domingo, 28 de agosto de 2011

Clipe: Bom Dia, Anjo


A cantora que eu não conhecia ainda e cujo trabalho mais me impressionou nesses primeiros oito meses de 2011 chama-se Tabatha Fher. Natural do Espírito Santo e radicada em São Paulo, ela canta com igual desenvoltura em português e inglês, e dedica sua voz suavemente aveludada, em especial, a clássicos do jazz e da bossa nova. Tabatha está gravando seu primeiro CD, com previsão de sair em breve. Em maio, ela foi a convidada de Jair Oliveira para a faixa do mês do disco virtual Jair Oliveira 2011 (todo mês ele sobe pro Soundcloud uma música que faz parte do CD - baixe em http://www.jairoliveira.com.br/sambazz/news_ler.php?id=141).

No Blog Oficial, Jair contou em 28 de maio que escolheu "Bom Dia, Anjo" como faixa daquele mês porque faz 10 anos que ele compôs, em Londres, como homenagem a sua esposa, esta canção, lançada no CD Outro (2002).




Bom Dia, Anjo (Jair Oliveira)
Com Jair Oliveira e Tabatha Fher

Conceito, direção e edição - Jair Oliveira
Câmera - Jair Oliveira e Tabatha Fher

Música da Semana: "Ótima" - Baia


A música desta semana aqui no blog é "Ótima", parceria de Maurício Baia, que a gravou, com Gabriel Moura e Rogê. É a oitava faixa do CD Habeas Corpus, lançado em 2006.

Equilibrando-se entre o samba/MPB e o rock/pop, Baia nasceu em Salvador, foi criado no Recife e mora no Rio desde o começo dos anos 1990 - era um recém-chegado quando participou do projeto O Baú do Raul, em 1992. Um ano antes, montou a banda Baia & Os Rockboys, com os quais lançou três CDs, até partir para a carreira solo, do qual este disco é o marco inaugural. No final de 2009, gravou no Circo Voador (Rio) o CD e DVD Baia no Circo - de Habeas Corpus entraram quatro músicas, mas "Ótima" ficou de fora. No próximo dia 10 de setembro, Baia, retornando da Europa, volta a fazer o show Baia no Circo no local onde o gravou

Os autores de "Ótima", Baia, Gabriel e Rogê integram o coletivo 4 Cabeça, ao lado de Luis Carlinhos, diretor do CD+DVD Baia no Circo.

A faixa destacada segue a linha do "samba pop" - alguns instrumentos típicos, e aqui e ali uma levada, de samba, dando um sabor especial a esta história do patrão que vai percebendo um jogo de sedução por parte de sua empregada doméstica. Na letra, há uma sutil referência a Roberto Carlos.

BAIA
"Ótima" (Maurício Baia - Gabriel Moura - Rogê)
CD Habeas Corpus - 2006




Daniel Piza: "Indústria cultural não tem interesse em opiniões contundentes e independentes"


O Diário do Pará (Belém) deste domingo entrevistou Daniel Piza, colunista d'O Estado de São Paulo e autor do livro Jornalismo Cultural. Piza, que virá ao Pará participar da 15ª Feira Pan-Amazônica do Livro, que acontece de 2 a 11 de setembro, defende que os espaços culturais dos veículos se mantenham criativos e críticos, mesmo que isso não seja de interesse da indústria cultural. Ao mesmo tempo, entende que na internet a crítica ainda não está tão solta quanto seria de se esperar. Leia a seguir a entrevista na íntegra. O texto foi publicado originalmente no Diário do Pará. A entrevista foi realizada por Márcia Carvalho.

P: O Brasil é um país onde a maioria da população não tem acesso a bens culturais. Segundo dados do IBGE/Ipea (2009), apenas 14% da população vai ao cinema – e apenas uma vez por ano. O orçamento para Cultura não chega a 1%, o mínimo recomendado pela Unesco. Por que é revelante falar de cultura na imprensa? Qual a importância de um caderno cultural num país como o Brasil?

R: Naturalmente os cadernos culturais não podem preencher essa vasta lacuna cultural brasileira, que tem a ver com educação, economia e outros fatores históricos. Mas é relevante falar de cultura para as pessoas que têm alguma vida cultural, para que a ampliem e aprofundem, e para atrair jovens com interesse potencial, afinal todos nós fomos um dia incorporados a esse universo. Num país como o Brasil a TV teria um papel preponderante nessa atração, mas infelizmente vemos raros exemplos de jornalismo cultural na TV aberta. Os países mais desenvolvidos são os que têm maior índice de leitura e de consumo cultural, mas é preciso um esforço para que os campos se estimulem mutuamente. Como diz um amigo, é bom também “educar a elite”, ou seja, mostrar às pessoas que têm condições econômicas que cultura não é só verniz e diversão, mas algo que faz repensar valores e caminhos.

P: Nos últimos anos a mídia fundiu cultura e entretenimento. O que isso representou para o jornalismo cultural?

R: A cultura sempre teve um aspecto de entretenimento. Os gregos acompanhavam o teatro na era clássica como hoje os brasileiros acompanham as novelas na TV. Shakespeare era visto num local onde os ingleses elisabetanos também se divertiam com ursos sendo surrados. Mozart lotava casas de ópera em Viena, Beethoven era tão famoso que o paravam na rua para pedir autógrafo. Dickens e Balzac não eram lidos por intelectuais apenas, mas pela classe média urbana. Por outro lado, a dança de um Fred Astaire levava milhões aos cinemas, mas era um produto de arte de alto refinamento. O que cabe ao jornalismo cultural não é tanto separar uma coisa da outra, mas identificar aquelas obras e ideias que vão ficar, que vão transcender a moda e se tornar referências para outras gerações.

P: Qual sua avaliação do jornalismo cultural praticado no Brasil atualmente?

R: Ele ainda é, como escrevi em 2003 no meu livro sobre o tema, preso demais às agendas de eventos e ao culto das celebridades. Ainda temos pouca criatividade nas pautas e nos textos e o espaço da crítica foi banalizado, convertido em breves avaliações impressionistas.

P: Qual o papel da crítica e por que se tornou tão complicado mantê-la nos jornais?

R: A crítica é fundamental na história da civilização, filha do ensaísmo de Montaigne e da mentalidade iluminista. Significou a liberdade de qualquer cidadão de formar sua opinião própria, a partir de interpretações feitas por pessoas dedicadas ao exame de obras e ideias. O jornalismo cultural nasceu com forte teor crítico há mais de 300 anos. Mas ao longo do século 20 a crítica foi se tornando algo com pretensões de ciências exatas e ficando mais e mais ilegível, escrita com jargões, não mais com o velho e bom tom de abordagem ensaística, ao mesmo tempo pessoal e profissional. Além disso, a indústria cultural ganhou muita força e as publicações não souberam resistir e se converteram em caixas de ressonância dessa indústria, a qual não tem interesse em opiniões contundentes e independentes.

P: Com a explosão de sites e blogs na internet e, mais recentemente, das mídias sociais, qual o principal desafio do jornalista que trabalha com cultura, dentro e fora das redações?

R: Minha esperança era que esses espaços mais soltos, anárquicos, permitissem o retorno de uma voz autoral, de um texto menos comprometido, mas por enquanto só há exceções. O desafio dos jornalistas culturais diante dessas novas “plataformas” é manter a seriedade, não se dispersar, já que a leitura em internet tende a ser muito veloz e achista.

P: A produção cultural que se dá fora dos grandes centros (Rio/SP) dificilmente encontra espaço na grande mídia nacional. Existe algum caminho para reverter isso?

R: Em geral a cobertura fora das metrópoles se limita a eventos localizados, como feiras de livros, festivais de teatro e dança, mostras de cinema. Seria importante acompanhar mais a cena real, no dia a dia, e dar voz a criadores que não conseguem chegar às grandes editoras, produtoras etc. Mesmo com a internet, a realidade da maioria dos artistas é a de muita dificuldade para aumentar seu público, exceto fenômenos muito específicos, ligados a fatores nem sempre estéticos. O caminho é pesquisar e ousar.

P: Como melhorar o nível do jornalismo cultural? O que as empresas jornalísticas, mas, sobretudo, os próprios jornalistas da área devem buscar?

R: Há uma questão básica, que a obviedade deveria dispensar, mas não entendo que um jornalista cultural seja inculto. Formação é essencial, e ela deve ser ampla, não apenas focada numa área específica, por mais que sempre nos inclinemos a ficar com dois ou três temas preferenciais. O crítico de cinema é melhor se conhece história, por exemplo. E é só melhorando o nível dos jornalistas culturais que o jornalismo cultural vai melhorar. Ao mesmo tempo, as empresas de comunicação precisam dar mais espaço para a criatividade, a contestação, mesmo que erros seja cometidos.

P: Como será a sua participação no evento?

R: Farei uma palestra sobre Euclides da Cunha, sobre quem escrevi um livro e fiz um pequeno documentário depois de uma viagem em 2009 ao longo do rio Purus, viagem que recriou a que ele havia feito em 1905. A parte amazônica da obra de Euclides ficou esquecida em função da importância de “Os Sertões”, mas também é muito importante pelas questões que antecipa.

P: Como foi percorrer o mesmo caminho de Euclides da Cunha? O que mais surpreendeu ou marcou você durante essa expedição?

