quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Lançamento Musical: Dani Carmesim - Devaneios

Há alguns dias, eu pensava em realizar via Jornalismo Cultural lançamentos musicais* de EPs e CDs de várias partes do Brasil, e antes mesmo que anunciasse ou contatasse alguém, recebi um recado via Twitter da Dani Carmesim (@danicarmesim), querendo saber se poderia disponibilizar seu EP Devaneios pelo blog. Concordei na hora. Bandas de todo o Brasil que quiserem lançar discos pelo blog, basta entrar em contato (obs: menos as do Norte, cujos lançamentos serão feitos sempre pelo Som do Norte).
Daniella é de Recife, tem 27 anos, e adotou o sobrenome Carmesim em função de sua primeira banda, montada com amigos da vizinhança, se chamar Efeito Carmesim. Atualmente, a competente banda que a acompanha é formada por André Oliveira (guitarra), André Williams (baixo), Fernando S. (guitarra e teclado) e Rafael "Alvo" (bateria).
Seu som é rock, às vezes com a suavidade das baladas. Segundo seu release:
Em suas letras fortes e expressivas ela encontrou uma forma de poder se fazer ouvir por todos e mostrar que é através dos sentimentos que somos impulsionados a tomar atitudes que vão compondo nossa vida, nossa história e que também acaba por compor a vida e a história de outras pessoas próximas a nós. Portanto, se ninguém é feliz com o que tem, Dani Carmesim tem nos dado música, e se temos música, um pouco mais felizes somos. E assim tem sido.


DANI CARMESIM

* E por que lançamento musical? Porque penso que podemos em breve fazer lançamentos literários (contos, poemas, ou mesmo livros maiores em pdf), cinematográficos (curtas no YouTube), de artes visuais (quadros, charges)... enfim, tudo que puder ser digitalizado e postado na rede!

Redson (1962-2011)


Na noite da terça, 27 de setembro, o punk rock brasileiro perdeu um de seus maiores representantes: Redson, fundador e vocalista da banda paulista Cólera.

Reproduzo abaixo o e-mail que recebi, junto com as fotos que ilustram este post, de Cássio Renato Cerqueira, organizador do Agosto de Rock Festival, de Miracema, Tocantins, que em 2007 contou com a participação de Redson, como o próprio Cássio conta abaixo:

Em 2007, Redson esteve aqui em Miracema onde ministrou a palestra Faça Você Mesmo, atividade paralela do 4º Agosto de Rock Festival. A galera presente naquela histórica quarta-feira, na mais antiga casa de shows da cidade, o Iracema Clube, ouviu histórias preciosas da cena musical underground brasileira, relatadas por um de seus maiores expoentes.



O impacto da palestra de Redson, aqui na pequena e pacata Miracema, impulsionou, posteriormente, a criação de um novo movimento cultural na cidade, o FAÇA VOCÊ MESMO, que tinha o objetivo de fomentar atividades coletivas que envolvam o lazer, educação e cultura popular no município.



REDSON, SUAS MENSAGENS SERÃO NOSSA ETERNA BANDEIRA!

PAZ...

Cássio Renato Cerqueira

Diretor Geral – Inusitada Produções

Agosto de Rock Festival


***

Redson também foi lembrado pelo blogueiro goiano Eduardo Mesquita, o Inimigo do Rei. Fã de Redson desde a adolescência, ele conta em Redson, agora para sempre. como criou coragem para convidar o ídolo para gravar junto com sua banda, Sangue Seco, a faixa "O Grito é Nossa Voz", que ouvimos a seguir.




Música Belém: Tulipa Ruiz

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Aracy canta Noel em Aracy De Almeida - Ao Vivo E A Vontade


Há algumas semanas, fui surpreendido com a publicação deste LP no (extinto) blog Toques Musicais, do mineiro Augusto TM. A surpresa é porque se trata de um disco de Aracy de Almeida integralmente dedicado a Noel Rosa e que não é citado no livro Noel Rosa - Uma Biografia, de João Máximo e Carlos Didier.



O disco foi gravado ao vivo na Lira Paulistana (São Paulo), em 30 de agosto de 1980, em show produzido pelos roqueiros Teco Terpins (do grupo Joelho de Porco) e Zé Rodrix, que para acompanhar a cantora (então praticamente aposentada dos palcos) chamaram um regional familiarizado com seu repertório. Não houve ensaio. E - o mais curioso e talvez lindo de tudo - em nenhum momento foi pedido pelos produtores ou há algum comentário no texto de Rodrix (reproduzido abaixo - clique para ampliar) de que só se devesse cantar Noel. Aracy podia cantar o que quisesse - chegou a brincar no começo do show dizendo que não tinha tempo de aprender músicas novas - e tudo o que ela quis cantar neste dia foi Noel!



O LP só foi lançado em 1988, ano da morte de Aracy, e nunca saiu em CD. Sua voz já não era a mesma do auge da carreira, evidentemente (a respiração está visivelmente comprometida), mas com certeza ganhamos muito em emoção. Aqui e ali, os habituais deslizes da cantora em relação às letras não chegam a incomodar, mas há um reparo importantíssimo a fazer sobre a entrevista que ocupa a faixa 5 - Aracy afirma que Wilson Batista teria composto "Lenço no Pescoço" para provocar Noel - o que jamais foi mencionado em qualquer biografia dos dois que conheço e, honestamente, eu não acredito que isto corresponda à verdade.

Uma observação: inicialmente, a versão do LP disponilbilizada aqui continha a faixa "Último Desejo" duplicada, como pois era assim que estava no Toque Musical. Alertados pelo nosso leitor Sidnei, obtivemos outra versão, em que o LP estava correto, efetuando a substituição aqui em 29.7.12, 

O livro de Máximo & Didier não menciona outras versões ao vivo de Aracy para nenhuma das músicas incluídas no disco. Neste ponto, o destaque total fica para "As Pastorinhas", que a artista nunca gravou em estúdio.

AO VIVO E À VONTADE
Aracy de Almeida - 1980/1988 - Continental

1 - Feitio de Oração (Vadico - Noel Rosa)
2 - Três Apitos (Noel Rosa) obs: no começo da faixa há citação de Palpite Infeliz
3 - Com que Roupa (Noel Rosa)
4 - O Orvalho Vem Caindo (Noel Rosa - Kid Pepe)
5 - Entrevista
6 - As Pastorinhas (Noel Rosa - João de Barro)
7 - Último Desejo (Noel Rosa)
8 - Palpite Infeliz (Noel Rosa)
9 - Pela Décima Vez (Noel Rosa)
10 - Não Tem Tradução (Noel Rosa)
11 - Conversa de Botequim (Noel Rosa - Vadico)
12 - Até Amanhã (Noel Rosa)

Formato: MP3 - 128 kbps - 44 kHz
Duração - 34:23

Download

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Música Goiânia: Insetu's Contra-Atacam

Reunião do Movimento Regula Cultura em Porto Velho nesta quinta


O Movimento Regula Cultura convoca a classe artística e cultural de Rondônia para reunião que irá realizar na quinta, 29 de setembro, a partir das 16h, no auditório da Unir Centro (Porto Velho) a partir das 16h.

