domingo, 30 de setembro de 2012

Música São Luís: Djalma Lúcio


O Facebook não pode ser seu único canal de comunicação profissional


Diz o dito popular que não se podem colocar todos os ovos que temos numa única cesta – se ela cair, todos se quebrarão e ficaremos sem nenhum. O mesmo raciocínio vale para a divulgação de suas atividades profissionais, quer você tenha uma banda, quer possua uma empresa: você não pode concentrar toda a sua comunicação no Facebook. 


Veja bem: não estou falando que você não deva usar o Facebook para divulgar sua banda. Afinal, trata-se da maior rede social do mundo atualmente, reunindo algo em torno de 1 bilhão de usuários – ou seja, 1 em cada 7 habitantes do planeta. No Brasil, a proporção é ainda maior – de cada 4 brasileiros, 1 está no “Face” (veja que já criamos este apelido, numa mostra evidente do quão íntimos já ficamos do site). Com quase 50 milhões de usuários, somos a nação vice-campeã em número de usuários, só atrás dos Estados Unidos, com 160 milhões. Em vista disso, é importante sim marcar presença no “Face”, criando uma fanpage ou um grupo para falar de sua banda, ou apoiando a iniciativa de fãs que resolvam espontaneamente exaltar o seu trabalho. O mesmo vale para coletivos, empresas, ou sites como o Som do Norte, que desde dezembro conta com sua fanpage - https://www.facebook.com/pages/Som-do-Norte/135356079913801

O que seria, então, o problema? O problema consiste em a banda/ o coletivo/ o site/ etc acreditar que apenas com o Facebook vai conseguir realizar uma comunicação eficiente, desprezando outros canais. É importantíssimo ter seu canal próprio – um site tem lá seus custos de registro e manutenção, mas um blog praticamente não tem custo algum. Reservar um tempo para elaborar um release sobre as atividades da banda e enviar por e-mail para a imprensa – ou contratar um assessor de imprensa profissional que cuide disso – já requer um pouco mais de tempo (e custos, no caso da contratação), mas é imprescindível. Por mais que você ou seus fãs passem muito tempo online (e no Facebook), não esqueça que sua banda precisa marcar presença no “mundo off-line” – o nome dela precisa aparecer em jornais e TVs, assim como sua música tem chegar nas rádios. Os meios de comunicação de massa “tradicionais” (vamos chamá-los assim) ainda são os mais influentes para grande parcela da população, em especial as pessoas de mais idade - predominando os acima de 45 anos, grupo que inclui a maior parte dos empresários, que poderão apoiar projetos de sua banda, e ninguém apoia o que não conhece. Do mesmo modo, vários editais públicos ou privados pedem que a banda apresente um portfólio de matérias a seu respeito publicadas na imprensa, valendo recortes ou prints de sites (ou versão online de veículos impressos). E, não, ninguém pede (ou aceita) posts do Facebook nesses editais.



O ideal então seria utilizar o melhor de cada ferramenta. Em seu próprio site ou blog, por exemplo, a banda tem a liberdade de publicar o que quiser, o que logicamente nem sempre vai funcionar em relação à imprensa “tradicional” (nesse caso, a banda manda o que quer ver divulgado, mas cada veículo decide se vai publicar ou não). No Facebook, a banda pode repercutir o que for publicado em outros meios, além de compartilhar posts de bandas do mesmo estilo e notícias ligadas de alguma forma a seu trabalho.

Embora visivelmente predominante no cenário da rede social hoje em dia, o Facebook também tem suas limitações. É quase impossível, por exemplo, você localizar uma postagem feita por você ou algum amigo seu há alguns meses – o que é mais simples no Twitter, por exemplo, que é um site aberto (você não precisa estar logado para ler, e os posts são indexados pelo Google). Já o Facebook é um site fechado – você precisa se logar para ter acesso, e nada do que é postado ali será alcançado pela pesquisa do Google.

 
Capa Info Exame - junho 2012

Há ainda outro motivo para evitar colocar todos os seus ovos na cesta do Facebook. Cito um trecho da matéria O que Esperar do Facebook?, de Katia Militello e Paula Rothamn, publicado na Info Exame de junho de 2012:

Nada garante que o Facebook se manterá como a principal plataforma da era do social. A qualquer momento pode surgir um novo serviço, uma nova tecnologia e cair no gosto de milhões de pessoas, passando o Facebook para trás.

