Páginas

terça-feira, 24 de março de 2015

Teatro Porto Alegre: Ori Orestéia no Teatro Renascença

Adriana Rodrigues, em foto de Jessé Oliveira


Depois de uma bem sucedida estreia no Theatro São Pedro, um dos grupos mais emblemáticos da cena teatral gaúcha e brasileira, o Grupo Caixa-Preta, volta ao cartaz, em abril, no Teatro Renascença, em Porto Alegre, para uma temporada de seu novo espetáculo, ORI ORESTÉIA. A montagem poderá ser vista de sexta a sábado, às 20h, e domingo, às 18h. A montagem foi contemplada com o Edital Prêmio Funarte de Arte Negra 2012, concedido pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) em conjunto com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), por meio do Ministério da Cultural.

A peça, baseada na trilogia de Orestes, de Ésquilo, é uma realização do Grupo Caixa-Preta e tem a direção de Jessé Oliveira, que vem notabilizando-se pela apropriação e recriação de clássicos da dramaturgia universal em uma fusão com a cultura afro-brasileira em obras como HAMLET SINCRÉTICO e ANTÍGONA BR. Assim como na última peça citada, a dramaturgia é assinada por Viviane Juguero, que criou o texto a partir de argumento e concepção do diretor e de improvisações dos atores.

Nessa peça, o diretor Jessé Oliveira apresenta uma concepção estética inovadora, trazendo elementos da contemporaneidade negra. Além do sincretismo com elementos da tradição afro-brasileira, a peça dialoga com elementos míticos e místicos de diversas épocas e culturas. A criação, que engloba as três tragédias de Ésquilo (Agamenom, Coéforas e Eumênides) realiza um caminho que vai da raiz da cultura afro-brasileira, passando por batuque, orixás, samba, gafieira e chegando na cultura pop internacional.  

Essa última abordagem sincretiza alguns personagens com figuras emblemáticas da cultura negra atual: o atormentado psicologicamente e perseguido pela justiça Orestes se aproxima de Michael Jackson, Atenas à Ângela Davis, além de referência aos Panteras Negras e estrelas da Black Music.


Na montagem, revela-se uma gama de potentes signos da cultura afro-brasileira, resgatando elementos de uma tradição gestual que se constituiu no Brasil e também signos ligados aos mitos e arquétipos da cultura negra internacional. Investigam-se as raízes do teatro ritual, a partir de um mergulho na cultura africana e afro-brasileira, cultura pop contemporânea e suas composições corporais. A perda de identidade é abordada simbolicamente por meio de aspectos do sincretismo religioso e cultural.  Como sempre, o diretor Jessé Oliveira propõe uma encenação onde a construção plurissignificativa da cena viabiliza múltiplas leituras, demandando um posicionamento crítico do espectador. A beleza e a arte negra, associadas ao preconceito, à exploração e à luta são apresentadas simbolicamente em meio à rede complexa de questões socioculturais em que estão envolvidas. Ampliando a significação da narrativa, Ori Orestéia apresenta diversos estímulos que devem resultar em sensações e reflexões fundamentais para uma percepção ampla da questão afro-brasileira atual.

Sobre o grupo

O grupo Caixa-Preta é formado por artistas negros e surgiu no cenário gaúcho em 2002, tendo, logo, se tornado um expressivo coletivo de teatro do Rio Grande do Sul e no Brasil. Realizou os espetáculos: “TRANSEGUN”, de Cuti (2003); HAMLET SINCRÉTICO (2005), baseado na obra de William Shakespeare; ANTÍGONA BR (2008), por meio do Prêmio Myriam Muniz, da FUNARTE; O OSSO DE MOR LAM (2010), do senegalês Birago Diop, e em dezembro do mesmo ano DOIS NÓS NA NOITE, de Cuti, todos com a direção de Jessé Oliveira. O grupo também realizou o ENCONTRO DE ARTE DE MATRIZ AFRICANA, de 2006 a 2013, evento de discussão da arte afro-brasileira. A nona edição está prevista para dezembro de 2015.

FICHA TÉCNICA:

Direção: Jessé Oliveira
Elenco: Adriana Rodrigues, Diego Naià, Éder Rosa, Glau Barros, Juliano Barros, Marcelo de Paula, Mariana Abreu Marmontel, Pâmela Amaro, Richard Gomes, Viviane Juguero e Wagner Madeira
Dramaturgia: Viviane Juguero
Argumento: Jessé Oliveira
Textos originais: “Agamêmnon”, “Coéforas” e “Eumênides”, de Ésquilo.
Consultoria teórica: Barbara Kastner

Trilha sonora original: Viviane Juguero e Grupo Caixa Preta
Composição de músicas originais: “Presságio”; “Saudação”; “Templo de Apolo” e “Atena” (Viviane Juguero ); Agamêmnon e Jamais te trairei (Grupo Caixa Preta)
Colaboração nos arranjos e sonoplastia: Wagner Madeira e Diego Naià
Colaboração de sonoridades: Grupo Caixa Preta
Seleção das músicas de outros compositores: Jessé Oliveira
Consultoria musical: Álvaro RosaCosta

