sexta-feira, 26 de abril de 2013

Meu encontro com alunos da PUC-SP

 Na noite da quinta, 18 de abril, participei de um encontro com alunos da disciplina de Jornalismo Alternativo da PUC-SP, a convite da professora Anna Feldmann. O convite chegara por e-mail em 6 de março, e o encontro foi viabilizado devido à minha ida à capital paulista para cobertura do show de Luê no Tom Jazz, no dia 17 (foto ao lado - http://somdonorte.blogspot.com.br/2013/04/foi-show-lue-em-sao-paulo.html).  

Uma pena que nesta rápida passagem pela Paulicéia, eu me encontrava muito gripado. Outra gripe quase me fizera temer, no começo do mês, pelo êxito dos Workshops agendados para Macapá, porém me recuperei a tempo. Ao voltar a Belém, no dia 14, porém, acabei gripando de novo, e neste caso ir do Pará a São Paulo, onde fazia 20 graus a menos, acabou não ajudando muito na minha recuperação... Mas enfim, felizmente na pouco mais de uma hora que durou meu encontro com os alunos da PUC, a gripe acabou atrapalhando muito pouco (graças a Deus!).

Inicialmente, encontrei com a professora Anna numa padaria próxima à PUC, onde por uma incrível coincicência estava na mesma hora o jornalista Fábio Massari (ex-MTV Brasil). Confirmando com Anna que o Fabio-jornalista-cultural que ela queria em sua aula era eu mesmo, fomos para a universidade. 

Nessa noite, segundo a professora, aconteceu algo inusitado: todos os alunos chegaram cedo (algo raro numa turma noturna, já que a maioria recorre a esse horário por trabalhar durante o dia). Anna revelou que a preferência por meu nome se deu não só pelo meu trabalho à frente dos blogs Jornalismo Cultural e Som do Norte, mas também por causa do workshop Me Formei, E Agora?

Naturalmente, uma das perguntas foi sobre a atual cena musical de Belém. Um amigo de um dos alunos estivera recentemente na capital paraense, e seu depoimento foi de que "a cena de Belém ferve". Foi ótimo ouvir isto de outra pessoa, já que às vezes eu falo e tem gente que toma como ironia. Comentei que quem mora fora do Pará geralmente conhece apenas parte da cena, a que consegue circular mais facilmente devido a ser percebida com um certo grau de exotismo (casos de Gaby Amarantos, Felipe Cordeiro, Lia Sophia e da própria Luê), o que, é claro, não significa que não se tratem de artistas com reconhecido talento. Mas há outros tantos talentos no Pará, dedicados à MPB, ao samba, ao jazz, ao rock, e seus trabalhos não têm a mesma facilidade de circulação do que os citados, creio eu que pela falta de elementos que possam ser considerados exóticos pela mídia do Sudeste.

 Aproveitei para mostrar, pela primeira vez numa sala de aula, o Mapeamento da produção musical do Norte que estou realizando através do Som do Norte  - http://somdonorte.blogspot.com.br/search/label/Mapeamento


 Outra curiosidade foi sobre se eu já havia recebido proposta para um dos meus blogs integrar um portal. Respondi que sim, e aproveito para contar aqui no blog esta história pela primeira vez. Em 2010, perto da época de minha mudança de Porto Alegre para Belém, um portal chamado Ecleteca fez esta proposta. Ele já estava englobando uma série de blogs musicais paraenses, e seria natural para eles querer também a inclusão do Som do Norte. A negociação levou vários meses, ficando para ser concluída após minha mudança, em junho. Uma coisa que eu só fui entender já em Belém é que os responsáveis pela Ecleteca queriam que eu abrisse mão do meu endereço www.somdonorte.com.br, ficando os acessos ao meu conteúdo sendo possíveis apenas através da Ecleteca. Inicialmente, eu havia entendido que eles queriam apenas duplicar meu conteúdo num ambiente interno do site deles, e quando entendi o que de fato era proposto, me neguei terminantemente. Primeiro, porque eu estaria entregando todo o conteúdo que eu havia gerado e uma marca que havia construído sozinho; segundo, porque muitos artistas e bandas têm como única citação na internet um link do Som do Norte, e na medida em que o blog mudasse de endereço todos esses links ficariam quebrados. Enfim, não cedi. Em meados de 2011 a Ecleteca saiu do ar.