Já vimos isso acontecer com o Orkut, lembra?



terça-feira, 11 de setembro de 2012

Utilidade Pública Pará: Doe Sangue


Lenha na Fogueira - 11.9.12


por Zekatraca, de Porto Velho

Terminou domingo, 9, a 31ª edição da Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás – Arraial Flor do Maracujá.

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Independente de quem foi campeão, é necessário que o secretário da Secel convoque imediatamente um seminário para se discutir o que queremos para o Flor do Maracujá.

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Aliás, a respeito desse assunto, no inicio da semana passada, na sala dos Pontos de Cultura, Eu juntamente com o Dinho Reis, Coordenador do Programa Mais Cultura em Rondônia, e o José Monteiro, levantamos essa questão, só, que voltada para os grupos de bois bumbas.

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Qual Boi Bumbá queremos para o Flor do Maracujá? O estilo Parintins, o estilo Guajará Mirim ou o nosso estilo que é o mais tradicional?

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Agora estamos chamando a atenção da Secel para as apresentações de modo geral, ou seja, Quadrilhas e Bois Bumbás.

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Precisamos sentar para discutir: Será que a XXXI Mostra foi boa? Ou será que muitas falhas aconteceram? O que devemos fazer para melhorar o Arraial como um todo?

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Quem merece mais visibilidade, as barracas dos ambulantes ou as de comidas típicas? O parque de diversão, o que deve oferecer?

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A iluminação foi boa? A sonorização foi boa? A dispersão dos grupos funcionou a contento? E no espaço para concentração, será que a iluminação correspondeu às expectativas?

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Tudo isso precisa ser avaliado.

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O momento do oba-oba já passou. É preciso deixar a ficha cair e discutir os pontos críticos.

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Será que o Parque dos Tanques é realmente o local ideal para se montar o Flor do Maracujá?

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E a Comissão Coordenadora. Essa sem discussão nenhuma precisa ser avaliada o mais rápido possível. Basta lembrar que o Regulamento deste ano foi entregue aos dirigentes de grupos, na véspera do inicio da festa, ou seja, quinta-feira, 30 de agosto. Assim mesmo, com artigos mal elaborados. Aliás, o Regulamento foi completamente mal elaborado.

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Ninguém sabia quem realmente era o coordenador geral da festa, era um tal de gente mandando, com cada um querendo ser mais que o outro o que por várias vezes causou atrito entre a equipe.

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O exagero ao divulgarem a quantidade de pessoas visitantes. Alguns mais "avoraçados" pertencente à equipe da Coordenação deram entrevista dizendo que mais de 150 mil pessoas passaram pelo Parque dos Tanques durante as dez noite do Arraial. 

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Conversa mais que fiada. As únicas noites que podem ser consideradas como boas de públicos foram as do dia 1º, 2, 7, 8 e 9 quer dizer, apenas a metade, assim mesmo, nenhuma superou a pior noite do Flor do Maracujá passado.

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O que queremos para o Flor do Maracujá? Essa deve ser a pergunta em discussão no Seminário.

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Se eu fosse o secretário Emanuel Neri convocaria imediatamente esse Seminário. Se deixarem pra depois, o negócio esfria e só vão cuidar da festa no ano que vem, quando faltar menos de uma semana para sua abertura.

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Planejamento é a palavra chave do sucesso de qualquer empreendimento

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Deixemos as paixões de lado o Flor do Maracujá precisa ser tratado profissionalmente.

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Jurado de uma competição como a Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás tem que vir de outro estado.

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Senhor Secretário Emanuel Neri, se as mudanças não forem feitas agora, o senhor pode incorrer nos mesmo erros do seu antecessor, aí mais uma vez a “vaca” vai pro brejo!

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Não aceitamos a desculpa de que o Arraial foi de última hora, até porque, aconteceu FORA DE ÉPOCA justamente com a desculpa de que estavam estruturando o local para que a festa fosse bem organizada! Não foi. 

