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terça-feira, 22 de abril de 2014

Opinião: Exposição Portinari: Trabalho e Jogo peca na qualidade das reproduções exibidas

Estive há pouco na abertura da exposição Portinari: Trabalho e Jogo, que reúne 25 reproduções de obras do artista em técnicas variadas, e fica aberta até 30 de maio no Shopping Amapá Garden (Macapá). Os quadros ocupam um trecho de corredor do shopping, nas proximidades na Livraria Nobel. Há um espaço interativo, onde aos finais de semana visitantes (em especial o público infantil) podem criar suas próprias releituras da obra do mestre paulista.

Um ponto positivo da mostra é o recorte incomum na produção de Cândido Portinari, do qual comumente se apresenta apenas a produção pictórica, em especial em óleo e têmpera - os famosos quadros Café, Guerra, Paz, Mestiço, o painel Tiradentes, a série Retirantes... Nenhum deles está na presente exposição. Privilegiou-se a produção de Portinari feita para livros (ilustrações para uma edição especial de Menino de Engenho, de José Lins do Rego) ou neles inspirada (há vários desenhos da série Dom Quixote, baseada no clássico do espanhol Miguel de Cervantes) e bem como gravuras, águas-fortes, entre outras técnicas geralmente pouco associadas ao nome de Portinari, que para o grande público foi "só" um pintor.

Mas, se tem isso de positivo, há que se fazer algumas ressalvas à mostra atualmente em cartaz. Há falhas, - pequenas, é verdade - na identificação das obras. Mostram-se, por exemplo, duas versões de "O namoro do menino de engenho", obra feita para o citado livro de José Lins, sem se especificar que uma foi a publicada no livro, e a outra descartada pelo próprio Portinari. Também penso que não faz sentido que uma exposição de um Portinari tenha um cartaz feito com modelo de programa de computador (imagem acima).

Porém a grande falha da mostra é na qualidade das reproduções exibidas. Se a qualidade das gravuras e águas-fortes é aceitável, por se tratar de obras originalmente produzidas em preto-e-branco, no caso das obras coloridas (como uma tela de "Baianas" retirantes dos anos 40,  a única sem identificação) isso se torna um grande problema, que se transforma num grave problema em relação à já citada série Dom Quixote. Trata-se de uma série de desenhos produzidos pelo artista em 1956, quando, tendo sido diagnosticado o começo de seu envenenamento pelas tintas que usava (e que acabou por por matá-lo em 1962, aos 58 anos), Portinari passou a usar preferentemente o lápis de cor. A reprodução em cartaz esmaeceu e chapou todas as nuances de cores dos originais. E não se pense que o problema é inerente à opção por réplicas. Vi na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, talvez ainda nos anos 1990, uma exposição da série Dom Quixote completa, acompanhada por poemas de Carlos Drummond de Andrade também sobre a obra de Cervantes,  toda de reproduções, nas quais era possível ver a mesma gama de cores que saíram do lápis de Portinari havia então mais de 40 anos. Por que não se buscou a mesma qualidade de reprodução na atual mostra?

Desta feita, a mostra se faz recomendável apenas a quem não tenha maior contato com a obra do mestre de Brodósqui, ou conheça apenas as tais telas mais famosas (Café, Guerra, Paz etc.). A partir daí, creio que, tendo o interesse despertado, o público possa procurar aprofundar seu conhecimento da obra do artista em livros ou na internet - e, esperamos, em futuras exposições com réplicas melhores ou mesmo com os originais (como aconteceu este ano mesmo em Belém).

Cinema Macapá: Cine Rock


Música Recife: Fim de Feira


Música São Paulo: La Tabaquera


Mistura e Manda: Descobrimento do Brasil

Nesta data, há 514 anos aconteceu o fato que estudamos na escola como Descobrimento do Brasil (se foi ou não acidental, se já havia contatos anteriores dos europeus com nosso país, é outra discussão...).

Sobre esse tema, existe uma monumental série de quatro suítes de Heitor Villa-Lobos (foto) para o filme O Descobrimento do Brasil (Humberto Mauro, 1937). A série tem o mesmo nome do filme e recebeu magistral gravação da Orquestra Nacional da Radiodifusão Francesa, sob regência do próprio Villa, em 1956, lançado pela EMI em 1957.

