quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Música em Fevereiro: Tulipa Ruiz, Felipe Cordeiro, Tutu Moraes



Agende-se para nossos Workshops em Manaus e Macapá

Foram definidas as datas dos nossos próximos Workshops presenciais com o jornalista cultural Fabio Gomes. Agende-se:

  • Manaus (AM):
Workshop Jornalismo Cultural: dias 5/3 (terça), 19h; e 9/3 (sábado), 9h

Workshop Me Formei, E Agora? - dias 7/3 (quinta), 19h; e 9/3 (sábado), 15h

Os eventos acontecerão na Livraria Valer.
  • Macapá (AP):
Workshop Me Formei, E Agora? - dia 11/4 (quinta)

Workshop Jornalismo Cultural: dia 13/4 (sábado)

Os eventos acontecerão no MIS.

Em breve, divulgaremos maiores informações sobre valores, prazo e forma de inscrição.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Debate sobre os editais do teatro Waldemar Henrique reúne classe artística de Belém



 Por Raissa Lennon, de Belém

Músicos, produtores, atores, diretores e artistas em geral, se reuniram com representantes da Fundação Tancredo Neves na tarde de ontem, 29, no Teatro Experimental Waldemar Henrique, para definirem propostas de um edital de pauta para o lugar. Esse foi o segundo encontro realizado com o setor, o primeiro aconteceu no último dia 24, e nele foi formada uma comissão com dois representantes de cada segmento artístico, escolhida de forma democrática pela categoria.



A mesa de debates foi liderada pelo presidente da Fundação Tancredo Neves, Nilson Chaves, e teve ainda o gerente do Teatro Waldemar Henrique, Salomão Habib, o diretor do Teatro Margarida Schivasappa,  Fernando Dako, e o músico Júnior Soares.

- Essa é uma conversa sobre uma ideia de edital para o teatro, idealizado pelo governo, em que os próprios artistas vão decidir o que é melhor para eles. O Teatro está aberto para editais, para pautas livres e projetos do governo - afirmou Nilson Chaves, também cantor e compositor. 

Na reunião foram discutidas pautas que privilegiam projetos experimentais, e que abrangem várias áreas artísticas, como dança, música, teatro, literatura, e até a arte circense. Segundo Nilson Chaves, a Fundação está buscando parceria com diversos setores governamentais, como a Funtelpa, que ajudará na divulgação dos projetos aprovados:

- Acho que o mais importante é caminharmos juntos, que com isso a gente consegue mais coisas, estamos buscando parceria com a TV e Rádio Cultura, com o Conservatório Carlos Gomes, com a Fundação Curro Velho e outros locais.

Nilson Chaves alerta também que esses projetos passarão por modificações e que ainda não contemplam todos os segmentos artísticos, mas este diálogo com a classe será constante e ajudará a construir novos caminhos para o Teatro Waldemar Henrique e para a cultura como um todo. “A intenção é beneficiar todo mundo. O teatro, por exemplo, precisa ser mais valorizado na região”, comentou Nilson Chaves.

Debate

Produtores e artistas manifestaram seus anseios e deram várias contribuições para a melhoria do edital, como mudanças na duração dos espetáculos e a reformulação de alguns pontos de cada projeto proposto.  Músicos como Joelma Klaudia, Gláfira Lobo, Pio Lobato e Andre Leemax foram alguns dos artistas que compareceram ao encontro, apresentando propostas ao edital.

Recém-lançada no mercado artístico, a cantora Carolina Baía também compareceu.

- Pelos projetos que foram apresentados eu ainda não vi nenhum que me interessasse, mas quando sair o edital definitivo vou analisar com mais cuidado - comentou Carolina.



A artista realizou seu primeiro show solo, Carolina Baía canta Marisa Monte, em setembro de 2012 (foto), e atualmente prepara seu primeiro EP e um show com um repertório de compositores regionais. Carolina nunca se apresentou no Teatro Waldemar Henrique e também ainda não foi contemplada com nenhum edital do Estado. 

- É complicado porque no final acaba que temos que nos adequar ao que eles querem. Isso é bom porque tem que ter certa organização, mas às vezes é ruim porque nos priva de algumas coisas. Como eu sou uma artista nova, também fica mais difícil conseguir passar nos editais.

Ainda não há previsão para lançamento oficial do edital, mas a ideia é que saia ainda no inicio deste semestre. As opiniões de todos os segmentos foram aprofundadas durante esse encontro ocorrido entre a comissão e os representantes da fundação no Teatro Waldemar Henrique. A comissão se comprometeu ainda a mobilizar novamente produtores e artistas para outros encontros. A próxima reunião será no dia 4 de fevereiro, na Fonoteca do Centur, a partir das 17h. 

Primeira reunião - 24.01.13

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

RecBeat divulga programação de 2013



Música São Paulo: Luciana Mello



Entrevista: Estrela Leminski


Foto: Rafael Fortes

Nos dias 22 e 23 de janeiro, estive em Curitiba, para visitar a fantástica exposição Múltiplo Leminski, que é a mais abrangente mostra já realizada no Brasil sobre a obra do poeta, escritor, romancista, tradutor, compositor, letrista, publicitário e vários etcs. Paulo Leminski. 

