sexta-feira, 24 de maio de 2013

Marta Suplicy: 'Suspender editais de incentivo à cultura negra é ação racista'

Ministra se diz 'indignada' com decisão da Justiça Federal sob alegação de que os editais não poderiam excluir as demais etnias e abrem um espectro de desigualdade racial

por Yara Aquino, da Agência Brasil publicado 22/05/2013 11:27

 

Valter Campanato/Abr

Marta Suplicy protesta, em programa estatal de rádio, contra decisão da Justiça que barra produção cultural negra

Brasília – A ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse hoje (22) ter confiança de que será possível reverter a decisão da Justiça Federal, que suspendeu editais de incentivo à produção cultural negra, lançados pelo Ministério da Cultura em novembro de 2012. Marta declarou estar "indignada" com a decisão que foi proferida sob alegação de que os editais não poderiam excluir as demais etnias e abrem um espectro de desigualdade racial. A ministra informou que o ministério já apresentou recurso contra a decisão.

“Estamos indignados, achamos que é uma ação racista, estamos recorrendo e vamos ganhar. Depois que tivemos o Supremo Tribunal Federal se posicionado a favor da cota, dizer que 'fazer um edital para criadores negros' é racista, não existe. Fizemos editais para indígenas, vamos lançar agora para mulheres e temos que ter ações afirmativas para compensar as dificuldades que afetam algumas comunidades”, disse a jornalistas.

Segundo a ministra, a necessidade de lançar editais de incentivo específicos para a cultura negra surgiu a partir da constatação de que a temática aparecia pouco entre os projetos apresentados para captar recursos por meio da Lei Rounaet. E, mesmo os selecionados, enfrentavam dificuldades para captar recursos. “A partir dessa constatação, pensamos que teríamos de fazer alguma coisa para os criadores negros terem chance”, explicou. A iniciativa, segundo a ministra, obteve sucesso e já contabiliza quase 3 mil projetos inscritos.

A decisão de suspender os editais foi proferida pelo juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão. O processo foi movido como ação popular por um escritório de advocacia. (...) São incentivados projetos nas áreas de cinema, literatura, artes visuais, circo, dança, música, teatro e preservação da memória negra no Brasil.

* publicado no site Rede Brasil Atual

Evento Macapá: Cinema e Quadrinhos



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Chutando o Balde: A irracional suspensão dos editais do MinC para cultura negra


A editoria de Cultura é vista por muitos como um espaço de amenidades dentro do Jornalismo. Tanto assim que há ainda jornais - entre eles, o mais que centenário Correio do Povo, de Porto Alegre -, que durante décadas abrigaram as notícias culturais sob a cartola "Variedades", seguindo uma tendência que no Brasil vem desde o Correio Braziliense fundado por D. João VI em 1808. Mas,enfim, a idéia aqui não é falar da História da imprensa nacional, e sim anunciar aos nossos leitores que cansamos de fingir que não estamos vendo algumas coisas acontecendo. Vemos, sim, e vamos nos posicionar sempre que entendermos necessário!

Li ontem com desprazer em O Globo matéria assinada pelos colegas André Miranda e Eduardo Rodrigues intitulada Editais do MinC para cultura negra são suspensos - http://oglobo.globo.com/cultura/editais-do-minc-para-cultura-negra-sao-suspensos-8454747 - o desprazer, fique claro, é devido ao tema abordado. Sucintamente: 4 editais abertos sem contestação alguma e cujo prazo para inscrição já se esgotou há meses foram suspensos via decisão do juiz federal José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão, publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira. Os editais suspensos foram: Apoio para Curta-Metragem — Curta Afirmativo: Protagonismo da Juventude Negra na Produção Audiovisual; Prêmio Funarte de Arte Negra; Apoio de Coedição de Livros de Autores Negros; e Apoio a Pesquisadores Negros. Vale Madeira acolheu deste modo a ação popular movida pelo escritório do advogado Pedro Leonel Pinto de Carvalho, do Maranhão, citando como réus a União Federal, a Funarte e a Fundação Biblioteca Nacional, as entidades promotoras dos referidos editais.