No carnaval, o descobrimento é citado em "Vultos e Efemérides" (Simeão - Jorge Porqueiro/ Portela, 1958): "Em 22 de abril de 1500/ Nosso gigante vi cair/ Por diante com amor edificou/ Essa grande pátria varonil/ E Portugal ao mundo revelou/ Brasil ô meu Brasil...", e mereceu também dois sambas próprios: "O Descobrimento do Brasil" (Geraldo Babão/Salgueiro, 1962) e "Treze Naus" (Portela, 1969), ambos atribuindo a chegada de Cabral à calmaria, como se estudava então (e por muito tempo) na escola. 

Ainda no carnaval, mas em outro gênero - a marcha -, Cândido das Neves apresentou em 1934 "A Maior Descoberta", gravada por Almirante e Castro Barbosa: "Depois da descoberta do Brasil/ A maior descoberta que se fez/ Foi... foi... foi a mulata/ A mulata que venceu mais uma vez!". Curiosamente, aqui, o autor evitou o uso da expressão consagrada - "descobrimento" -, que por sinal é considerada gramaticalmente incorreta por muitos autores, que recomendam o termo "descoberta".

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Foi seu Cabral

A rigor, Pedro Álvares Cabral tem pouco a ver com a terra da qual tomou posse em nome do rei de Portugal em 1500. Passou só alguns dias aqui, a maioria a bordo, e não participou de outras expedições para cá - aliás, de mais nenhuma, após chegar a Lisboa em 1501 retornando da Índia. O rei Dom Manuel ofereceu-lhe o comando de outra viagem, mas ele recusou e caiu em desgraça na corte.

Nada disso, porém, parece importar para os brasileiros, pois ao longo dos anos o culto e as homenagens ao fidalgo português só têm similar ao de grandes heróis nacionais. Para citar só um exemplo, existem 3 ruas em Porto Alegre com seu nome: rua Cabral, rua Álvares Cabral e rua Pedro Álvares Cabral - sem contar a praça Cabrália!

Na marcha carnavalesca, então, os poderes atribuídos ao almirante são ilimitados. Ele não só foi "quem inventou o Brasil/(...) No dia 21 de abril/ Dois meses depois do carnaval!" ("História do Brasil", de Lamartine Babo, lançado por Almirante em 1934 - atenção: a menção de Lalá é mesmo ao dia 21, e não 22, para acentuar o caráter nonsense da letra). Mais que isso, o descobridor é exaltado por João de Barro pela diversidade de tipos femininos que temos no país hoje: "Quando seu Cabral aqui chegou,/ Só botocudas ele encontrou/ Hoje, há qualquer tipo de mulher/ Viva o Cabral! Tá de colher!" ("Viva o Cabral", gravado por Moreira da Silva em 1953).

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O valioso Cabral

Quando, no começo dos anos 1960, o Tesouro Nacional resolveu colocar a efígie de Pedro Álvares Cabral na nova nota de mil cruzeiros, certamente não imaginou que repercussões isso teria na canção de carnaval. Duas marchas, com nome quase idêntico e lançadas na mesma época, abordavam o valor do navegante.

Uma delas foi "Retrato do Cabral" (Monsueto Menezes - Raul Marques), sucesso de Monsueto no carnaval de 1963: "Se não tem papel/ Pintado com o retrato/ Do Cabral/ O nosso amor acaba mal.// De janeiro a janeiro/ É uma briga sem igual/ A razão da nossa briga/ É o retrato do Cabral."

A outra, "Retrato de Cabral" (Rubem Gerardi - J. Piedade - José Brogogério), com Emilinha Borba, sobre um personagem que todo ano comprava um Cadillac: "Ai, ele é o tal!/ Abre a carteira, é só retrato de Cabral!".

(Mistura e Manda nº 45, 19/4/2004)

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Mistura e Manda: Tiradentes

Exaltação a Tiradentes

Hoje, dia 21, completam-se 222 anos do enforcamento do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, o Mártir da Independência. O culto à memória do herói iniciou depois de 1889, pois durante o Império não convinha ao regime lembrar alguém que quisera um país livre... com regime republicano. Já para a nascente República era ótimo apresentar-se como coroamento da idéia dos inconfidentes mineiros de 1789 e não mais uma quartelada qualquer - sem contar que, como quem mandara matar Tiradentes foi o governo de Portugal, não se constrangia ninguém dentro do país. Por tudo isso, já em 1890 o dia 21 de abril foi decretado feriado nacional, junto com 15 de novembro.