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Na realidade, foi uma das mais mal organizadas de todos os tempos. Só não foi pior que aquela que choveu nos cinco primeiros dias ainda na década de 1990 quando inclusive, para compensar o prejuízo, a distribuidora de cerveja patrocinadora da época esticou o Arraial por mais uma semana e aí foi que o fracasso foi maior.

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Fui pessoalmente pesquisar junto a alguns ambulantes e donos de barraca de comida típica sobre se as vendas estavam boas. Isso foi na noite de sexta-feira 7, considerada uma das melhores noites.

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Todos os barraqueiros consultados, sem exceção, me disseram que estavam pedindo a Deus para conseguir apurar pelo menos o dinheiro para sanar as despesas. “Se empatar já está bom”, foi a maioria das respostas. Então meus amigos empolgados, financeiramente para os barraqueiros o Flor do Maracujá não foi bom.

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Tenho a impressão de que só quem lucrou com o Flor do Maracujá este ano foram os artesãos da Feira do Sol. O resto vendeu pouco. Tá bom de venda?, perguntei a uma barraqueira. “Tõ jogando muita comida fora todo dia!”.

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Emanuel vamos convocar os interessados e discutir qual o Flor do Maracujá que queremos.

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Quem vive de cartaz, é porta de cinema!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Agenda outubro: Workshops com Fabio Gomes em Recife


O Espaço Santa Rosa abriu novos horários para os workshops com o jornalista Fabio Gomes, editor do blog Jornalismo Cultural, nesta semana em Recife: 

  • 2/10 (terça), 19h30 - Me Formei, E Agora?
  • 3/10 (quarta), 19h30 - Jornalismo Cultural


Flor do Maracujá: Nação Caipira mostra garra debaixo de chuva

 por Zekatraca, de Porto Velho

A quadrilha Nação Caipira foi super aplaudida, durante sua apresentação na noite da última terça-feira, 4, na arena do Arraial Flor do Maracujá (Porto Velho). 

Os brincantes da quadrilha do bairro Eletronorte, apesar da chuva torrencial que desabou sobre Porto Velho justamente na hora que o grupo estava começando sua apresentação na XXXI Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás, por volta das 22h, dançaram com muita garra, só parando em virtude do apagão que tomou conta do Arraial em consequência do temporal.


A quadrilha Rosa Divina, como sempre,
encantou o público sem chuva

Na realidade, quando a chuva começou, quem estava se apresentando era a quadrilha Rosa Divina, só que a chuva ainda estava fraca quando a quadrilha do bairro Mato Grosso terminou sua apresentação. “Assim que a nossa quadrilha começou a dançar foi que o toró caiu de vez” disse o marcador Alex, da Nação Caipira

Pela quadrilha fico até debaixo de chuva, 
sou Nação Caipira sim

Ainda na noite de terça, logo após passar o temporal, a Comissão Coordenadora da festa, sob a direção do secretário de Cultura do Estado, Emanuel Neri, se reuniu com os dirigentes da Federon e grupos interessados, que juntos decidiram que a pontuação dada pelos jurados tanto à Rosa Divina quanto à Nação Caipira estava valendo, não sendo necessária mais uma apresentação dos grupos.

“O único grupo que foi realmente prejudicado cem por cento, em conseqüência do temporal foi o Boi Bumbá Marronzinho que teve praticamente todas suas indumentárias e alegorias destruídas pela chuva; sendo assim, o grupo, além de não ser punido, se quiser se apresentar até sem concorrer, pode fazê-lo no próximo domingo”, disse Emanuel Neri.

Decepcionados, os brincantes do Marronzinho
embarcam de volta pra casa

O presidente do Boi da Vila Tupi Estêvam afirmou que iria conversar com os brincantes do seu grupo, para ver a possibilidade do grupo se apresentar especialmente na noite de domingo. “Afinal de contas, todos nós trabalhamos muitos meses e queremos mostrar esse trabalho, nem que seja pela metade”.

A Coordenação do Flor do Maracujá também acatou o pedido dos dirigentes da quadrilha Nação Caipira, que solicitaram também uma apresentação extra no próximo domingo. “Queremos mostrar aos nossos simpatizantes o que não conseguimos mostrar na noite de terça-feira”, disse Alex.