Figurinos: César Terres
Cenário: Rodrigo Shalako
Artista Gráfico: Waldemar Max Barbosa da Silva
Iluminação: José Luis Fagundes Kabelo
Assistente de Direção: Juliano Barros
Assistência em preparação corporal: Éder Rosa
Direção de Produção e Elaboração do Projeto: Jessé Oliveira
Produção e Divulgação: Silvia Abreu

Apoio: Bortolini | Clube do Assinante ZH |RBS TV |TV E |FM Cultura | Força Sindical |Instituto Girassol |Canal Você |Fatirrê Centro de Beleza Afro|MLGB Escritório Contábil | Studio de Dança Paulo Pinheiro |Faculdades Monteiro Lobato (FATO)
Financiamento: Ministério da Cultura, Fundação Nacional de Arte (Funarte) e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir)

SERVIÇO


O QUÊ: ORI ORESTÉIA, estreia da nova montagem do Grupo Caixa-Preta, dirigida por Jessé Oliveira
QUANDO: De 03 a 26 de abril de 2015. Sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 18h
ONDE: Teatro Renascença (Avenida Erico Verissimo, 307), Porto Alegre - Fone 51-  )
DURAÇÃO: 2h                                       
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 16 anos

QUANTO: R$ 20,00
Ingressos à venda na Bilheteria do Teatro Renascença, duas horas antes do início do espetáculo

Descontos:
Idoso: 50%
Classe Teatral: 50%
Estudantes: 50%
Clube do Assinante ZH: 50% titular e acompanhante
Para obter os descontos, é necessária a apresentação de documento comprobatório.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Cinema: Quanto menos expectativas, melhor!

Tenho procurado levar a vida sem grandes expectativas, o que é algo meio difícil para seres humanos, reconheço. Mas enfim, no tocante ao cinema, tema desse texto, isso se reflete no fato de eu evitar ficar traçando mil conjecturas sobre como será o filme X ou Y antes de vê-lo. Obviamente que isso não é tão "cirúrgico" (rs) assim e é claro que um certo nível de expectativa sempre haverá, até mesmo pela simples escolha deste ou daquele filme para assistirmos. 

Enfim, essa volta toda é pra dizer que, dos dois filmes que vi  no cinema nesta semana, aquele pelo qual criei menos expectativas foi o que mais me agradou. Vamos aos exemplos concretos!

  • Ontem, vi o americano Golpe Duplo (EUA, 2015, direção de Glenn Ficarra e John Requa). Confesso que o que mais pesou para eu querer ver o filme foi a presença nele, como protagonista, da atriz australiana Margot Robbie, que vem de um sucesso estrondoso como coadjuvante de um dos grandes filmes de 2014, O Lobo de Wall Street (que eu resenhei aqui). E o fato de o trio central ser completado por Will Smith (a quem eu havia revisto pela enésima vez em Hitch, que a TV Globo reprisou nesta semana) e o brasileiro Rodrigo Santoro não deixava de ser auspicioso. Porém não há elenco, por melhor que seja, que consiga salvar um roteiro cheio de falhas e sem foco como o deste final que, suprema ironia, tem Focus como título original! Aliás, nova confissão: confesso que não entendi se, no título nacional, o "duplo" se refere ao fato de o filme ser dividido em duas partes que demoram a dizer o que tem em comum (e aí seriam, portanto, dois golpes), ou se é porque Nicky (Smith) e Jess (Robbie) estão boa parte do tempo buscando ludibriar um ao outro. Enfim: o melhor do filme é a primeira parte, passada nos Estados Unidos, quando Jess conhece Nicky ao tentar dar um golpe nele... sem saber que ele é exímio golpista. O pedido que ela faz para que ele a treine para ser uma melhor golpista soa meio absurdo, mas é óbvio que Nicky aceita porque a essa altura já está apaixonado por Jess. É aí, nas cenas de "treino", com Jess afanando carteiras e relógios em meio a uma multidão de homens que julgam que ela flerta com eles, que o filme tem os melhores momentos. Pena que a sequência mais representativa desta parte - em que, num estádio de futebol americano, Nicky aposta todo o produto de um mês de golpes (nada menos que um milhão e duzentos mil dólares) contra um viciado em jogos; se bem que o suspense em crescendo da sequência prende de fato a respiração do espectador, carece de lógica e verossimilhança a forma como Nicky vence a aposta (pior ainda, a forma como ele estava certo de que venceria, mesmo quando joga a decisão para as mãos de Jess). Mais verossímil é o rompimento do casal: logo após saírem do estádio, Nicky entrega a Jess a parte que a ela cabia da grana e a despacha para o aeroporto. Se houvesse acabado ali, teríamos um bom filme, mesmo que com as ressalvas apontadas. Mas sabe-se lá porque, os diretores houveram por bem dar um salto de três anos, e na segunda parte vamos encontrar Nicky em Buenos Aires, a serviço de um empresário da Fórmula 1, Garriga (Santoro). Nicky recebe a proposta de aplicar um golpe contra as escuderias adversárias de Garriga - que, por sinal, aparece ao lado de Jess numa festa que a escuderia oferece num hotel de luxo da capital argentina. Daí por diante o enredo se espicha e contorce em tantas voltas que eu prefiro poupar meus leitores de tentar resumi-lo, que dirá comentá-lo. Resumo da ópera: a bela expectativa que o elenco me acenava se esvaiu em função do roteiro capenga.