Painel "Tiradentes", de Cândido Portinari (1949)

De acordo com levantamento feito pela psicóloga francesa Monique Augras em seu livro O Brasil do Samba-Enredo (FGV, 1998), Tiradentes foi o vulto nacional mais citado em sambas-enredo no período em que as escolas de samba eram obrigadas a abordar temas da História nacional (1948-75). 

Mas foi só uma vez que o herói teve uma homenagem exclusiva: foi no bicampeonato do Império Serrano, em 1949, com o antológico "Exaltação a Tiradentes" (Mano Décio da Viola - Penteado - Estanislau Silva): "Joaquim José da Silva Xavier/ Morreu a 21 de abril/ Pela independência do Brasil/ Foi traído e não traiu jamais/ A inconfidência de Minas Gerais". 

Mano Décio tinha especial apreço pelo alferes, pois já no ano anterior apresentara, junto com Silas de Oliveira, nada menos que 3 sambas sobre ele. A escola preferiu apostar no tema "Antônio Castro Alves" (Altamiro Maio - Comprido). Mas 49 foi o ano de "Exaltação a Tiradentes", apresentado por Mano Décio e Penteado num ensaio que arrebatou a escola. Estanislau entrou na parceria porque, tendo ouvido o samba, foi a Madureira pedir autorização para divulgá-lo no asfalto. Desta forma, foi o primeiro samba-enredo que sobreviveu ao desfile, sendo gravado por Roberto Silva apenas como "Tiradentes" e voltando a fazer sucesso no carnaval de 1955.

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Tiradentes em outros sambas

Tiradentes figura também em diversos enredos que buscam enumerar uma série de fatos históricos, como "Seis Datas Magnas" (Althair Prego - Candeia/Portela, 1953): "Foi Tiradentes o Inconfidente/ e foi condenado à morte/ 30 anos depois o Brasil tornou-se independente/ Era o ideal de se formar um país livre e forte"; "Três Épocas do Brasil" (Vila Isabel, 1966): "Por um ato de heroísmo/ Foi sacrificado o nobre Tiradentes"; "Histórias e Tradições do Rio Quatrocentão - Do Morro Cara de Cão à Praça Onze" (Waldir 59 - Candeia/Portela, 1965): "Não devemos esquecer o mártir Inconfidente/ O heróico Tiradentes". 

Em alguns sambas, sua presença na letra se justificava por ser um enredo voltado para lutas libertárias, como "Movimentos Revolucionários e a Independência do Brasil" (ala dos compositores do Império Serrano, 1961): "Tiradentes sonhou com a nossa libertação/ Morreu defendendo o direito da nossa nação"; e "História da Liberdade no Brasil" (Aurinho da Ilha/Salgueiro, 1967): "Tiradentes, Tiradentes/ O herói inconfidente, inconfidente/ Domingos José Martins/ Abraçaram o mesmo ideal". Mas o alferes podia ser citado apenas a pretexto de simples menção a seu Estado natal, como em "O Vale do São Francisco" (Cartola - Carlos Cachaça/Mangueira, 1948): "...a terra do ouro/ berço de Tiradentes/ Que é Minas Gerais."

Ainda na linha dos sambas enumerativos, talvez o mais curioso seja "Vultos e Efemérides" (Simeão - Jorge Porqueiro), com o qual a Portela foi bicampeã em 1958: "Em 22 de abril de 1500/ Nosso gigante vi cair/ Por diante com amor edificou/ Essa grande pátria varonil/ E Portugal ao mundo revelou/ Brasil ô meu Brasil/ Tiradentes o mártir inconfidente/ O pioneiro do Brasil independente/ Da Inconfidência Mineira/ Pela página brasileira..."

Tão significativa presença no imaginário carnavalesco tornava Joaquim José presença obrigatória no "Samba do Crioulo Doido" (Stanislaw Ponte Preta, 1967), sátira ao gênero: "Chica da Silva/(...) obrigou a princesa (Leopoldina)/ A se casar com Tiradentes// La la la la la/ O bode que deu vou te contar// Joaquim José/ Que também é da Silva Xavier/ Queria ser dono do mundo/ E se elegeu Pedro II..."

(Mistura e Manda nº 45, 19/4/2004)

domingo, 20 de abril de 2014

Poeta do Mês: Lorrana Maciel (3)


Mistura e Manda: Músicas de Páscoa

O clima de austero recolhimento influenciou o muito pouco que se compôs no Brasil especificamente para a Páscoa, na década de 1950. Basta dizer que não há nenhum samba ou marcha no repertório desse fugaz ciclo, no qual predominam as valsas.