O que dizia o despacho de Vale Madeira? Entre outras coisas, que  o MinC “não poderia excluir sumariamente as demais etnias” e que os editais “destinados exclusivamente aos negros abrem um acintoso e perigoso espectro de desigualdade racial”. Já para Pedro Eduardo Ribeiro de Carvalho,  gerente jurídico do escritório de Pedro Leonel, "O edital tem uma natureza racista. Por que ele é apenas para pessoas negras e não para brancos ou índios, por exemplo? É uma proposta que gera preconceito".

Há aqui preconceito e desinformação. Se o edital for racista (mas não é, chegaremos lá), a ação popular (??) também é. Por que, ao invés de pleitear a suspensão pura e simples dos editais, não entrou com pedidos para que o MinC fizesse editais para valorizar a cultura branca e a cultura indígena? Assim, todos ficariam igualmente contemplados, não? Porém, na frase de Pedro Eduardo fica patente um terrível grau de desinformação, senão vejamos: o MinC tem, sim, um edital específico para cultura indígena! 

O Prêmio Culturas Indígenas chegou em 2012 à quarta edição, desta vez homenageando Raoni Metkutire - o popular cacique Raoni, descrito no edital como  liderança do povo Mebengokre, conhecido internacionalmente por sua luta pelos direitos dos povos indígenas, pela preservação das florestas e dos rios da Amazônia. Vale Madeira, Pedro Eduardo e Pedro Leonel conhecem o trabalho de Raoni, pois não? O edital esteve aberto entre os dias 1 e 15 de outubro de 2012, e seu regulamento se encontra disponível em http://www.premioculturasindigenas.org.br/edital#.UZ2Ftj45xLk

Na sexta-feira passada, 17 de maio, o MinC publicou, no mesmo Diário Oficial da União que três dias depois estamparia o despacho do juiz Vale Madeira, a lista das propostas classificadas e desclassificadas pela  Comissão de Avaliação e Seleção do prêmio. A notícia consta no site do MinC em http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/premio-culturas-indigen-1/10883;jsessionid=524B82DEA3E32A58E64A9B0245125149.portal2 e o link para ver no Diário Oficial da União do dia 17 é  http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=76&data=17/05/2013 . O prazo para apresentar recurso quanto à desclassificação encerrou ontem, dia 22. 

Ou seja, o edital de valorização da cultura indígena existe, e está em pleno curso, e amplamente divulgado para quem quiser tomar conhecimento. Como um escritório de advocacia que se diz interessado na matéria e um juiz federal ignoram tal fato público? 

Afora isso, o lançamento destes editais voltados para a cultura negra têm o mesmo espírito do programa de cotas raciais nas universidades, criticado desde seu lançamento pelo então ministro da Educação, Tarso Genro, programa este que foi recentemente apontado em pesquisa como tendo resultado amplamente favorável: os alunos cotistas têm tido excelente desempenho acadêmico, justificando-se assim plenamente a adoção do programa.



Os editais do MinC são racistas? Não são. Haveria racismo se, de repente, a ministra Marta Suplicy (foto acima) decidisse lançar apenas editais para cultura negra, ou indígena, ou mesmo branca. Não é o que está acontecendo. Afora os quatro editais para cultura negra, suspensos por infeliz decisão do juiz maranhense, e o edital único para cultura indígena, que está em andamento, todos os outros editais abertos pelo MinC historicamente não fazem qualquer referência à etnia do inscrito. Porém, como a própria reportagem d'O Globo aponta, projetos de "artistas e produtores que lidam com a cultura negra (...) seriam, de acordo com o MinC, pouco acolhidos pelas políticas usuais de patrocínio." Ou seja, eles até conseguem ser aprovados na Lei Rouanet, mas posteriormente tem maior dificuldade para obter patrocínio, já que a decisão sobre conceder ou não verbas cabe a empresas privadas - nem todas querem associar sua imagem a projetos de cultura negra.


Vamos a outro exemplo. Existe no Amapá um evento anual chamado Encontro dos Tambores, onde se apresentam grupos de marabaixo e batuque, todos provenientes de comunidades de população majoritariamente negra - algo perfeitamente natural, considerando que  o estado do Amapá tem apenas 27,6% de habitantes brancos e 2% de indígenas. Pardos são 62,2% e negros constituem 8,1% da população.Assim sendo, uma das programações paralelas do Encontro é a escolha d'A Mais Bela Negra (à esquerda, Jade Vale, a eleita de 2011).