R: Muitas coisas me marcaram, e não só os piuns! A hospitalidade dos ribeirinhos, seus problemas em saúde e educação, a sensação labiríntica do rio, o número de índios que Euclides não viu. Ele viu seringais lotados, nós não encontramos nem sequer um ativo. E, claro, fiquei ainda mais consciente do heroísmo daquela expedição, das tantas coisas que Euclides enfrentou para cumprir sua missão demarcatória. Ele não foi um pioneiro apenas nas letras.

P: Você tem vários livros publicados. No seu caso, tornar-se escritor foi uma consequência natural da profissão de jornalista? Acredita que uma atividade complementa a outra?

R: Acredito. Antes mesmo de ser jornalista pensava em ser escritor. Mas nem todo escritor sabe ser bom jornalista e, sobretudo, vice-versa... Escrever livros é outra arquitetura, exige mais método e paciência, além de dar bem menos retorno financeiro... Escrevo livros porque gosto e porque acho que aqueles temas exigiam novas abordagens.

P: O que falta para o Brasil tornar-se de fato um país de leitores?

R: Muita coisa... Como eu disse, o desenvolvimento econômico é um fator fundamental, mas não o único. Na Rússia, por exemplo, a economia está pior e as pessoas leem muito mais. Sinto um desdém geral pela importância de ler no Brasil. Ou melhor, pelo prazer de ler. Todo o esforço deve ser no sentido de combater esse desdém.



sábado, 27 de agosto de 2011

Música Porto Alegre: 7ª Noite Senhor F


Música Ceará e Paraíba: 5ª Mostra Banco do Nordeste da Canção Brasileira Independente

A 5ª Mostra Banco do Nordeste da Canção Brasileira Independente acontece entre 14 de setembro e 1º de outubro, nos três Centros Culturais do Banco do Nordeste (Fortaleza; Cariri, em Juazeiro do Norte, na região sul do Ceará; e Sousa, no alto sertão da Paraíba). Serão 50 atrações musicais, além de workshop, exposição e oficinas, sempre com entrada franca.

O evento nasceu em 2006 para ser uma vitrine do trabalho do Artista Independente, que propaga em sua localidade as experiências vivenciadas a partir de duas vertentes: diversidade e identidade.

Apesar das adversidades, os independentes participam de todas as etapas da produção de seus respectivos trabalhos, indo desde o processo de composição, passando pelo registro, assinatura de contratos, até a elaboração da apresentação junto ao público consumidor, primando pela fusão de elementos culturais locais, regionais e planetários.

Apresentações no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza

14/09 (QUARTA)

17:00 – JORD GUEDES (CE)
Cantora, compositora e instrumentista natural da cidade do Crato, participou ainda na infância de corais, cursos de teatro e venceu um festival de música realizado na escola. Influenciada pela cultura local e universal, apresenta o show Traços que dá nome também ao seu primeiro CD solo, ainda em processo de gravação. Possui canções de sua autoria e em parcerias com Alex Costa, Henrique Beltrão, Júlio Vila Nova, Alan Mendonça, entre outros. Também faz releituras de expoentes consagrados, tais como Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Ednardo, Fausto Nilo e Nonato Luiz.

18:00 – MARINA CAVALCANTE (CE)
Teve os seus dons musicais descobertos por sua avó Dona Rosa, aos 10 anos numa reunião familiar. Na companhia de seu irmão Edilson Filho começou a cantar em cerimônias religiosas e confraternizações. Participou do coral da escola como contralto e pouco depois é convidada pelo compositor Chico Araújo para participar do Show Novas Vozes, Novas Canções, no Teatro Arena Aldeota. Em 2009, com o apoio de sua mãe, produziu o show Marina Cavalcante Homenageia, onde interpretava canções de Cartola, Noel Rosa, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, entre outros. Em 2011, montou os shows O Samba é Meu Dom, Lira Nordestina e marca presença no projeto Música no Parque (SECULTFOR), ao lado de André Marinho, Gabriela Nunes e Rubens Gouveia.

15/09 (QUINTA)


17:00 – RICCELLY GUIMARÃES (CE)
O jovem cantor e compositor cearense estabelece diálogo com uma diversidade de matrizes musicais que vão desde as tradições do samba, da bossa nova, do tropicalismo, ao pluralismo das estéticas sonoras mais contemporâneas, causando uma aproximação entre o universo da canção popular e elementos musicais que flertam com o erudito. A música de Riccelly é a conversa entre “o sim e o não”, e isso pode ser observado nas dez canções que compõem o seu álbum Colcha de Retalhos, um disco que apresenta toda a diversificação poética e musical desse artista. O encontro com os músicos potiguares Iury Matias (Guitarra) e Kleber Moreira (Percussão) era o que faltava para a concretização de algumas idéias anteriormente pensadas pelo compositor. E juntamente com Paulo Milton (contrabaixo), Rogério Pitomba (bateria) e Klenio Barros (Trombone) acrescentaram o movimento rítmico à sua música.

18:00 – MARTA AURÉLIA (CE)
Cantora, compositora, jornalista, radialista e atriz premiada em cinema pela interpretação da personagem Maria de Araújo no filme Milagre em Juazeiro, de Wolney Oliveira, no Festival Internacional de Cinema de Brasília e no Festival de Cinema de Cuiabá. Participou de coletâneas de vários compositores como Flávio Paiva, Pingo de Fortaleza, Acauã e no CD No Ceará é Assim (SECULT). Lançou o CD Síntese, interpretando outros autores e também canções de sua autoria. Neste show apresenta um repertório com músicas que fazem parte dos espetáculos mais recentes e mostra algumas canções que farão parte do CD Bilro, projeto de gravação pré-selecionado pelo Edital das Artes da Secultfor 2010.

16/09 (SEXTA)

17:00 – LUCIANA COSTA (CE)
Optou pela música como “meio de vida e ganha-pão” desde os quinze anos. Dedicada a estudar piano, cavaquinho, violão, rabeca, pandeiro e a percussão, desenvolveu-se também na composição. Ingressou no Curso de Música da UECE, fazendo diversas apresentações no coral daquela universidade. Ao lado de Rebeca Câmara e Lia Veras forma o Belle Trio, executando repertório de bossa nova, com arranjos próprios. Em 2006, aceita o convite de Lu Basile para ser cavaquinista do Gargalhada Choro Banda. No ano seguinte, é a vez de Consiglia Latorre convidá-la para o grupo vocal Filhas da Mãe. Logo em seguida, assumiu a direção musical da Cia. Vatá, e compõe as trilhas de Assim é, se lhe parece..., Ui, o Príncipe, Cartas do Asilo e Annos Loucos (work in process).

18:00 – VALERIE MESQUITA (CE)
Com nacionalidade americana e “brasileira de coração”, iniciou ainda criança cantando em corais de escolas, ou ainda, em sua casa com seu pai e ao som da vitrola o melhor da soul music, rock, jazz e música brasileira. Formou ao lado de Paulo Albuquerque a dupla Paulo & Valerie, conquistando numeroso público e aprimorando seus alicerces artísticos. Lançou o CD Escute o seu, contendo canções autorais e a regravação do clássico “Tropicália”, de Caetano Veloso. O segundo CD, Ensaios de um Pop Nordestino, tem sua assinatura na direção e arranjos, e foi contemplado pelo Edital BNB de Cultura, do Banco do Nordeste.

17/09 (SÁBADO)

17:00 – CALÉ ALENCAR (CE)
Cantor, compositor e produtor musical sua trajetória é de total relevância para a música cearense. Realizou e participou de festivais e eventos em várias cidades brasileiras e também no exterior. No show Ao Vivo e à Cor passeia por sua carreira, apresentando um repertório impactante com canções inéditas e obras já conhecidas do público. Prepara o sexto álbum Costumes & Diversões, onde apresenta vários estilos de batuques do maracatu cearense, usando linguagem própria na exploração de ritmos e timbres, incluindo as influências do samba, coco, rap, calypso, baque virado e ijexá. Tudo isso com a inconfundível marca do batuque do Maracatu Nação Fortaleza.

18:00 – TÉO RUIZ (PR)
Téo Ruiz e Estrela Ruiz Leminski desenvolvem o projeto Música de Ruiz e são pesquisadores da música brasileira. As composições trazem diversos ritmos brasileiros “utilizando elementos da música eletrônica e instrumentos peculiares na busca pela sonoridade poética”. São três discos gravados e a participação em projetos importantes a nível nacional, como a Feira da Música de Fortaleza, Empório da Música de Goiânia e Itaú Cultural. O show e CD São Sons é o mais novo trabalho e foi apresentado no Festival Internacional de las Artes de Castilla y León na cidade histórica de Salamanca, Espanha.

21/09 (QUARTA)

17:00 – ARGONAUTAS (CE)
Desde 1997, dedica-se a criar e executar música popular brasileira, seja através de composições próprias ou pela interpretação de compositores como Tom Jobim, Chico Buarque, Edu Lobo e Elomar. A música erudita tem sido de grande importância na formação dos integrantes, influenciando na elaboração de seus arranjos, harmonias e melodias. Busca o repertório que explore “o vocabulário musical” de maneira renovada, mas sem causar descaracterização nas experimentações, preservando a pureza dos fundamentos, harmonizações, inclusive nas escolhas instrumentais. O grupo é formado por Ayrton Pessoa, Rafael Torres, Germano Lima e Ronaldo Lage.