Outro caso que contei em São Paulo, e já havia contado no Workshop de Macapá, merece menção aqui no blog. No final de 2011, o editor de uma revista de Belém me telefonou propondo que eu escrevesse para sua publicação duas páginas mensais, exclusivas, sobre música paraense. Ele até sugeriu que eu colocasse como título "Som do Norte" como forma de promover meu blog. Porém, não falava em momento algum em pagamento... Resolvi a questão perguntando se, como tem vários colunistas, a revista paga o mesmo a todos ou negocia separadamente com cada um. Relatei à turma que quase pude sentir o pulo do editor do outro lado da linha, antes de responder, firme: "Não nós pagamos nada a ninguém, o nome está dizendo co-la-bo-ra-ção." Retruquei que não sabia que "colaboração" tinha o significado de "escrever de graça"; de todo modo, se mensalmente o editor coloca a revista nas bancas, é evidente que está tendo algum lucro com isso, logo nada mais natural que pagar quem escrevesse para sua publicação. Mas meus argumentos não convenceram o editor da revista, que muito contrariado ainda me disse, antes de desligar na minha cara: É, a gente procura dar oportunidades, mas tem gente que entende, e tem gente que não entende! Donde deduzo que eu sou gente que não entende...


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Recanto de Gal Costa na Concha Acústica em Salvador


Texto: Calila das Mercês, de Salvador

Fotos: Fabrine Maselli

“Você precisa saber da piscina/ Da margarina, da Carolina, da gasolina/ Você precisa saber de mim/ Baby, baby, eu sei que é assim/ Baby, baby, eu sei que é assim/ Você precisa tomar um sorvete/ Na lanchonete, andar com a gente, me ver de perto/ Ouvir aquela canção do Roberto/ Baby, baby, há quanto tempo/ Baby, baby, há quanto tempo [...]”(Baby, Caetano Veloso)

Bastaram algumas notas desta canção para arrancar algumas lágrimas de Gal Costa, cantando para uma Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA) completamente lotada de fãs, admiradores e apreciadores da MPB. O show começou pontualmente às 19h do dia 13 de abril com as canções do álbum mais recente de Gal, o CD e DVD Recanto - Ao Vivo, projetos concebidos e dirigidos por Caetano Veloso.

A apresentação intimista mostrou uma Gal atenta às novidades da música e irreverente ao atender os arranjos ousados em novas canções. Ela assume ser quem gostaria e desse jeito consegue ser inteira ao cantar. Durante o show, conversou com a plateia sobre o quanto estava feliz por estar em Salvador naquela noite. Calma, serena, em paz, totalmente Gal Costa.

Entre passos de funk e imitações de Tim Maia, Gal reinventa-se. No show, como no disco, ela apresenta canções novas e clássicas, a exemplo de “Folhetim”, “Barato Total”, “Dom de Iludir”, “Baby”, “Vapor Barato”, “Força estranha” e “Meu bem, Meu Mal”. A banda que a acompanha é formada por Domenico Lancellotti, na bateria e MPC, Pedro Baby, na guitarra e no violão, e Bruno Di Lullo, no baixo.

“O disco Recanto é meu trabalho composicional de agora. Quis fazê-lo com o som da voz dela”, conta Caetano. “Não se tratava de meramente relembrar o passado de Gal, mas de produzir com ela uma peça que fosse forte como expressão atual e, assim, estivesse à altura do nosso histórico. Sonhei com isso por um bom tempo. É que tudo o que conto em Verdade Tropical (do reitor Edgard Santos, da UFBA, à axé music, passando pela Banda Tropicalista de Rogério Duprat) ficaria sem substância se a voz de Gal não soasse agora em contexto contundente. Finalmente comecei a compor e a imaginar arranjos e sonoridades”.

A turnê percorrerá ainda Belém (11/5), São Paulo (15 e 16/6) e Rio de Janeiro (10 e 11/8). Interessados podem consultar preços e horários no site http://www.ingressorapido.com.br.



Repertório do show:

"Da Maior Importância"
"Tudo Dói"
"Recanto Escuro"
"Divino Maravilhoso"
"Folhetim"
"Mãe"
"Segunda"
"Minha Voz, Minha Vida"
"Barato Total"
"Autotune Autoerótico"
"Cara do Mundo"
"Deus é o amor"
"Dom de Iludir"
"Neguinho"
"O Amor"
"Baby"
"Vapor Barato"
"Um Dia de Domingo"
"Miami Maculêlê"

bis
"Mansidão"
"Força Estranha"
"Meu Bem, Meu Mal"


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Teatro Porto Alegre: Landell de Moura



Ocupação Antônio Nóbrega decepciona


São Paulo - Visitei há pouco, no Itaú Cultural, a exposição Ocupação Antônio Nóbrega, que inaugurou no dia 4 e encerra em 19 de maio. Tinha uma boa expectativa, devido às boas mostras que acompanho no Itaú há cerca de 10 anos - o espaço é um destino obrigatório para mim em qualquer visita a São Paulo. Também me animava a boa tradição da série Ocupação - apesar do nome que acho horroroso, afinal ocupação remete a invasão, a alguém tomar algo que não é seu, mas enfim... Como em tantas iniciativas culturais neste país, o nome é horroroso mas a realização costuma ser ótima. No ano passado, precisei vir em dois dias para dar conta da imensidão de (bom) material exposto na Ocupação Angeli.