Jess sobre Nicky



  • Agora à tarde, fui ver uma comédia nacional em estreia, Superpai, da qual só o que eu sabia era o que consta no cartaz ao lado. O filme tem uma gênese que eu soube através dos próprios créditos de abertura: o roteiro, inicialmente chamado Deadbeat Dad, foi escrito para a Universal americana por Benji Crosgrove e Corey Palmer, que pensavam em Jack Black para o papel central. Por algum motivo, a major acabou enviando o roteiro para sua sucursal brasileira, onde ele foi adaptado à realidade nacional por Pedro Amorim (que dirigiu) e Ricardo Tiezzi, após um primeiro tratamento por Rafinha Bastos e Camila Raffanti. Mas durante a projeção praticamente nada faz lembrar a origem americana do argumento (talvez porque a trama é ambientada numa megalópole como São Paulo). O estilo narrativo pode ser classificado como uma "comédia de erros", já que o protagonista Diogo (Danton Mello) parece incapaz de fazer uma coisa, qualquer coisa, sem cair em alguma trapalhada. Na cena abaixo, por exemplo, enquanto ensina o filho Lucas como jogar pôquer na cozinha em meio à madrugada, lhe oferece amendoim sem lembrar da alergia que a criança tem a esta leguminosa. O roteiro é muito bem amarrado, com uma que outra falha (por exemplo, por que ninguém levou ao hospital o dono da festa onde Diogo vai com seus amigos, sendo que o cidadão foi mordido nas nádegas por um filhote de tubarão??), mas no conjunto resultando numa comédia bastante engraçada que acaba abordando também assuntos sérios como a exploração de mão-de-obra infantil resultante de imigração ilegal. Tentar resumir seria tirar um pouco da graça e da surpresa que espero que você tenha ao assistir o filme, assim como eu tive, sem saber - repito - mais sobre a obra do que o que é dito no cartaz promocional. Menos expectativas, pessoas! 





Música Salvador: Mostra Liberdade


Teatro Salvador: Espetáculos infanto-juvenis


terça-feira, 17 de março de 2015

Dança Porto Alegre: Teresinhas




Curitiba, Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Manaus, Porto Velho, Natal, João Pessoa e Recife são as cidades que assistirão Teresinhas, espetáculo de dança contemporânea assinado pelo coreógrafo Paulo Guimarães e contemplado com os editais de circulação dos Correios e do programa O Boticário na Dança para circulação no Brasil. O lançamento da turnê será no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, dia 20 de março, às 21h.

Montado no ano de 2008, com inspiração no texto de Vinicius de Moraes que, na visão do diretor, soube captar como poucos, a essência feminina, Teresinhas estreou neste mesmo ano no Teatro do SESC, na capital gaúcha e desde então vem se apresentando com sucesso nos palcos brasileiros. Em 2012, foi contemplado com o Prêmio PROCULTURA – FAC de apoio à difusão e circulação, e apresentou-se nas cidades de Rio Pardo, São Leopoldo, Rio Grande, Pelotas, Dom Pedrito, Caixas do Sul e Novo Hamburgo. Em 2009 participou do 5o Festival Palco Giratório SESC e em 2012, do Festival Dança Alegre em Alegrete. Recebeu indicações ao Prêmio Açorianos de Dança – melhor figurino e melhor trilha sonora. A música “Linha”, composta por Tiago Rinaldi para o espetáculo, foi vencedora do 11º Festival de Música de Porto Alegre e recebeu o prêmio de melhor letra. Parte da trilha sonora é executada em tempo real pelo músico, criando uma atmosfera de intimidade e delicadeza. A montagem tem iluminação de Fabrício Simões e cenografia de Rudinei Morales.

Em Teresinhas, vê-se a trajetória de uma mulher em diferentes etapas de sua vida. Em cena, oito bailarinas entre 30 e 70 anos interpretam a personagem principal, oferecendo ao espectador uma reflexão sobre a mulher e suas escolhas. Através do testemunho de sua mãe, Teresinha Machado Guimarães, o diretor e coreógrafo leva ao palco diferentes faces de uma mesma mulher. No papel da filha, da mãe, da companheira e amiga, a protagonista se mostra como quem abre um antigo baú, despindo-se aos poucos para o espectador.