No dia 22, dediquei-me a ver a mostra, que ocupa um andar inteiro do "olho" do Museu Oscar Niemeyer. Recomendo a quem vá reservar algumas horas para ver e apreciar tudo com calma. Estão expostos livros escritos e traduzidos por Leminski, fotos suas, sua antiga máquina de escrever (no texto que abre a mostra, a curadora Alice Ruiz, sua viúva, lembra que ele jamais usou um computador!), partes de sua biblioteca, anúncios com texto seu, hai kais (inclusive numa espécie de tablet, que vai trocando o hai kai em destaque, deixando a mostra bastante dinâmica), além de uma sala dedicada aos roteiros de histórias em quadrinhos que escreveu, algumas de teor erótico (por isso o acesso à sala é restrito apenas a maiores de 12 anos).

Uma parte da mostra é dedicada ao lado musical de Leminski, ainda pouco conhecido por muita gente. Para mim, a música foi o primeiro contato com ele, através da faixa "Verdura" do LP Outras Palavras, de Caetano Veloso (1981). Só depois vim a descobrir a poesia de Leminski..Estão expostas capas de LPs, CDs, fitas cassetes, reportagens, anotações, que podem ver vistas ao som de gravações originais das músicas do autor.


Obra


No dia seguinte, entrevistei a filha mais nova do homenageado, Estrela Leminski, que é, ao lado de sua irmã Áurea, curadora-adjunta da exposição. Estrela também é poeta e compositora, além de formar, ao lado do marido Téo Ruiz o duo Música de Ruiz, que recentemente lançou seu primeiro DVD, São Sons. Conversei com Estrela sobre sua convivência com o pai, a importância de seu legado, a exposição e as próximas ações que deverão ser feitas para difusão de sua poesia e sua música.





Música São Paulo: Choro na Manhã



Cheiro de Sertão: Ancestral - Sertanília

Por Calila das Mercês, de Salvador



Cheiro de sertão, de África, de maracatu, de samba. Gosto de vento no rosto, de viagem, de céu e de gente. Som de saudade, de amores, de vida que segue. O Sertanília é um grupo de Salvador, que surgiu em 2010 e possui o sertão como ponto de partida na construção de um repertório cheio de cores e sons, fortemente influenciado pelas manifestações culturais como as ladainhas, o maracatu, ternos de reis e sambadas. 

Apesar de o grupo ter nascido longe do clima semi-árido, Sertanília foi idealizado muito antes no sertão, através da vivência do compositor e músico Anderson Cunha, que nasceu em Bom Jesus da Lapa e foi criado entre as cidades de Caetité e Guanambi (sertão baiano). 

Anderson (violão), Aiace Félix (vocais) e Diogo Flórez (percussão) formam o grupo que encanta com sua irreverência cantada em músicas com tão importantes influências.  

Em agosto de 2012, o grupo lançou Ancestral, o primeiro álbum com 14 canções autorais e quatro regravações. O CD conta com o apoio do Conexão Vivo e do Governo do Estado da Bahia (através do FazCultura) e conta com as participações de: Bule-Bule, Grupo Bongar, Terno de Reis do Riacho da Vaca (Caetité, BA), Xangai, além dos percussionistas pernambucanos: Emerson Calado e Nego Henrique (ex-Cordel do Fogo Encantado) e Gilú Amaral (Orquestra Contemporânea de Olinda/Wassab).


“Cantamos o sertão ancestral, daí o nome do disco. Não o caricato, do chapéu de couro. Partimos da pesquisa in loco de uma cultura peculiar e preservada, devido ao grau de isolamento da região, em que os costumes são bastante distintos do litoral. O sertão é muito misturado, rico, uma reunião das três identidades que formam a brasileira: a negra, a indígena e a europeia”, conta Anderson, que também é produtor cultural.

Ô de casa, ô de fora / Chegou eu e meus companheiro / Pra saudar aqui agora / Pra sambar no seu terreiro. Deu limão no limoeiro / Na laranjeira deu flor / Deu vontade de te ver / Mas o dia se acabou / Deu saudade de você / Quando o sabiá cantou...” Além desta canção chamada “Sambada de Reis”, no álbum Ancestral, destacam-se composições de Antonio Nóbrega (“Canudos”), Elomar (“O Pidido” e “Cantiga do Estradar”) e Lenine (“Candeeiro Encantado”), entre outras cantigas de domínio popular e composições autorais.



Música para escutar numa viagem, para ouvir no trabalho, para trazer o sertão aonde tem mar, para lembrar-se de um amor que se foi, mas ficou. Um disco com sabor doce de sonho e, ao mesmo tempo, amargo da realidade. “Amor quando é de repente, deixa marca no passado / É facão que corta rente, dor de gume apaixonado / Abre o talho da serpente, escorre o sangue do pecado...” (“Perfume de flor”). Em 2010, o grupo se apresentou nas cidades de Coimbra e Lisboa, em Portugal, e voltou à Europa no ano seguinte para participar do circuito Tensamba, em Madri, na Espanha.