Desta vez, porém, a exposição não está à altura da tradição da série. A mostra sobre o artista pernambucano radicado em São Paulo simplesmente põe lado a lado figurinos, adereços, instrumentos, fotos, cartazes, sem informação alguma sobre o que se trata cada peça - como se pode ver nestas fotos que fiz na visita. Além disso, é uma mostra que você pode ver em cerca de 10 minutos, pois consiste de um pequeno túnel em formato de U invertido, que leva a uma sala onde - aí sim - está o ponto verdadeiramente interessante da Ocupação: uma sala de exibição de filmes.  



Hoje sendo sexta, está passando em exibição contínua uma filmagem na íntegra de uma apresentação no SESC Pinheiros, em 2010, da aula-espetáculo Naturalmente ou Teoria e Jogo de uma Dança Brasileira. No espetáculo, Nóbrega fala da vontade que teve de codificar uma dança brasileira a partir dos elementos comuns entre as mais diversas manifestações populares, que ele divide em batuques, cortejos e espetáculos. Não se espere, porém, que ao final ele vá propor algo que fosse um 'esperanto' da dança nacional. A ideia, em realidade, é um pretexto para um belo passeio pelos nossos diversos ritmos, tanto com músicas brasileiras (como "Simplicidade", de Jacob do Bandolim) quanto estrangeiras ("Smile", de Charles Chaplin). Aliás, um reparo a fazer ao vídeo, produzido pelo SESC, é a não-identificação das músicas executadas. No mais, o próprio nome do espetáculo já dá uma mostra de como a obra de Nóbrega é uma síntese das influências as mais diversas - "Naturalmente" é um tema de Dominguinhos, enquanto "Teoria e Jogo" vem do título de uma conferência - Teoría y juego del duende - apresentada pelo poeta espanhol Federico García Lorca em 1933.

Serviço

Ocupação Antonio Nóbrega


quinta 4 abril a domingo 19 maio 2013
terça a sexta das 9h às 20h
sábado, domingo e feriado das 11h às 20h


Itaú Cultural
Av. Paulista, 149, estação Brigadeiro do metrô.- São Paulo, SP 
Piso térreo
Entrada franca

Agenda de exibição dos filmes
terças e sextas − Naturalmente, direção Walter Carvalho
quartas e sábados − Nove de Frevereiro, direção Walter Carvalho
quintas e domingos − Lunário Perpétuo, direção Walter Carvalho

[livre para todos os públicos] L


terça-feira, 16 de abril de 2013

Opinião Cinema: Uma História de Amor e Fúria


Por Calila das Mercês, de Salvador

Imagens: Buriti Filmes


De batalhas entre tupinambás e tupiniquins (antes de os europeus chegarem ao Brasil) até 2096, com uma guerra pela água. O longa-metragem de animação nacional, Uma História de Amor e Fúria, escrito e dirigido por Luiz Bolognesi, se utiliza de traço e linguagem de histórias em quadrinhos para falar da história do Brasil. O narrador é um personagem que tem aproximadamente 600 anos e retrata o amor entre ele (herói imortal) e Janaína em diferentes histórias em momentos importantes do país, como a Balaiada e o movimento militar de 1964.



Produzida pela Buriti Filmes, Uma História de Amor e Fúria, primeira animação a concorrer ao troféu Redentor, tem como protagonistas personagens dublados por Selton Mello e Camila Pitanga, além da participação de Rodrigo Santoro. É possível refletir a história do Brasil que, normalmente, é contada sempre pelo “lado que vence”. Este longa mostra o outro lado da história, dá ênfase ao lado que não ganha estátuas nas ruas, o lado que, geralmente, é reprimido e deixado de lado. A releitura da história é feita com bastante criatividade e não se opõe a fazer críticas.


O filme gera um interesse especial quando mostra o Rio de Janeiro no futuro com o problema da escassez de água. Uma análise que serve de alerta e traz a reflexão. Uma História... demonstra ter como público-alvo os mais velhos, embora a classificação seja 12 anos, podendo assim atrair muitos adolescentes e jovens. É a estreia na direção de Bolognesi, roteirista requisitado no circuito nacional – escreveu trabalhos de ótima receptividade, como Bicho de Sete Cabeças, de 2001.


Quem se interessar pelo filme, pode conferi-lo no Espaço Itaú de Cinema - Glauber Rocha, localizado na Praça Castro Alves, s/n - Centro, em Salvador e em outros cinemas de shoppings centers localizados na cidade. O filme está também em cartaz em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.

Rodrigo Santoro, Selton Mello e Camila Pitanga

sábado, 13 de abril de 2013

Reflexão e decisão (Semana em Macapá - 3)

Foto: Mary Paes

Acabou há cerca de quatro horas o Workshop de Jornalismo Cultural 2.0 que realizei no MIS-AP, aqui em Macapá - o segundo do ano sobre o tema (o primeiro foi em Manaus, no dia 9 de março), ao qual se soma a estreia do Workshop 'Me Formei, E Agora?', que ocorreu também na capital do Amapá, na quinta, 11.