Teresinhas – lançamento da turnê nacional
Dia 20 de março, às 21h
Theatro São Pedro – Praça Marechal Deodoro, s/n. Centro Histórico. Porto Alegre

Direção e coreografia: Paulo Guimarães
Bailarinas: Fernanda Stein, Gabriela Rutkoski da Rosa, Nury Salazar, Angela Coelho, Lisiane Heemann, Julia Trevisan, Thaís Freitas e Margareth Leyser
Trilha sonora ao vivo: Tiago Rinaldi
Locução: Nelson Diniz e Terezinha Jardim Machado
Cenografia: Rudinei Morales
Figurino: Franciso Pimentel e Ana Medeiros
Iluminação: Fabricio Simões
Direção de produção: Liége Biasotto – CUCO Produções
Assessoria de imprensa: Bebê Baumgarten
Fotografia: Ana Meinhardt, Cláudio Etges e Fábio Zambom
Tempo de duração: 1h
Classificação: livre

Ingressos: preço único de 20 reais (nas bilheterias do Theatro São Pedro)
50% de desconto para idosos e estudantes
50% de desconto para funcionários dos Correios

segunda-feira, 16 de março de 2015

Música: Novidades potiguares

Em fevereiro, aconteceu algo curioso em minha caixa de e-mails: pela primeira vez na história desse país, três bandas de um mesmo estado (no caso, o Rio Grande do Norte), me enviaram release de seus lançamentos - o que não deixa de ser curioso, pois em geral o material que eu recebo não é tão delimitado geograficamente (afora, evidentemente, o que vem por conta de eu fazer desde 2009 o Som do Norte). Mesmo que no momento eu não tivesse como dar uma atenção maior às bandas (pra quem não sabe, estou no momento dedicando-me à edição dos primeiros curtas-metragens do meu projeto de documentário As Tias do Marabaixo), decidi não deixar a coisa por isso mesmo e reportar aqui, tão logo quanto me fosse possível, os lançamentos citados. Sem falar que, pouco tempo antes, em janeiro, a cantora paraense Lívia Mendes contou no Som do Norte, na estreia da seção Café com Tapioca, que gosta muito de um banda potiguar (a Plutão Já Foi Planeta), que até chegou a inspirá-la. Enfim, chegou a hora de render nosso tributo ao Rio Grande do Norte.


***

Hotel Dolores 




A primeira banda a entrar em contato, em 3 de fevereiro, foi a recém-formada Hotel Dolores. A canção escolhida para o debut foi "Fuça", com a qual a banda participou do festival 8ª MPBeco, em janeiro, realizado em Natal no mês de janeiro. Hotel Dolores foi criada por dois ex-integrantes do Projeto Trinca, Bruno Alexandre (vocal) e Leonardo Palhano (guitarra/vocal), mais três músicos - o baterista Victor Albuquerque, o guitarrista Renan Ramalho e o baixista Gustavo Gabriel. O grupo prepara um EP para este semestre, com 4 das 10 músicas autorais que já manda nos shows (embora o pouco tempo de estrada, HD já tocou em Recife, ainda no ano passado, junto com os conterrâneos da  Plutão Já foi Planeta (guardem este nome!) e Androide sem Par. O lançamento teve a chancela do prestigiado blog Fuga Underground - leia aqui o post

***

Arduíno contra o Bando





O segundo contato foi de Arduíno contra o Bando, em 5 de fevereiro, noticiando o lançamento do que chamou de "single duplo" (talvez pelo fato de conter duas músicas, o que tem sido geralmente chamado apenas de "single"). A banda justifica o lançamento de duas músicas porque cada uma estaria numa esfera diferente de influências - chegaram a postar no Bandcamp que "Morcego" deixa mais evidentes as influências do Stoner dos Truckfighters e do clássico rock do Led Zepellin, enquanto "O Valor da Cobertura" traz mais bagagem do movimento manguebeat e do swing da MPB. 

Outra inspiração para "O Morcego" é o poema de mesmo nome de Augusto dos Anjos (leia aqui). 

As duas faixas devem entrar no EP com o singular título de Programado ao Inverso / Algoritmo do Comum

Arduíno contra o Bando é: 

Bateria e Órgão: Ariel Clyde 
Contrabaixo: Guilherme Bezerra Monteiro 
Guitarra e Vocais: João Moura Lima 
Guitarra: Bruno Narciso 

***

Electric Garbage




Já em 25 de fevereiro, Clara Cortêz, do já citado Fuga Underground, escreveu sugerindo como pauta o lançamento da Electric Garbage, o single "Backbone". Seu lançamento marca uma nova fase na banda, agora com os novos integrantes Mariana Nobre (vocal) e Daniel Mendes (bateria), que se somam aos "veteranos" Mozart Galvão (guitarra), Pedro Henrique (guitarra) e Renan Menezes (baixo). Surgida em 2011, a EG lançou um EP, com o nome da banda, no ano seguinte, pouco antes de entrar em recesso. Composição da vocalista Mariana, "Backbone" deve estar no próximo EP a ser lançado pela banda, previsto pra este semestre.

