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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Cachoeira (BA): Oficinas do Ponto de Cultura OURUA com inscrições abertas




Estão abertas as inscrições para as formações artísticas do projeto OURUA. Destinada aso público infanto-juvenil, as formações têm como objetivo investigar, registrar e difundir, através das diversas linguagens artísticas as histórias e memórias da região. Estão sendo oferecidas: Oficina de Leitura e Escrita para jovens a partir dos 15 anos; Teatro para jovens dos 12 aos 24 anos e Contação de Histórias para crianças de 5 a 8 anos. As inscrições são gratuitas e podem ser feita na sede da Casa de Barro, Rua 13 de março, n° 1, 1° andar, no centro de Cachoeira, das 14 às 17 horas ou pelo site www.casadebarro.org. As atividades se iniciam no dia 30 de abril, às 14h30, na sede da Casa de Barro.

Todas as turmas terão ainda aulas de Educação Patrimonial que serão importantes para o desenvolvimento das atividades com cada linguagem artística, através da investigação do patrimônio cultural local que servirá de base para as produções dos espetáculos, fanzines e demais expressões produzidas pelos grupo. O objetivo é mobilizar crianças e jovens para o reconhecimento deste patrimônio, tornando-o consciente de sua importância e co-responsáveis pela sua preservação, valorização, salvaguarda.


Ateliê de Ficções

 O Ateliê de Ficção – leitura e escrita criativa –  para jovens a partir dos 15 anos, acontece às terças e quartas, das 14 às 17 horas. Durante o curso serão realizadas atividades envolvendo a leitura e discussão de textos literários, bate-papos, exposição de conteúdos e técnicas de escrita, vivências em espaços de Cachoeira/São Félix, mostra de filmes e vídeos, laboratórios de escrita e a produção textual no gênero conto. Como resultado, os participantes produzirão fanzine/livro de artista com tiragem limitada e uma versão digital disponibilizada numa plataforma online.

Teatro

O curso acontece às quartas e sextas, das 14 às 17 horas e é destinada a jovens a partir dos 12 anos. É uma iniciação ao teatro que através de jogos e dinâmicas pretende contribuir no aperfeiçoamento das potencialidades dos jovens, explorando a capacidade de improvisação, a espontaneidade, a ludicidade e a criatividade como processo-chave para iniciar a descoberta de um caminho teatral. Com duração de quatro meses, o resultado será a produção de um espetáculo escrito, produzido e estrelado pelos próprios participantes.

Contos, Cantos e Brincadeiras

A atividade “Contos, Cantos e Brincadeiras” tem como público-alvo crianças de 5 a 8 anos e acontecerá às segundas e terças-feiras. A oficina irá proporcionar às crianças momentos de contação de histórias acompanhadas de músicas e brincadeiras populares. Algumas dessas histórias serão criadas a partir da investigação, feita pelas próprias crianças com seus familiares, de contos e lendas regionais, para ser contados na roda.

O objetivo da atividade é valorizar a infância, proporcionando atividades lúdicas que desenvolvem a sensibilidade, estimular a oralidade, criatividade e capacidade de síntese, facilitando o aprendizado e ajudando na compreensão do ambiente que norteia a criança. Em cada mês, haverá uma mostra com as atividades desenvolvidas pelas crianças, a fim de exibir ao público externo os resultados das oficinas.   

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Teatro: Inscrições abertas para festival-laboratório na Itália em junho





FESTIVAL LABORATORIO INTERCULTURAL DE PRATICAS TEATRAIS
Em colaboraçao com I.S.T.A. International School of Theatre Anthropology dirigida por Eugenio Barba


De 12 de JUNHO a 21 de JUNHO 2015

com:
Parvathy Baul, Claudio De Maglio, Eugenio Barba & Julia Varley, e muitos outros…


Programa:

De 12 a 15 Junho
Laboratorio de canto e dança tradicional indù Baul
com Parvathy Baul (Índia)


De 15 a 19 Junho
Laboratorio de Commedia dell'Arte
com Claudio De Maglio (Itália)
 
De 19 a 21 Junho
Laboratorio de direçao
com Eugenio Barba e Julia Varley (Dinamarca)


De manhã training com o Teatro Potlach.
 
Todas as tardes encontros com diretores, crìticos, atores, literatos, dramaturgos, diretores artìsticos de festivais e resenhas da Itália e do exterior: USA, Irã , Dinamarca, Alemanha , Espanha, Noruega.
 