OS GRUPOS DE HOJE

As apresentações na noite desta quinta feira 06, começam com a dança do Boi Mirim Veludinho (20h); Quadrilha Mirim Matutinhos do Triângulo (21h05); Quadrilha adulta Rosas de Ouro (22h05) e Boi Bumbá Tira Teima (23h10).

O Flor do Maracujá está acontecendo no Parque dos Tanques, com entrada franca.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Fórum Permanente de Música no Amazonas se reúne nesta terça, 4


Lenha na Fogueira - 3.9.12


por Zekatraca, de Porto Velho



Certa vez escrevi que não gosto de assistir estréias, seja de peça de teatro, temporada de show e principalmente eventos como o Flor do Maracujá.

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Acontece que o primeiro dia da maioria dos eventos, é justamente para ajustar a iluminação, sonorização e adequar o espaço, com isso, os grupos (no caso do Flor do Maracujá) que se apresentam na abertura, ficam passivos de enfrentarem qualquer tipo de problema.

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Assim aconteceu sexta, na abertura da XXXI Mostra de Quadrilhas e Bois Bumbás que está acontecendo no Arraial Flor do Maracujá montado no Parque dos Tanques.

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Quando o boi bumbá Diamante Negro foi prejudicado por não ter conseguido passar o som de sua banda, no período da tarde.

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Acontece que no horário marcado, os músicos do Diamante estavam no local do Flor do Maracujá, ou seja, às 17h.

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Quem não estava instalado ainda era a sonorização. A empresa contratada pelo governo para colocar o som e o palco, ninguém, sabe explicar por qual motivo, já que a confirmação de que ela (a empresa), fora a selecionada para prestar o serviço, só começou a montar a “parafernália” no final da tarde de sexta feira.

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Com isso, o Boi ficou sem poder testar a sonorização, o que só foi feito após a solenidade oficial de abertura do evento, por volta das 23h.
 
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Toda essa falta de profissionalismo, fez com que a apresentação do grupo do Aluisio Guedes atrasasse o inicio de sua apresentação em meia hora. Estava marcado para começar às 23h e só começou às 23h30.

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Não sei se o estresse causado pelo atraso contribuiu para que o grupo entrasse na arena “desanimado”.

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Desde o apresentador Ricardinho, até a Sinhazinha da Fazenda passando pelo levantador de toadas e pelo Amo do Boi sem esquecer que a Marujada de “Guerra” também não repetiu suas últimas apresentações. Salvo na apresentação do Diamante o Pajé, a Porta Estandarte, o Ritual e as Alegorias, os demais itens até que estavam bonitos, porém faltou empolgação, principalmente das tribos que se apresentaram.

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Porém, como quem decide são os jurados, quem sabe para eles o Diamante Negro fez ótima apresentação e mereceu a nota máxima. Isso só vamos saber domingo à tarde na hora da apuração.

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Tem um detalhe: entre as toadas cantadas durante a apresentação do boi da dona Eleida as únicas que são realmente do bumbá, foram as cantadas pelo compositor e cavaquinista Walci, as demais são todas de grupos do Amazonas e Pará.

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Por exemplo, a toada de Entrada é do boi Garantido de Parintins, a toada da Cunhã Poranga do boi Caprichoso de Parintins, a toada da Rainha da Batucada do boi Tira Prosa de Fonte Boa e teve toada do Boi Garanhão de Manaus.

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Até a toada “CRISÁLIDA DA VIDA”, que concorre ao item melhor toada letra e música, que pelo Regulamento da Festa, tem que ser inédita, é de um grupo “TRIBO” de Juruti (PA)

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É muita falta de criatividade. Como a apresentação do boi foi transmitida para todo o Brasil. O Diamante Negro pode ser processado, com base na Lei do Direito Autoral pelos compositores das toadas em apreço. A não ser, que o Aluisio tenha conseguido autorização por escrito dos respectivos compositores, coisa que acho difícil.

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Triste mesmo ficou o Pajé Régis Lopes que após estar todo maquiado e pronto para desempenhar seu papel na arena do Flor do Maracujá com a oportunidade de mostrar sua performance para mais de 150 países e para todo o Brasil, na última hora, foi informado de que quem entraria como Pajé no Ritual era o Fabiano. Régis assistiu a apresentação, da arquibancada tristonho!