A banda de apoio é formada pelos músicos João Silva, Mariana Marin, Raul Piranga e Massumi. No CD, participaram Nego Henrique, Emerson Calado, Anderson Petti, Tainnã Chagas e Fernanda Monteiro.

Quer adquirir o disco? Entre em contato através do e-mail lojinha@sertanilia.com.br. Valor: R$20,00 (mais frete). O CD vem com um livreto que fala sobre as referências assumidas pelo grupo e sobre as canções gravadas. O Sertanília disponibiliza também download gratuito de 14 faixas de Ancestral. Confira!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Coletivo Garapa produz documentário em rede


O Coletivo Garapa, de São Paulo, realiza no primeiro semestre de 2013 o projeto Correspondências: um ciclo de 5 oficinas gratuitas de produção multimídia, em cinco capitais brasileiras (uma de cada região do país), atividade que culminará na realização de um documentário coletivo, produzido em rede.

O projeto foi selecionado pelo Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 9ª Edição. Entre os objetivos do projeto Correspondências estão a familiarização dos participantes com as linguagens e técnicas das novas mídias, a discussão das fronteiras e relações entre documentário e artes visuais e a experimentação das possibilidades de produção colaborativa e disseminação de conteúdo independente.

O projeto é destinado a artistas, estudantes e profissionais do campo das artes visuais, do audiovisual e da comunicação, e envolverá discussões teóricas, captação e edição de conteúdo multimídia.

O tema geral proposto para o desenvolvimento do documentário é a questão da mobilidade urbana, pauta a partir da qual o projeto pretende se inserir no amplo debate já existente sobre o tema no país, estimulando a discussão dos desafios e soluções encontrados em cada uma das realidades abordadas. Vale lembrar que três das cidades que receberão a oficina sediarão jogos da Copa do Mundo de 2014.

Garapa

Garapa é um espaço de criação coletiva baseado em São Paulo - SP. Tem como objetivo pensar e produzir narrativas visuais, integrando múltiplos formatos e linguagens e pensando a imagem e a linguagem documental como campos híbridos de atuação. Desenvolve um constante trabalho de pesquisa autoral, sempre explorando as potencialidades de cada projeto, tanto na construção das narrativas quanto nos modos de produção e de distribuição.

A Garapa foi fundada em 2008 pelos jornalistas e fotógrafos Leo Caobelli, Paulo Fehlauer e Rodrigo Marcondes, e desde então tem se destacado no cenário da fotografia brasileira contemporânea, tendo participado de festivais e exposições no Brasil e no exterior. Em 2010, o coletivo foi convidado a integrar a programação do E.Co – Encontro de Coletivos Fotográficos Euroamericanos, em Madri, Espanha. Em 2012, recebeu o prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, no Pará, com o projeto Morar. Desde a sua fundação, o coletivo já ministrou mais de 20 oficinas pelo Brasil e exterior, cujos resultados podem ser vistos na plataforma Garapa Lab ( http://garapa.org/lab).

Oficinas

Inscrições gratuitas até 17/2 pelo site http://garapa.org/lab

Curitiba: 2 a 7/4
Portfolio Escola de Fotografia
Rua Alberto Folloni, 634 - Juvevê

Fortaleza: 16 a 21/4
IFoto
Rua Padre Francisco Pinto, 285 - Benfica

Goiânia: 30/4 a 5/5
Ideia Ambiental e Cultural
Rua 1.112, 418 - Setor Serrinha

Rio Branco: 14 a 19/5
Pium Fotoclube e Biblioteca da Floresta
Via Parque da Maternidade, s/n - Centro

São Paulo: 28/5 a 2/6
Casa da Cultura Digital
Rua Vitorino Carmilo, 459 - Barra Funda

Número de vagas:
12 por cidade (a seleção será feita pela Garapa a partir das informações submetidas pelos interessados).

Contato
http://garapa.org/lab
paulo@garapa.org
11 3661 4098

Poesia Macapá: Poetas Azuis



Oficina Porto Velho: Vídeo


As inscrições podem ser feitas pelo link http://bit.ly/SNEyge  e o pagamento na rua Venezuela, 2451, bairro Embratel (em frente a Maternidade Municipal).



Tragédia similar na Argentina gerou mudanças em boates

Da BBC Brasil


O incêndio que deixou 194 mortos em 2004 na boate República Cromañón, em Buenos Aires, similar ao que ocorreu neste domingo em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, provocou uma série de mudanças na segurança nas casas noturnas da capital argentina.

As medidas incluíram mais sinalização interna das discotecas indicando a saída de emergência; menos tolerância no tocante ao limite de público autorizado para cada local e a colocação de cartazes indicando a quantidade permitida de pessoas no recinto.

Locais com mais de um andar devem também agora atualizar, regularmente, informações sobre a resistência do prédio, segundo documento da Agência Governamental de Controle (AGC) publicado no site do governo da cidade de Buenos Aires.

As medidas foram definidas após reunião com empresários do ramo, músicos, arquitetos, engenheiros e os grupos que representam os pais das vítimas da tragédia na República Cromañón. Cabe à AGC verificar que as normas de segurança estão sendo cumpridas, de acordo com informações oficiais.