O movimento lançou recentemente um abaixo-assinado (que já noticiamos aqui), no qual pede a aprovação dos Sistemas Estadual e Municipal de Cultura.

O abaixo-assinado está disponível em http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=MRC2011

Música Maceió: Baile Tropical

Show Belém: Porcas Borboletas

A foto mostra um momento de preparação para o show que a banda mineira Porcas Borboletas fez em Belém neste domingo, 25 de setembro, no Café com Arte. O show foi acertado poucos dias antes pela produtora Bárbara Andrade, do Coletivo Megafônica, que aproveitou a vinda do sexteto para o Conexão Vivo Castanhal, onde Porcas tocaram na véspera, tendo como convidado o pernambucano Otto, repetindo a dobradinha que já tinha sido feita no Conexão de Juiz de Fora (MG), no dia 9.

Particularmente não vejo muita ligação do som de Porcas com o do Otto, que usa uma estrutura mais tradicional de composições, enquanto o grupo mineiro investe forte na invenção formal. Um de seus temas mais conhecidos, por exemplo, "Nome Próprio" (que foi trilha do filme de Murilo Salles), tem poucos versos, repetidos em gritos embalados por guitarras nervosas, o que também vemos em "Super-Herói Playboy". O que não quer dizer, claro, que Porcas não saiba fazer música num estilo mais tradicional, quando quer (basta citar a hilária "Cerveja", que encerrou o show em Belém, cantada pelos guitarristas Enzo e Moita, enquanto o vocalista Danislau circulava pela plateia, cumprimentando um a um todos os espectadores - o que foi possível porque havia muito pouca gente prestigiando o show).

Quem foi ganhou o domingo, pois viu um show divertido, duma banda muita boa, com um vocalista performático (que arrematou a apresentação plantando bananeira na penúltima música) e mandando um som instigante. A banda chega a ter um integrante, Ricardim, responsável pelos "barulhos" - sim. Ele fica no palco com uma mesa à frente, tendo ali apitos, brinquedos sonoros e bases pré-gravadas, que servem para dar o clima a diversas canções, com efeitos que vão desde a narração de um jogo de futebol até o som do vento.

Antes de Porcas, tocou Stereoscope (uma das mais competentes bandas paraenses, cujo show é sempre sinônimo de qualidade) e, na abertura, a banda Iza.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

CPI do Ecad: Ex-funcionário da UBC revela ter recebido ameaças


Por Gorette Brandão*

Investigado no Rio de Janeiro por suposto envolvimento em fraude que resultou no pagamento de quase R$ 130 mil em direitos autorais a falso compositor, o ex-empregado da União Brasileira de Compositores (UBC) Rafael Barbur Cortes afirmou, nesta quinta-feira (22), que recebeu nos últimos meses "telefonemas ameaçadores". À Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades no pagamento de direitos autorais pelo Escritório de Arrecadação e Distribuição (Ecad), ele disse que chegou a ouvir numa das chamadas anônimas a frase "vou acabar com você".


Na mesa da CPI: Rafael Barbur (2ª à esquerda)
e Randolfe Rodrigues (2º à direita)

O presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), ofereceu ao autor a oportunidade de falar em depoimento reservado, sob sigilo, sobre suas suspeitas em relação à origem das ameaças. De acordo com Randolfe, essa revelação seria importante para a própria segurança do depoente. O senador aproveitou ainda para alertar que a CPI não irá tolerar ameaças de qualquer tipo contra quem estiver colaborando com os trabalhos da comissão.

- Quem estiver fazendo ameaças vai se dar mal, pois nós vamos pegar e quem assim já procedeu terá que responder criminalmente - afirmou Randolfe, adiantando que a Polícia Federal será solicitada a entrar no circuito.

Rafael Barbur negou participação no esquema de fraude denunciado pela própria UBC, que é uma das 17 sociedades de compositores que integram o Ecad, entidade privada sem fins lucrativos que arrecada e distribui direitos autorais e conexos. Ao contrário, ele disse que percebeu inconsistências nos dados cadastrais referentes ao suposto compositor. Depois, disse que alertou outros funcionários, além da própria presidente da UBC, Marisa Gandelman.

Procuradora - Pelas denúncias, a pedido da UBC, o nome do motorista Milton Coitinho, de Bagé (RS), foi inserido no sistema do Ecad e a ele foi atribuída a autoria de diversas composições de trilhas sonoras. Em seguida, os pagamentos foram solicitados e pagos a Bárbara de Mello, funcionária da própria UBC indicada para atuar como procuradora do suposto compositor. Ela foi admitida pela UBC por indicação de Rafael Barbur, também seu cunhado.

Já ouvido pela CPI do Senado, Coitinho alegou que seu nome foi usado de forma fraudulenta. Disse que não conhecia nada de música e nem sabia tocar qualquer instrumento musical. Bárbara de Mello, no mesmo dia, confessou que só conheceu Coitinho no momento da audiência. Confirmou ainda que, na condição de procuradora, recebeu 10% do valor supostamente devido a Coitinho. Disse que fez dois saques e que entregou o dinheiro para que o cunhado levasse à UBC. Marisa Gandelman atribui a ação fraudulenta a Bárbara e a Rafael Barbur.

Indagado sobre os fatos, Barbur confirmou que indicou Bárbara para trabalhar na UBC pelo interesse dela em trabalhar com direito autoral. Também admitiu que estava ao lado dela na ocasião dos saques do dinheiro atribuído ao compositor representado. Justificou que foi com ela por ato de coleguismo, mas não por obrigação funcional.

Rafael Barbur atribuiu ainda a pessoa que identificou como Daniela, do escritório da UBC em Minas Gerais, a responsabilidade de reunir a documentação referente ao compositor. Disse que chegou a pedir a pessoas da equipe de atendimento para checar os dados, já que suas pesquisas indicavam se tratar de um motorista de Bagé. Daniela teria respondido que o motorista era mesmo da cidade, mas não morava mais lá e por isso não estaria recebendo correspondências enviadas ao endereço registrado.

Ancine - Como analista da área internacional, Rafael Barbur disse ainda não ser sua função cadastrar trilhas sonoras. Aproveitou para dizer que a Agência Nacional de Cinema (Ancine) pode colaborar no cadastramento e distribuição de direitos de trilhas para filmes, já que este órgão possuiria todos os dados referentes a autores, arranjadores e intérpretes.

*Agência Senado

Show Belém: Orquestra Rumpilezz


Nesta sexta, 23 de setembro, o Palco Sunset do Rock in Rio será aberto pela Orquestra Rumpilezz, do maestro baiano Letieres Leite, a cujo show assisti aqui em Belém no Teatro Margarida Schivasappa no dia 13, a convite do produtor Alex Pinto. Apesar de já ter visto muitas citações ao trabalho da orquestra, em especial através de releases que recebo da Bahia, confesso que jamais havia procurado escutar o som do grupo.