Em comum nestes três eventos do ano, uma coisa preocupante: o baixo comparecimento. Em Manaus, tivemos 7 pessoas. Aqui em Macapá, 2 na quinta e 4 hoje (são os que aparecem comigo na foto). Quinze no total, cinco por evento em média. Dados que ensejam a seguinte reflexão, considerando que em ambas as cidades a iniciativa dos eventos foi minha: está valendo a pena eu fazer estes eventos por conta própria em outras capitais, assumindo os custos (passagens de ida e volta desde Belém, hospedagem, alimentação) e naturalmente os riscos? A resposta só pode ser um sonoro "NÃO"! 

Levando ainda em conta que, na quase totalidade das vezes anteriores em que eu me propus a fazer Workshops ou mesmo Cursos de Jornalismo Cultural, em Porto Alegre ou Belém, o resultado foi bastante similar (turmas com poucos inscritos - só que nestes casos eu fiz em cidades onde morava, logo com bem menos despesas), chego a uma conclusão com peso de decisão: não vou mais promover, eu mesmo, meus próprios Workshops. Evidentemente, eles estarão sempre à disposição de instituições que queiram contratá-los, logicamente assumindo os custos para oferecê-los a seus alunos, profissionais, ou ao público em geral. Contatos pelo e-mail gomesfab@gmail.com

Só a título de comparação, nas vezes em que instituições contrataram o curso para oferecê-lo, os resultados foram muito diferentes. Tive mais de 25 alunos no curso realizado em 2005 no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, mais de 40 no primeiro Workshop realizado em Macapá em 2010 e tive um recorde  na Oficina que fiz em Rio Branco em 2008 de mais de 90 (NO-VEN-TA) inscritos, dos quais foram selecionados 30, do contrário era humanamente impossível conduzir a atividade.  


Hoje é dia de Workshop! (Semana em Macapá - 2)

Com Heldecléia Góes

Acabei de participar do programa Show de Manhã, na TV Tucuju, onde falei a Heldecléia Góes sobre o Workshop de Jornalismo Cultural 2.0 que acontece logo mais às 14h no Auditório do MIS (2º andar do Teatro das Bacabeiras), aqui em Macapá. Você pode se inscrever na hora, estudante tem desconto e já sai de lá com o certificado! Participe!

Daqui a pouco, 11h, estarei em outra entrevista, na Rádio Difusora, participando do programa da Lígia Mônica.

Atualização 12h20 - Em razão da apresentadora Lígia Mônica estar ausente (viajou a Santarém, PA, neste final de semana), a entrevista no programa Alegria Geral foi com o radialista João Grandão. Agradeço às emissoras Difusora e Tucuju, que cederam espaços nesta semana para que eu divulgasse os dois workshops que vim fazer no Amapá. 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Macapá: Inscreva-se nos Workshops do Jornalismo Cultural

O primeiro workshop, o 'Me Formei, E Agora?', já foi realizado. Seguem abertas as inscrições para o Workshop 'Jornalismo Cultural 2.0', que será realizado neste sábado em Macapá. Não deixe para a última hora! 

Música: Agenda de Wilson Simoninha em maio



terça-feira, 9 de abril de 2013

Semana em Macapá (1)


Acabei de participar do programa Olímpio Guarany, da TV Tucuju (Macapá), onde fui entrevistado pela jornalista Narjara Costa. O motivo da conversa foi minha programação na capital do Amapá esta semana - os Workshops Me Formei, E Agora?, que realizo no dia 11, quinta, às 18h30, e Jornalismo Cultural 2.0, no dia 13, sábado, às 14h, ambos no MIS. As inscrições podem ser feitas no próprio MIS (2º andar do Teatro das Bacabeiras), pessoalmente, ou então via internet a partir do link disponível na barra direita do blog.

A conversa foi ótima, muito bom encontrar uma colega que sabe conduzir bem uma entrevista e ter tempo para isto (creio que a entrevista durou uns 15 minutos). Falamos desde minha formatura na UFRGS, em 2001 - em que não tive dúvidas sobre o que fazer depois, já que tinha criado o projeto do site Brasileirinho, lançado em 2002 - até a criação do Som do Norte, em 2009, e minha mudança para Belém, em 2010, passando pela criação do curso e site Jornalismo Cultural.