18:00 – BATUQUE ELETRICO (PI)
Nascida em 2001, a banda tem a proposta de resgate e inovação de sonoridades, baseado principalmente na força do funk e do samba-rock, fusionados com a bossa, o maracatu, o soul, o baião e o reggae. Entoadas pela ginga das batucadas percussivas e letras-poesias marcantes, as músicas do Batuque dançam e convidam a dançar. O Batuque Elétrico lançou seu primeiro cd, O mundo é um chip!, em setembro de 2008, onde conta com a participação de vários músicos e compositores, enfatizando a diversificação peculiar do cenário musical piauiense. Agora está trabalhando no segundo cd Sorria em nome da sua solidão, abrindo uma nova etapa em sua carreira, adicionando novas sonoridades ao estilo variado.

22/09 (QUINTA)

17:00 – ARICE MORAIS (CE)

18:00 – FERNANDO ROSA (CE)
Os primeiros acordes foram no contrabaixo aos 14 anos de idade. Começou a estudar violão no Curso de Extensão da UFC e no Curso Superior de Licenciatura em Música, da UECE. A partir de 1999 a participação em vários festivais lhe rendeu muitos prêmios. Teve o clipe “Coivara” veiculado nas emissoras de televisão do Ceará e realizou shows em diversos projetos culturais, sendo selecionado para o Circuito Banco do Brasil, onde fez a abertura do show de Alceu Valença. Lançou os CDs Guaramiranga e Embornal do Tempo, trabalhos que “denotam vivências do melhor da Música Brasileira em suas mais plurais manifestações”.

23/09 (SEXTA)

17:00 – EDINHO VILAS BOAS (CE)
Iniciou seus estudos de música com o violonista Rogério Lima, na escola Tocatta, e sua carreira através da banda Águia Azul como cantor e guitarrista. Graduou-se no curso de música do CEFET-CE. Recebeu premiações nos festivais: Shopping Benfica (2002), Meruoca (2009) e Canta Ceará (2010). Lançou o CD Hoje à Noite (2003) com arranjos de Renno Saraiva, produção musical de Lu de Souza e a participação de Dominguinhos. Excursionou por cidades de Portugal, apresentando o espetáculo “Vila Portela” e já dividiu o palco com Skank, Biquíni Cavadão, Black Eyed Peas, Nando Reis e Cidade Negra, além de shows no “Ceará Music” e “Férias no Ceará”.

18:00 – MARCUS CAFFÉ (CE)
São 21 anos de profissão, três CDs solo lançados e grande destaque pela montagem de shows temáticos. Cantor e compositor, o seu timbre raro encanta e seduz a platéia. Já dividiu o palco com Taiguara, Tom Zé, Zeca Baleiro, Zezé Mota, Ângela Rô Rô, Emílio Santiago, Evaldo Gouveia, Sérgio Sá, Fátima Guedes, Belchior, Zé Renato, Renato Braz, Moraes Moreira e Seu Jorge. O show é um tributo a Jackson do Pandeiro, sua influência para o samba e a música brasileira. O repertório traz obras de sua autoria, de contemporâneos, herdeiros e parceiros de sua “sincopática verve musical”. Marcus define o show como “uma celebração da musicalidade regional revisada em suas harmonias e conceitos sonoros”. Estará acompanhado por Carlinhos Patriolino, Jair Dantas e Hoto Júnior.

24/09 (SÁBADO)

17:00 – COMPARSAS DA VIVENDA (CE)
Com apenas um ano de existência, esse coletivo de artistas vem se destacando na cena local pelo trabalho de seus integrantes com a música autoral. Influenciados por diversas vertentes aliadas a performances teatrais, mescladas com outras experiências artísticas. Já se apresentou no Acervo Imaginário, Sabor e Tom e o sarau na Toca do Plácido, SESC e o Passeio Público. Participam do grupo Lorena Nunes, Richell Martins, Caio Castelo, Carlos Hardy, João Paulo Peixoto, Allan Diniz, Amanda Nogueira e Jairo Ponte. Está em andamento o projeto Mormaço, turnê que resultará em disco ao vivo e filme.

18:00 – RUBENS GOUVEIA (CE)
Foi apresentado à música por seu pai, o senhor Gouveia, que o levava para as rodas de choro e samba. Aos nove anos ganhou o seu primeiro instrumento, um pandeiro. Essa escolha foi devido à grande admiração por Aloísio Januário do Pandeiro. Afastou-se da música por alguns anos, e depois de reencontrar Aloísio Januário ingressou na noite de Fortaleza. Em 2010, participou como uma das atrações principais do Festival Nacional de Samba de Ibiapaba, em Viçosa do Ceará, juntamente com Demônios da Garoa e Jair Rodrigues. Todos os anos é convidado para cantar no “Pré-carnaval de Fortaleza” com a bateria de Escola de Samba Cearense “Baqueta Clube de Ritmistas”.

28/09 (QUARTA)

17:00 – CLAUDIO MENDES (CE)
Atuando há pelo menos 12 anos como “sideman”, é também cantor, compositor e multi-instrumentista. Já foi integrante de bandas como Zero 85, Bitten Blues, Vulcani, Veredicto, Fonseca Jr. & Banda e acompanhou artistas como Café Quijano, Big Gilson, Sarah Packiam, Carl Linger & The Soul Family, Artur Menezes, Nayra Costa, Marajazz, Locomotiva, Groovytown e Felipe Cazaux. Participou do Ceará Music, Rock-Cordel, Jazz & Blues de Guaramiranga, Vida&Arte e Feira da Música. Fez turnês pela Espanha e Escóssia durantes três meses. Atualmente, desenvolve o trabalho com a banda Mobília, assinando todas as faixas dos EPs A Primavera Chegou e Até o Inverno Passar. Cláudio trabalha também na produção de jingles, spots e trilhas sonoras.

18:00 – NIGUER (CE)
Compositor, cantor e band líder “cearoca”, pois adotou o Ceará há mais de vinte anos, ele é considerado um dos artistas mais originais e influentes da cena musical cearense. O show Tanto, homônimo ao CD, vem num formato mais intimista, sem omitir a sua face eclética e intensa, reunindo composições de vários estilos e fases desses quinze anos de carreira. A abordagem é um tanto diferente da que é dada na banda Nigroover, onde é líder e vocalista, pois transcende a Black music e o samba rock, mostrando um lado mais maduro e plural da sua personalidade, dando forma às canções e arranjos, numa expressão maior do seu talento.

29/09 (QUINTA)

17:00 – JOYCE CUSTÓDIO (CE)
Na sua trajetória a participação no Festival CPC de Música da Funcet (2001), o XIV Festival de Camocim (2003), o Festival de Garanhuns, em Pernambuco (2007), Festival Ecos de 68 (2008) da UFC, todos com músicas de sua autoria. Graduou-se em Artes Cênicas (CEFET) e faz parte do Coral da UFC, realizando o trabalho de preparação teatral dos coralistas nos seus dois últimos espetáculos, Abraços (2009) e Borandá Brasil (2010/2011). Cantora e compositora com estilo próprio que lhe permite transitar pelo pop, rock, MPB e ritmos da cultura popular, como maracatu, ciranda e ijexá, desperta a atenção do público com seu trabalho autoral.

18:00 – GLAIRTON SANTIAGO (CE)
Iniciou os estudos de canto aos 17 anos de idade, passando a integrar grupos musicais de Canto Coral e Bandas de Baile. Vem acumulando experiência como cantor erudito e popular, participando de shows e Montagens Líricas no Ceará e em outros estados do País. Na sua formação musical habilitou-se em Flauta Doce e no Curso Superior de Música da UECE, além do curso de Extensão em Música da UFC. Como compositor e intérprete, participou de grandes festivais competitivos no Brasil, como o Festival de Música e Arte de Garanhuns (PE) e Festival de Música da Meruoca (CE). É considerado um cantor de grande qualidade vocal, com requinte na interpretação e refinada técnica.

30/09 (SEXTA)

17:00 – DAVI SILVINO (CE)
Compositor, instrumentista, arranjador, regente, cantor e professor, é um apaixonado pela cultura da sua terra. Esse artista cearense desde os sete anos de idade estava envolvido na atmosfera musical dos corais regidos por sua mãe Izaíra Silvino. Músico formado pela Universidade Estadual do Ceará apresenta o seu primeiro solo, o CD Produto Local que fala do cotidiano e exalta as belezas da cidade natal com estilo e uma fusão de ritmos brasileiros e mundiais. É também integrante do movimento “Bora! Ceará Autoral Criativo” contribuindo com suas composições, idéias e constantes participações nos projetos promovidos pelo movimento.

18:00 – LEO CAVALCANTI (SP)
É o momento de Religar, com o show do jovem paulista e talentoso cantor, compositor e instrumentista considerado pela crítica um novo nome do pop brasileiro. O álbum de estréia Religar foi escolhido pela revista Manuscrita o melhor dos melhores 100 discos de 2010. O seu talento foi confirmado com a participação dele no Som Brasil, da Rede Globo, em homenagem a Nelson Motta, quando se destacou por sua performance como cantor e como arranjador. Leo impressiona tanto pela originalidade de suas músicas e dos arranjos, quanto por sua performance vibrante e carismática, revelando-se um cantor especial. Tem personalidade cênica e produz um som bem pop, brasileiro, cosmopolita e contemporâneo, mas que, ao mesmo tempo, não se parece com nada. Tem assinatura própria e marcante. Seu desempenho ao cantar, tocar e dançar exala sinceridade, segurança, criatividade e versatilidade. Neste show Leo Cavalcanti é acompanhado por Décio 7 (bateria, percussão e sampler).

