PRIMEIRA SEMANA


9/04 (Quarta):

às 18h- Um Plano Perfeito

às 20h- Suzanne

10/04 (Quinta):

às 18h-Relação delicada

às 20h- Antes do Inverno


11/04 (Sexta)

às 18h- A grande volta

às 20h- O Amor é um crime perfeito

12/04 (Sábado):

às 18h- Eu, mamãe e os meninos

às 20h- Uma juíza sem juízo


13/04 ( Domingo)

às 10h- Uma Viagem extraordinária ( DUBLADO)
às 18h- Lulu, nua e crua

às 20h- Um belo domingo

SEGUNDA SEMANA


16/04 (Quarta):

às 18h- Grandes garotos

às 20h- O Amor é um crime perfeito

17/04 (Quinta):

às 18h-Uma juíza sem juízo

às 20h- O Passado


18/04 (Sexta)

às 18h- Os Incompreendidos

às 20h- Eu, mamãe e os meninos

19/04 (Sábado):

às 18h- Antes do Inverno

às 20h- Lulu, nua e crua


20/04 ( Domingo)

às 10h- Uma Viagem extraordinária 
( DUBLADO)

às 18h- Um belo domingo

às 20h- Um amor em Paris


As sessões acontecem às 18h e 20h, e os ingressos (R$ 8,00) serão vendidos a partir das 17h. Exceto, nas sessões de domingo (10h) quando serão vendidos às 09h.
Meia-entrada para estudantes. 
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Cine Líbero Luxardo
Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves | Av. Gentil Bittencourt, 650, Nazaré, Belém, Pará
Informações: (91) 32024321 | cinelibero@gmail.com

Exposição Macapá: Portinari - Trabalho e Jogo



Com o objetivo de facilitar o acesso ao público brasileiro aos acervos dos museus, o projeto Flash das Artes disponibiliza a visualização da reprodução fotográfica de pinturas, gravuras e desenhos do artista Cândido Portinari (1903-62) abordando o trabalho e o jogo. A exposição é composta por 25 imagens com técnicas variadas e, além de informação estética, esta é uma oportunidade para o público sonhar, viver suas fantasias e descobrir que trabalho e jogo podem se fundir num mesmo momento prazeroso.

O menino pobre de Brodowski, cidade do interior de São Paulo, colocou cores e formas em cenários tão reais que se transformam em obras de arte. A delicadeza do traço, a expressão marcante dos trabalhadores, as cenas rurais e as brincadeiras de crianças são parte integrante de suas criações.

O projeto estará possibilitando o trabalho formativo que convida o público a ter uma experiência prática por meio da releitura das obras a ser realizada na abertura, nos sábados, domingos e no enceramento da exposição, no turno da noite.


Vernissage: 22 de abril de 2014 as 19:00 horas.
Período de exposição: 22 de abril a 30 de maio de 2014.
Local: Amapá Shopping Garden
            Horário: 10:00h as 22:00

Música Rio de Janeiro: Uma Noite em Homenagem a Cole Porter


segunda-feira, 7 de abril de 2014

Post nº 900: Segunda parte de Ninfomaníaca fica abaixo da qualidade da primeira

A primeira parte de Ninfomaníaca estreou com um certo atraso em Belém, compensado com a permanência da fita por quase um mês em cartaz na cidade. Já a segunda parte, se chegou a Belém apenas uma semana depois da estréia nacional, não durou mais que sete dias em cartaz - de 20 a 27 de março. Quando estive na capital paraense no dia 28, já não havia como apreciar o filme em tela grande. Assim, acabei recorrendo a uma amiga que me conseguiu uma cópia das duas partes em CD-R (que alguém passou a ela dizendo que era a versão não-censurada, porém é a mesma que esteve nos cinemas brasileiros). Não costumo comentar aqui filme que não vi em cinema, a não ser que ele não tenha sido exibido comercialmente, mas neste caso creio que cabe abrir uma exceção à regra. 

Isto posto, devo dizer que, se a segunda parte do filme do dinamarquês Lars von Trier está longe de ser uma má obra, o certo é que ela não repete a qualidade da primeira parte. Boa parte da simpatia que o assim chamado Volume 1 desperta repousa no frescor da interpretação da atriz Stacy Martin, que faz a protagonista Joe quando jovem. Já o Volume 2, ao seguir um caminho mais cronológico, com poucos flashbacks, acaba nos privando da presença de Stacy já aos 20 minutos de projeção (fora um breve flashback quase ao final, repetindo cena do começo da própria segunda parte). Felizmente tempo suficiente para que Stacy protagonize uma das cenas mais hilariantes da série - a que Joe e Jerôme (Shia LaBeouf) estão num restaurante e ele aposta cinco libras para cada colher que ela consiga inserir na vagina (o que me fez lembrar a cena de Invasão de Privacidade onde Sharon Stone, também em um restaurante, tira sua calcinha durante o jantar e a entrega a William Baldwin). 