Internet

Além de novas exigências para as casas noturnas, também foram definidas e intensificadas as normas de segurança para bares, teatros independentes, clubes com música ao vivo e salões para tango, por exemplo. As exigências de segurança deverão ser respeitadas antes da abertura do local e durante seu funcionamento.

De acordo com o governo da cidade, os “cidadãos poderão saber o estado de habilitação e funcionamento dos locais na internet”.

O documento diz que eventos de grande público, como recitais e festas, deverão ter “autorizações especiais”.

As novas regras de segurança incluíram decretos, resoluções e leis.

Muitos dos debates contaram com a participação dos familiares das vítimas e foram transmitidos ao vivo pelas principais emissoras de televisão do país.

Efeito Cromañón

Na prática, a tragédia na casa noturna portenha gerou uma série de medidas batizadas de “Efeito Cromañón”.

Logo após o episódio, que ocorreu no dia 30 de dezembro de 2004, várias casas noturnas foram interditadas no país.

Levantamentos indicaram, na ocasião, que, das quase duzentas casas noturnas da cidade, somente 61 atendiam às novas exigências de segurança.

Investigações policiais e judiciais revelaram que a discoteca República Cromañón tinha o certificado de bombeiros vencido, cerca do triplo de público permitido e problemas com a saída de emergência.

A perícia apontou que o uso de pirotecnia provocou o incêndio, que gerou uma fumaça mortal.

O grupo de rock teria o hábito de usar pirotecnia em seus shows, o que não teria feito naquela noite, sugerindo que a iniciativa poderia ter partido do público. (NR: ficou comprovado que quem soltou um rojão dentro da boate foi um espectador, e não alguém da banda)

A tragédia provocou prisões de empresários, dos músicos e renúncias de políticos na cidade.

Ainda hoje o caso comove a Argentina. Na internet, especialistas publicaram documentos sobre o que deveria ser feito para que novas tragédias como esta não ocorram no país.

Num deles, da Universidade de Palermo, especialistas dizem que a população também deve estar “mais atenta” sobre os locais que frequenta, tentando saber se cumprem ou não as exigências de segurança.


Cinema Macapá: Ouro Negro


domingo, 27 de janeiro de 2013

Santa Maria: tragédia anunciada e evitável

Foto: Deivid Dutra/A Razão

Porto Alegre - São 16h20, cheguei há pouco da rua onde fiz um percurso habitual dos domingos no tempo em que morava aqui na capital gaúcha - uma volta pelo Brique da Redenção, que ocupa toda a extensão da av. José Bonifácio, que margeia o Parque Farroupilha (que nós gaúchos insistimos de chamar de Redenção, ignorando a mudança de nome ocorrida há 78 anos). Ao entrar na avenida Osvaldo Aranha para tomar o rumo do Centro, testemunhei a descida, perto de 15h30, de um helicóptero militar no estádio Ramiro Souto, um campo de futebol que fica na área do Parque. Tão logo cheguei em casa, confirmei pela RBS TV (a Globo local) minha suspeita: o helicóptero trazia para o  Hospital de Pronto Socorro pessoa(s) vitimada(s) pelo incêndio ocorrido nesta madrugada na boate Kiss, em Santa Maria, a 290 km da capital. (Na foto acima, bombeiros prestam socorro em frente à boate)

Pelos relatos já divulgados, o fogo começou quando um integrante da banda Gurizada Fandangueira, que toca mensalmente na Kiss, acendeu um sinalizador, cujas faíscas atingiram a espuma usada como isolante acústico e que fica entre o teto e o forro da boate. Assustadas com as chamas, a fumaça e o cheiro, as pessoas que estavam na boate (há quem fale em superlotação), começaram a se dirigir, a princípio calmamente, em seguida já em pânico, para a única saída da boate - a mesma porta de entrada. A boate não tem saída de emergência. Testemunhas relatam que foram impedidas de sair pela segurança da casa, preocupada com a saída das pessoas sem o pagamento das respectivas comandas de consumo. Já foram confirmados 232 mortos e 169 feridos; entre os mortos, está um dos músicos, o gaiteiro, da banda  Gurizada Fandangueira

Desde cedo tenho lido e comentado a respeito do fato no Facebook, e alguém me comentou que o uso de fogos de artifício em boates fechadas é comum. Respondi que eu não tenho visto, só vejo o uso de fogos após jogos de futebol decisivos e por ocasião do Ano Novo. Mas ao conferir o noticiário vejo que me enganei, o uso é mesmo comum. A própria Gurizada Fandangueira fazia uso do recurso em todos os seus shows, informou a RBS TV, logo a tragédia que aconteceu em Santa Maria poderia ter ocorrido em qualquer outro show da banda. E o comentarista Cláudio Britto acrescentou que, em Porto Alegre, pelo menos quatro grandes casas de shows também habitualmente soltam fogos em seu ambiente interno. 