Em 1953, Gilberto Alves gravou "Feliz Páscoa", de Irani de Oliveira e Ari Monteiro. Os mesmos autores lançaram no ano seguinte "O Disco da Páscoa", com Lolita Rios. Já em 1956 foi a vez de Carlos Gonzaga cantar "Salve a Páscoa" (Celso Aguiar - Raguinho - Constantino). A única destas músicas que não era valsa, a canção "Presente de Páscoa" (Lino Tedesco) foi interpretada pelos Demônios da Garoa num disco de 1958.

É bem possível que a música "Coelhinho da Páscoa", de Olga Bhering Pohlmann ("Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?/ Um ovo, dois ovos, três ovos assim!") seja dessa época, pois foi incluída no livro Música na Escola Primária, editado pelo Ministério da Educação e Cultura em 1962.

(Mistura e Manda nº 94, 28/3/2005)

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Cinema Macapá: Encontro com o Cinema Alemão


Mistura e Manda: Semana Santa

A Semana Santa é dos poucos ciclos festivos do calendário anual que não tem uma trilha sonora específica, como o Carnaval, São João ou Natal. Contam-se nos dedos canções que a abordam, como "O Terço" (Roberto & Erasmo Carlos), que Roberto Carlos gravou no auge de sua fase religiosa, em 1996: "Nos mistérios contemplo o nascer de Jesus/ E a alegria/ Na Paixão por amor preso à cruz/ Sua dor e agonia,/ Sua Ressurreição e aos céus a Ascenção/ No terceiro dia".

Já o dia de Aleluia aparece em "Perplexo" (Bi Ribeiro - João Barone - Herbert Vianna), que Os Paralamas do Sucesso gravaram no LP Big Bang, de 1989: "Não penso mais no futuro/ É tudo imprevisível/ Posso morrer de vergonha/ Mas eu ainda estou vivo/ Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira/ Quinta-feira, sexta-feira, Sábado de Aleluia/ Eu vou lutar, eu vou lutar/ Eu sou Maguila, não sou Tyson."

Por que uma das festas mais importantes do Cristianismo teria inspirado tão pouco nossos compositores? Creio que isso aconteceu porque na década de 1930, quando se compunham as obras que deram início aos ciclos natalino e junino, no período de Quaresma se observava rigorosamente o recolhimento sugerido pela Igreja Católica. A partir do meio-dia da Quinta-Feira de Endoenças, as rádios substituíam a programação musical habitual por música erudita e os cinemas passavam filmes sobre a vida de Cristo.

(Mistura e Manda nº 94, 28/3/2005)

terça-feira, 15 de abril de 2014

Poetas Azuis iniciam publicação de fotopoemas

Por Fabiana Figueiredo,
de Macapá


Com a ideia de que a poesia está em todos os lugares do dia a dia, os poetas Pedro Stkls e Thiago Soeiro, do grupo amapaense poético e musical Poetas Azuis, iniciaram a publicação de uma série de fotopoemas. O material contém fotos e texto dos poetas, colhidos de detalhes do cotidiano de cada artista.


Pedro Stkls e Thiago Soeiro


O trabalho, que é considerado um desafio de ambos, está disponível nas redes sociais do grupo: na fan page da dupla no Facebook (www.facebook.com/PoetasAzuis) e no seu perfil do Instagram (@poetasazuis) sendo publicados duas vezes por semana.





Para Pedro Stkls, o novo projeto é também uma forma de divulgar mais o trabalho deles como escritores. “Em nossas apresentações dizemos mais poesia de outras pessoas e essa é uma oportunidade de mostrar o que escrevemos e também um pouco mais do nosso trabalho como poetas”, explica Pedro.

Thiago Soeiro conta ainda que essa é uma forma de chamar a atenção das pessoas para as pequenas coisas, para os detalhes do dia a dia e, por isso, o nome “A Poesia do Olhar”.

“As fotos e os textos são todos buscando mostrar o olhar diferenciado que cada um tem para as coisas ao nosso redor, buscando assim valorizar os detalhes, as pequenas emoções”, destaca.

Os artistas planejam ainda uma exposição de fotopoemas para o segundo semestre do ano, junto com o novo espetáculo que vem sendo montado intitulado "A Palavra Amor", só com poemas que contenham a palavra “amor”.