Apresentações no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura - CDMAC (Fortaleza)

21/09 (QUARTA)

19:00 – TRADUÇÕES CARIRI (CE)
(Zabumbeiros Cariris, João do Crato, Abidoral Jamacaru, Luiz Carlos Salatiel)
O show Traduções Cariris é a caixa amplificadora capaz de dar ressonância às mais diversas expressões artísticas de que o Cariri é reconhecidamente um celeiro. De um lado, a TRADIÇÃO configurada na batida inconfundível e telúrica dos Zabumbeiros Cariris, na outra extremidade os músicos caririenses mais emblemáticos da região, trazendo-nos o contraponto imprescindível das TRADUÇÕES. O show traz um grupo de artistas representativos daquilo que se vem fazendo de melhor em música contemporânea no Ceará. Os Zabumbeiros Cariris e os artistas Abidoral Jamacaru, Luiz Carlos Salatiel e João do Crato são acompanhados por Ibbertson Nobre nos teclados e sanfona, Saul Brito, bateria, e João Neto, baixo.

21:00 – WALMYR CASTRO – “Neo Pi Neo”(CE)
Há pelo menos duas décadas voltado ao estudo da cultura nordestina, o cearense Walmyr Castro atua em várias frentes: engenheiro civil, músico instrumentista, cantor, compositor, palestrante, pesquisador e produtor cultural. Produziu nove CDs autorais e muitos shows. Destacou-se nacionalmente com a música “A Rural” e seu personagem NeoPineo, “Camelô Cearês Nordestinado a divulgar mundão a fora seu humorzical”, participando de programas de televisão como Fábio Júnior, Fantástico, Faustão, Jô Soares, Ratinho, Regina Casé, Tom Cavalcante, entre outros. Atualmente é diretor de comunicação da Associação Cearense do Forró, que visa preservar e promover ações que contribuam para a valorização do forró.

22h30 – MEIRINHOS DO FORRÓ (RN)
São nove anos de carreira fazendo um autêntico forró brasileiro, vem se destacando como uma das melhores e mais populares bandas do Nordeste. Realizou cinco turnês em Portugal e diversos shows em São Paulo, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Brasília e por todo o Estado do Rio Grande do Norte. Gravou cinco CDs. O mais recente, intitulado Além da Razão – Ao Vivo, traz uma mistura de músicas inéditas e regravações, com romantismo associado ao bom forró. O grupo é formado pelos irmãos Cláudio Freire (voz e zabumba), Ana Cláudia (voz e triângulo) e Clauberto Freire (acordeom e backing vocal) e está “meirizando” o Brasil com sua boa música.

22/09 (QUINTA)

19:00 – PAULO FAÇANHA (CE)
Cantor, compositor e músico cearense iniciou sua trajetória na noite de Fortaleza com apenas 17 anos. Sempre destaque nos festivais conquistou premiações e boas colocações. Em 1996 lançou o seu primeiro CD intitulado Parto, mas foi a música “Quando a noite chegar”, em parceria com Beto Paiva, gravada por Jorge Vercillo no ano 2000, no álbum Leve, que deu grande destaque e repercussão na sua carreira. O segundo disco contou com as participações de Flávio Venturini e Manassés de Sousa e no terceiro CD, Vida é pra gastar, produzido por Junior Meirelles, mais uma vez a presença de Jorge Vercillo. Em 2011 fez shows no Rio de Janeiro ao lado de Flávio Venturini e Jorge Vercillo. Em São Paulo conquistou o 4º lugar no Festival de Música de Tatuí.

20:00 – DAVID DUARTE (CE)
São 29 anos de carreira, três CDs solo e uma vasta incursão pelo universo musical dos trabalhos produzidos no Ceará nas duas últimas décadas. Compositor, intérprete, produtor musical, passeia pelos mais variados estilos desde o início de sua trajetória, sempre demonstrando versatilidade, carisma e desenvoltura, sempre buscando formas mais viáveis de se aproximar do seu público através do notável compromisso de afinar a sintonia entre pensamento e diversão, entretenimento e reflexão. Um trabalho sério, maduro, porém de uma suavidade e fluência ímpares. A despeito de uma constante presença na mídia, não deixa de valorizar o caráter independente de sua linguagem e a sua maneira de fazer arte.

21:00 – FILÓ MACHADO (SP)
De Ribeirão Preto para os Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Portugal, Itália, Cuba, Canadá, França e Japão, dentre outros países onde conquistou renome e ganhou o mundo através do seu virtuosismo e talento. Após muitos shows, workshops e turnês, em 2009 lança o CD Ubida, nome dado em homenagem a José Luiz Ubida, seu primeiro professor de violão e companheiro nos bailes dos anos 1960. Mais recentemente, compôs a música “Arco íris” em parceria com Jorge Vercillo, tendo excelente execução nas rádios. É uma das faixas do CD e DVD DNA, em que os autores a interpretam em dueto.

22:30 – ARTHUR MAIA (RJ)
Nasceu no Rio de Janeiro, herdando a sensibilidade musical dos tios Álvaro Nunes (J. Cascata) e o baixista Luizão Maia, que o orientou a trocar a bateria pelo baixo. Tornou-se conhecido internacionalmente por acompanhar grandes nomes da música nacional e estrangeira e por participar dos principais festivais de jazz e de música instrumental. É também cantor, compositor e produtor musical. Com o grupo pop Egotrip gravou os sucessos inesquecíveis “Egotrip”, “Viagem ao fundo do ego” e “Kamikase”. Teve a música “Mais que um coração” na trilha nacional da novela A Viagem (Rede Globo). O mais recente CD solo O Tempo e a Música (Cabeçadura Records/ Niterói Discos/ Biscoito Fino) foi indicado ao Grammy 2010 na categoria melhor álbum instrumental.

23/09 (SEXTA)

19:00 – BRECULÊ (CE)
A diversidade rítmica, harmônica e poética permite explorar timbres e combinações instrumentais que resultam em belas composições e arranjos ousados numa linha contemporânea de experiência criativa. O álbum Vidas Volantes, lançado em 2010, teve primeira prensagem patrocinada pelo Banco do Nordeste do Brasil. O grupo apresenta o espetáculo Inventário de Segredos trazendo ao palco Pedro Fonseca (voz, violão), Fabrício da Rocha (voz, violão), Milton Ferreira (baixo), Túlio Bias (percussão), Fábio Marques (percussão), Jordão Luz e Igor Ribeiro (percuteria), com participação essencial do trombonista Rômulo Santiago.

20:00 – VITORIANO (CE)
Cantor, compositor e músico durante dez anos foi vocalista da banda Alegoria da Caverna e há dois anos segue carreira solo, tendo lançado o álbum de estréia Plantando Semente no Asfalto Quente. No disco, ele se define como alguém que possui uma “singular e autoirônica visão de mundo, e não abrindo mão de uma sonoridade particularíssima em que o clima das guitarras, violões e teclados invocam uma nova safra da psicodelia brasuca, não esquecendo de seu DNA brega”. Já apresentou seu trabalho com a banda Cidadão Instigado na Biruta lançando o Festival PONTO CE, no palco principal da Feira da Música de Fortaleza 2010 , no Centro Cultural Banco do Nordeste de Fortaleza, Juazeiro e Sousa, no Órbita, SESC Crato, Manifesta Festival no Theatro José de Alencar.

21:00 – WADO (AL)
Catarinense de ascendência alemã, criado e radicado em Alagoas, Oswaldo Schlickmann, o Wado, é uma das boas novidades da música brasileira, o músico achou a personalidade de seu trabalho ao reprocessar eletronicamente em equipamento caseiro as suas composições, com referências sonoras de várias épocas e lugares. Com cinco CDs gravados, em 2011 completa 10 anos de carreira e já possui uma agenda nacional de shows especiais para esta data comemorativa. Em março, o artista foi convidado para abrir o ‘Viva Arapiraca’; evento realizado no interior alagoano que reuniu mais de 150.000 pessoas. Em abril, participou do ‘Projeto Viva Voz’ do Espaço Oi Futuro, no Rio de Janeiro. O novo disco Samba 808 tem previsão para ser lançado ainda este ano. O público e a crítica especializada já demonstram grande expectativa pelo novo trabalho de Wado.

22:00 – LUCAS SANTTANA (BA)
O tipo de artista que é difícil catalogar. Suas composições têm ligação com a tradição da Música Popular Brasileira e absorvem influências que vão do Afrobeat ao Dance Hall, passando pelo Dub, Eletrônica e Funk Carioca. Em 2000 lançou seu primeiro trabalho solo Eletro Ben Dodô, com elogiosas críticas de tablóides no Brasil, França, Japão e Estados Unidos. O The New York Times (EUA) o incluiu na lista dos dez melhores discos independentes do ano. O mesmo sucesso foi alcançado nos discos Parada de Lucas (2003), 3 Sessions in a Greenhouse (2006) e Sem Nostalgia (2009), este último considerado pela crítica um clássico da Música Brasileira. Como compositor teve músicas gravadas por Marisa Monte, Fernanda Abreu, Adriana Calcanhoto, entre outros. Como instrumentista participou de CDs de Chico Science e Nação Zumbi, Marisa Monte, Fernanda Abreu, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Também participou na produção de diversos projetos, em importantes Festivais e programas em cadeia nacional, a exemplo do Som BrasilNoel Rosa.