Foi um papo bem descontraído, para vocês fazerem ideia cheguei a mandar um agradecimento às rádios de Porto Alegre que não me contrataram em 2002, quando levei a elas o piloto do (que poderia ter sido o) programa Brasileirinho - caso ele tivesse dado certo, com certeza eu não teria mais adiante lançado o Som do Norte e não teria trocado o Sul pelo Norte! Esse desdobramento bem-humorado veio da reflexão que eu propus aos telespectadores a respeito do fato de que não é porque não tenha dado certo algo que você se propôs a fazer que necessariamente você deva enxergar nisso um fracasso. Estes e outros temas serão trabalhados nos dois workshops desta semana aqui em Macapá, inscreva-se já! 



Teatro Rio de Janeiro: Sessão extra de Édipo

Devido ao sucesso das apresentações do Édipo dos portugueses da Cia do Chapitô durante o Festival Dois Pontos, a organização do evento decidiu brindar o público com uma sessão extra do espetáculo nesta quarta, 10. 


Édipo - Cia do Chapitô | 10 de abril
Reinventando Édipo sem complexos
Horários: 21h
Duração: 60 minutos
Gênero: Comédia
Classificação indicativa: 12 anos
Valor: R$40,00 (inteira) | R$20,00 (meia)

Resumo:
O Édipo de Sófocles é um herói trágico, é paradigma, é complexo, é cólera, é fatalidade, é logos, pathos, ethos, hybris, miasma, eros, thanatos, e mais uma grande quantidade de “is”, “eisis”, “thos” e “thas”.

O Édipo da Cia Chapitô é azarado, é desajeitado, é escorraçado, é assediado, é vilipendiado, é enxovalhado, é aleijado, e mais uma grande quantidade de “puns!”, “aus!”, “ais!”, “trunges!” e “fsstss!”.

A Companhia Chapitô gestualiza mais uma tragédia grega apresentando a cômica fuga de Édipo ao seu terrível destino. O que é certo é que de quatro, de pé, de bengala, rastejando, no colo ou de”cavalinho”, Édipo não vai poder escapar.

O espetáculo ÉDIPO e a residência da Cia CHAPITÔ vem de encontro com o VEM! por tratar-se de uma companhia de atores empenhados em pesquisar no corpo do ator uma “ comunicação entre o cérebro que cria e analisa e o corpo que executa: um corpo-ferramenta” e por princípio verem o processo criativo na elaboração de seus trabalhos como uma postura de colaboração entre toda a equipe: atores, músicos, produtores, técnicos, cenógrafos e figurinistas.

“O corpo do ator é o ponto de partida da cena e mesmo da fala, na medida em que o ritmo, a frase, a voz são concebidos como gestos expressivos. O “gesto” enquanto escrita cênica baseada na expressividade e na dinâmica do corpo do ator comunica a partir de uma escrita do espaço (movimento), assim como do tempo (palavra), criando um todo harmonioso.” - Texto da Cia Chapitô.

Teatro Gonzaguinha – residência artística VEM!
End: Rua Benedito Hipólito, 125 – Praça Onze / Centro
Tel: (21) 2503-4622

domingo, 7 de abril de 2013

Teatro Rio de Janeiro: Em Cartaz

  • À Beira do Abismo Me Cresceram Asas

Texto: Maitê Proença (baseado em pesquisa e ideia de Fernando Duarte). Direção: Clarice Niskier e Maitê Proença, com supervisão de Amir Haddad. Elenco: Maitê Proença e Clarisse Derzié Luz

O texto tem como ponto de partida histórias reais colhidas em diferentes asilos do Brasil. A partir daí, criaram-se novos histórias, ideias, conceitos, costurou-se suspense com magia, brotou a dramaturgia, surgiu a peça e nasceram Terezinha e Valdina. Valdina (Clarisse Derzié Luz), de 80 anos, parece levar o dia a dia com otimismo, sem nostalgias, mas não se engane, ela carrega um grande segredo. Terezinha (Maitê), de 86, é de temperamento carrancudo ainda que bem resolvido. 

Foto: Paula Kossatz

Local: Teatro do Leblon – Sala Fernanda Montenegro (Rua Conde Bernadotte, 26 – Leblon)
Telefone: 2529-7700
Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 15h
Valor: quinta e sexta – R$60,00, sábado – R$80,00, domingo – R$70,00
Horário: quinta a sábado, às 21h, domingo, às 20h
Capacidade: 413 lugares
Duração: 75 minutos
Classificação: 12 anos
Gênero: comédia dramática
Temporada: 8 de março a 12 de maio - temporada prorrogada, aproveite!
OBS: No dia 12/5, espectador acompanhado pela mãe recebe 50% de desconto nos dois ingressos. 

  • Ah, a Humanidade e Outras Boas Intenções
Foto: João Julio Mello

Texto: Will Eno. Tradução e direção: Murilo Hauser. Elenco Alice Borges, Claudio Mendes, Guilherme Weber, Renata Hardy e Gustavo Arthiddoro.