O grupo, idealizado pelo professor, poeta e ator, Pedro Stkls e pelo jornalista e poeta, Thiago Soeiro, foi criado em junho de 2012, com o objetivo de juntar a poesia falada com a música. Eles já se apresentaram no Festival Quebramar, Feira do Livro do Amapá, Projeto Fim de Tarde no Museu, além de diversos Saraus por Macapá e em instituições de ensino.


O grupo já apresentou os espetáculos “Ensaios Poéticos”, “Varal de Poesia”, “Retalhos” e o mais recente “Abra o Bico”. Além de Thiago e Pedro, participam os músicos Igor de Oliveira, na direção musical e violão, e Bruno Mota, na percussão.

Opinião: Nebraska


Por Calila das Mercês,
de Salvador

Escrito pelo roteirista estreante Bob Nelson e dirigido por Alexander Payne, o longa-metragem Nebraska traz além de uma excelente e monótona fotografia em preto e branco, temáticas complexas como relações familiares, dramas cotidianos, alcoolismo e retratos de uma sociedade de valores ainda questionáveis.

Uma espécie de road movie, o filme se passa em torno da história de um jovem rapaz, David Grant (Will Forte), um vendedor de loja de eletrônicos, confuso e triste com o fim de um relacionamento, que resolve viajar de carro com o pai, Woody Grant (Bruce Dern) um senhor alcoolista, infeliz com a vida, que acredita ter ganhado 1 milhão de dólares numa carta de publicidade que recebeu pelos correios.

Woody é casado com Kate Grant (June Squibb) uma senhora que reclama dele e de todos que ela conhece com críticas ácidas e mau-humoradas. Além de David, eles têm um filho mais velho, Ross Grant (Bob Oden Kirk), que atua há pouco tempo como âncora de telejornal. Em vários momentos, os familiares mais próximos a Woody tenta convencê-lo de que o bilhete não tem validade, mas mesmo assim ele insiste que quer a todo custo ir a Nebraska. O drama aborda o comportamento humano, as pressões por bons empregos, o despeito e a cobiça do suposto ‘sucesso’ alheio, a necessidade de ter algo para se auto-afirmar, a violência, os bons e maus modos e também o sonho, muitas vezes frustrante, de deixar um legado ou algo de valor material para os sucessores.



            Sensível e delicado. Emocionante e cruel, assim é Nebraska. Como outras produções que foram indicadas às categorias do Oscar, como Her, Clube de Compras Dallas, Álbum de Família, 12 anos de escravidão e Blue Jasmine, o longa se configura como um acerto estético e original, tendo sido indicado a seis premiações no Oscar de 2014, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor com Alexander Payne, Melhor Ator (Bruce Dern), Melhor Atriz Coadjuvante (June Squibb) e Roteiro Original.



terça-feira, 8 de abril de 2014

Música Rio Grande do Sul: Turnê do show Música de Cena

O Arte Sesc – Cultura por toda parte promove, de 11 a 30 de abril, a turnê do espetáculo “Música de Cena”, do compositor e músico Arthur de Faria. A turnê tem início em Gravataí, no dia 11 de abril, às 20h30, no Teatro do Sesc (Rua Anápio Gomes, 1241). Em seguida, o espetáculo musical percorrerá as cidades de Montenegro, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Pelotas.

“Música de Cena” reúne canções para teatro interpretadas por atores/músicos, com seus figurinos e maquiagens, misturando climas das peças Solos Trágicos, Wonderland, Natalício Cavalo, O Casamento de Maicon Estallone, Os Plagiários, Ideologia, Marxismo & Rock’n’roll. A classificação é de 12 anos e os ingressos para a apresentação em Gravataí custam R$ 5,00 para comerciários e dependentes com Cartão Sesc/ Senac, R$ 15,00 para empresários e dependentes com Cartão Sesc/ Senac e R$ 20,00 para público em geral. 