Argentina 


File:Puesto Cromagñon.JPG

Foi um quadro semelhante que gerou uma grande tragédia em Buenos Aires em 30 de dezembro de 2004, na discoteca República Cromañón, durante um show da banda Callejeros. Um frequentador da boate soltou um rojão e causou o incêndio que vitimou 194 pessoas e deixou mais de 600 feridas. Diferentemente da Kiss, a Cromañón tinha saídas de emergência, que porém se encontravam fechadas a pedido dos donos do local, para evitar que as pessoas entrassem sem pagar (enfim, o motivo de sempre: dinheiro). O fato repercutiu muito; já no dia 2 de janeiro de 2005 o secretário de Segurança da cidade de Buenos Aires renunciou. Mais adiante, a Legislatura da Cidade de Buenos Aires (o equivalente à Câmara de Vereadores dos municípios brasileiros) acusou o então prefeito Anibal Ibarra de "mau desempenho" por sua atuação no caso, afastando-o do cargo em 14 de novembro de 2005, e destituindo-o em 7 de março de 2006. Na foto acima, um posto nas proximidades da discoteca, com fotos das vítimas do incêndio.

Reflexão

No momento, as atenções estão, com toda a razão, voltadas para o atendimento às vítimas e conforto às famílias que perderam entes queridos na tragédia. Mas há que não perder o foco em relação a: primeiro, responsabilizar os responsáveis pela tragédia; segundo, que lições iremos tirar do episódio e aplicar, para que coisas assim não mais se repitam. Do primeiro foco,  Polícia e Justiça   se encarregarão. Falarei, portanto, do segundo foco, nos três aspectos que julgo mais pertinentes no momento.

Primeiríssimo de tudo: há que se proibir por lei o uso de fogos de artifício em locais fechados (não vejo a mínima justificativa para isso, dado o perigo que todos correm).

Em segundo lugar, talvez seja necessário maior rigor em relação ao álvara de funcionamento. De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros da Região Central do Rio Grande do Sul, tenente-coronel Moisés da Silva Fuchs, o alvará de funcionamento da boate Kiss estava vencido desde agosto. Há cinco meses, portanto! Ora, o Corpo de Bombeiros e/ou a Prefeitura de Santa Maria (através de sua Secretaria de Fazenda, ou Indústria ou Comércio, ou equivalente) - além, é óbvio, do proprietário da casa - tinham esta informação. Por que razão um estabelecimento que precisa de alvará para funcionar pode seguir aberto com ele vencido? Se meu passaporte estiver vencido, eu não consigo emitir visto para nenhum país que o exija de um cidadão brasileiro, ou ainda embarcar num avião se o passaporte tiver vencido após a emissão do visto. Chegada a data-limite e não havendo pedido de renovação por parte do responsável pela casa, a mesma deveria ser fechada até a regularização (talvez alguém venha alegar o prejuízo econômico ao proprietário, com a casa fechada. Ele poderá evitar esse prejuízo, fazendo a renovação na data prevista. E muito maior é um prejuízo a centenas de famílias, como ora assistimos).

Em terceiro lugar, como se pode liberar para funcionamento uma casa noturna onde não há saídas de emergência? Isto não é fiscalizado também por Bombeiros, ou Prefeitura? Se o poder público não o exigir, certamente não serão os proprietários, de forma espontânea, que irão se preocupar com isso.

Mad Sneaks lança site e libera "Pandora" para download

A banda mineira Mad Sneaks lançou ontem seu novo site, http://madsneaks.com.br/. A página tem fotos, notícias e biografia da banda, além do primeiro CD, Incógnita, inteiro para audição. 

Para comemorar o lançamento, a banda disponibilizou para download a faixa "Pandora". Anteriormente, já havia sido liberada "Rótulo", música do clipe premiado no festival Conexão Vivo Movida, no ano passado. 


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Música Porto Alegre: Caio Martinez canta Cartola



Versivox apresenta "O Preço das Flores"



O poeta, escritor e dramaturgo paraense Carlos Correia Santos vem divulgando no Soundcloud seu projeto intitulado Versivox, usando como lema (ou slogan? ou mote?) "Porque poemas também podem ser tocados!".

O projeto une música e recitação de poemas, e é uma parceria de Carlos Correia com os músicos Júnior Cabrali e Anberson Alves. Outros poemas já podem ser ouvidos no canal de Carlos no Souncloud. 

Carlos Correia também é jornalista, atuou como editor do Magazine, o caderno cultural do jornal O Liberal (Belém), e foi meu aluno no módulo de Jornalismo Cultural que ministrei no Colégio Ideal, na capital paraense, em 2005, dentro do MBA em Gerência de Jornalismo do programa FGV Management. Este módulo deu origem, posteriormente, a meus curso e workshop de Jornalismo Cultural. 



  • Neste sábado, 26/1, Carlos Correia Santos lançou no YouTube o clipe do poema: 

Música Curitiba: Motorocker


Quadrinhos Curitiba: Dia do Quadrinho Nacional


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Teatro Macapá: Um Batuque para Macapá



Peça Salvador: Éramos Gays

Por Calila das Mercês, de Salvador
Fotos: Divulgação



Éramos gays / Éramos gays / Éramos um recheio de um bombom francês / O mote, o devaneio de um poeta inglês / Éramos gays...
Este é um trecho de uma das 16 canções do musical Éramos Gays,  o primeiro a ser produzido na Bahia em parceria com a Broadway, e que estreou em Salvador no dia 11 de janeiro. 