O espetáculo reúne cinco peças curtas de Eno, chamado pela crítica nova-iorquina de “Samuel Beckett da nova geração”. Os personagens, comuns, se vêem às voltas com circunstâncias extraordinárias: enfrentam uma coletiva de imprensa, uma gravação de vídeos para uma agência de encontros, o pronunciamento de uma companhia aérea após um trágico acidente e a reconstituição de uma fotografia de guerra.

Local: Casa de Cultura Laura Alvim (Av. Vieira Souto, 176 - Ipanema. Tel: 2332-2015)
Bilheteria: terça a domingo a partir das 15h
Valor: R$30,00
Horário: quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 20h
Capacidade: 235 lugares
Duração: 70 minutos
Classificação: 14 anos
Gênero: comédia dramática
Temporada: 21 de fevereiro a 21 de abril - últimas semanas!


  • Calango Deu
Foto: Sergio Santoian


Texto e atuação: Suzana Nascimento. Direção: Isaac Bernat.

Inspirada nas simpáticas senhorinhas mineiras, a peça apresenta Dona Zaninha, personagem muito religiosa e com conhecimentos baseados em suas vivências. Zaninha é ferina, com sua língua que sabe da vida de todo mundo, mas que não gosta de “ispaiá, só proseia um cadim pruque causo a gente tem que contá”. Com seu sotaque do interior, ela costura histórias de amor, de assombração, de “bestagens”, de padres e beatas, enfim, inúmeras histórias daquele povo da sua terra.

Local: Teatro Café Pequeno (Av. Ataulfo de Paiva, 269 – Leblon)
Tel.: 2294-4480
Horário: Sexta a domingo, às 20h
Ingresso: R$ 30,00
Duração: 80 minutos
Classificação: 18 anos
Capacidade: 100 lugares
Temporada: de 29 de março a 14 de abril - últimos dias! 

  • As Mulheres de Grey Gardens – O musical
Foto: Arthur Seixas


Texto Doug Wright |Melodias Scott Frankel | Letras Michael Korie
Versão Brasileira: Jonas Calmon Klabin
Direção: Wolf Maya
Direção Musical: Carlos Bauzys e Daniel Rocha
Elenco: Soraya Ravenle, Suely Franco, Carol Puntel, Guilherme Terra, Sandro Christopher, Pierre Baitelli, Jorge Maya, Danilo Timm e as crianças Raquel Bonfante e Sofia Viamonte. 

Edith Ewing Bouvier Beale (1895-1977) e sua filha, Edith Bouvier Beale (1917-2002), são as protagonistas da peça baseada no filme Grey Gardens de David Maysles, Albert Maysles, Ellen Hovde, Muffie Mayer e Susan Froemke, sobre a tia e a prima da ex-primeira dama americana Jackeline Kennedy. A peça estreou em Nova York em 2006. Grey Gardens é a mansão de East Hampton, elegante balneário próximo a Nova York, em que Edith cria a pequena Edith (ou Edie) e seus outros dois filhos, Phelan Jr. e Bouvier (Buddy). Enquanto os irmãos mais novos conseguem, quando adultos, descolar-se da casa e da família, a primogênita fica presa à relação com a mãe, ambas com vocações artísticas que não concretizam. Edie tenta ser modelo e atriz em Nova York, na década de 1940, mas fracassa e retorna para nunca mais sair de Grey Gardens. Grey Gardens é considerado o primeiro musical feito a partir do documentário de uma família. 

Local: Sala Baden Powell, Av. Nossa Sra. de Copacabana 360 – Copacabana
Telefone: (21) 2255.1067
Horário: de quinta, às 20h, sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 19h
Ingresso: R$80,00-R$100,00 o inteiro -  cota limitada de ingressos populares de 75% desconto (a R$20) a venda somente na bilheteria
Duração: 120 minutos (incluindo intervalo de 15 minutos)
Classificação: não recomendado para menores de 10 anos
Capacidade: 400 lugares
Gênero: musical
Metrô: estação Cardeal Arcoverde
Vendas online: www.compreingressos.com
Informações: www.greygardens.art.br
 Temporada: até 28 de abril

Opinião Cinema: O dia que durou 21 anos

Por Calila das Mercês, de Salvador
Imagens: divulgação


“Aqueles que não amam a revolução, pelo menos devem temê-la.” Esta frase é pronunciada em alto e bom som pelo general Guedes, um dos primeiros líderes do golpe de 1964 e é com esta provocação que começa o documentário O dia que durou 21 anos, do diretor Camilo Tavares, (filho do jornalista Flávio Tavares, testemunha e participante da resistência ao golpe, um dos 15 presos políticos trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick em 1969), que aborda o protagonismo dos Estados Unidos neste inesquecível acontecimento que marcou a vida e mudou o rumo da história do Brasil.