Pelo nome não era difícil deduzir que a base deveria ser o jazz combinado a percussão de raiz africana (o que no nome da banda fica fortemente sugerido pelos termos "rum", "pi" e "lé", os três tambores do candomblé). Mas não são estes os únicos elementos do som da Rumpilezz. Aqui neste vídeo em que ela toca "Temporal", a última antes do bis em Belém, fica clara uma influência cubana, em especial no ataque inicial dos sopros.

Um dos pontos altos do show é a apresentação de "O Samba Nasceu na Bahia", antecedida por demonstrações, feitas pelos percussionistas, de células de samba duro, samba afro do Ilê Ayê e cabila. A execução desta música certamente ultrapassou os dez minutos de duração. Cheguei a cronometrar o número seguinte ("Aláfia"), que teve pouco mais de sete minutos, porém dei preferência a apreciar o som da Rumpilezz e os arranjos cheios de sutilezas e mudanças a todo tempo que são a marca de Letieres à frente da orquestra.

No repertório, predominam faixas do CD que a Rumpilezz gravou em 2009, e que a rigor o maestro nem chega a reger de fato no show. Imagino que isso se deva à coesão do grupo e mesmo ao próprio tempo na estrada executando as mesmas músicas. (Não se enxergue aqui nenhum reparo à atitude do maestro, que é também o autor das músicas e criador dos arranjos. Ou seja, o tempo todo o que ouvimos era Letieres Leite). Houve dois momentos em que Letieres atuou à vera como regente: na inédita "Das Arábias" e ao final do bis, em que pediu aos executantes de sopro que ficassem à beira do palco, ora dispostos lado a lado, ora organizados em semicírculos, e comandando as infinitas modulações e variações de andamento. Um primor!

Já no camarim, Letieres revelou que este final foi um presente ao público de Belém, que se mostrou muito atento e receptivo à ousadia sonora da Rumpilezz. Abriu assim a longa conversa que teve com as cantoras paraenses Iva Rothe e Aíla, da qual participei, motivo pelo qual aliás não entrevistei formalmente o maestro, pois Iva ia perguntando praticamente tudo o que eu pretendia saber. Letieres contou ter criado a orquestra há 6 anos, e me surpreendeu ao dizer que não tem estudo formal de arranjo ou regência - espanto maior quando eu soube que ele já compõe as músicas escrevendo essa infinidade de nuances e variações nos arranjos!

Depois de participar, na adolescência, de um grupo de percussão montado na escola onde fazia o 2º grau, só voltou a tocar aos 19 anos, optando pela flauta (entre uma coisa e outra, dedicou-se à pintura). Com um ano de prática, já acompanhava artistas na noite de Salvador, o que o levou a ser arranjador de Daniela Mercury. Seu desempenho atraiu a atenção de Ivete Sangalo, então vocalista da Banda Eva e já pensando numa carreira solo. Ivete negociou com Daniela o "passe" de Letieres, que assim começou a escrever os arranjos do repertório solo de Ivete, sem que ninguém soubesse, de modo que quando ela saiu da Eva pôde de imediato trabalhar o novo repertório. Letieres só deixou o trabalho com Ivete há questão de três meses, quando o crescente sucesso da Rumpilezz acabou impossibilitando que o maestro conseguisse dar conta, simultaneamente, da intensa agenda de trabalho da cantora (o maestro chegou a se emocionar quando recordou o momento em que comunicou seu afastamento a Ivete). Afora a Rumpilezz, o principal trabalho de Letieres hoje é a direção musical de Mariana Aydar - deixou evidente seu entusiasmo com o CD Cavaleiro Selvagem Aqui te Sigo, dela, recém-lançado, em que todos os arranjos são dele.

A apresentação da Rumpilezz hoje no Rock in Rio é ao lado de Mariana e da banda Móveis Coloniais de Acaju.


Teatro Macapá: O Cano

Ingresso a R$ 10, com meia para estudantes.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Música Belém: Porcas Borboletas

CPI do Ecad: Caso Milton Coitinho em debate nesta quinta

Por Gisele Barbieri

Nesta quinta-feira (22) a CPI do Ecad, presidida pelo senador Randolfe Rodrigues (AP), realiza audiência no Senado Federal. A reunião irá debater os critérios de distribuição do Ecad, além de dar continuidade a investigação das denúncias recebidas pela Comissão.

Os depoentes serão Mário Sérgio Campos – Gerente Executivo de Distribuição do Ecad; Vagner Lira – Diretor da Directapkf, empresa que audita o ECAD atualmente; Débora Cheyne Prattes - Presidente do Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro – SINDMUSI, além de Rafael Barbor Cortes, funcionário da União Brasileira de Compositores (UBC), investigado no caso Milton Coitinho.

Coitinho é um motorista da cidade de Bagé (RS), que teria recebido recursos do Ecad por trilhas sonoras que não eram de sua autoria e sem nunca ter sido compositor. Cortes era responsável pela área internacional da UBC e foi citado na CPI por Bárbara de Mello - procuradora de Coitinho.

A reunião da CPI começa às 9h, na sala 3 da Ala Nilo Coelho.

Literatura: Novo romance de Carlos Correia é um dos vencedores do Prêmio IAP 2011

O livro “Senhora de Todos os Passos”, do escritor Carlos Correia Santos foi um dos vencedores do Prêmio IAP de Edições Literárias 2011, na categoria romance (Prêmio Haroldo Maranhão). A obra será editada e lançada pelo próprio Instituto de Artes do Pará. Esta é a terceira vez que o autor ganha o Prêmio IAP. Em 2003, ele venceu a categoria dramaturgia com o texto da peça “Nu Nery”. Em 2008, outra peça sua foi laureada: o texto “Batista”. “Senhora de Todos os Passos” é o segundo romance escrito por Correia. O primeiro, “Velas na Tapera”, venceu o Prêmio Dalcídio Jurandir, promovido pela Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, em 2008, e foi lançado em Lisboa em junho.

Este ano, o edital do IAP contemplou duas obras em cada categoria. O outro vencedor do segmento romance foi João Bosco Maia, com o livro “666 – O Tragicômico Percurso”. Na categoria poesia (Prêmio Max Martins), venceram Harley Dolzane (“I-Nome-Nada”) e Elaine Machado (“Crisálida”). Em conto (Prêmio Maria Lúcia Medeiros), foram premiados Daniel da Rocha Leite (“Ave Eva”) e João Pereira Loureiro (“A Festa dos Mortos”). Na categoria ensaio (Prêmio Vicente Salles), os vencedores foram Aldrin Moura de Figueiredo (“Os Vândalos do Apocalipse”) e “Relivaldo Pinho de Oliveira” (“Amazônia, Cidade e Cinema em Um Dia Qualquer e Ver-o-Peso”).