A peça, com texto da escritora e dramaturga baiana Aninha Franco e direção geral do norte-americano Adrian Steinway, mistura a linguagem do teatro dos Estados Unidos com a música da Bahia.  Aninha conta que a ideia de se fazer este musical é antiga e partiu de uma piada nos anos 1980 que acabou virando o tema do roteiro. 

A produção de musicais é ainda novidade no cenário baiano. Samba, forró, axé e até arrocha ganham versões no espetáculo que conta a história de 400 gays que alugaram um Boeing 747 e decidiram passar um fim de semana em Nova York. No meio do Atlântico, os motores falham e Alice Kate, um dos gays que estavam a bordo, decide fazer uma promessa para São Sebastião. Se fosse salva, ela entraria em um armário e nunca mais olharia para homem nenhum. Passada a tormenta, Alice sobrevive e tenta cumprir o prometido ao se enclausurar no armário. A aventura começa quando seus amigos se juntam para tirá-la do armário. 

"Não acho que é um tema polêmico. Acho que é um tema oportuno. Esse é o segundo musical de uma trilogia que começou com Os Cafajestes e termina com As Cachorras”, conta Aninha Franco, que tem planos de escrever outros musicais.


O espetáculo narra a história da sexualidade desde a Grécia Antiga até o Stonewall Day. No enredo surgem discussões acerca da intolerância, da diversidade e da liberdade de expressão. Éramos Gays se configura como uma combinação de humor, música, dança e diálogos inteligentes.

A espectadora  Fernanda Mendes se surpreendeu com a peça: “Eu não imaginava que fosse encontrar algo tão criativo, interessante e divertido. Fui assistir completamente às cegas, e nem ao menos esperava que fosse ser um musical. Foi uma surpresa muito agradável encontrar atores tão bons e uma peça tão bem produzida.”

 “Participar de um projeto da envergadura de Éramos Gays é um desafio e uma oportunidade rara porque ele amplia meus horizontes ao me colocar em contato com profissionais vindos de outras culturas. Foi um aprendizado extraordinário", afirma Jorge D'Santos, 25 anos, um dos atores da peça. "Posso dizer que todo o processo provocou uma reviravolta em minha formação e trajetória profissional, espero que a Bahia esteja se abrindo para esse nicho de mercado. E com muito estilo". Além de Jorge, o elenco é composto por mais cinco atores:  João Paulo Souza, Mario Bezerra, Felipe Velozo, Amaurih Oliveira e Daniel Rabello. Em cena, os artistas dançam, cantam e interpretam um texto revestido de muito humor.


A autora comenta: “A reflexão do musical é atual, completamente contemporânea. Estamos discutindo o agora, afinal ainda existem homens e mulheres no armário, não é? Estamos falando da humanização, da necessidade do ser humano estar bem com ele mesmo, independente da época que as cenas se passam, essa é uma montagem que vem pra provocar reflexões profundas acerca de todos nós, homens, mulheres ou gays". 

A direção musical é de Gerônimo e as coreografias do espetáculo são assinadas por Jim Cooney, um dos coreógrafos oficiais do musical Glee e famoso por seu trabalho na Broadway.

“Todo trabalho é difícil, mas a dança me ensinou a superar toda e qualquer dificuldade", comenta Jorge D'Santos. "Sempre estudei separadamente teatro e dança, juntar as três linguagens ao mesmo tempo foi o grande desafio desse trabalho, mas paralelo a isso tem o meu tesão em fazer musical, o que me conduziu o tempo todo no processo. É o meu primeiro de muitos que eu quero e vou fazer! Sinto-me pleno ao executá-lo, parece que estou descobrindo um vício! É uma delicia de desafio!”

Para o espectador Cícero Sena, jornalista, o musical foi surpreendente. “Eu gostei da forma como eles misturaram a história do que pensa sobre sexualidade com um texto divertido. Os atores falam, cantam, dançam, fazem tudo ao mesmo tempo, é um trabalho com bastante energia. 




Bastidores

O norte-americano Adrian Steinway, que mora no Brasil há 25 anos, comentou que o espetáculo será apresentado na cidade de San Diego (Califórnia, EUA). "Por enquanto, a montagem foi vendida somente para San Diego, mas a nossa intenção é fazer uma tour internacional", conta o diretor que afirma que o espetáculo aborda a humanidade, além de ter uma temática bastante tranquila e não ofensiva. No Brasil, há um convite para uma temporada do musical em São Paulo, no segundo semestre. 

O ator Amaurih Oliveira, 24 anos, conta o quanto é gratificante participar deste musical e destaca alguns trabalhos realizados em sua carreira que já tem 9 anos. “Comecei a atuar aos 15 anos de idade, lembro como se fosse hoje, fiquei sabendo de um teste para uma peça intitulada Amigas de Breves e longas Datas, me inscrevi e passei, dai não parei mais de atuar. Todos os trabalhos marcam, cada experiência lhe ensina alguma coisa, fiz muita coisa boa com o Teatro Popular de Ilhéus, grupo qual fui integrante por três anos, peças como A Vida de Galileu, do Bertolt Brecht, Cabaré da Raça com o Bando de Teatro Olodum, mas o que vem me marcando atualmente é o Éramos Gays”, conta o ator que também participou recentemente do seriado exibido pela TV Globo em 2012, Como aproveitar o fim do mundo.