Ou seja, resumindo a ópera: temos aqui três amostras de que o ano musical potiguar promete!

Para encerrar, deixo vocês com o EP Daqui pra lá, lançado pela

Plutão Já Foi Planeta 


em outubro do ano passado, antes de ir tocar em Recife com Hotel Dolores e Androide sem Par.





sábado, 14 de março de 2015

Música Salvador: Mostra Itapuã


A Teoria de Tudo: sutil e emocionante

Por Fabio Gomes



Há muito tempo um filme não me pegava tanto pelo emocional quanto A Teoria de Tudo, cinebiografia do cientista Stephen Hawking dirigida pelo inglês James Marsh. E não que o filme seja um dramalhão, ou melodramático, longe disso. A própria história do físico - a quem os médicos deram mais dois anos de vida em 1963, quando ele foi diagnosticado com  esclerose lateral amiotrófica, que no filme é quase sempre chamada como "doença do neurônio motor" - já é por si só bastante emocionante. Afinal, tem que ter um coração de pedra para não se comover ao acompanhar por duas horas na tela o avanço da doença degenerativa e ver a perda progressiva dos movimentos e da fala sofridos por Hawking (num brilhante desempenho do ator Eddie Redmayne, merecidamente premiado com o Oscar e o Globo de Ouro como Melhor Ator). Mas a cereja do bolo é a forma sutil que Marsh encontrou para nos transmitir toda essa carga emocional.  








Imagens do começo do filme, quando Hawking ainda não desenvolvera a doença



Pra quem ainda não assistiu, vamos a um resumão do enredo: o jovem estudante de física Stephen conhece a jovem Jane Wilde (Felicity Jones), estudante de artes, em uma festa do campus. Ambos se apaixonam, mas ele, ao saber da gravidade de sua doença, a rejeita. Ela não aceita o afastamento proposto e os dois se casam, sendo ela a grande responsável por ele seguir vivendo uma vida normal (o quanto isso fosse possível, dado seu quadro clínico) e produtiva. Mesmo assim, muito tempo depois, Stephen dispensa Jane, assumindo um romance com sua enfermeira Elaine Mason (Maxine Peake) e então - só então - Jane aceita a corte do professor de música Jonathan Jones (Charlie Cox), com quem se casa. Em paralelo, acompanhamos a evolução da doença de Stephen e as restrições cada vez maiores de coordenação motora e de fala, e também suas sucessivas conquistas no campo da ciência, como suas descobertas sobre os buracos negros, ou seus avanços em relação aos estudos de Einstein sobre a Relatividade.

Se você leu atentamente o resumão acima, certamente identificou um ponto passível de virar dramalhão em mãos menos hábeis que as de Marsh: o momento em que Jane constata que é Elaine, e não mais ela, a dona do coração de Stephen. Como isso é traduzido na tela? Simples: Stephen comenta com Jane, aparentando casualidade, que será Elaine a acompanhá-la na conferência que ele fará nos Estados Unidos. Jane então responde que desconhecia o compromisso, e que ele sempre a pusera a par de tudo. Stephen dá uma risadinha e desconversa, alegando que as pessoas que querem ouvi-lo são muito insistentes... (isso pouco depois de uma cena em que Elaine e Stephen são flagrados lendo a revista Penthouse, uma versão inglesa da Playboy, numa sala da universidade pelo antigo orientador dele!). Na hora em que Jane constata o óbvio que estava debaixo do seu nariz, temos um notável desempenho da atriz Felicity Jones, que consegue transmitir tudo o que sente apenas com o olhar. 





A foto acima, que retrata uma cena do começo do filme, antecipa outro grande momento de Felicity - a sequência da partida de croquê, proposta por Jane logo após Stephen lhe contar da gravidade de sua doença, então recém-diagnosticada. A cada movimento difícil, queda ou entortada do corpo de Stephen, é no olhar em choque de Jane que vemos o quanto ela estava consciente da dificuldade da trajetória que se propunha a percorrer. 

Por melhor que seja, o filme tem a meu ver pelo menos duas falhas: a primeira é passar a impressão de que Jane se anulou profissionalmente para poder cuidar de Stephen (apenas uma breve cena desmente essa impressão: aquela em que Jane tenta estudar enquanto no aposento ao lado o marido faz algazarra com os dois filhos que o casal tinha até então). A segunda é não marcar apropriadamente a passagem do tempo após a instalação da doença - OK, sabemos que Stephen teria no máximo dois anos de vida, segundo o médico que diagnosticou a esclerose. Mas o que fazia Stephen quando esse prazo se concluiu? Como ele lidou com a proximidade dessa data considerada fatal, e como terá comemorado ultrapassá-la com vida? Isso é uma coisa que com certeza eu gostaria de ter visto. 