ENREDO

O romance “Senhora de Todos os Passos” conta a saga da ousada e espirituosa Maria Xavier, personagem inspirada na avó de Carlos Correia Santos, uma nordestina que, segundo o escritor, fez o anti-êxodo. “Numa época em que a maioria do povo do Nordeste partia rumo ao sudeste, ele veio para o Norte. Foi uma mulher fantástica, que teve uma vida cheia de lances espetaculares. Testemunhou o voo do Zepelim, viveu a comoção do assassinato de João Pessoa, esteve perto do universo do cangaço. Foi muito rica e extremamente pobre. Cresci ouvindo as narrativas fabulosas que ela contava. E, justamente por isso, tornei-me escritor. Prometi que, um dia, transformaria os incríveis passos dela em um romance e, para minha grande honra, agora cumpro a promessa”, afirma o autor, emocionado.

A narrativa faz um imenso passeio por episódios importantes da História nordestina e nortista. Das ladeiras de Olinda ao barro da Transamazônica, seres fictícios e várias personalidades reais cruzam o infindável caminho de Maria Xavier. Correia transforma em personagens do livro figuras como Catulo da Paixão Cearense, Irmã Dulce, Corisco, Dadá, Dulcina de Moraes e até Dorothy Stang. “O enredo vai misturando realidade e fantasia. Exatamente como fazia minha avó. É bem aquilo de contar um conto aumentando os pontos”, diverte-se Carlos. Mas ele completa: “Há, porém, muitas vivências de fato experimentadas por minha família. Uma família de negros que tiveram que lutar muito e muito para que a sorte se transformasse e as coisas pudessem melhorar. É uma obra que respira e transpira muitas dores e alegrias reais”.

ANO BOM

O ano de 2011 tem sido produtivo para Correia. Além do recente prêmio do IAP, de ter lançado “Velas na Tapera” em Lisboa, na FNAC Chiado (o escritor é representado na Europa pelos produtores Fercy Nery e Rita Pestana) e de ter duas peças suas apresentadas com bastante êxito em São Paulo (“Perfídia Quase Perfeita” e “A Fábulas das Águas”, montadas pela Cia. Fé Cênica), Correia conquistou o segundo lugar geral da quarta edição do concorrido Seleção Brasil em Cena, edital de fomento à nova dramaturgia brasileira, promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro (CCBB). Carlos foi o único autor da região Norte escolhido para o projeto. O certame selecionou também um escritor do Nordeste. Os demais foram das regiões sul e sudeste. A obra com que Carlos Correia foi destacado é o monólogo “Um é Multidão”. Essa foi a segunda vez que o paraense participou da iniciativa. Em 2007, o escritor também foi selecionado para o concurso justamente com sua comédia “Perfídia Quase Perfeita”.

Criado para propiciar o contato do público com novas dramaturgias e estimular o intercâmbio entre autores, atores e diretores contemporâneos, o Seleção Brasil em Cena permite com que os 12 textos selecionados em cada edição ganhem leituras dramáticas dirigidas por grandes nomes da atual cena teatral brasileira. O texto de Correia foi dirigido por Gilberto Gawronski, ator e diretor vencedor de importantes prêmios, como o Mambembe e o Sharp. Em 2007, a obra do nortista foi dirigida por Stella Miranda, que viveu a síndica do humorístico Toma Lá Dá Cá, exibido na Rede Globo.

Apresentadas no próprio CCBB Rio, as leituras dramáticas foram realizadas por alunos formandos em escolas de teatro da capital carioca. Ao final de cada leitura, o público atribuiu notas. Os espectadores deram a Correia o segundo lugar geral na competição.

Trecho do livro Senhora de todos os passos, de Carlos Correia

A PRIMEIRA PARTE DESSES IDOS

Ainda no Nordeste...

Quando era por volta de 1920...

Como nasci? Da poeira. Costumo repetir e repetir: nasci da poeira. Sim, houve o parto. Houve o vir do ventre. Mas para a vida inteira que me gestou, nasci da poeira. Guardo como certidão de tal fato o dizer daquele que me criou e me fez pronunciar a palavra pai. João Xavier. Era ele quem contava. Foi quando baixou o poeiral seco sem fim, ocre-carmim... Foi quando baixou aquele pó do sem tempo que ele viu vindo pela estrada a velha negra, cabelos nuvados de tão brancos. A velha com a criança no colo. Menina bronze nua. Uma estrada qualquer no entorno perdido entre a pernambucana cidade de Garanhuns e o desconhecido... Contava ele: o carro que dirigia – o Ford de Bigode – pareceu ficar mais lento sem desaceleração qualquer. Ele grudado ao volante. Alma grudada num inexplicável nó na garganta. E, por entre a poeira, aquela imagem, a imagem daquelas duas tão cheias de nada. A velha e uma menina no colo. Feito fosse uma dessas estátuas de procissão. A menina? A menina era eu. A velha? Minha avó. É só o que sei. Não foi o carro que se aproximou daquelas duas lassidões. Foi o destino que estreitou o afastamento. Estreitou, estreitou. Até que o automóvel lento freasse. Lento parasse rente à velha com a menina no colo.

- Está indo para onde, minha tia? – Foi a pergunta do motorista que mais tarde muito de minha vida dirigiria.

O que sei é que a resposta da mãe de minha mãe se fez seca:

- Oxi... – Penso que o enxergar preso na inexatidão – Tô pra num sabê dadonde vim, moço... O que dirá pra donde vô...

- E o que foi que houve, senhora?...

- Minha fia... – Suponho... Apenas suponho que o sol infindo tenha feito cintilar o resto de choro que havia nos olhos da negra anciã – Minha fia, mãe dessa menina... A bichinha morreu parindo, moço... Eu tô que num sei de mais nada... Num sei que caminho tinha atrás de mim... Num sei pra donde leva o caminho que vai pra acolá...

Sei também que ali, dentro do carro, João Xavier sentiu – de algum modo sentiu – que a vida lhe estava abrindo as pernas e dando à luz algum novo.

- Quer alguma ajuda, minha tia?

Suponho... Apenas suponho: houve a poeira do infinito no olhar que a velha deu para o motorista...

E, num ato mecânico, gerado talvez pela dor do oco... Num ato mecânico, ela estendeu os braços e ofereceu a menina para o homem. Eu... para aquele que me fez pronunciar a palavra pai... Dando olhar de infinito para o estranho, minha avó me deu.

Tudo isso assim conto porque suponho...

Imagino que João me recebeu em seus braços muito mais por desentendimento que por querer intentado. Ele em seu colo me recebeu. Diria mais tarde que me amou como filha naquele instante exato. Naquele instante exato...

Nada disseram. A velha e o motorista. Nada. Fitaram-se um pouco mais e o resto veio. Minha avó foi. João Xavier ficou. A poeira a subir e a velha de brancos cabelos – nuvados – a ir. A partir. Engolida pelo coisa alguma. Devorada pelo ocre-carmim. Foi-se ela. Foi-se. Sumiu.

E aquele que, a partir dali teria que ser meu pai, tomado pelo não se entender. Ele não entendia a si mesmo. Por que aceitara receber aquela criança? Por quê?

Foi-se minha avó. Para nunca, nunca mais.

E para a casa de João Xavier eu fui.

Eu?

Esse eu quem sou?

Sacudo-me a rir...