Perto dos 50 anos do golpe de 1964, o documentário esclarecedor comprova o decisivo envolvimento dos EUA na derrubada do presidente João Goulart e na instalação da ditadura militar no Brasil. A participação nos norte-americanos no golpe não era coisa da cabeça da esquerda. Lincoln Gordon (que negou o envolvimento do seu país no golpe), embaixador norte-americano no Brasil, temia uma segunda Cuba nas Américas e resolveu (per)seguir a fundo a política no Brasil. Articulações que levaram aos anos de chumbo. Dividido em três partes, A Conspiração, O Golpe de Estado e O escolhido, o documentário é composto por gravações, algumas em inglês e acesso a documentos inéditos.


Além de áudios comprometedores, o longa revela documentos secretos da CIA, que permitem reconstituir as ações que desestabilizaram o governo de João Goulart (foto acima). O IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) e IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), foram criados de fachada para que os EUA pudessem articular discretamente, através do financiamento de propagandas e de campanhas de diversos deputados e governadores de oposição ao governo. Com o golpe e entrada do marechal Humberto Castelo Branco, instala-se no país o início de mais de 2 décadas de governo militar. Prisões arbitrárias, torturas, repressão. A partir daí, liberdade não era um termo que podia se aplicar ao governo brasileiro.

Quem se interessar pela temática e quer saber mais sobre a história do Brasil pode conferir o filme em dois horários (16h30 e 19h30) no Espaço Itaú de Cinema - Glauber Rocha, localizado na Praça Castro Alves, s/n - Centro, em Salvador. O filme está também em cartaz em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.


Teatro Rio de Janeiro: Festival Dois Pontos





Em celebração ao Ano de Portugal no Brasil


Resultado de um projeto conjunto de seis residências artísticas de espaços municipais do Rio de Janeiro – ÁGORA (Teatro Maria Clara Machado), CÂMBIO (Teatro Café Pequeno), Projeto_ENTRE (ECM Sérgio Porto), NO LUGAR (Teatro Ipanema), Os Ciclomáticos (Ziembinski) e VEM! (Gonzaguinha), o Festival dois pontos, que iniciou no dia 1º e encerra em 28 de abril, propõe uma aproximação artística atual, através de discussões e trabalhos contemporâneos entre artistas brasileiros e portugueses no diálogo com suas culturas. Um festival composto por teatro, dança, música e artes visuais. O Festival dois pontos tem o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro através da Secretaria Municipal de Cultura com os prêmios FATE (Fundo de Apoio ao Teatro) e FADA (Fundo de Apoio à Dança).

 Wanted - em cartaz no Teatro Maria Clara Machado
- 12 a 14 de abril

O Ano de Portugal no Brasil é uma importante oportunidade de intercâmbio real e contemporâneo entre os dois países, uma chance rara de quebrar com estigmas mútuos. O projeto foi desenvolvido, a partir de uma curadoria apurada, para elencar projetos artísticos que estejam sendo desenvolvidos em colaborações variadas entre os dois países, sempre com o propósito de trazer e possibilitar a execução e a exibição de trabalhos importantes para ambos os mercados culturais.


Ilusionistas - em cartaz no ECM Sergio Porto
de 19 a 21 de abril

Os “dois pontos” focados são também parte de uma triangulação maior: a África e seus países de língua portuguesa podem e devem ser lembrados no Ano de Portugal no Brasil. Por isso, criando, ainda que em pequena escala, um olhar para alguns artistas africanos. É, portanto, a partir do desejo de juntar forças e alavancar a potência, que a rede de teatros envolvida possui desde a sua criação, como uma primeira iniciativa a ser elaborada, produzida e realizada em rede por seis residências artísticas em exercício na cidade, com entradas a R$10,00 (Teatros) e R$20,00 (Gamboa).


sábado, 6 de abril de 2013

Lollapalooza: Música para Lavar a Alma

Por Raissa Lennon,
enviada especial a São Paulo

A impressão é que São Paulo era a capital do rock’n roll no último fim de semana de março. A cidade estava praticamente vazia por conta do feriado de Páscoa, sobrando apenas os roqueiros que esperavam o festival Lollapalooza começar. A segunda edição do evento no país aconteceu entre os dias 29 e 31, no Jockey Club.  A expectativa era grande, pois a programação contemplava em torno de 60 atrações, com mais de 30 horas de música, três palcos principais, roda gigante, espaço kids, entre outros ambientes.  

No primeiro dia, 29, algumas pessoas foram prejudicadas com as longas filas para comprar ingressos ou para trocar os passaportes comprados na internet. Por conta disso, muitos perderam as apresentações do The Temper Trap, The Flaming Lips, Cake e Crystal Castles.  No mesmo dia tocaram também os brasileiros do Copacabana Club, Tokyo Savannah e Agridoce, projeto paralelo da cantora Pitty com o guitarrista de sua banda, Martin. Quem ainda conseguiu entrar a tempo pôde assistir a atração principal da noite, o The Killers. Eles apresentaram sucessos como “Mr. Brightside”, “Spaceman”, “Somebody Told me” e outros hits.