Um estado com composição populacional semelhante à do Amapá é a Bahia, que teve apenas 23% da população apontada como branca no último Censo (IBGE, 2010), e somente 0,3% indígenas, enquanto 59,8% são pardos e 16,8% negros. Agora vejam a foto que reúne as 30 candidatas ao concurso de Miss Bahia 2013, que será realizado no próximo sábado, 25 de maio, e me digam se esta composição étnica está efetivamente representada pelas candidatas.


Obviamente não está! Há apenas uma candidata negra - ela aparece em pé na última fila, à centro-direita, com uma faixa onde se pode ler "Santa C" (portanto, deve ser a representante do município de Santa Cruz Cabrália, onde se rezaram as primeiras duas missas no Brasil, em 1500). Não parece difícil concluir que, sem um direcionamento reparador, a tendência de nossa sociedade é optar preferencialmente por brancos. Seja em concursos de beleza, seja em financiamento de projetos culturais, e ainda em entrevistas de emprego e infinitas outras situações em que cabe a alguém decidir quem é que vai ficar com a vaga, a faixa ou o dinheiro. 

Quem se opõe às políticas de reparação, também ditas como afirmativas, esquece ou finge esquecer que os negros não vieram para o Brasil por vontade própria. Três décadas após a invasão portuguesa de 1500 (ensinada ainda nas nossas escolas como Descobrimento), que negou aos índios a posse das terras que estes ocupavam há cerca de 10 ou 12 mil anos (!!!), os negros foram trazidos da África acorrentados em navios para serem vendidos, como se humanos não fossem, e para servirem como escravos dos brancos, situação que era considerada perfeitamente aceitável socialmente e só foi tornada ilegal com a Lei Áurea em 1888 - foram, portanto, mais de 350 anos de escravidão. Mas a lei assinada pela princesa Isabel não previu nenhuma forma de indenização aos a partir de então ex-escravos, que foram deixados à própria sorte. Toda conquista obtida pelo negro brasileiro de lá pra cá foi fruto de árduos esforços. 

Felizmente, o próprio O Globo informa que o MinC,  a Funarte e a Fundação Biblioteca Nacional irão decorrer da decisão da Justiça Federal. Afinal, não há juridicamente razão nenhuma, agora ou em momento algum, para contestar quatro editais que foram abertos, amplamente divulgados e que receberam inscrição de grande número de artistas e produtores de cultura negra que viram ali uma oportunidade que lhes é negada pela maioria da sociedade brasileira. Não é justo que mais esta porta lhes seja fechada. 


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Teatro Belém: Abraço



Caetano Veloso lota Concha Acústica em Salvador


Por Calila das Mercês,
de Salvador

Em 2009, antes de passar uma temporada fora do Brasil, tive a chance de ir a um show de Caetano Veloso em Feira de Santana. O show fazia parte de uma longa turnê do álbum Zii e Zie e lembro que não tinha muita gente no Mega Fest. A crítica musical dos grandes veículos “caiu em cima” do disco, que tinha como proposta fazer um passeio híbrido pelo universo do samba e do rock. O mesmo não pareceu tão querido como o mais novo “Abraçaço”, muito elogiado até o momento. Caetano é Caetano, é o que alguns dizem! E quando cheguei na Concha e quase não consigo entrar, fui levada pela multidão de pessoas, que como eu, tentava achar um lugarzinho para assistir o filho da terra. Certamente, um dos melhores e mais lotados shows que assisti na Concha.

Foto: Margarida Neide

Depois de passar pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Fortaleza, Caetano Veloso lotou a Concha Acústica do Teatro Castro Alves, na última sexta-feira (17), em Salvador. Abraçaço, nome da turnê internacional e do terceiro e último disco da trilogia compostas também pelos discos e Zii e Zie, nos quais Caetano é acompanhado pela Banda Cê, formada por Pedro Sá, Marcelo Callado e Ricardo Dias Gomes.