Todas as noites um espetàculo de México, Brasil , Índia , Dinamarca, Itália.
 
 
Informações e reservas no local do evento:

TEATRO POTLACH
Via Santa Maria in Castello 10, 02032 Fara in Sabina (RI)
próximo a Roma
Itália




Palestra Recife: O Livro nos Tempos de Cólera


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Piano, pianinho, aí vem A Troça Harmônica

 O grupo (ou banda?) A Troça Harmônica, de João Pessoa, anuncia para junho seu primeiro CD, que terá o mesmo nome da banda (ou grupo?). No repertório, uma inédita do conterrâneo paraibano Chico César: "Vertigem da Inocência", mais 11 faixas do próprio quarteto - sim, A Troça se compõe de quatro pessoas, como bem explica seu Soundcloud:

A Troça Harmônica nasce do encontro de Chico Limeira, Gustavo Limeira, Lucas Dourado e Regina Limeira, jovens ativistas artísticos que se encontram em estado declarado de música e poesia. Todos, já há algum tempo, têm envolvimento com projetos individuais em circulação na cena musical estado afora. Cada um doa um punhado de canções e se forma o show d’A Troça, tocado sempre num tom minimalista, dentro da perspectiva do quarteto, que revisita e reatmosfera suas músicas.




Bueno, a notícia é que duas das onze autorais inéditas foram lançadas recentemente como singles: na terça, 31 de março, "Pianinho", assinada por Lucas, Gustavo e Chico.




Dois dias depois, já em abril, foi a vez de "Maria Vem", composição de Regina:



Fica difícil falar do som de uma banda sem buscar comparativo, nem que seja ao menos filosófica, em outros grupos. Pelo clima das músicas, pelo frescor dos arranjos, pelo alto astral que se depreende do resultado sonoro, situo A Troça na família musical brasileira que vem dos Novos Baianos e que gerou frutos recentes como Graveola e o Lixo Polifônico, mas sem soar nem como um nem como outro. 

Enfim, espero que "piano pianinho" a gente apenas cheire a flor e drible espinho, porque junho tem que chegar é logo para ouvirmos na íntegra o primeiro disco desta banda (ou grupo) cujos primeiros passos já soam tão agradáveis a nossos ouvidos. 

terça-feira, 24 de março de 2015

Teatro Porto Alegre: Ori Orestéia no Teatro Renascença

Adriana Rodrigues, em foto de Jessé Oliveira


Depois de uma bem sucedida estreia no Theatro São Pedro, um dos grupos mais emblemáticos da cena teatral gaúcha e brasileira, o Grupo Caixa-Preta, volta ao cartaz, em abril, no Teatro Renascença, em Porto Alegre, para uma temporada de seu novo espetáculo, ORI ORESTÉIA. A montagem poderá ser vista de sexta a sábado, às 20h, e domingo, às 18h. A montagem foi contemplada com o Edital Prêmio Funarte de Arte Negra 2012, concedido pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) em conjunto com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), por meio do Ministério da Cultural.

A peça, baseada na trilogia de Orestes, de Ésquilo, é uma realização do Grupo Caixa-Preta e tem a direção de Jessé Oliveira, que vem notabilizando-se pela apropriação e recriação de clássicos da dramaturgia universal em uma fusão com a cultura afro-brasileira em obras como HAMLET SINCRÉTICO e ANTÍGONA BR. Assim como na última peça citada, a dramaturgia é assinada por Viviane Juguero, que criou o texto a partir de argumento e concepção do diretor e de improvisações dos atores.

Nessa peça, o diretor Jessé Oliveira apresenta uma concepção estética inovadora, trazendo elementos da contemporaneidade negra. Além do sincretismo com elementos da tradição afro-brasileira, a peça dialoga com elementos míticos e místicos de diversas épocas e culturas. A criação, que engloba as três tragédias de Ésquilo (Agamenom, Coéforas e Eumênides) realiza um caminho que vai da raiz da cultura afro-brasileira, passando por batuque, orixás, samba, gafieira e chegando na cultura pop internacional.  

Essa última abordagem sincretiza alguns personagens com figuras emblemáticas da cultura negra atual: o atormentado psicologicamente e perseguido pela justiça Orestes se aproxima de Michael Jackson, Atenas à Ângela Davis, além de referência aos Panteras Negras e estrelas da Black Music.