24/09 (SÁBADO)

19:00 – ARTUR MENEZES (CE)
Guitarrista há 13 anos inicialmente tocando rock’n’roll, mas a paixão pelo blues o fez despontar como um ds melhores instrumentistas da sua geração. Atualmente residindo em São Paulo, dedica-se aos estudos e também dá aulas de guitarra. Já com um vasto currículo, inúmeras participações em festivais e shows, recentemente em sua temporada em Chicago (EUA), fez várias apresentações e contatos importantes para sua carreira. Lançou CD/DVD com a banda Blues Label, um EP como Artur Menezes e os Caras e o trabalho solo “Early to Marry”, pela BluesTime Records e distribuído pela Tratore.

20:00 – ESCURINHO (PB)
Cantor, compositor e percussionista, nasceu em Serra Talhada (PE). Mudou-se para Catolé do Rocha nos anos 1970, e nessa época, fundou o grupo Ferradura ao lado de Chico César se apresentou em muitos festivais e shows pelo sertão paraibano. Na década de 1980, radicou-se em João Pessoa, onde tocou em bandas de baile e participou dos discos de vários artistas e compôs trilhas para teatro. Gravou os CDs Labacé (1998) e Malocage (2003) e lançou em 2005 o DVD Toca Brasil gravado ao vivo no Itaú Cultural. A sua musicalidade e interpretação performática trazem a poesia urbana de caráter social, numa fusão de ritmos que vai do coco de embolada ao rock.

21h30 – CARAVANA MARANHÃO (MA)
(Glad Azevedo, Nosly, Cesar Nascimento, Criolina)
Glad Azevedo - Nasceu em São Luis (MA) e começou a cantar em festivais escolares sendo premiado como melhor intérprete no primeiro que participou. Desde os nove anos de idade estudando violão, mudou-se para o Rio de Janeiro com o propósito de estudar música. No seu terceiro CD Canto de Lá, escolheu canções de épocas diferentes homenageando os compositores maranhenses ao colocar-se totalmente como intérprete de suas obras. Fez questão de gravar as bases do álbum em São Luís com músicos da sua terra, usando a linguagem regional, “o mistério de seus acordes, ritmos, harmonia”, mesclada aos arranjos que ele considera universais.

Nosly Marinho - Maranhense de Caxias, é autor de mais de 200 composições em diversos estilos, da MPB ao blues, até os ritmos dançantes como baião, reggae e funk. Entre os seus parceiros estão Nonato Buzar, Chico César, João Nogueira, Telo Borges, Tibério Gaspar, Luis Carlos Sá, Sérgio Natureza, Chico Anísio, Joe Hamilton e os poetas Olga Savary e Celso Borges. Ao lado de Zeca Baleiro, um dos seus principais parceiros e companheiros de jornada, está lançando o CD Parador. O título do disco é uma referência ao trem Parador, que sai da Central do Brasil em direção à Zona Norte do Rio, além de homenagear o seu tio Neca, já falecido e que morava na região.

César Nascimento - Cantor e compositor piauiense, foi em São Luis no Maranhão onde desenvolveu sua formação e trajetória musical pelo Norte e Nordeste. O convívio com os ritmos maranhenses resultou numa sonoridade peculiar, passeando pela cultura local e da Região Norte do Brasil. Com dois LPs e seis CDs lançados, finaliza o primeiro DVD Ilha Magnética, numa realização da Lamparina Filmes com a Renascimento Produções. Recentemente, fez uma temporada no Salão Nobre do Teatro Carlos Gomes (RJ), uma turnê pelo Centro-Oeste e Nordeste. Produziu vinhetas musicais para a TV FUTURA, com músicas de Josias Sobrinho, Wellington Reis e José Ignácio, na voz de Rita Ribeiro.

Criolina - A partir do encontro da dupla de artistas maranhenses Luciana Simões e Alê Muniz, surgiu o Criolina. Residindo em São Paulo, criaram canções que apontam para vários caminhos na universalidade da música produzida no Brasil. O primeiro CD Criolina, lançado em 2006 foi gravado em São Luis, mixado e masterizado em São Paulo. O segundo álbum, intitulado Cine Tropical, é patrocinado por meio de edital do Projeto Pixinguinha 2009 (Funarte). Tem 14 faixas inspiradas no universo cinematográfico conduzindo o ouvinte por diversos cenários e paisagens musicais, através de romance, aventura, bang-bang, ficção científica e até chanchadas.

Programação CCBNB – Cariri (Juazeiro, CE)

Dia 16, sexta-feira

19h30 Álisson Menezes e a Catrupia (BA)
Formado em 2008 pela iniciativa do cantor e compositor Álisson Menezes em fomentar as culturas populares regionais entre jovens que se propunham a aprender percussão e novas culturas. Como uma grande escola, por ele já passaram vários jovens que hoje seguem suas carreiras musicais com profissionalismo, levando em seus currículos experiências de grandes palcos e grandes eventos. O reisado, os cocos, o maracatu, o samba de roda, são as referências rítmicas do grupo, que se apresenta com um repertório autoral mesclado com canções de domínio público. Em 2010, o lançamento do CD Álisson Menezes e a Catrupia vem dar sustentação à proposta da “sevirologia” (arte de se virar). Gravado em estúdio próprio, com canções autorais e totalmente produzido na cidade de Vitória da Conquista, busca não apenas registrar as canções, mas movimentar também a cena da cultura local.


Dia 17, sábado
19h30 Riccelly Guimarães (CE)

Dia 21, quarta-feira
19h30 Moreira Paz (CE)
Cantor, compositor, músico, poeta e escritor, é natural da cidade de Missão Velha – CE. Com uma bagagem musical de 300 canções, começou ainda jovem sua carreira artística. Viajou por vários estados cantando suas canções, dentre eles Amazonas (Manaus), Pernambuco (Petrolina), Bahia (Juazeiro da Bahia) e Pará (Santarém). Participou de vários festivais, com destaque para o Festival Dois Mil (2000) que foi realizado no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar, em Fortaleza, onde ficou em primeiro lugar com a canção “Utopia rumo a era dos mil”. Participou também de muitas edições de Mostras de Música do SESC – CE. Atualmente assume a pasta da Secretaria de Cultura de Missão Velha-CE como gestor cultural do Município.

Dia 22, quinta-feira
19h30 Lucas Santtana (BA)

Dia 23, sexta-feira
19h30 Batuque Elétrico (PI)

Dia 24, sábado
19h30 Wado (AL)

Dia 28, quarta-feira
19h30 Leo Cavalcanti (SP)

Dia 29, quinta-feira
19h30 Flávia Wenceslau (PB)
Paraibana radicada em Salvador há pouco mais de três anos, é dona de um timbre marcante, demonstra técnica e afinação impecáveis ao executar as canções que interpreta. As composições, todas próprias, são marcadas pelo acompanhamento do violão e arranjos percussivos, mais evidentes no trabalho atual que está de cara nova. Diferente dos trabalhos Agora (2006) e Quase Primavera (2007), que eram mais regionais, Saia de Retalho (2009) aposta em sonoridade e temática universais – traz uma pegada pop, em letras que falam de amor, amizade e vivências cotidianas. Das 10 faixas do CD, a faixa-título é a melhor senha para fazer a leitura dessa atual fase da artista: é pop, é delicada, é alto astral. Como uma série de elementos que se unem para formar um tecido musical singular, Saia de Retalho é uma combinação de técnica e despojamento. Um voo entre o popular e o universal.

Dia 30, sexta-feira

19h30 Érika Machado (MG)

A mineira tem dois álbuns gravados e foi uma das mais comentadas e elogiadas nos últimos tempos pela imprensa especializada, considerando-a uma das mais talentosas compositoras da nova geração da música brasileira. Érika já cantou ao lado de nomes como Milton Nascimento, Pato Fu, de grandes nomes da Bossa Nova no DVD Celebração dos 50 anos de Bossa Nova, e já participou em shows de Vander Lee, Seu Jorge, Curumim, Tulipa Ruiz, entre outros. Tem músicas como tema de abertura de dois programas da TV Cultura, Dango Balango e Tudo Que é Sólido Pode Derreter; e na trilha do filme Desenrola, ao lado de nomes como Paralamas do Sucesso, Maria Gadú, Malu Magalhães… Por sua criatividade e talento como compositora e interprete de sua obra, recebeu prêmio de “Artista Revelação”, concedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, além de ter sido premiada pela Rádio Cultura pelo Melhor CD e, também, pelo programa Rumos do Itaú Cultural, entre outros prêmios.


Programação CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE-SOUSA (PB)

Oficina de Formação Artística - A Função Executiva do Produtor Independente
Auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste – Sousa
De 13, terça-feira, a 16, sexta-feira, 14h
A oficina tem como objetivo capacitar profissionais para atuarem no cenário da cultura independente, esclarecendo a função do produtor na produção e execução de projetos artísticos, e explorando os aspectos fundamentais nas etapas da concepção destes projetos. Nº de vagas: 30. Carga horária: 16 horas-aula. 240min.

Dia 15, quinta-feira
20h Álisson Menezes e a Catrupia (BA). 60min.

Dia 16, sexta-feira
20h Riccelly Guimarães (CE). 60min.