Caetano mostrou-se à vontade, com sua irreverência ria e fazia brincadeiras com o público. Ele passeou por algumas músicas de álbuns passados, como “Odeio”, “Homem”, “Eclipse Oculto”, “Bicho”, “Alguém Cantando” e “Triste Bahia”, mas não deixou de cantar as novas, como “A Bossa Nova é foda” e “Abraçaço”, que a plateia parecia ter ensaiado há bastante tempo. 

Ao cantar “De noite na cama”, ele, performático, desabotoou a camisa e brincou com a letra da música, para delírio dos fãs. Emocionante quando cantou “Reconvexo”, no momento que faz referência às inesquecíveis novenas da mãe, a saudosa Dona Canô; o cantor foi bastante aplaudido. Caetano fechou a noite com "Você Não Entende Nada". E ao retornar para o tão aguardado “bis”, ele cantou “Vinco”, "Luz de Tieta" e "Outro".

A turnê ainda percorrerá Uberlândia (Minas Gerais), Goiânia (Goiás), Natal (Rio Grande do Norte), Maceió (Alagoas), Brasília (Distrito Federal), Campinas (São Paulo), Ribeirão Preto (São Paulo), Montevidéu (Uruguai) e Buenos Aires (Argentina). 

Confira o que Caetano Veloso cantou no show "Abraçaço" desta sexta:

"A Bossa Nova É Foda"
"Lindeza"
"Quando o Galo Cantou"
"Abraçaço"
"Parabéns"
"Homem"
"Um Comunista"
"Triste Bahia"
"Estou Triste"
"Odeio"
"Escapulário"
"Funk Melódico"
"Alguém Cantando"
“Quero ser justo”
"Eclipse Oculto"
"Mãe"
“De noite na cama”
"Império da Lei"
"Reconvexo"
"Você Não Entende Nada"
Bis
"Vinco"
"Luz de Tieta"
"Outro"

Confira o clipe “A Bossa Nova é Foda”: http://www.caetanoveloso.com.br/videos.php

domingo, 19 de maio de 2013

Artes São Paulo: Projeto Ser Âmica no Espaço Mo Li Hua



Com intuito de mostrar o resultado do seu trabalho, o projeto Ser Âmica: A Modelagem de Um Novo Amanhã firmou parceria com o Espaço Mo Li Hua, na Rua Coriolano, 529, na Lapa, em São Paulo para expor suas obras, que comercializadas até o final de maio, de segunda a sexta, das 10h, às 22h e aos sábados das 10h às 17h.

Serão expostas 30 peças confeccionadas pelos jovens atendidos, todas à venda no espaço e a verba, será revertida 100% aos seus autores. O projeto tem a proposta de aproximar o público da Arte, geralmente restrita a galerias e espectadores específicos. 

Voltado para jovens entre 10 e 18 anos, o Projeto hoje possui parceria com o Instituto Movere que atende crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade e de baixa renda.

Segundo Elainy Mota, artista plástica e arteterapeuta, fundadora do projeto Ser Âmica, “na cerâmica artística, não há nenhuma obra igual à outra. Portanto, quando o público for visitar ou adquirir, terá certeza que estará com uma peça única, como o seu autor. As cores, formas e vidrados não se repetem, ou seja, são únicas como cada aluno-artista. O grande diferencial é também o valor acessível das peças. Esta é uma grande característica do projeto. Dar oportunidade para o público em geral poder adquirir uma obra do Ser Âmica. Os valores variam entre R$ 10,00, para as peças menores, e R$ 40,00 no máximo, para as maiores e mais elaboradas”.

Mais informações podem ser acessadas no Blog: http://proacpanco.blogspot.com.br/ ou na página do facebook: www.facebook.com/projetoseramica


Sobre o Projeto Ser Âmica



Criado em 2007, o Projeto Ser Âmica tem uma missão desafiadora: profissionalizar adolescentes em situação de vulnerabilidade social através da Arte, buscando conciliar conceitos da Arteterapia no resgate da auto-estima de jovens.

Todas as obras produzidas serão apresentadas em exposições de Arte, para que o público possa conhecer o trabalho e o esforço de cada aluno atendido. Com o projeto aprovado pelo PROAC, Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, a pessoa jurídica, contribuinte do ICMS, poderá apoiar a iniciativa. O projeto Ser Âmica, hoje, conta com o patrocínio da empresa PANCO.