Uma bateria de ensaios com o coreógrafo Jim Cooney, com duração média de oito horas por dia, fez parte da rotina de preparação do grupo de atores.


“É uma delicia participar do musical, nos divertimos muito, acredito que se nós estamos alegres no palco, vamos levar alegria para o público, é um desafio, cantar, dançar e atuar não é tarefa fácil (risos). Não foi convite, fui selecionado numa audição que envolveu mais de cem concorrentes", comenta Amaurih. "As dificuldades existem para serem superadas, tivemos muitos ensaios, discutimos bastante sobre o texto com a autora, refletimos sobre os personagens, o Adrian Steinway foi e é bastante delicado com a gente, é muito bom ver que existem diretores que respeitam o espaço individual do ator”.

Jorge D’Santos, que além de ator é bailarino e coreógrafo, explica que o trabalho do ator nunca pode parar. “É como uma árvore que a cada dia nasce algo novo, planta, nasce, cresce, reproduz, chega o momento da colheita e um dia morre para nascer novamente. Durante esse processo, a árvore muda de cor, ganha vida, interage com o espaço, da frutos, flores, cheiros... Assim é o processo de atuar... Nunca pára, está em constante movimentação. Tenho o costume de estar o tempo todo futucando, bulindo e buscando qual é a atmosfera e o universo dos meus personagens, isto consequentemente traz crescimento e potencialização do trabalho em cena”, afirma Jorge, que também, durante cinco anos atuou com bailarino da cantora Daniela Mercury acompanhando-a por diversas turnês dentro e for a do Brasil.

Ficha técnica:

Texto: Aninha Franco
Direção geral: Adrian Steinway
Direção musical: Gerônimo
Coreografias: Jim Cooney
Preparação vocal: Kiara Sasso, Ricardo Nunes e Marcus Carvalho
Assistente de direção: Jorge Santos
Assistente de coreografia: Jason Sparks
Produção executiva: 8 Bisz 

Até o dia 28 de abril | Sextas, sábados e domingos
Teatro Módulo - Pituba | 20h

Sextas: R$ 40,00 (inteira) | R$ 20,00 (meia)
Sábado e Domingo: R$ 50,00 | R$ 25,00

Ingressos na bilheteria do teatro 

Curso Recife: Interpretação em Teatro



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Elis Regina: quem vê estátua não vê polêmica

Porto Alegre - Quem vê hoje a estátua de Elis Regina junto à Usina do Gasômetro, no centro da capital, não imagina a polêmica que envolveu a instalação do monumento. Abordei o tema em duas notas publicadas no Mistura e Manda do site Brasileirinho.

A primeira saiu no Mistura nº131, de 6 de março de 2006:

"Monumento a Elis Regina

Recebemos na segunda, 6, release da Câmara Municipal de Porto Alegre, dando conta de foi aprovada por unanimidade projeto da vereadora Clênia Maranhão para a criação de um monumento em homenagem à cantora Elis Regina. De acordo com o texto assinado pela jornalista Rejane Silva, "Será uma escultura de Elis, como se estivesse cantando, integrada a um fundo feito em concreto e com o seu nome em alto relevo". O local será ainda definido pela Prefeitura.

A homenagem com certeza é mais do que merecida, afinal é vergonhoso constatar o pouco que existe em Porto Alegre lembrando sua ilustre filha, a maior cantora do Brasil: além do Acervo Elis Regina, na Casa de Cultura Mário Quintana (CCMQ), há apenas o nome de dois espaços em centros culturais (a própria CCMQ e Usina do Gasômetro) e uma placa na Vila do IAPI, seu segundo e último endereço porto-alegrense.

Agora, o que me causa espanto é um dos itens do projeto ora aprovado: "A obra será doada pela iniciativa privada, por recursos de captação com base na Lei de Incentivo à Cultura (LIC)". Não sei se deveria me espantar, afinal, de uns tempos pra cá é assim que as coisas têm funcionado na área cultural no Brasil. Mas não consigo achar natural o ente público criar coisas que só vão existir se pagas por entidades privadas. Se não houver interesse publicitário de empresas colocarem sua marca junto ao monumento, Elis seguirá sem homenagem na cidade onde nasceu. Triste."

Fotos: Fabio Gomes - 10.01.13


O projeto acabou encontrando uma empresa interessada, como vamos ver na segunda nota, saída no Mistura nº 180, de 16 de março de 2008:


"Onde vai ficar a estátua de Elis Regina?

Uma estátua em homenagem a Elis Regina está pronta desde a metade de 2006, mas não foi inaugurada até agora por falta de acordo quanto ao local onde ela deva ficar. A questão foi debatida numa reunião no Salão Nobre da Presidência da Câmara Municipal de Porto Alegre, na tarde da quarta, 12.