São coisas, claro, que Marsh ficou nos devendo, mas plenamente compensadas pela poesia da cena que vale o ingresso: aquele em que, em meio a uma importante conferência de Stephen, somos informados de que, apesar da fama e do sucesso, o grande sonho do físico naquele momento seria poder levantar de sua cadeira de rodas e juntar uma caneta que uma garota da primeira fila deixara cair no chão. 

Numa palavra: recomendo! 


O verdadeiro Stephen Hawking em seu escritório 
na Universidade de Cambridge (Inglaterra), 2011 - 
Foto: Sarah Lee / AP

Opinião Cinema: Para Sempre Alice

Por Bianca Oliveira


Um filme que narra a historia de uma mulher que construiu uma vida maravilhosa, e que simplesmente vai perdendo a consciência de tudo que possui. Para Sempre Alice, baseado no romance de Lisa Genova, conta a história de Alice Howland, uma professora de linguística de sucesso, diagnosticada com Alzheimer precoce, aos 50 anos. E é basicamente disso que o filme trata até o fim, sem graaandes avanços ou surpresas.

Alice (Julianne Moore, que merecidamente ganhou o Oscar por este papel) é uma renomada professora diagnosticada com um tipo precoce de Alzheimer, de maneira que começa a esquecer palavras, nomes, lugares, rostos e tudo que aprendeu durante a vida, que a fizeram ter uma carreira de sucesso, o que, conforme vemos no filme, era de extrema importância para ela. Com um roteiro interessante, o filme vai abordando de maneira rápida e clara o dia-a-dia da personagem principal, sua rotina com o marido John (Alec Baldwin), e os filhos Lydia (Kristen Stewart), Anna (Kate Bosworth) e Tom (Hunter Parrish).  Uma família normal, incrível como o diretor não abordou cenas muito dramáticas com a família, que sofre mas não teve cenas que deixassem evidente a emoção que se pretendia passar com a história. Faltou uma sensibilidade maior, o longa é basicamente a documentação da evolução médica de um quadro clínico.  O foco foi maior na relação de mãe e filha entre Alice e Lydia, e com isso trouxeram alguma empatia por essa ligação que antes da doença era tão fria e distante, mas o objetivo não foi alcançado, pois a relação das duas não despertou nada, e Kristen Stewart teve grande influência nisso: sua atuação foi fraca e chata.


Uma cena emocionante é quando Alice desaba, chora, grita e conta sobre sua doença ao marido, exprimindo tudo que até então estava guardado. Mas minha cena preferida é o discurso na palestra, onde Alice diz o que é ter, viver e sentir o Alzheimer. A arte de se perder (nesse momento caiu algo no meu olho que até lagrimei), pois o Alzheimer toma tudo, junto com a doença vai a personalidade também (a perda da sua autonomia é simbolizada por uma pulseira que Alice carrega tendo gravados dizeres sobre sua condição atual).


O figurino e maquiagem estavam impecáveis, é perceptível o quanto é desgastante tudo que o personagem passa. Mas a trilha sonora, irritante e forçada, podia ter o intuito de orientar a galera, mas tornou até previsíveis os momentos de tensão. Outro problema foi com o final, apático, incompleto, vazio, o filme termina e você nem percebe, simplesmente porque a última cena faz você olhar para o chão e ficar contando, deveria ser um momento em que se sentisse a dor da personagem e principalmente das pessoas ao seu redor mas Kristen falhou (sim, peguei no pé dela!).


Não poderia deixar de falar da Julianne Moore, que ganhou mais de 30 prêmios por sua atuação em Para Sempre Alice (além do Oscar, o Globo de Ouro, o Spirit Award, BAFTA, o SAG e o Hollywood Awards).  Ela foi o centro praticamente durante todo o filme, deu corpo ao personagem e fez uma atuação fantástica; Para Sempre Alice foi salvo graças à sua atuação, que "vestiu” o sofrimento de alguém que se perdeu com uma doença. Sem dúvidas o longa não seria o mesmo sem a linda e talentosa Julianne Moore (sou fã assumida mesmo!).





terça-feira, 10 de março de 2015

Teatro Salvador: Programação de março no Teatro SESC-Pelourinho


Teatro Porto Alegre: Ori Orestéia

Adriana Rodrigues, em foto de Jessé Oliveira


Um dos grupos mais emblemáticos da cena teatral gaúcha e brasileira, o Grupo Caixa-Preta estreia seu novo espetáculo, ORI ORESTÉIA, neste final de semana, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. As apresentações ocorrem no sábado, dia 14 de março, às 20h, e no domingo, dia 15, às 18h. A montagem foi contemplada com o Edital Prêmio Funarte de Arte Negra 2012, concedido pela Fundação Nacional de Artes (Funarte) em conjunto com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), por meio do Ministério da Cultural. A peça, baseada na trilogia de Orestes, de Ésquilo, é uma realização do Grupo Caixa-Preta e tem a direção de Jessé Oliveira, que vem notabilizando-se pela apropriação e recriação de clássicos da dramaturgia universal em uma fusão com a cultura afro-brasileira em obras como HAMLET SINCRÉTICO e ANTÍGONA BR. Assim como na última peça citada, a dramaturgia é assinada por Viviane Juguero, que criou o texto a partir de argumento e concepção do diretor e de improvisações dos atores.