Dia 17, sábado

10h Workshop - Selo Independente: Criação, Gestão e Distribuição
Local: Auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste – Sousa.
Instrutor: Caíque Guimarães (AL)
Visa incentivar a formação de gestores de selos, incluindo elaboração e manutenção de um catálogo e distribuição de seus produtos. As atividades serão pautadas em troca de experiências e construção coletiva. Caíque é gestor do selo Popfuzz Records, de Maceió-AL. Nº de vagas: 20. Carga horária: 3 horas-aula.

14h Workshop - Design Gráfico: Identidade Visual na Música Independente
Local: Auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste – Sousa.
Instrutor: Pablo Perez (AL)
O foco é mostrar as técnicas e recursos para desenvolver peças gráficas com base na proposta artística do projeto a ser promovido, utilizando a plástica característica dos trabalhos de cultura independente, a exemplo das obras da exposição “A Estética da Nova Música Independente”. Pablo é design do Coletivo Popfuzz, de Maceió-AL. Nº de vagas: 30. Carga horária: 04 horas-aula.

19h Artes Visuais - Abertura da Exposição: A Estética da Nova Música Independente
Local: Corredor Galeria do Centro Cultural Banco do Nordeste – Sousa.
A mostra une obras como encartes de discos, cartaz, camisa, registros de intervenções diversas entre outras, com as cores e estética de uma nova tendência plástica, desenvolvida por uma atual geração de artistas visuais para promover a cultura independente, mas que vão além deste intuito, criando peças de arte de encher os olhos. É composta por trabalhos de diversos artistas, colaboradores de Coletivos ligados ao Fora do Eixo.

20h Show - Cátia de França (PB). 60min.
Desde menina aprendeu a dominar instrumentos como o piano, a sanfona e o violão. Foi professora de música por algum tempo, até começar a compor em parceria com o poeta Diógenes Brayner. Participou de festivais de música popular na década de 1960, época em que viajou à Europa com um grupo folclórico. De volta ao Brasil, foi para o Rio de Janeiro, onde contatou com outros músicos nordestinos: Zé Ramalho, Elba Ramalho, Amelinha e Sivuca. A música de Cátia tem como uma de suas fontes a literatura, fazendo referências às obras de Guimarães Rosa, José Lins do Rego, Manoel de Barros e João Cabral de Melo Neto. Foi parceira de palco de Jackson do Pandeiro durante a primeira versão do Projeto Pixinguinha em 1980. Em cerca de 40 anos de carreira, gravou três LP’s: Vinte Palavras ao Redor do Sol, Estilhaços e Feliz Demais, e dois CD’s: Avatar e Cátia de França canta Pedro Osmar, no qual ela demonstra a força criativa da música paraibana.

Dia 21, quarta-feira
20h Lucas Santtana (BA). 60min.

Dia 22, quinta-feira

20h Batuque Elétrico (PI). 60min.

Dia 23, sexta-feira
20h Traduções Cariris (CE). 60min.

Dia 24, sábado


14h I Coluna Fora do Eixo Interior – Paraíba
Local: Sede do Coletivo Estação – Ponto de Cultura Estação Cultura, R. Lindolfo Pires, 45, Estação (por trás da Delegacia), Sousa-PB.
* Roteiro completo: Campina Grande - Dia 22, qui; Guarabira - Dia 23, sex; Sousa - Dia 24, sáb, 14h; Cajazeiras - Dia 25, dom, 9h (Teatro ICA, R. Líbio Brasileiro, s/n, Centro).
Esta Coluna será encabeçada pelo consultor técnico do Circuito Fora do Eixo Marcus Franchi, coordenador pedagógico do programa de interiorização da música do Ceará “Entre Pontos”, junto de representantes dos Coletivos Mundo (João Pessoa-PB) e Natora (Campina Grande-PB), que visitarão cidades da Paraíba, levando a artistas, produtores e demais agentes culturais informações sobre as tecnologias de organização para o Trabalho em Rede. A ação irá compartilhar metodologias de organização para todos os interessados nas práticas colaborativas do setor cultural.

20h Show - Cabruêra (PB). 60min
A banda paraibana da cidade de Campina Grande tem treze anos de estrada, quatro CDs gravados, 26 participações em coletâneas nacionais e internacionais e já apresentou a sua música para platéias dos mais diferentes idiomas. Com passagens por importantes festivais no Brasil e no exterior, em 2008 o grupo participou do programa Som Brasil da Rede Globo, em homenagem a Luiz Gonzaga. Atualmente a banda está apresentando o seu quarto álbum Visagem (2010), patrocinado pelo Programa Petrobras Cultural. O som do grupo gira principalmente em torno dos ritmos nordestinos, como forró, ciranda, maracatu, do cancioneiro popular, entre outros. E claro, não deixam de lado a influência da diversidade de ritmos que marcou a banda, como o jazz, rap, funk, rock, e por aí vai. A Cabruêra é formada por Arthur Pessoa (voz, violão e escaleta), Pablo Ramires (Bateria), Edy Gonzaga (Baixo) e Leo Marinho (Guitarra), com participações especiais Mib (Trombone) e César (Trompete).

21h Troca de Idéias - Tema: Música Independente no Brasil
Convidados: Marcus Franchi (DF) e Arthur Pessoa (PB)
Local: Teatro Multifuncional do Centro Cultural Banco do Nordeste-Sousa, logo após o show da banda Cabruêra.
Um papo sobre a atual cena musical independente no País, discutindo as novas estratégias de circulação pelas quais os artistas se mantêm em constante atividade, a distribuição de informações e produtos pelas mídias digitais e as relações pelas redes sociais. A conversa será com Marcus Franchi, também consultor técnico na estruturação de arranjos produtivos locais na cadeia economia da cultura, e com Arthur Pessoa, produtor cultural, músico, compositor e vocalista da banda Cabruêra.

Dia 25, domingo
20h Wado (AL). 60min.

Dia 27, terça-feira

Oficina de Formação Artística: Web Rádio
Oficineira: Letícia Rezende Ferreira (MG)
Local: Auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste - Sousa
de 27, terça, a 30, sexta, 14h
Aprenda a criar uma rádio independente na internet. Durante a oficina serão abordados desde a instalação do equipamento e servidor, a construção de roteiros, produção de spots e podcast e os meios de transmissão ao vivo, práticas realizadas em trabalho de equipe para produção de conteúdo colaborativo. Letícia Rezende é produtora cultural, co-fundadora do Coletivo Megalozebu, gestora musical do Coletivo Goma e da Web Rádio Fora do Eixo. Nº de vagas: 15. Carga horária: 16 horas-aula.

Dia 28, quarta-feira
20h Flávia Wenceslau (PB). 60min.

Dia 29, quinta-feira
20h Leo Cavalcanti (SP). 60min.

Dia 30, sexta-feira
20h Paulo Ró (PB). 60min.
O instrumentista, compositor e ativista cultural paraibano trabalha com pesquisas e experimentações musicais desde 1970, quando em parceria com o seu irmão Pedro Osmar criaram o grupo de resistência cultural paraibano Jaguaribe Carne de Estudos. A sua música é composta de melodias com linguagens simples, tradicionais e contemporâneas, atonais, minimalistas, temas experimentais, além de ritmos primitivos, que se misturam com ritmos elaborados, compostos em 5,7 e 9 compassos. No seu novo trabalho, “Cantus Popularis”, o artista busca inspiração nos ricos e raros nichos das raízes culturais da música brasileira: o folclore. Neste trabalho, Paulo Ró mostra, de forma original, a transformação musical e sonora dos cantos e ritmos tradicionais, através de uma nova instrumentação, novos arranjos, sem, no entanto, ocultar a originalidade, a beleza e a identidade da música popular de raiz.

Dia 01/outubro, sábado

20h Érika Machado (MG). 60min.


Música Rio de Janeiro: Nova Música Brasileira

Vivian Benford, Ana Élle, Sound Bullet e Christiano Dortas disputam nesta segunda, 29 de agosto, uma vaga na 2ª edição do Nova Música Brasileira. A banda vencedora ficará em destaque no portal Oi Novo Som em outubro e abrirá o show de uma banda no Circo Voador no mês seguinte.

Na semana passada, Los Bife garantiram a primeira vaga para a final, que será realizada em 19 de setembro no Espaço Acústica, mesmo local das etapas classificatórias (29/8, 5 e 12/9).

Saiba mais:

Edital Amapá: 48ª Expofeira


A Secretaria de Cultura do Amapá prorrogou até 23 de setembro o recebimento de inscrições no edital para seleção de projetos artístico-culturais produzidos no Estado nas áreas de música, dança, teatro adulto, teatro infantil, hip hop, circo e grupos tradicionais de batuque, zimba e sairhé, que queiram se apresentar durante a 48ª Expofeira, a ser realizada de 21 a a 30 de outubro no Parque de Exposições da Fazendinha, distrito de Macapá.

Baixe o edital no site da Secult-AP: http://www.secult.ap.gov.br/?p=426

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Música Recife: Arthur de Faria

Primeiro show solo do músico gaúcho Arthur de Faria em Recife. Participações dos pernambucanos Alessandra Leão e Caçapa.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Agenda Belém: A Zona é Cultural



Conheça os vencedores do 4º Festival de Videoclipes do Tocantins


Na sexta, 19 de agosto, aconteceu em Miracema (TO) o 4° Festival de Videoclipes do Tocantins. Onze vídeos concorriam em duas categorias: Melhor Videoclipe Tocantinense e Melhor Videoclipe Nacional (ou seja, produzidos fora do Tocantins). Assista aqui aos premiados. Veja no Som do Norte a lista dos participantes. A premiação foi entregue no dia 20.

