domingo, 22 de julho de 2012

Clipe "Rótulo", da Mad Sneaks, vence Conexão Vivo Movida

No dia 13 de julho, o clipe "Rótulo", da banda Mad Sneaks, foi escolhido pelos internautas como o melhor da mostra itinerante Conexão Vivo Movida. O festival fazia naquela data a última etapa, em Recife, após percorrer Goiânia (a estreia foi no Festival Bananada), Belo Horizonte, Salvador e João Pessoa. "Rótulo" recebeu 2.986 votos, pela internet e por mensagens SMS, e garantiu o prêmio de R$ 5 mil para os diretores, Thiago Akira e Agno Santos. O Conexão Vivo Movida selecionou 57 obras que fundem música e imagem em formatos como videoclipes e documentários.  Em agosto, serão anunciados os vencedores pela votação popular presencial e pelo júri especializado. 

A Mad Sneaks surgiu em Minas Gerais e atualmente se encontra no Rio de Janeiro, gravando seu primeiro álbum. Ano passado, lançou o single "Sangue Sujo" e um EP, cujas músicas serão regravadas para o novo CD. O som do trio alia grunge, punk, novo metal e influências dos anos 80 e 90. 


Clipe da Semana: Meu Amigo Enock

O canal do YouTube "ZecaBaleiroTVbala" colocou no ar na terça, 17 de julho, o novo clipe de Zeca Baleiro, "Meu Amigo Enock". A faixa faz parte do novo cd O Disco do Ano, que o maranhense lançou pela Som Livre em abril, e tem a participação da cantora paulista Andreia Dias. 

A  Deeper Produções embarcou no clima virtual sugerido pela letra ("Vou excluir você do meu Facebook...", ameaça o eu-lírico) e criou um clipe em animação que joga com as possibilidades abertas hoje pelas redes sociais. Dizer mais que isso seria roubar a vocês o prazer de curtir (em todos os sentidos) o clipe. Melhor assistir, e depois quem sabe compartilhar :) 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Música Minas Gerais: Circuito Mineiro de Festivais Independentes


Oficina Macapá: Introdução ao Palhaço


Exposição Belém: Seringal - Portinari


Visitei agora no começo da tarde aqui em Belém uma curiosa exposição do artista Cândido Portinari (1903-62). Curiosa porque é centrada numa obra que não chegou a ser realizada. Explico: em 1957, o pintor, já consagrado como o maior em atividade no país, recebeu uma encomenda do Banco de Crédito da Borracha (atual Banco da Amazônia) para a confecção de um painel a ser intitulado Seringal. A maquete foi concluída e entregue (imagem acima), porém por algum motivo a obra definitiva nunca chegou a ser realizada. Posteriormente a maquete passou a integrar o acervo do Museu de Arte de Belém, e encontra-se exposta atualmente, como parte das comemorações dos 70 anos do Banco da Amazônia.

Além da maquete original, emoldurada, o visitante poderá apreciar reproduções de outras sete obras do autor ligadas ao tema da borracha e dos seringais, produzidas em diversos momentos a partir dos anos 1930, época em que Portinari executou os murais do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro, tendo por tema os ciclos econômicos do Brasil. Complementam a mostra um painel cronológico-biográfico de Portinari, frases sobre o pintor de autores como Carlos Drummond de Andrade, além de informações sobre a história do Banco. Há ainda uma ampliação digital da maquete, numa parede contígua à do original - além da proximidade, a ampliação tem problemas de nitidez e de definição de cor, o que a torna completamente dispensável.

O principal mesmo é a maquete, uma obra colorida em dimensões reduzidas (22,3x54cm), pintada a óleo sobre cartão, e primorosamente dentro do estilo de Portinari à época, com finas camadas de cor delineando  de forma moderna os volumes em cena (e, ao mesmo tempo, estes demonstrando a sólida formação do autor em desenho). Moderno também é o uso não-realista da cor (como nos tons de vermelho e amarelo que se somam ao verde no chão do seringal). Elementos que só me fazem lamentar o fato de, seja lá por qual motivo, Portinari nunca haja realizado a versão definitiva desta obra.

Também é exibido, no espaço expositivo, o curta Soldados da Borracha, de César Garcia Lima. Saiba mais sobre o filme: http://vamosfalar-jornalismocultural.blogspot.com.br/2011/09/cinema-rio-branco-soldados-da-borracha.html

Serviço

Seringal - Portinari
Local: Espaço Cultural do Banco da Amazônia
End.: Av. Presidente Vargas, 800 - Belém, PA
Visitação: até 31 de julho
Horário: segunda a sexta / 8h30 às 17h30
Informações: (91) 4008-3193
Grátis.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Teatro Rio de Janeiro: Cinzas às Cinzas


Cinzas às Cinzas reabre a temporada de teatro no Sesc Rio Casa da Gávea no Rio de Janeiro. A partir do dia 7 de julho, os cariocas poderão mergulhar no universo de Harold Pinter. Ator, diretor, poeta e roteirista, Pinter foi um dos grandes dramaturgos do século 20 e é considerado um dos grandes representantes do teatro do absurdo junto com Eugène Ionesco. Este foi o último texto escrito por Pinter. 

Com direção de Alessandra Lima e atuação de Rafa Rodrigues e Naiumi Goldoni, Cinzas às Cinzas convida o espectador a decidir sobre o que está assistindo: realidade, alegoria, sonho ou pesadelo. A ação gira em torno da conversa entre dois personagens, Rebecca e Devlin. O diálogo é sobre o passado perturbador de um homem, que teria sido amante de Rebecca, uma figura sexualmente dominante e um oficial fascista.

O texto de Harold Pinter é povoado por visões terríveis: imagens de trens, usinas, plataformas, bebês arrancados dos braços de suas mães, enfim, as atrocidades não reveladas, os horrores dos cantos escuros da esfera do público e do pessoal.

Na definição do próprio Pinter, "Cinzas às Cinzas  parece-me passar-se debaixo de água. Uma mulher que se afoga, a mão dela que emerge das vagas, que cai fora do alcance da nossa vista, tentando alcançar outras mãos, mas sem encontrar ninguém, nem por baixo nem por cima da água, só sombras, reflexos”.

Música Rio de Janeiro: Thaís Motta