Turnê espetáculo “Música de Cena”

Gravataí
Data: 11 de abril
Horário: 20h30
Local: Teatro do Sesc (Rua Anápio Gomes, 1241)
Ingressos: R$ 5,00 para comerciários e dependentes com Cartão Sesc/Senac; R$ 15,00 para empresários e dependentes com Cartão Sesc/Senac; e R$ 20,00 para público em geral

Montenegro
Data: 23 de abril
Horário: 20h
Local: Teatro Roberto Athayde Cardona (Rua Capitão Cruz, 2150)
Ingressos: 1 kg de alimento não perecível com retirada antecipada no Sesc Montenegro

Lajeado
Data: 26 de abril
Horário: 20h
Local: Teatro do Sesc (Rua Silva Jardim, 135)
Ingressos: R$ 5,00 para comerciários e dependentes com Cartão Sesc/ Senac; R$ 15,00 para estudantes, idosos, empresários e dependentes com Cartão Sesc/ Senac; e R$ 30,00 para público em geral

Santa Cruz do Sul
Data: 27 de abril
Horário: 20h
Local: Teatro Espaço Camarim (Rua Marechal Floriano, 322)
Ingressos: R$ 5,00 comerciários e dependentes com Cartão Sesc/ Senac; R$ 10,00 empresários e dependentes com Cartão Sesc/ Senac; e R$ 16,00 público em geral

Santa Maria
Data: 29 de abril
Horário: 20h
Local: Theatro Treze de Maio (Praça Saldanha Marinho, s/n)
Ingressos: R$ 5,00 comerciários com Cartão Sesc/Senac (direto no Sesc); R$ 10,00 estudantes, idosos e sócios (no Theatro); e R$ 20,00 público em geral (no Theatro)

Pelotas
Data: 30 de abril
Horário: 20h
Local: Theatro Guarany (Rua Lobo da Costa, 849)

Ingressos: Informações no Sesc pelo fone (53) 3225-6093

Cinema Belém: 5º Festival Varilux de Cinema Francês






PRIMEIRA SEMANA


9/04 (Quarta):

às 18h- Um Plano Perfeito

às 20h- Suzanne

10/04 (Quinta):

às 18h-Relação delicada

às 20h- Antes do Inverno


11/04 (Sexta)

às 18h- A grande volta

às 20h- O Amor é um crime perfeito

12/04 (Sábado):

às 18h- Eu, mamãe e os meninos

às 20h- Uma juíza sem juízo


13/04 ( Domingo)

às 10h- Uma Viagem extraordinária ( DUBLADO)
às 18h- Lulu, nua e crua

às 20h- Um belo domingo

SEGUNDA SEMANA


16/04 (Quarta):

às 18h- Grandes garotos

às 20h- O Amor é um crime perfeito

17/04 (Quinta):

às 18h-Uma juíza sem juízo

às 20h- O Passado


18/04 (Sexta)

às 18h- Os Incompreendidos

às 20h- Eu, mamãe e os meninos

19/04 (Sábado):

às 18h- Antes do Inverno

às 20h- Lulu, nua e crua


20/04 ( Domingo)

às 10h- Uma Viagem extraordinária 
( DUBLADO)

às 18h- Um belo domingo

às 20h- Um amor em Paris


As sessões acontecem às 18h e 20h, e os ingressos (R$ 8,00) serão vendidos a partir das 17h. Exceto, nas sessões de domingo (10h) quando serão vendidos às 09h.
Meia-entrada para estudantes. 
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Cine Líbero Luxardo
Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves | Av. Gentil Bittencourt, 650, Nazaré, Belém, Pará
Informações: (91) 32024321 | cinelibero@gmail.com

Exposição Macapá: Portinari - Trabalho e Jogo



Com o objetivo de facilitar o acesso ao público brasileiro aos acervos dos museus, o projeto Flash das Artes disponibiliza a visualização da reprodução fotográfica de pinturas, gravuras e desenhos do artista Cândido Portinari (1903-62) abordando o trabalho e o jogo. A exposição é composta por 25 imagens com técnicas variadas e, além de informação estética, esta é uma oportunidade para o público sonhar, viver suas fantasias e descobrir que trabalho e jogo podem se fundir num mesmo momento prazeroso.

O menino pobre de Brodowski, cidade do interior de São Paulo, colocou cores e formas em cenários tão reais que se transformam em obras de arte. A delicadeza do traço, a expressão marcante dos trabalhadores, as cenas rurais e as brincadeiras de crianças são parte integrante de suas criações.

O projeto estará possibilitando o trabalho formativo que convida o público a ter uma experiência prática por meio da releitura das obras a ser realizada na abertura, nos sábados, domingos e no enceramento da exposição, no turno da noite.


Vernissage: 22 de abril de 2014 as 19:00 horas.
Período de exposição: 22 de abril a 30 de maio de 2014.
Local: Amapá Shopping Garden
            Horário: 10:00h as 22:00