Melhor Clipe Tocantinense - Júri Técnico

Clipe: O Cidadão
Músico: Cleiton Barsatto (Pop Rock)
Direção: Caio Brettas
Produção: Trade Rock (Palmas-TO/ 2011)
Duração: 4’30’’
Formato: HDV


Melhor Clipe Nacional - Júri Técnico

Clipe: No Baque
Banda: Soatá (MPB Rock)
Direção: Carlos Hardt
Produção: Cia de Canalhas (Curitiba-PR/ 2010)
Duração: 3’10’’
Formato: DVCAM


Melhor Clipe Tocantinense - Júri Popular

Clipe: O Radiante
Músico: Alexandre Poli (Pop Rock)
Direção: Caio Brettas
Produção: Trade Rock (Palmas-TO/ 2011)
Duração: 4’30’’
Formato: HDV


Não localizamos este clipe no YouTube, por isso vai aqui a foto

Melhor Clipe Nacional - Júri Popular

Clipe: Pode Acreditar
Músico: Marcelo D2 - participação Seu Jorge (Hip Hop)
Direção: Paulo Muppet, Luciana Eguti e Johnny Araújo
Produção: Birdo e Margarida Filmes e Flores
(São Paulo-SP/ 2010)
Duração: 4’13’’
Formato: HDV



Menção Honrosa

Clipe: O Que Me Satisfaz
Banda: Cise (New Rock)
Direção: Armando Fonseca
Produção: Armando Fonseca / Thiago Moraes “Quadrado” (São Paulo-SP/ 2010)
Duração: 5’
Formato: HDV


domingo, 21 de agosto de 2011

Música Belo Horizonte: Alexandre Andrés e Ilessi

Ilessi considera Alexandre Andrés "um dos maiores compositores da atualidade".

Veja também:

  • Foi Show: Ilessi - resenha sobre apresentação do show Brigador em Belém no dia 7 de janeiro

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Feira da Música de Fortaleza: Carta Aberta à Sociedade

Este ano a Feira da Música realiza sua 10ª edição, nos dias 17 a 20 de agosto, com mais de 30 apresentações musicais, valorizando a cena musical independente. Além do Encontro Internacional de Música com oficinas e painéis, pensando a música como forma de mobilização política, propondo debates, desde a sustentabilidade dos festivais e gestão de negócios, passando pelo ativismo digital e a geração pós rancor, que este ano mobilizou através da internet, marchas em todo o país.

No palco da feira pioneira do Brasil, já se apresentaram mais de 4 mil músicos, em mais de 650 shows, com mais 663 expositores movimentando a cadeia produtiva da música, e mais de 35 mil pessoas a cada edição. Estes números mostram que a Feira da Música de Fortaleza é o evento mais representativo no setor, sempre oferecendo a programação inteiramente gratuita para o público visitante.

No entanto, três dias antes do evento acontecer, a Feira recebe a notícia de que o convênio com a FUNARTE não poderia mais ser homologado, o que gera um corte significativo no seu orçamento. O artigo 20 da Lei de diretrizes orçamentárias proíbe a celebração de convênios entre os órgãos públicos e as entidades privadas (ongs e associações). Desta forma, a realização dos convênios só é possível através dos órgãos governamentais, como as Secretarias de Estado e Municípios.

Acreditamos que esta determinação “legal” está causando imensos prejuízos à cultura brasileira, em especial, às entidades culturais sem fins lucrativos, que mesmo com toda a documentação regularizada e sem qualquer pendência na prestação de contas dos convênios celebrados anteriormente, estão impedidas de propor projetos e receber novos recursos do MINC – Ministério da Cultura, através do FNC – Fundo Nacional de Cultura.

Embalados por uma motivação colaborativa que está se espalhando por todo o país, a Feira da Música de Fortaleza lançou o “Clamor Manifesto” que está disponível em uma plataforma de CrowdFounding, chamado CATARSE. Através desta plataforma, a Feira da Música está atraindo colaboradores em todo o território nacional para atingir ou ultrapassar a meta de 20 Mil Reais.

Clamor Manifesto – Feira 10 from Coletivo Fórceps on Vimeo.

Avaliamos a necessidade desta ação por 3 motivos:

- Fortalecer as redes colaborativas dentro da própria Feira da Música como saída para o corte;

- Repensar o artigo 20 da Lei de Diretrizes Orçamentárias;

- Mostrar a força das redes, principalmente como a do Circuito Fora do Eixo como fonte mobilizadora e agregadora.

Sugerimos o apoio ao projeto “ Clamor Manifesto” – Feira da Música de Fortaleza que está recebendo colaborações no site www.catarse.me. O link exato de onde está o projeto é:

http://catarse.me/en/projects/261-clamor-manifesto-feira-da-musica

Gostaríamos de contar com a sua colaboração, no sentido de vincular este Clamor em seu veículo de comunicação ajudando a fortalecer a cultura Brasileira.

Atenciosamente,

Feira da Música de Fortaleza

* Publicado originalmente no

***
NR: A não ser que a lei tenha sido modificada na semana passada - do que confesso que não ouvi falar -, o artigo impedindo o convênio já existia quando da negociação entre Feira e Funarte (isto é o que pude deduzir da leitura do texto acima), de modo que não entendo como a Funarte pôde se comprometer oficialmente, a ponto de os organizadores do evento darem esse crédito como certo. Por que ninguém da área jurídica da Funarte ou do MinC alertou a direção da entidade a tempo de se evitar a situação atual? Considero isso inadmissível. (Fabio Gomes)


Música Santa Maria (RS): Jazz do Monte

Laura Dantas cria melodias para letras inéditas de Noel Rosa

A passagem ao domínio público de parte da obra de Noel Rosa - a criada unicamente por ele, ou junto com parceiros que faleceram antes dele -, em janeiro de 2008, abriu uma série de possibilidades para a difusão de sua obra e até de criação de novas obras, a partir das originais. Posso dizer que atuei nessas duas frentes: primeiramente, em março de 2008, coloquei no ar um hotsite dentro do site Brasileirinho. No campo da criação, sugeri à cantora e compositora baiana Laura Dantas, em maio de 2009, musicar letras inéditas de Noel, cujas melodias são consideradas perdidas ou inexistentes. Ela abraçou o projeto, que denominamos Noel Inédito, e apresentou publicamente a primeira amostra deste trabalho quatro dias antes do Centenário: em 7 de dezembro de 2010, no show Mil Tons no Teatro do Irdeb (Salvador).




A TVE da Bahia gravou o espetáculo, exibido em 31 de julho de 2011, às 19h, o que motivou a publicação desta nota:


Correio da Bahia - Coluna Vip - Telma Alvarenga - 29.07.11

Relíquias de Noel
Dez letras inéditas de Noel Rosa, com melodias dadas como perdidas ou inexistentes, serão gravadas pela baiana Laura Dantas. A cantora já musicou a maior parte e pretende reunir as canções em um CD, no ano que vem. “Não tento imaginar o que Noel faria com as letras. Estou imprimindo a minha personalidade como compositora nessas músicas”, diz Laura. Três delas podem ser conferidas em um especial que a cantora gravou para a TVE, que vai ao ar domingo, às 19h. Antes do álbum Noel Inédito, ela lança, ainda este ano, seu primeiro disco, Mil Tons.



Laura Dantas: CD com letras inéditas de Noel Rosa

***


Participei do programa através de um depoimento contando sobre o convite a Laura. Minha participação foi gravada aqui em Belém, perto do Pier das Onze Janelas, pela equipe da TV Cultura do Pará.


Música: CD duplo com choros de Radamés Gnattali traz 5 inéditas

O pianista paulista Marco Antonio Bernardo lança pela CPC-Umes o CD duplo Radamés Gnattali - Integral dos Choros para Piano Solo. O álbum, o primeiro do gênero a ser lançado, traz cinco músicas de autoria do maestro gaúcho que eram inéditas em gravação - as valsas "Pretensiosa", "Preciosa" e " Vaidosa nº 3", o choro "Trapaceando", além da composição "Moto Contínuo nº 2". Esta última foi gravada a partir do manuscrito original, inédito em edição.

Outras 15 músicas também foram tocadas por Bernardo a partir do manuscrito original - embora sem partitura impressa, algumas são até bem conhecidas pelos fãs de Radamés Gnattali, a começar pela valsa "Uma Rosa Para Pixinguinha", gravada pelo próprio autor em diversas ocasiões.

O texto do encarte do disco faz ainda outro destaque importante:

"No repertório, abrir-se-á duas exceções para choros pensados para piano com acompanhamento de conjunto – Papo de Anjo e Zanzando em Copacabana – em que Bernardo realizou cuidadosas adaptações de baixos da mão esquerda, respeitando a grafia original das partituras e, principalmente, o estilo do compositor, transformando-as em peças para piano-solo à maneira de suas pares."

O texto completo, junto com a relação completa das músicas e seus respectivos gêneros, pode ser lido no blog de Bernardo.

"Papo de Anjo" é justamente uma das quatro faixas que podem ser ouvidas na página do disco no site da gravadora. Não constam informações sobre o valor do disco ou como adquiri-lo. Também não há, por enquanto, show de lançamento marcado.