De um lado, a Companhia Zaffari, que doa o monumento à cidade, quer que ele seja instalado junto à Usina do Gasômetro, no Centro. De outro, moradores do bairro do IAPI, zona Norte da Capital, onde a cantora morou dos 7 aos 18 anos, lembram que já houve uma votação popular que, por maioria absoluta, decidiu pela instalação no IAPI.

- Qual a identificação de Elis com a Usina? - questiona Marisa Ramos, amiga de infância de Elis. Marisa mantém contato com a mãe de Elis, dona Ercy Carvalho Costa, que mora em São Paulo, e diz que dona Ercy também quer a estátua no IAPI.

O argumento apresentado pela Cia. Zaffari para que se prefira a Usina não resiste a uma análise mais detida. O publicitário Luiz Coronel, que representou a empresa, alegou o temor do vandalismo; a secretária-adjunta municipal da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), Ana Fagundes, acrescentou que a opção primeira do prefeito José Fogaça era mesmo pelo IAPI, mas observou que "há mais de 200 monumentos e bustos necessitando de restauração devido ao vandalismo". Aos antigos vizinhos da maior cantora do país, ofereceu-se a possibilidade de instalar no local um busto de Elis, obra em bronze do escultor russo Iuri Petrov.

Enfim, o tema segue em discussão; a Associação dos Moradores da Vila dos Industriários (Amovi) deverá promover um debate nos próximos dias para examinar a questão.

Modestamente, quero contribuir para o debate com as seguintes observações:

1 - O vandalismo a monumentos não começou agora; já existia igualmente em 2006, e não pareceu então ser impecilho para que se propusesse a construção do monumento.

2 - Quantos dos "200 monumentos e bustos necessitando de restauração devido ao vandalismo" estavam no IAPI? Até onde sei, a maioria dos monumentos depredados em Porto Alegre localiza-se na área central.

3 - Se não havia intenção de cumprir o decidido na votação que definiu pela instalação no IAPI (ou, por outra, se o local já estava decidido de saída), por que se colocou a questão em votação?

4 - O que leva o Zaffari e a SMC a acreditar que a estátua de Elis no IAPI poderia ser depredada, e o busto feito por Petrov não?????"

** Resumo da ópera: a estátua ficou mesmo na Usina, e desconheço se o busto oferecido ao IAPI foi mesmo instalado. Ah, sim, obviamente todas as perguntas que fiz ficaram sem respostas...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Agenda Macapá: Fim de Tarde no Museu



Quadrinhos Fortaleza: Dia do Quadrinho Nacional



Arquivo 2007: Vandalismo contra estátua de Drummond em Porto Alegre

Foto: Fabio Gomes

Porto Alegre - A foto acima foi tirada por mim (num celular, não reparem) na tarde desta terça, 15 de janeiro, e mostra a estátua de autoria de Xico Stockinger que representa os poetas Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana e que fica na Praça da Alfândega, na capital gaúcha. Quando do ataque à estátua de Noel Rosa, no Rio de Janeiro, na semana passada, os noticiários lembraram que outra imagem alvo de constantes ataques é a de Drummond, que fica na praia de Copacabana, da qual sempre são arrancados os óculos. Será por isto que, em sua obra, Stockinger representou Drummond e Quintana sem óculos? Não sei.

De todo modo, acredito ser esta uma boa ocasião para iniciar aqui no blog a republicação de notas que ficavam na capa do antigo site Jornalismo Cultural entre 2007 e 2008, e que depois eram agrupadas na página de Arquivo (que ainda existe, você pode ler tudo em http://jornalismocultural.com.br/arquivo.html). A nota abaixo fala do único ataque que tenho conhecimento contra a referida estátua de Stockinger, artista austríaco radicado em Porto Alegre, que faleceu em 2009, a quatro meses de completar 90 anos. A Feira do Livro mencionada acontece anualmente na praça desde 1955, da última semana de outubro ao final da primeira quinzena de novembro.

Ah, sim, meses depois, talvez já em 2008, passei pela praça após a restauração da obra, comandada pelo próprio Stockinger, e verifiquei que o livro estava bem preso (tentei puxar, de leve, algumas pessoas em volta esboçaram um vago protesto, mas no fim tudo acabou bem :) 

***

Vandalismo contra estátua de Drummond em Porto Alegre

Algum vândalo atacou nesta semana a estátua que simboliza Carlos Drummond de Andrade vindo trazer um livro a Mario Quintana; a obra em bronze é de autoria de Xico Stockinger e fica numa das vias da Praça da Alfândega, no Centro de Porto Alegre. Talvez o ataque já tivesse acontecido antes, e só tenha sido notado agora porque a praça está sendo preparada para a Feira do Livro.

O dano efetivo à obra de Stockinger foi a retirada do livro das mãos de Drummond. Estive na praça na manhã desta quinta, 18, verificando que a peça de bronze era presa apenas por dois pinos de encaixe, um no punho esquerdo, outro no indicador direito de Drummond; não há qualquer sinal de violência, tudo indica que o autor do furto não precisou fazer força. Em parte, isso é bom, pois torna fácil a reposição da peça subtraída. Sugiro que ao menos se procure fixar de modo mais eficaz o novo livro, já que seria utópico imaginar que se possa contar com uma atenção especial da segurança pública para uma obra de arte. 

(19.10.2007)