Após os 20 minutos, a ação dá um salto no tempo, Stacy é substituída em cena por Charlotte Gainsbourg, a quem até então só víamos narrando a história para o solitário Seligman, vivido por Stellan Skarsgård.  Uma novidade nesta nova parte é que agora Joe confronta Seligman - em especial seu hábito de relacionar tudo o que ela conta a obscuros problemas matemáticos ou a artefatos em desuso, algo que ela aceitava sem pestanejar no Volume 1. Ao questionar porque Seligman não se excita com suas narrativas picantes, Joe acaba arrancando dele a confissão de ser um virgem, nunca tendo estado com uma mulher. "Nem com um homem", ele logo se apressa em acrescentar. Isso faz com que durante quase todo o restante da história Seligman fique mais na defensiva, julgando menos o que Joe conta.

E o que Joe conta é bem mais pesado que as dificuldades em administrar os numerosos amantes, o que tanto a atormentava na primeira parte. Sem conseguir sentir prazer desde o final do filme anterior, a personagem, agora já morando junto com seu amado Jerôme e com o filho que tiveram, Marcel, é autorizada pelo marido a ter outros parceiros sexuais -  o que, evidentemente, em pouco tempo acaba precipitando o fim da relação, com o marido abandonando-a e levando junto o filho, que ela jamais voltou a ver. Por ocasião do fim do casamento, porém, não era com amantes que Jerôme deveria se preocupar, e sim com as idas de Joe numa espécie de consultório onde K. (Jamie Bell) é procurado por mulheres que buscam serem... espancadas! Sim! Ao menos para Joe, o sado-masoquismo acaba sendo a única fonte para que ela volte a sentir prazer (foto abaixo). 


Charlotte Gainsbourg como a Joe adulta


Mas, num corte abrupto como os que caracterizavam a primeira parte, de repente somem as sessões sado-masô e Joe está num consultório de fato, onde uma médica a encaminha a um serviço semelhante aos Alcoólicos Anônimos, naturalmente neste caso voltado para viciadas em sexo. Ela chega a ficar 26 dias sem transar, mas acaba rompendo com o novo tratamento e aí, na guinada mais sem lógica da série, passa a se dedicar a extorquir devedores, tendo L (Willem Dafoe) como mentor. Mesmo que o diretor consiga fazer a ação evoluir daí para se chegar à cena que abre o filme anterior - onde Joe, com sinais visíveis de espancamento, é encontrada num beco por Seligman -, esta virada parece pouco verossímil. 

A falta de um nexo causal entre as sequências (fora, naturalmente, a lógica maior da busca de Joe pelo prazer no sexo, que norteia o filme inteiro) pesou bastante para que eu considere esta segunda parte inferior à primeira. Não há também no elenco escalado para a segunda parte ninguém cuja presença na tela equivalha à aparição de Uma Thurman como a Senhora H do Volume 1. No balanço geral, considero que Ninfomaníaca é uma obra inquietante, que faz pensar, sim (afinal, como bem observa Seligman, se Joe fosse homem será que alguém consideraria seu vício por sexo... um vício?), e que tem bons momentos, a maior parte dos quais concentrados em seu Volume 1

domingo, 6 de abril de 2014

Poeta do Mês: Lorrana Maciel

Nossa Poeta do Mês de abril é, novamente, do Amapá. Lorrana Maciel faz parte do grupo Pena e Pergaminho, tendo sido premiada em primeiro lugar no concurso realizado recentemente pelo grupo, aberto exclusivamente a seus membros. Publicamos hoje justamente o poema premiado. 

***


Lorrana Maciel, 20, natural de Macapá – Amapá. Mãe, poeta, atriz, instrutora de teatro, técnica em informática e tradutora de espanhol. Em março de 2014, foi premiada em 1º Lugar no I CONCURSO POÉTICO DO GRUPO PENA & PERGAMINHO. Atualmente desenvolve o projeto do livro “DOCES E AMARGOS DEZEMBROS”.

Contato: lorrana_kerolly@hotmail.com
                lmlorranamaciel@gmail.com