Nessa peça, o diretor Jessé Oliveira apresenta uma concepção estética inovadora, trazendo elementos da contemporaneidade negra. Além do sincretismo com elementos da tradição afro-brasileira, a peça dialoga com elementos míticos e místicos de diversas épocas e culturas. A criação, que engloba as três tragédias de Ésquilo (Agamenom, Coéforas e Eumênides) realiza um caminho que vai da raiz da cultura afro-brasileira, passando por batuque, orixás, samba, gafieira e chegando na cultura pop internacional. Essa última abordagem sincretiza alguns personagens com figuras emblemáticas da cultura negra atual: o atormentado psicologicamente e perseguido pela justiça Orestes se aproxima de Michael Jackson, Atenas à Ângela Davis, além de referência aos Panteras Negras e estrelas da Black Music.

Na peça, revela-se uma gama de potentes signos da cultura afro-brasileira, resgatando elementos de uma tradição gestual que se constituiu no Brasil e também signos ligados aos mitos e arquétipos da cultura negra internacional. Investigam-se as raízes do teatro ritual, a partir de um mergulho na cultura africana e afro-brasileira, cultura pop contemporânea e suas composições corporais. A perda de identidade é abordada simbolicamente por meio de aspectos do sincretismo religioso e cultural.  Como sempre, o diretor Jessé Oliveira propõe uma encenação onde a construção plurissignificativa da cena viabiliza múltiplas leituras, demandando um posicionamento crítico do espectador. A beleza e a arte negra, associadas ao preconceito, à exploração e à luta são apresentadas simbolicamente em meio à rede complexa de questões socioculturais em que estão envolvidas. Ampliando a significação da narrativa, Ori Oresteia apresenta diversos estímulos que devem resultar em sensações e reflexões fundamentais para uma percepção ampla da questão afro-brasileira atual.

Sobre o grupo

O grupo Caixa-Preta é formado por artistas negros e surgiu no cenário gaúcho em 2002, tendo, logo, se tornado um expressivo coletivo de teatro do Rio Grande do Sul e no Brasil. Realizou os espetáculos: “TRANSEGUN”, de Cuti (2003); HAMLET SINCRÉTICO (2005), baseado na obra de William Shakespeare; ANTÍGONA BR (2008), por meio do Prêmio Myriam Muniz, da FUNARTE; O OSSO DE MOR LAM (2010), do senegalês Birago Diop, e em dezembro do mesmo ano DOIS NÓS NA NOITE, de Cuti, todos com a direção de Jessé Oliveira. O grupo também realizou o ENCONTRO DE ARTE DE MATRIZ AFRICANA, de 2006 a 2013, evento de discussão da arte afro-brasileira. A nona edição está prevista para dezembro de 2015.

FICHA TÉCNICA:

Direção: Jessé Oliveira
Elenco: Adriana Rodrigues, Diego Naià, Éder Rosa, Glau Barros, Juliano Barros, Marcelo de Paula, Mariana Abreu Marmontel, Pâmela Amaro, Richard Gomes, Viviane Juguero e Wagner Madeira
Dramaturgia: Viviane Juguero
Argumento: Jessé Oliveira
Textos originais: “Agamêmnon”, “Coéforas” e “Eumênides”, de Ésquilo.
Consultoria teórica: Barbara Kastner

Trilha sonora original: Viviane Juguero e Grupo Caixa Preta
Composição de músicas originais: “Presságio”; “Saudação”; “Templo de Apolo” e “Atena” (Viviane Juguero ); Agamêmnon e Jamais te trairei (Grupo Caixa Preta)
Colaboração nos arranjos e sonoplastia: Wagner Madeira e Diego Naià
Colaboração de sonoridades: Grupo Caixa Preta
Seleção das músicas de outros compositores: Jessé Oliveira
Consultoria musical: Álvaro RosaCosta

Figurinos: César Terres
Cenário: Rodrigo Shalako
Artista Gráfico: Waldemar Max Barbosa da Silva
Iluminação: José Luis Fagundes Kabelo
Assistente de Direção: Juliano Barros
Assistência em preparação corporal: Éder Rosa
Direção de Produção e Elaboração do Projeto: Jessé Oliveira
Produção e Divulgação: Silvia Abreu

Apoio: Bortolini | Clube do Assinante ZH |RBS TV |TV E |FM Cultura | Força Sindical |Instituto Girassol |Canal Você |Fatirrê Centro de Beleza Afro|MLGB Escritório Contábil | Studio de Dança Paulo Pinheiro |Faculdades Monteiro Lobato (FATO)
Financiamento: Ministério da Cultura, Fundação Nacional de Arte (Funarte) e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir)