Saiba mais

Cinema Bauru (SP): Mostra Cinema.Com


domingo, 14 de agosto de 2011

Música Recife: Jair Rodrigues


Rap Canoas (RS): Inquérito debate "Um Brinde"


Integrantes da banda de rap Inquérito, de Campinas (SP) - o vocalista Renan Inquérito e o backing vocal Pop Black - e o diretor do videoclipe "Um Brinde", Vras77, estarão em escolas de Canoas segunda e terça, dias 15 e 16, debatendo o impacto do álcool na sociedade.

O tema é abordado no clipe (veja abaixo), recentemente premiado no Festival Nacional de Cinema Curtamazônia, em Porto Velho (RO). O vídeo já foi exibido em mais de 170 pontos do Brasil e 5 do exterior: Londres, Nova York, Cuba, Guiné Bissau e Lisboa.

Com cenas gravadas nos municípios paulistas de Santa Bárbara D´Oeste, Nova Odessa e Campinas, "Um Brinde" passa pelo plantio da cana de açúcar, pelo etanol que abastece os carros, pelo produto que adoça os alimentos e bebidas e chega à cachaça e aos derivados e aos malefícios que a ingestão da bebida pode causar.



Festival Nacional de Contrabaixo em Belém anuncia datas e convidados

O Festival Nacional de Contrabaixo, realizado em Belém (PA), passa a ser promovido, a partir deste ano, pela recém-fundada Associação Amigos da Música Instrumental - Pará (AAMI-PA). O presidente da entidade, Marcus Braga, anunciou há pouco as datas e nome de músicos que estarão na programação.

O evento acontece de 10 a 12 de novembro, e vai trazer à capital paraense nomes como Celso Pixinga (SP), Ronaldo Lobo (SP), Adriano Gifone (RJ), Joel Moncorvo (BA), Frank Negrão (BA) e Henrique Fontoura (PR).

Também já está confirmada a vinda de um grupo de professores da Berklee School of Music (Boston-USA): Jim Stinetti, Grant Stinetti e Todd Johnson.

  • Saiba mais sobre a Associação Amigos da Música Instrumental - Pará no blog Som do Norte.

Música Rio de Janeiro: 100 anos de Pedro Caetano!

O show comemora o centenário do compositor Pedro Caetano, autor de clássicos da música brasileira como " É com esse que eu vou" e "Onde estão os tamborins"; outras músicas suas de destaque são "Nova ilusão", "O bom cabrito", "Retratinho dele" e "A felicidade perdeu seu endereço".

O show é uma iniciativa de familiares do compositor e de artistas empenhados em destacar sua importância para a cultura brasileira. No palco, as vozes de Cristina Buarque, Marcos Sacramento e Mariana Baltar, e os músicos Lena Verani (clarinete), Pedro Aragão (bandolim), Jayme Vignoli (cavaquinho), Josimar Carneiro (violão 7 cordas), Luiz Flávio Alcofra (violão), Netinho Albuquerque e Magno (percussões), além da participação especial de Chico Adnet, grande amigo e parceiro de Pedro Caetano. Direção musical de Pedro Aragão; roteiro e direção geral de Marcos Sacramento.

  • Pedro Caetano - Nascido em Bananal (SP), passou a maior parte da vida no Rio de Janeiro. onde encontrou ambiente propício para desenvolver seu talento musical. Foi frequentador assíduo do Café Nice, um dos bares onde germinava a boemia carioca na chamada época de ouro do rádio, nos anos 30 e 40. Lá, conheceu autores que, como ele próprio, se tornariam grandes nomes da nossa música, muitos dos quais seriam seus parceiros em composições inspiradas que percorrem os vários gêneros musicais, dentre os quais Claudionor Cruz. Autor de vários clássicos, teve suas composições gravadas por cantores de sucesso como Francisco Alves, Orlando Silva, Aracy de Almeida, Elis Regina, Paulinho da Viola, Nara Leão e Céu da Boca.

Serviço

100 anos de Pedro Caetano! - Cristina Buarque, Marcos Sacramento e Mariana Baltar

Datas: 25 e 26 de agosto, quinta e sexta, 19h30
Local: Teatro Rival Petrobras (Rua Álvaro Alvim, 33 a 37 – subsolo - Cinelândia) - Rio de Janeiro
Preço: R$ 40,00 (inteira), R$ 30,00 (primeiros 200 ingressos) e R$ 20,00 (estudantes, idosos e professores da rede municipal)
Informações e reservas: (21) 2524-1666
Censura: 16 anos


sábado, 13 de agosto de 2011

Cinema Belém: Curso de História(s) do Cinema


Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Colégio Sucesso apresentam:

Curso de História(s) do Cinema

(20 horas/aula)

Ministrante: Miguel Haoni (APJCC)

de 22 a 26 de agosto (segunda a sexta)
das 15 às 19 horas
no Auditório do Colégio Sucesso
(Travessa Mauriti, 1032. Sacramenta - entre Pedro Miranda e Antonio Everdosa)
Belém - PA

Investimento: R$ 50,00 (inscrições gratuitas para alunos dos Colégios Sucesso e Ideal)
Inscrições pelo fone: 91-8717-9683
VAGAS LIMITADAS

Realização: APJCC e Colégio Sucesso
Apoio: Cineclube Amazonas Douro e Grupo Ideal

Show Belém: Brown-Há

Aqui em Belém, quando as luzes se apagam repentinamente, se diz que "faltou energia" (enquanto, no Sul, se diria que "faltou luz"). Ontem à noite, de fato, a quadra onde fica o Studio Pub esteve sem luz entre 2h40 e 2h50, devido a alguma falha no sistema elétrico da cidade (que, pra variar, a gente jamais fica sabendo exatamente a causa). Mas uma coisa lhes garanto: energia é que não faltou, nem para a banda Brown-Há, nem para o público que foi curtir a banda de Brasília!

No ano passado, a Brown-Há tocou no primeiro Festival Megafônica, e voltou agora a Belém para participar nesta sexta, 12 de agosto, junto com a banda paraense Aerolito, da festa de lançamento da edição 2011 do evento, prevista pelo Coletivo Megafônica para outubro.

A Brown-Há fez um show vigoroso, com boa pegada rock'n'roll, colocando todo mundo pra dançar ao som das músicas de seu primeiro EP, lançado em 2008 (como "Hey Babe" e "Boemia"), e já antecipando algumas ("Loucura" e "Tender), que estarão no próximo disco, com lançamento previsto para setembro (eles já gravaram 6 faixas, e irão mixá-las assim que retornarem a Brasília). Os dez minutos sem energia elétrica não chegaram a esfriar os ânimos de banda & galera, e assim que a luz voltou o quinteto até mandou uma música que não estava no set list, "Essa Rotina", seguindo com "Movimento Browniano" e fechando com "Bulldog's".
  • Pocket show - Mais cedo, por volta de 19h, a Brown-Há realizou um pocket show acústico, no Espaço Benedito Nunes da Saraiva MegaStore - foi a primeira vez, a banda, embora já tenha tocado em boa parte do Brasil, ainda não passara por esta experiência. A mediação foi minha, a convite de Bárbara Andrade, da Megafônica, e de Tainah Fagundes, da Saraiva. Embora pego de surpresa pelo convite, não tive maiores dificuldades, afinal conheço a banda desde que estivemos no Festival Quebramar, em Macapá (AP), em julho do ano passado; reencontramo-nos meses depois aqui em Belém justamente no Festival Megafônica, do qual eu fiz a assessoria de imprensa. O bate-papo passou por algumas histórias desses eventos, pelo processo de composição da banda e por uma novidade pra boa parte dos presentes - a parceria entre os guitarristas Fernando Jatobá, da Brown-Há, e Yuri Malcher, da Paris Rock. A composição, com levada de brega paraense (e denominada "Bregote") já foi apresentada em dois shows da Paris, inclusive um ali na própria Saraiva, no Dia Mundial do Rock, em 13 de julho. A Brown-Há tem planos de retornar a Belém em breve para lançar o segundo EP.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Feira da Música de Fortaleza sofre corte de verbas

Clamor Manifesto - Feira 10 from Coletivo Fórceps on Vimeo.

Este vídeo-clamor-manifesto foi postado pelo Coletivo Fórceps (CE) no Vimeo perto de 19h de hoje. Neste dia 12, a cinco dias do início da 10ª edição da Feira da Música de Fortaleza, o evento foi informado que não recebia uma verba prometida pela Funarte, no valor de R$ 130.000,00 (cen-to-e-trin-ta-mil reais!!!)!!!

Entre a opção mais simples, e dolorosa (cancelar o evento) e a mais corajosa, porém difícil (manter a programação) os organizadores preferiram a segunda: a Feira será realizada, no período previsto, 17 a 20 de agosto.

A eles, nossos parabéns e nossa solidariedade!

  • Como ajudar - Para arrecadar 20 mil reais, de forma a minimizar os prejuízos sofridos, a Feira criou uma página no site de financiamento coletivo de projetos Catarse. Você pode contribuir, até o dia 31 de agosto, com qualquer valor a partir de R$ 10,00, em troca de benefícios exclusivos (que vão desde seu nome ser eternizado num espaço da Feira, a bate-papo com artistas e participação nas rodadas de negócios). Para fazer a doação, clique nesta página do Catarse. Em tempo: pelas regras do site, ou se atinge pelo menos 20 mil reais até dia 31, ou a Feira não recebe nada, com o dinheiro sendo devolvido aos doadores. Não deixe isso acontecer!