Estou com a cabeça apoiada no colo de minha filha, as costas esparramadas no chão frio... Ao meu redor, uma procissão. Um Círio a esperar que eu lembre... De tudo...

Então, explico. Essa quem sou?...

Maria. O nome que receberia de João. Maria. A do rumo dessa história que já iniciei a lhes conceder...

Maria.

Dos mil caminhos... Senhora de todos os passos...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Conheça o Rapidola


Os leitores do Jornalismo Cultural podem a partir de hoje receber o Rapidola. Pra quem não conhece, trata-se de um informativo que até aqui vinha sendo enviado por e-mail unicamente a mais de 400 leitores cadastrados no blog Som do Norte, trazendo links para as principais notícias publicadas lá e em outras páginas da internet sobre a música nortista. Com o lançamento do Jornalismo Cultural em agosto, vimos a necessidade de ampliar o alcance do Rapidola, que passa então a incluir os links das notícias publicadas aqui e destaques culturais de várias partes do Brasil.

Mesmo que não assine o informativo, você pode ter acesso a seu conteúdo - ele fica disponível online no blog do Rapidola.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Música Manaus: Moacyr Luz

O Espaço Cultural Quintal recebe na próxima sexta 23/09/2011 o cantor, compositor e poeta Moacyr Luz.

Pela primeira vez em Manaus, a convite de Junior Rodrigues, o parceiro de Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro e Herminio Belo de Carvalho, chega à roda do Quintal, trazendo todos os seus sucessos consagrados, “Cabô meu Pai”, “Som de Prata”, ”Vida da Minha Vida”, “Saudade da Guanabara” entre outros. O grupo que irá acompanhá-lo será o Inspira Sons, composto por músicos amazonenses: Claudio Nunes (violão 7 cordas), Rogério De Mozzi (cavaco), Robson Oliveira (flauta transversal) e Mário Bocão (pandeiro e percussão).

Serviço

Local: Espaço Cultural Quintal

Endereço: Av. Edmundo Soares, 167 Q/F Cj. Rio Maracanã – Flores – Manaus/AM

Data: 23/09/2011

Horário: O espaço abre às 18h, a música ao vivo começa às 19h30

Couvert: R$ 15,00

Workshop Macapá: Photoshop Total

Profissionais e interessados da área de publicidade, fotografia, computação gráfica, web design e design gráfico já podem se inscrever no 1º Workshop Photoshop Total, que será realizado nos dias 27, 28 e 29 de outubro, das 8h30 às 12h e das 14 às 17h no auditório da Faculdade Seama.

O Workshop será ministrado pelo renomado editor gráfico Altair Hoppe, que apresenta o quadro “Detetive Virtual” do programa Fantástico (TV Globo).

Inscreva0se na Amapá Produções: Av. Salgado Filho, 1280, Santa Rita, ou pelo site http://www.amapaproducoes.com.br/ .

Informações: 96-9118 8839

Teatro Porto Velho: Palco Giratório

O festival de teatro Palco Giratório acontece em Porto Velho desde o começo do mês e só irá encerrar no dia 2 de outubro.

Baixe aqui a programação completa em pdf.
  • Alterações em 24 e 25/9 - hoje não haverá apresentação de A Tecelã, pois o grupo gaúcho Caixa do Elefante teve problemas para chegar a Porto Velho. Pelo mesmo motivo, amanhã a peça anunciada - Os Encantadores de Histórias - dará lugar a Cartas de Rodez, do grupo carioca Amok, que nos próximos dias leva aos rondonienses Kabul (26/9) e O Dragão (27/9).
Cartas de Rodez é um monólogo baseado nas correspondências desesperadas do ator, poeta e dramaturgo francês Antonin Artaud a seu psiquiatra no período em que esteve internado no manicômio de Rodez, de 1943 a 1946. Aprisionado e maltratado por eletrochoques que prejudicaram sua memória, as cartas escritas de Rodez são um recurso para não perder a lucidez. O espetáculo começa às 20h30 deste domingo (25) no Teatro Um do SESC Esplanada.

sábado, 17 de setembro de 2011

Formada a segunda turma do Curso à distância de Jornalismo Cultural


Já temos sete alunos confirmados na 2ª turma de setembro do Curso à distância de Jornalismo Cultural. São eles: Fernanda Cunha (Brasília - DF), Raissa Daguer e Sâmia Maffra (Belém - PA), Dinavan Araújo (Teresina - PI), Elysmeire Siolpe (Porto Velho - RO), Talita Escobar (Guaratinguetá - SP) e Maria Daniela Marques (Ribeirão Preto - SP).

Todos já receberam seu presente, o link para baixar o CD virtual Noel Rosa Compositor - Vol. 1, que será lançado oficialmente apenas em outubro, e a partir desta segunda, 19, iniciam efetivamente o curso.

Você ainda pode participar desta turma, basta se inscrever até esta segunda através do blog (clique aqui para saber mais e realizar a inscrição).

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Música Rio de Janeiro: Verônica Sabino & Roberto Menescal com Marcelo Caldi

Verônica Sabino e Roberto Menescal têm suas histórias entrelaçada em vários momentos musicais de suas vidas. Mas no dia 20 de setembro no Solar de Botafogo, pela primeira vez a cantora e o compositor se reúnem num mesmo show.

E por ser um encontro inédito, o repertório está no forno: Nunca Mais de Dorival Caymmi, Preciso de Você de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, Telefone de Menescal e Ronaldo Bôscoli, entre outras tantas da dupla. Pode-se adiantar também que uma versão especial de O Barquinho está sendo preparada – afinal é seu aniversário de 50 anos…

Verônica teve seu primeiro vôo solo a convite do próprio Menescal - amigo de Aloysio de Oliveira que era amigo de seu pai, o escritor Fernando Sabino -, quando Menescal era diretor artístico da PolyGram (hoje Universal). De lá para cá foram vários projetos, muitas histórias - até em Tóquio se encontraram! - algumas canções e a ideia de, quem sabe algum dia, estarem juntos num show só deles…

Verônica e Menescal reencontraram-se, recentemente, numa participação especial no projeto Criança Esperança. “O encontro deixou um gosto de ‘quero mais’ e se transformou num convite, aceito prontamente”, conta Verônica.

Marcelo Caldi junta-se a Verônica Sabino e Roberto Menescal completando a noite. Caldi, expoente da nova geração da nossa MPB, participou do projeto Que Nega é Essa, o mais recente CD/DVD de Verônica Sabino. Aqui ele reecontra também Roberto Menescal, depois de ter participado (junto como o grupo vocal BR6 do qual é integrante) de algumas gravações bossa-novísticas.

Canções, histórias, algum papo e muita música… o clima será de encontro afetivo musical. Um Papo-Bossa, como bem define Roberto Menescal.

Serviço

Verônica Sabino & Roberto Menescal com Marcelo Caldi (voz e acordeon)

Local: Solar de Botafogo - Rua General Polidoro, 180 - Botafogo – Rio

Data: 20 de setembro, terça-feira, às 21h30

Tel: 2543-5411
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia entrada)
Formas de pagamento: Dinheiro e Visa Eletron (bilheteria aberta a partir das 16h).