Workshop Porto Alegre: O Processo Criativo



sábado, 18 de maio de 2013

Oportunidade Teatro: Abertas inscrições para o FETO (Belo Horizonte)



O FETO Festival Estudantil de Teatro, que em outubro irá reunir espetáculos, atividades formativas, oficinas, intercâmbios culturais e encontros com profissionais das artes cênicas, abriu no dia 13 as inscrições para sua 13ª edição. Estudantes de todo o Brasil – de Ensino Fundamental, Médio e Superior, cursos técnicos e livres – podem se inscrever até 19 de julho para se apresentarem em Belo Horizonte com espetáculos de diferentes linguagens cênicas e performances, seja com textos próprios ou de terceiros, inéditos ou não. Em 2012, foram apresentados 21 espetáculos, entre selecionados e convidados.

Neste ano, o festival reafirma o espaço aberto às duas categorias – Escola de Teatro e Teatro na Escola – nas modalidades rua, espaço alternativo ou palco, para o público adulto, infanto-juvenil ou infantil.          

- Categoria Escola de Teatro: estudantes matriculados em instituições voltadas essencialmente ao ensino das artes cênicas, podendo ser de formação profissional, técnico e nível superior;

- Categoria Teatro na Escola: estudantes de quaisquer níveis de ensino (Fundamental, Médio, Superior ou técnico) que não estejam matriculados em instituições voltadas essencialmente ao ensino das artes cênicas, e estudantes dos cursos livres.

Após lerem o regulamento – disponível no site www.fetobh.art.br –, os grupos e interessados devem preencher formulário online (também pelo site) e enviar pelos Correios os materiais exigidos por edital, como cópia do texto ou roteiro e imagens da apresentação ou do ensaio do espetáculo. A escolha dos selecionados é feita por uma comissão de profissionais das artes cênicas designada pelo festival. O resultado será divulgado no dia 6 de agosto no site do festival e em sua página no Facebook (FETO Teatro http://on.fb.me/13y80ZE)

A cada edição, o festival tem confirmado seu caráter nacional. Especialmente nos últimos anos, tem crescido o número de trabalhos vindos de diferentes regiões do país e nosso desejo é que essa participação diversa se intensifique ainda mais. Ela contribui diretamente para que o FETO permaneça apresentando um rico panorama de possibilidades e propostas da produção teatral estudantil feita hoje no país”, afirma Bárbara Bof, uma das idealizadoras e coordenadoras do festival.

A trajetória do teatro estudantil no Brasil, passando pela própria história do FETO, é um dos eixos conceituais que esta edição pretende trabalhar. “Não pretendemos tratar a história por um viés saudosista ou entendê-la como algo estático, mas sim em constante construção. Ao colocá-la em perspectiva, buscamos suscitar discussões sobre o presente e vislumbrar caminhos para o futuro”, diz Bárbara.

Concomitantemente à abertura das inscrições, o FETO lança site que abriga o Teatro, Encontros e Memórias (http://www.fetobh.art.br/memoria), projeto que lançou, na edição anterior, um catálogo e um vídeo-documentário sobre o festival, e o primeiro fascículo da coleção Personalidades do Teatro Estudantil que traz depoimentos de personalidades do teatro mineiro e nacional. Além de um registro, os produtos do projeto são um convite à reflexão sobre questões como ensino de teatro no Brasil, cursos profissionalizantes, políticas públicas e estímulo às artes cênicas. Agora, todo esse material estará disponível para consultas e download.

Neste ano, o Ministério da Cultura e o Governo de Minas apresentam a 13ª edição do FETO, que tem patrocínio da Oi e apoio do Oi Futuro, apoio cultural do Instituto Unimed-BH, patrocínio da CAIXA, da Cemig – por meio do Programa Cemig Cultural, realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais –, e apoio da Imerys Brasil. O FETO 2013 é realizado com benefícios da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

CaFeto "O jogo teatral na escola: contextos e práticas",
com José Simões, Vera Lúcia Bertoni e Joaquim Gama -
foto Daniel Protzner


O FETO

Idealizado em 1999 e realizado em Belo Horizonte, o FETO Festival Estudantil de Teatro tem como objetivo ser um espaço de valorização, visibilidade e fomento do teatro produzido nas escolas, universidades e cursos livres e técnicos. Sendo um festival estudantil por excelência, também abriga em sua programação atividades formativas, intercâmbios culturais e encontros com profissionais das artes cênicas. Soma-se a isso, um trabalho de formação de público direcionado, principalmente, a crianças e jovens.