Crystal Castles
(foto: Marcelo Mattina)

Como o próprio idealizador do festival, o americano Perry Farrell, gosta de dizer, o Lollapallooza é um evento que privilegia muita coisa nova e também dá uma atenção especial ao rap e à música eletrônica. No sábado, dia 30, sons como Toro Y Moi, Tomahawk e Two Door Cinema Club conquistaram a graça do público.

Franz Ferdinand
(foto: Camila de Almeida Santos)

No entanto, três bandas foram as mais esperadas do dia: Franz Ferdinand, Queen Of The Stone Age e A Perfect Circle, que tocaram hits e mostraram um performance impecável em cima do palco. O Franz Ferdinand, liderado pelo vocalista Alex Kapranos, colocou muita gente para dançar ao som de "Take Me Out", "Walk Away", "The Dark of the Matinee".

Outra banda muito aguardada pelos fãs foi The Black Keys, formada pelo vocalista e guitarrista Dan Auerbach e pelo baterista e produtor Patrick Carney. Eles foram a última banda a se apresentar no palco Cidade Jardim, ao mesmo tempo em que Steve Aoki tocava no palco Butantã. The Black Keys não agradou tanto como os outros grupos, mesmo com os hits “Little Black Submarines”, “Lonely Boy", “Hell Of A Seasons” parecia que o palco estava grande demais para eles. Além de estarem visivelmente cansados na apresentação.

Foto: Deve Mead

Já as bandas nacionais do segundo dia do Lollapalooza, como Graforréia Xilarmônica, Ludov e Criolo, não deixaram a desejar. Criolo foi o que mais surpreendeu com seu rap político e mensagens de paz e amor. Entre frases como “Fora Feliciano!” e “Muita energia para todas as pessoas que estão necessitadas de amor”, o rapper paulistano apresentou músicas do seu disco Nó na Orelha. Entre elas "Não existe amor em SP", "Sucrilhos", "Samba sambei" e "Demorô", sempre acompanhado por uma competente banda de metais e percussão.

A banda Pearl Jam era a mais esperada pelo público, era fácil perceber isso pela multidão que compareceu ao seu show no dia 31, a única data que teve todos os 60 mil ingressos esgotados. O grupo liderado por Eddie Vedder não decepcionou os fãs que ficaram horas aguardando na arena do palco Cidade Jardim. Quando a banda começou a tocar as primeiras notas de “Elderly Woman Behind”, era possível notar a avalanche de hits que viriam dali para frente. Entre eles “Black”, “Jeremy”, “Daughter”, “Nothingman”, “Alive”, “Do The Evolution”, e outros sucessos referentes aos 23 anos de carreira do grupo.

Pearl Jam
(foto: Cambria Harkey)

Todos os shows do Lollapalooza começaram pontualmente na hora marcada, com o Pearl Jam não foi diferente, iniciando às 20h45 e terminando às 23h, sendo a apresentação mais longa do evento. Nesse período o vocalista Eddie Vedder, aos 48 anos de idade, mostrou que ainda tem preparo físico para segurar a atenção do público com muito rock’n’roll.

Também teve tempo para manifestar suas concepções políticas. Em português, Vedder se pronunciou sobre os direitos dos homossexuais. “Esta semana foi uma grande conquista para os direitos dos homossexuais nos Estados Unidos. Parabéns São Paulo por respeitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo”. Em português também se lembrou do vocalista Joey Ramone. “Toda vez que eu venho no Brasil lembro do meu amigo Joey Ramone”, e logo depois começaram a tocar “I Believe Miracle”, um dos sucessos da banda Ramones.

É claro que nem todo mundo que foi ao Jockey Club queria assistir a apresentação dos caras do Pearl Jam. Aliás, o que não faltou foi opções de bandas para conferir. O Kaskade, por exemplo, também encerrou o festival no palco Butantã. No mesmo dia, o público pode sentir a energia contagiante do The Hives, Kaiser Chiefs, Puscifer e outros estrangeiros. Os grupos nacionais também marcaram presença neste dia como Vanguart, Lirinha + Eddie e Vivendo do Ócio. A banda Planet Hemp tocou no palco Butantã e agitou muito o público com uma apresentação contagiante de BNegão e Marcelo D2.

Planet Hemp

Mesmo com falhas desgastantes, como as grandes filas nos banheiros e para comprar os tíquetes de alimentação e bebida, a lama e o cheiro forte de chorume, o Lollapalooza 2013 se consagrou como um grande evento no Brasil agradando os fãs e os organizadores. Prova disso é que os produtores já anunciaram as datas para o Lollapalooza de 2014 em São Paulo: será nos dias 18, 19 e 20 de abril, novamente no feriado de Páscoa. Agora é só aguardar as próximas novidades.