Vendas pela internet: www.ingresso.com
Capacidade: 160 lugares; censura: 14 anos



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Palestra Belém: Me Formei, E Agora?


Os principais conceitos do workshop Me Formei, E Agora? - FOCO, ações-meio e ações-fim, Diferencial competitivo e os 5 Valores - serão apresentados numa palestra em Belém no dia 23 de setembro. O idealizador do workshop, o jornalista cultural Fabio Gomes (editor deste blog - ao lado em foto de Adenor Gondim), irá compartilhar com o público presente os detalhes da revisão de carreira que empreendeu em meados de 2009, e que tiveram como principal consequência o lançamento do blog Som do Norte.

O evento é especialmente indicado a todos aqueles que estejam se sentindo sem rumo em suas carreiras, sejam eles recém-formados, estudantes ou mesmo profissionais, pois a indefinição sobre que caminho seguir pode acontecer em qualquer momento de nossas trajetórias.

Para quem não mora em Belém, lembramos que o workshop já vem sendo realizado através da internet desde julho, e você pode se inscrever aqui mesmo no blog, clicando aqui.

Serviço

O quê? Palestra Me Formei, E Agora?

Onde? Espaço Benedito Nunes - Saraiva MegaStore Boulevard Shopping (45 lugares) - Av. Visconde de Souza Franco, 776 – Loja 233 / 2º piso, Reduto - Belém - PA

Quando? 23 de setembro, sexta, 19h

Quanto? Entrada franca

domingo, 11 de setembro de 2011

Cinema Rio Branco: Soldados da Borracha


Nesta terça, 13 de setembro, o documentário Soldados da Borracha, de Cesar Garcia Lima, terá uma exibição especial a partir das 19h com entrada franca no Cine Recreio, no Calçadão da Gameleira. As filmagens foram realizadas no passado em Xapuri, Plácido de Castro e Rio Branco.

A exibição na capital acreana integra um conjunto de ações de apoio à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 556/02), que reivindica os mesmos direitos de combatentes de guerra aos "soldados da borracha" - seringueiros nordestinos e acreanos que viveram entre o sertão, a floresta e a cidade, no Acre, no período da 2ª Guerra Mundial (em especial entre 1942 e 1945). O chamado "esforço de guerra" levou à produção em larga escala de borracha no Brasil, para suprir as frentes de batalha na Europa.

Veja o trailer do filme, que tem trilha da banda acreana Caldo de Piaba.

Leia mais sobre Soldados da Borracha no blog Som do Norte.


Música Manaus: Holger

Música Belém: Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz

Música Belém: Nilze Carvalho

27º Fórum Nacional de Secretário e Dirigentes de Cultura acontece no Amapá


Mais de 19 secretários já confirmaram presença. Na pauta de discussão: revisão da Lei Rouanet e Projeto de Cooperação entre os estados

Amapá está no centro das atenções de discussão de políticas públicas culturais. O Estado é o primeiro da região Norte a sediar o Fórum Nacional de Secretário e Dirigentes de Cultura, que acontecerá nos dias 15 e 16 de setembro, no Monumento Marco Zero do Equador, na capital, Macapá.

Dezenove secretários já confirmaram presença; a Ministra da Cultura, Ana de Holanda, será representada pelo Secretário de Articulação Institucional, Roberto Peixe, que assinará, junto com o governador Camilo Capiberibe, o Termo de Adesão ao Pacto Federativo, incluindo o Amapá no Sistema Nacional de Cultura.

Isto significa que a partir da adesão o Amapá terá a garantia de acesso facilitado a recursos federais, como os disponibilizados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). Passa também a ter poder de barganha para se inserir ativamente nas realizações culturais de âmbito nacional ou entre estados, como o Projeto Virada Cultural, realizado em São Paulo, Rio de Janeiro e outras metrópoles. Pode acionar cursos importantes na área de capacitação e graduação voltados a representantes da cadeia produtiva, gestores e dirigentes.

Em sua 27ª edição, o Fórum deixa o eixo Sul-Sudeste-Centro Oeste, rumo à Região Amazônica, no meio do mundo, onde passa a Linha do Equador. Aqui será discutida e elaborada proposta com as defesas mais importantes da revisão da Lei Rouanet, como a que trata do fortalecimento do Fundo e maior orçamento para a área da cultura; vai ser elaborado o plano de trabalho para apresentar ao MinC sobre Projeto de Cooperação entre os estados; bem como a elaboração do Termo de Cooperação com o MinC: circulação de projetos de agentes e bens culturais nos estados, entre outros temas.

A importância de um evento como esse acontecer no Amapá é que o Secretário de Estado da Cultura terá tempo especial para explanar sobre as ações desenvolvidas, as em via de prática, as angústias e dificuldades e o que o Estado espera da relação com o MINC, compreendendo as especificidades da Amazônia. Além disso, é o momento para provocar a realização de um Fórum de Cultura dos estados nortistas.

Escolha do Amapá - O Estado do Amapá foi escolhido como destino do 27º Fórum no último encontro ocorrido em Porto Alegre, em junho deste ano. Mais quatro candidatos pleiteavam sediar o evento: Bahia, Rio de Janeiro, Tocantins e Brasília.

A articulação foi do Secretário José Miguel, que junto com o técnico da Secult, Raimundo Borges, conquistou a atenção da delegação de secretários presentes no evento. “Colocamos nossas intenções, nossas dificuldades, da importância de um estado da Amazônia receber o evento, mas eles ficaram encantados também em conhecer o nosso marabaixo e batuque, em conhecer as nossas raízes negras”, conta Borges, gerente de captação de recursos da Secretaria do Amapá.

Para o Secretário José Miguel, o Fórum marcará a passagem definitiva do Amapá para o centro de discussões importantes das políticas culturais. “Somos o pioneiro no Norte a sediar um evento que terá a participação de todos os secretários do Brasil. Já conseguimos muitas coisas, como trazer o Secretário Henilton Parente ao Estado, o Curso de Gestão Cultural que começa na segunda, 29, e o Fórum. Posso dizer que em pouco tempo conquistamos bons resultados”, afirma.

O corpo dirigente do Fórum é formado por um presidente, atualmente a Secretária de Sergipe, Eloisa Galdino, e cinco vices (um de cada região do país), com mandato de dois anos. O vice-presidente da região Norte é o Secretário de Cultura José Miguel, eleito em Belo Horizonte em março de 2011. A ele cabe agregar e discutir todas as ações pertinentes a política cultural da Região Norte, bem como estreitar o relacionamento desses com o MINC.

SERVIÇO:

O Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Cultura ocorrerá nos dias 15 e 16 de setembro.
Local: Monumento Marco Zero do Equador
Horário: manhã e tarde

Momento cultural:

Dia 15, no Teatro das Bacabeiras – apresentações de diferentes manifestações culturais, com participação especial do Coral do Tribunal de Justiça, a Orquestra Meninos do IMMES, Companhia Graham CIA de Dança, cantor Zé Miguel* e grupo de Marabaixo, culminando com o concerto “Um Piano pela Estrada”, de Arthur Moreira Lima.