SERVIÇO

O QUÊ: ORI ORESTÉIA, estreia da nova montagem do Grupo Caixa-Preta, dirigida por Jessé Oliveira
QUANDO:
Dias 14 de março de 2015, sábado, 20h
                    Dia 15 de março de 2015, domingo, 18h
ONDE: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n°, Centro Histórico), Porto Alegre - Fone 51- 32275100)
DURAÇÃO: 2h                                        
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 16 anos

QUANTO: R$ 30,00 (Plateia e cadeira extra) – R$ 25,00 (Camarotes Central) – R$  20,00
 (Camarote Lateral e Galeria)         

Ingressos à venda na Bilheteria do TSP a partir de 02/03/2015
Horário dias úteis:
Das 13h às 18h30min (quando não há espetáculos noturnos)
Das 13h às 21h (quando há espetáculos à noite)           
Sábados e domingos
Das 15h até o horário do espetáculo
Descontos:
AATSP: 50% na estreia
Idoso: 50%
Classe Teatral: 50%  e Estudantes
Clube do Assinante ZH: 50% titular e acompanhante
Para obter os descontos, é necessária a apresentação de documento comprobatório.

Exposição Salvador: As Aventuras de Pierre Verger




Música Porto Alegre: Jazz Marmontel Quarteto

O saxofonista Mário Marmontel Júnior (ao lado, em foto de Kiran) e seu quarteto são atração no Café El Pasito, nesta próxima sexta-feira, 13 de março, às 22h. No repertório, música instrumental reunindo clássicos do jazz e da bossa nova, além de composições autorais. Além de Mário, integram o quarteto Alexandre di Paoli (teclado), Mozart Dutra (percussão) e César Queiróz (violão).

Músico, educador, flautista e saxofonista, Mário Marmontel Júnior agrega 30 anos de atividades musicais, tendo atuado ao lado de nomes expressivos da cena musical local e nacional. Possui grande experiência com educação musical e, atualmente, coordena a formação de uma banda formada por jovens músicos residentes no bairro Restinga.

O Café El Pasito serve gastronomia vegetariana: falafel, pizzas, variedades de sucos naturais ecológicos, além de cervejas artesanais.

SERVIÇO:

O Quê: Jazz Marmontel Quarteto Instrumental. Clássicos do jazz e da bossa nova.
Quando: Dia 13 de março de 2015, sexta-feira, às 22h
Onde: Café El Pasito (Rua José do Patrocínio. n° 824, Cidade Baixa, ao lado do Bar Opinião)
Quanto: Couvert artístico ao preço de R$ 15,00
Capacidade do local: 45 lugares

Reservas pelo fone (51) 3085.6336

Música Rio de Janeiro: Marvio Ciribelli e Mari Biolchini


segunda-feira, 9 de março de 2015

Inscrições abertas para curso gratuito de rádio para jovens de Cachoeira e São Félix (BA)



Estão abertas as inscrições para o Cultura Viva!, projeto da casa de Barro que irá qualificar 40 jovens, a partir dos 14 anos, para produzirem programas de rádio sobre a cultura do Recôncavo. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na sede da Casa de Barro ou através do site www.casadebarro.org até o dia 18 de março ou enquanto durarem as vagas. As aulas começam 18 de março, às 14 horas, na Casa de Barro.

Durante o projeto, os jovens terão aulas teóricas e práticas sobre rádio e educação patrimonial, com passeios para conhecer e entrevistar alguns dos mestres da cultura local. Desse processo serão construídos oito programas de rádio que serão veiculados pela rádio Magnifícat FM.

O objetivo do projeto é proporcionar aos jovens oportunidade de se qualificarem para o trabalho em rádio, com produção de programas em diversos formatos, ao mesmo tempo em que os coloca em contato direto com a cultura e a história local através da investigação de pessoas e lugares que constituem a memória das cidades de Cachoeira e São Félix, transformando jovens e mestres em protagonistas dessa história.

O projeto é uma realização da Casa de Barro, contemplada pelo edital de culturas populares (11.2013), com o apoio financeiro do Fundo de Cultura, Secretaria de Cultura, Secretaria da Fazenda, Governo do Estado da Bahia. Conta ainda com o apoio da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, da Secretaria de cultura e Turismo de Cachoeira, da Rádio Magnificat FM e da OAPC.

O quê: Curso de rádio
Quando: a partir de 18 de março
Onde: Casa de Barro, Rua 13 de março, n°1, 1° andar, Centro, Cachoeira, Bahia.
Público: Jovens a partir dos 14 anos.
Realização: Casa de Barro
Apoio financeiro: Fundo de Cultura, Secretaria de Cultura, Secretaria da Fazenda, Governo do Estado da Bahia.

Apoio: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Secretaria de Cultura e Turismo de Cachoeira, OAPC e Rádio Magnificat FM