Na montagem, revela-se uma gama de potentes signos da cultura afro-brasileira, resgatando elementos de uma tradição gestual que se constituiu no Brasil e também signos ligados aos mitos e arquétipos da cultura negra internacional. Investigam-se as raízes do teatro ritual, a partir de um mergulho na cultura africana e afro-brasileira, cultura pop contemporânea e suas composições corporais. A perda de identidade é abordada simbolicamente por meio de aspectos do sincretismo religioso e cultural.  Como sempre, o diretor Jessé Oliveira propõe uma encenação onde a construção plurissignificativa da cena viabiliza múltiplas leituras, demandando um posicionamento crítico do espectador. A beleza e a arte negra, associadas ao preconceito, à exploração e à luta são apresentadas simbolicamente em meio à rede complexa de questões socioculturais em que estão envolvidas. Ampliando a significação da narrativa, Ori Orestéia apresenta diversos estímulos que devem resultar em sensações e reflexões fundamentais para uma percepção ampla da questão afro-brasileira atual.

Sobre o grupo

O grupo Caixa-Preta é formado por artistas negros e surgiu no cenário gaúcho em 2002, tendo, logo, se tornado um expressivo coletivo de teatro do Rio Grande do Sul e no Brasil. Realizou os espetáculos: “TRANSEGUN”, de Cuti (2003); HAMLET SINCRÉTICO (2005), baseado na obra de William Shakespeare; ANTÍGONA BR (2008), por meio do Prêmio Myriam Muniz, da FUNARTE; O OSSO DE MOR LAM (2010), do senegalês Birago Diop, e em dezembro do mesmo ano DOIS NÓS NA NOITE, de Cuti, todos com a direção de Jessé Oliveira. O grupo também realizou o ENCONTRO DE ARTE DE MATRIZ AFRICANA, de 2006 a 2013, evento de discussão da arte afro-brasileira. A nona edição está prevista para dezembro de 2015.

FICHA TÉCNICA:

Direção: Jessé Oliveira
Elenco: Adriana Rodrigues, Diego Naià, Éder Rosa, Glau Barros, Juliano Barros, Marcelo de Paula, Mariana Abreu Marmontel, Pâmela Amaro, Richard Gomes, Viviane Juguero e Wagner Madeira
Dramaturgia: Viviane Juguero
Argumento: Jessé Oliveira
Textos originais: “Agamêmnon”, “Coéforas” e “Eumênides”, de Ésquilo.
Consultoria teórica: Barbara Kastner

Trilha sonora original: Viviane Juguero e Grupo Caixa Preta
Composição de músicas originais: “Presságio”; “Saudação”; “Templo de Apolo” e “Atena” (Viviane Juguero ); Agamêmnon e Jamais te trairei (Grupo Caixa Preta)
Colaboração nos arranjos e sonoplastia: Wagner Madeira e Diego Naià
Colaboração de sonoridades: Grupo Caixa Preta
Seleção das músicas de outros compositores: Jessé Oliveira
Consultoria musical: Álvaro RosaCosta

Figurinos: César Terres
Cenário: Rodrigo Shalako
Artista Gráfico: Waldemar Max Barbosa da Silva
Iluminação: José Luis Fagundes Kabelo
Assistente de Direção: Juliano Barros
Assistência em preparação corporal: Éder Rosa
Direção de Produção e Elaboração do Projeto: Jessé Oliveira
Produção e Divulgação: Silvia Abreu

Apoio: Bortolini | Clube do Assinante ZH |RBS TV |TV E |FM Cultura | Força Sindical |Instituto Girassol |Canal Você |Fatirrê Centro de Beleza Afro|MLGB Escritório Contábil | Studio de Dança Paulo Pinheiro |Faculdades Monteiro Lobato (FATO)
Financiamento: Ministério da Cultura, Fundação Nacional de Arte (Funarte) e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir)

SERVIÇO


O QUÊ: ORI ORESTÉIA, estreia da nova montagem do Grupo Caixa-Preta, dirigida por Jessé Oliveira
QUANDO: De 03 a 26 de abril de 2015. Sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 18h
ONDE: Teatro Renascença (Avenida Erico Verissimo, 307), Porto Alegre - Fone 51-  )
DURAÇÃO: 2h                                       
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 16 anos

QUANTO: R$ 20,00
Ingressos à venda na Bilheteria do Teatro Renascença, duas horas antes do início do espetáculo

Descontos:
Idoso: 50%
Classe Teatral: 50%
Estudantes: 50%
Clube do Assinante ZH: 50% titular e acompanhante
Para obter os descontos, é necessária a apresentação de documento comprobatório.