* NR: o artista é o Secretário José Miguel, citado no texto.

Publicado originalmente no site da
- 26.8.11

sábado, 10 de setembro de 2011

Música Belém: Oasis Day


O Oasis Day é uma iniciativa do site brasileiro Oasis News para homenagear a banda inglesa Oasis, sendo realizado sempre em setembro. Segundo Juliana Marruás em matéria para o site Ponto Zero, "A idéia surgiu na época do lançamento do álbum Dig Out Your Soul [2008], e tem como proposta reunir fãs de diversas regiões do país para acompanharem shows de bandas cover do Oasis". A iniciativa tem sido mantida, mesmo após o anúncio do fim da banda, em 2009. Belém entrou na rota do Oasis Day em 2010 através da banda Supernova. Ao lado, Juliana Marruás com os músicos da Supernova.

Neste ano, a comemoração será em 24 de setembro, sábado, no Café com Arte (Trav. Rui Barbosa, 1437, entre Braz de Aguiar e Nazaré), a partir das 23h, com ingressos a R$ 10. Quem toca é a banda Whatever Oasis Cover, formada no ínício de 2011 por Bruno David, Khelson Raphael, Leonardo Silva, Maitê Gentil e Natália Cruz (abaixo, na foto de Naiara Jinknss).


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Exposição Salvador: Ícones Pop



Por Calila das Mercês,
de Salvador

Caricaturas e ilustrações, imagens e memórias. Para quem gosta de arte e história, nada melhor que no dia 15 de setembro conferir a exposição “Ícones POP”, que a Oficina HQ apresenta a exposição ícones populares da Música Brasileira, em forma de caricaturas e ilustrações, na Galeria Xisto Bahia, subsolo da Biblioteca Central, no Barris em Salvador.

Além da exposição física, haverá uma versão online que a Oficina HQ disponibilizará no site www.oficinahq.com, a partir do dia 19 de setembro. Será produzido ainda, um catálogo digital em parceria com a Grioti Livros Digitais com lançamento para dezembro. Os interessados também poderão adquirir cartazes com caricaturas ou ilustrações dos seus artistas preferidos.

A visitação acontece entre os dias 16 de setembro e 15 de outubro, das 9 às 18h de segunda a sexta-feira, e das 16 às 21h nos nos finais de semana e feriados. Trabalhos gráficos de cartunistas de várias partes do Brasil estão reunidos para homenagear os músicos brasileiros como Caetano Veloso, Nando Reis, Zé Ramalho e muitos outros.

A exposição coletiva é formada pelos artistas gráficos baianos Abel Marcelino, Alessandro Trindade, Amauri, Caó Cruz Alves, Davi Sales, Danilo Dias, Elton Carlos, Gabriel Torres, Isadora Sabar, Jamile Coelho, Olegário Gouveia, Walb Alves e Wilton Bernardo, além de ter como participantes de outros estados Adalfan Filho (CE), Bira Dantas, Marchini, Olegário Gouveia, Oliver Quinto, Uenderson e Zecarlos (SP), Chris, The Red (DF) e Luciano Araujo (RJ).

A Ação Cultural Oficina HQ, coordenada pelo artista plástico e empreendedor Wilton Bernardo, completa oito anos de realizações culturais voltadas para as artes gráficas em Salvador, já tendo realizado as exposições Axé Comics - Mostra de humor com sotaque baiano (2010) e Ícones POP (2009), dezenas de oficinas de quadrinhos, mostra de filmes, mesas redondas, além de disponibilizar um site com artes gráficas e informação gratuitas.

Música Niterói: Zander


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Já iniciaram aulas da primeira turma de setembro do Curso à distância de Jornalismo Cultural


A primeira turma do Curso à distância de Jornalismo Cultural oferecido por nós neste ano teve início nesta semana, com sete alunos. Segunda, dia 5, a apostila e a primeira aula foram enviados a Ciça Ferreira (Lages-SC), Carlos Augusto Matos, Eliane Cezar (ambos de Belém-PA) e Regina Rocha Pitta (Campinas-SP). Já ontem foi a vez de Emanuela da Silva (Tubarão-SC), Marilice Daronco, Nicholas Fonseca e Luiz Norberto Roese (os três de Santa Maria-RS).

O Curso à distância de Jornalismo Cultural é inteiramente realizado pela internet, através de e-mail, proporcionando que o conteúdo do curso esteja acessível a pessoas de qualquer ponto do território nacional, sem que seja necessário possuir ou instalar qualquer equipamento. A qualquer tempo, os alunos podem esclarecer dúvidas com o idealizador do curso, o jornalista cultural Fabio Gomes, editor deste blog. Já no primeiro dia, Ciça Ferreira quis saber mais a respeito do gênero de texto opinativo "ensaio".

  • No dia 8, ainda ingressou outra aluna, Gabriela Almeida, de Brasília-DF.

As inscrições seguintes já serão direcionadas para a nova turma, com início em 19 de setembro (saiba aqui como participar).


Poesia Cachoeira (BA): 8º Caruru dos Sete Poetas


Reunindo literatura, religião e manifestações culturais, o Caruru dos Sete Poetas – Recital com gostinho de Dendê é um evento que promove o encontro de poesia, performances artísticas e da boa e tradicional comida baiana. Em seu oitavo ano, o recital acontece no Largo d’Ajuda, na charmosa cidade de Cachoeira, dia 24 de setembro, a partir das 19h.



O nome do evento faz analogia à tradição religiosa do caruru dos sete meninos, em reverência aos Ibejis, na cultura afro-brasileira, e aos santos católicos São Cosme e Damião. São sete poetas convidados a recitar seus poemas e celebrar as tradições culturais da Bahia. Esse ano, o público conta com as presenças de Marcos Peralta, Karina Rabinovitz (foto acima), Manuela Barreto e Nívea Maria (os quatro de Salvador), José Geraldo Neres (de São Paulo - foto abaix0) e Gustavo Tatis e Pedro Blás Julio Romero (ambos de Cartagena, Colômbia).



Com o propósito de incentivar uma aproximação e integração da literatura a partir das raízes culturais baianas, o Caruru dos Sete Poetas compõe um cenário marcado pela diversidade de linguagens, tendências, correntes literárias e de público. A abertura do evento acontece com a intervenção da Cia. Pé na Terra dos Palhaços, recitando poemas de Manoel de Barros, Carlos Drummond de Andrade e Fernando Pessoa, com espontaneidade e improviso voltados ao público infantil.


Lambe-lambe poético

Formado por um conjunto de atividades artísticas, o evento conta ainda com as apresentações: “Dança Recôncavo” do Centro de Educação e Cultura Vale do Iguape; e da instalação interativa “Lambe Lambe Poético” de Karina Rabinovitz e Silvana Rezende, onde pessoas entrarão no tradicional equipamento de lambe-lambe e vivenciarão situações poéticas. Além da presença do Samba de Roda de Dona Dalva e de intervenções espontâneas do público.