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“O que esse rapaz está fazendo, apresentando esse Boi (Diamante), com a roupa do meu BOI FLOR DO CAMPO?” Dona Georgina cobrando explicações de sua diretoria lá em Guajará a respeito da participação do Ricardinho como apresentador do Diamante de Porto Velho.

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E assim foi a primeira noite do Flor do Maracujá que teve em sua abertura além dos discurso de praxe, um super show pirotécnico dirigido pelo Paulinho Rodrigues. Foi espetáculo mesmo!

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Quem está deslumbrado com o Flor do Maracujá, é o secretário da Secel Emanuel Neri. Dá só uma olhada em seu semblante durante as apresentações dos grupos folclóricos. A cultura de um modo geral coloca a pessoa em evidencia. Nenhum secretário do governo Confúcio Moura conseguiu tanta visibilidade em menos de um mês no cargo que o secretário Neri.

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Agora vamos pro sábado, segundo dia do Arraial Flor do Maracujá.

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Dessa vez até o “Cobra Choca” conseguiu tocar alguma coisa do tipo “Kuduro” que não tem nada a ver com o Arraial, mas, assim mesmo o grupo “Harmonia do Forró” insiste em tocar e cantar, mesmo com o Flor do Maracujá prestando homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga o rei do Pé de Serra. Se não fosse o locutor Roque de vez enquanto puxar uns aboios nordestinos para lembrar Luiz Gonzaga como: “Vai boiadeiro, que a noite já vem, pego o teu gado e vai pra junto do teu bem...”, O Velho só estaria na festa via panfleto com a programação.

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Dessa vez o responsável pelo atraso no inicio das apresentações foi o grupo Flor do Campo de Guajará Mirim que ninguém soube explicar chegou atrasado no Parque dos Tanques e em conseqüência só pode dançar duas toadas. Que pena pois o grupo de dançarinos que veio representando o campeão do Duelo na Fronteira é dos melhores. 

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O problema é o efeito cascata causado pelo atraso do primeiro grupo. As apresentações marcadas para terminar às 23h55 só terminaram na noite de sábado após meia noite e meia.

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Agora uma coisa é certa, as duas quadrilha JUABP (foto ao lado) Rádio Farol apresentaram espetáculos dignos de ser visto por espectadores do mundo.

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A JUABP trouxe de volta e com uma performance teatral das melhores o ritual do “CASAMENTO”, motivo maior da brincadeira Dança de Quadrilha.

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A quadrilha de acordo com a tradição era dançada em comemoração a celebração de um casamento. Era e deve ser no caso do Flor do Maracujá uma festa de casamento.

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E foi isso que a JUABP apresentou e muito bem, na noite de sábado.

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Uma brincante da JUABP foi vitima da ondulação do asfalto imprimado na arena e torceu o pé. Graças à eficiência da equipe de socorro a jovem foi imediatamente embarcada numa ambulância e levado para o Pronto Atendimento.

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Se alguma falha aconteceu durante a apresentação da quadrilha da Ciani eu sinceramente não vi. Os jurados podem até ter observado alguma coisa, mas, no geral a apresentação foi ótima.

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Logo depois o Antônio Roque chamou a atenção dos fotógrafos, repórteres e cinegrafistas: “Vem aí a quadrilha Furacão do Norte Caipiras do Rádio Farol”.

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Foi uma entrada triunfal com a Maria Fumaça puxando os vagões da Madeira Mamoré com os brincantes. Antes o Cangaço construiu a ferrovia.

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Daí pra frente o que viu foi um espetáculo de encenações, danças e alegorias.

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Pra quem estava por dentro antecipadamente da apresentação da Rádio Farol, faltou apenas uma alegoria com o nome de “Rabo de Jacu” que era o “Tapiri” aonde o personagem seringueira vinha defumando a pela da borracha.

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Se isso não estava escrito na sinopse entregue aos jurados, ta tudo bem, agora se estava com certeza eles (os jurados) sentiram a falta e podem observar em suas notas.

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Se eu fosse do corpo de julgadores, pra bem justo dava as apresentações de JUABP X Rádio Farol como EMPATADA!

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Tá bom o Flor do Maracujá deste ano? Tá, mas pode melhorar.