SERVIÇO:


O quê: Recital Caruru dos Sete Poetas

Quando: 24 de setembro

Onde: Largo d’Ajuda - Cachoeira, BA

Hora: 19h

Valor – Gratuito

Realização – Casa de Barro Ações Culturais

Poesia Bahia: Conheça a história do Caruru dos Sete Poetas


Inspirado na tradição de origem afro-barroca, do Caruru dos Sete Meninos, o Caruru dos Sete Poetas - Recital com Gostinho de Dendê nasceu em 2004, com o objetivo de promover o diálogo e a interação entre a literatura e a tradição cultural e religiosa baiana.

A 1ª edição aconteceu em Salvador, no Restaurante Zanzibar, no dia 25 de setembro de 2004 e teve entre os sete os poetas convidados Cleberton Santos, Eliseu Moreira Paranaguá, Fabrícia Miranda, João de Moraes Filho, José Inácio Vieira de Melo, Miguel Carneiro e Vanessa Buffone. O evento contou também com a performance de dança e poesia de Carol Diniz e com a encenação da atriz e poeta Inaê Sodré.

Em 2005, o evento migra para a cidade de Cachoeira e lá se estabelece como festa anual. A 2ª edição é marcada pela dança de malabares com o grupo Balaclava que encantou a noite junto com o som afro-barroco do grupo musical Gêge-Nagô, na Casa da Cultura, dia 25 de setembro. Dessa vez, os sete poetas da noite foram Carine Araújo, Cleberton Santos, Fabrícia Miranda, João de Moraes Filho, José Inácio Vieira de Melo, Rony Bonn e Vanessa Buffone.

Em 2006 foi a vez da voz feminina e dos sons dos tambores abrirem o evento com o grupo Importuno Poético de Jocélia Fonseca e Lutigardi Oliveira, no Ponto de Cultura Terreiro Cultural, dia 23 de setembro. Dentre os sete poetas e cordelistas estavam Adriano Eysen, Douglas de Almeida, Edmar Vieira, Gildemar Sena, Jotacê Freitas, Puluca Pires e Wesley Barbosa. A noite foi encerrada com a música do grupo Zacatimuana.

A 4ª edição, em 22 de setembro de 2007, aconteceu na Igreja do Rosário dos Pretos e contou com a presença dos poetas Edson Conceição (Besouro Poeta), José Carlos Limeira, Fausto Joaquim, Landê Onawale, Lita Passos, Nuno Gonçalves e Rita Santana. A programação contou ainda com o recital dos 7 palhaços (para o público infantil) e a participação do grupo de dança Xirê Mirim do Rosarinho e sua performance de dança dos Orixás. Na ocasião aconteceu a primeira publicação do evento em um poemário dos sete poetas envolvidos.

Homenageando o poeta negro Solano Trindade no ano de seu centenário, em 2008, o Caruru dos Sete Poetas comemorou sua 5ª edição no dia 27 de setembro, novamente na Igreja do Rosário dos Pretos. Com o tema “Tem gente com fome”, poema de autoria do homenageado, o evento se iniciou com a dramaticidade do grupo A Confraria dos Tios, que interpretou os poemas do poeta na noite. Dentre os sete poetas estavam Carlos Emílio, Ele Semog, Herculano Neto, Jayme Figura, Jocélia Fonseca, Jurandir Rita e Raimundo Cerqueira. Além disso, a performance do palhaço Zé da Mala com os Clownssicos Poéticos e a apresentação musical do Bando de Madeira e Corda divertiram e emocionaram o público. No dia seguinte, foi dada continuidade à programação com o recital infantil do grupo Isto e Aquilo no Pouso da Palavra e o cortejo poético no Rio Paraguaçu rumo à Pedra da Baleia.

Em 2009, a 6ª edição aconteceu no dia 26 de setembro, no Largo d’Ajuda em Cachoeira e contou com a participação dos poetas e cordelistas Antônio Carlos Barreto, Crispim Quirino, Juraci Tavares, Nelson Santana, Sérgio Bahialista, Urânia Rodrigues Munzanzu e Vânia Melo. Dessa vez, com o patrocínio do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, o evento contou com a performance cênico-poética do CRIA Poesia e o musical afro-barroco de Gêge Nagô.

Em 2010 foi a vez de Orlando Pinho (Cachoeira), Edney Santana (Santo Amaro), Andersen Figueiredo (Cachoeira), Zahia (Senhor do Bonfim), Índia Sônia (Cachoeira), Puluca Pires (Ipirá) e Tiago Gato Preto (Salvador). A abertura ocorreu sob a performance de Poli Costa com malabarismos de fogo e encerrou com a música-poesia de Elder Oliveira.

Música Salvador: Samba e Caruru

domingo, 4 de setembro de 2011

Abaixo-assinado mobiliza comunidade cultural de Rondônia


Um abaixo-assinado foi criado no site Petição Pública por artistas, sociedade civil e população de Rondônia, que solicitam dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado e de sua capital, Porto Velho, a aprovação, respectivamente, dos Sistemas Estadual e Municipal de Cultura.

Acesse em http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=MRC2011

Música São Paulo: Clube do Samba Rock

Palmas vai sediar o Fórum de Gestores de Cultura da Região Norte

Por Daianni Parreira

Após passar pelo Estado do Amazonas e em seguida no Acre, a terceira edição do Encontro do Fórum de Gestores de Cultura das Capitais da Região Norte acontece em Palmas, Tocantins. Segundo a presidente da Fundação Cultural de Palmas (FCP), Kátia Maia, embora ainda não tenha a data definida é provável que ocorra em novembro, durante a Conferência Municipal de Cultura.

- Ficou definido que a cada reunião o encontro acontece em uma das capitais da região Norte para conhecer a realidade desses locais. Receber esses gestores na conferência e convidar também os fazedores de cultura que ingressem nesta discussão é fundamental para a definição de um futuro melhor para a cultura da nossa região - destacou Kátia Maia.

O fórum tem o propósito de aproximar atores que lidam com a cultura na região norte, tais como gestores, agentes e produtores culturais com o Ministério da Cultura, para explicitar tanto o que une, como o que separa, que tipo de movimento e luta comum existem, que argumentos serão estabelecidos e que política construir a partir desta compreensão regional.

Um outro motivo da criação do fórum é a discussão do chamado “custo amazônico”, nesta região tem lugares distantes que só são visitados por avião em determinadas épocas do ano, outros em que estradas não funcionam durante todo o ano. Distâncias maiores e dificuldades de comunicação também são questões que precisam ser discutidas.

Equipamentos

Conforme dados do IBGE, a região Norte tem o menor número de equipamentos culturais do País, e em consequência o menor número de artistas produzindo e circulando via fomento, com isso, os recursos param na região Sudeste. O que o Norte recebe é ínfimo comparado às outras regiões.

- Então buscamos mostrar para o Governo Federal que nós precisamos de políticas diferenciadas em relação à região Norte, políticas que venham corrigir ou diminuir estas assincronias. Esses são os pontos centrais que nós temos discutido nesses fóruns - afirmou Kátia Maia.