Um lugar para ficar em pé - Primeira turma de Teatro do ICA/UFC (Fortaleza/CE)
- foto Daniel Protzner

Nesses 15 anos de existência, o FETO recebeu 578 inscrições de todas as regiões do país e abriu espaço para a apresentação de 203 espetáculos entre produções selecionadas e convidadas. Aproximadamente 2550 estudantes participaram do festival que contabiliza, ainda, um público de 45.200 espectadores. Desde 2001, o Festival Estudantil de Teatro conta com a gestão e a realização da Associação No Ato Cultural.

Serviço:

FETO 2013 - Festival Estudantil de Teatro
Período de inscrições: 13 de maio a 19 de julho 
Inscrições e regulamento pelo site www.fetobh.art.br  
Anúncio dos selecionados: 06 de agosto (via site e página no Facebook FETO Teatro) 


* As fotos que ilustram o post são da edição de 2012

Música São Paulo: Thaís Motta e Marvio Ciribelli



sexta-feira, 17 de maio de 2013

Ovelha Pergunta para Monique Malcher


Em entrevista à fan page da agência de comunicação integrada Ovelha Negra, a jovem jornalista cultural paraense Monique Malcher citou o editor do blog Jornalismo Cultural, Fabio Gomes, como alguém cujo trabalho ela admira e sempre acompanha. A entrevista foi publicada apenas no Facebook, na fan page da Ovelha Negra, na terça, 14 de maio. É um depoimento importante que mostra um pouco a realidade de trabalhar nesta área no Norte do país, e demonstra a força de vontade de quem não se deixa abater com as dificuldades. 

Conheça a fan page da Ovelha Negra - https://www.facebook.com/OvelhaON - e, claro, o blog da Monique -  http://moniquemalcher.blogspot.com.br
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OVELHA PERGUNTA PARA MONIQUE MALCHER

Monique Malcher para quem não sabe é uma mocoronga (e isso não é um xingamento, hein?), como popularmente dizem para quem nasce em Santarém (PA). Mas ela mora aqui em Belém há quase sete anos, veio para estudar e fincou os pés e o coração aqui. ♥. É jornalista formada pela Universidade da Amazônia com diploma na mão desde dezembro do ano passado.

Divide seu tempo como jornalista na Fundação Cultural Tancredo Neves e para um site chamado "Diário 24h" (antigo Ache Belém) em que escreve sobre entretenimento. Também é colaboradora de música da Gotazkaen e assessora da Black Soul Samba. Já trabalhou como assessora de imprensa da Casa de Cultura Digital, de festas, de bandas como a Turbo e recentemente da Zeromou, esse último trabalho feito em conjunto com as amigas Renata Caraih (que já esteve aqui, ela é dona da página Salve Job) e Katherine Mesquita, brevemente elas serão donas de uma empresa junto com a Monique. Vem coisa boa por aí, hein?!

Por enquanto, a gente conhece um pouco mais da jornalista e do trabalho de Monique Malcher aqui em nosso Ovelha Pergunta. 

Acompanhe:

OVELHA - Quais as dores e delícias de se trabalhar com jornalismo cultural no Pará?

MONIQUE MALCHER - Escrever sobre cultura sempre foi uma cachaça pra mim, um vício ao qual me dedico de corpo e alma. Tudo começou com o meu blog pessoal que tem quase dois anos, lá escrevo sobre música e outros tipos de arte que eu gosto, por causa dele muitas pessoas conheceram meu trabalho. Sempre me perguntam se eu gosto de tudo, já que por lá só tem textos elogiosos, e sempre respondo a mesma coisa: é um blog de uma garota que curte música, lá escrevo só sobre o que gosto, o que eu não gosto não tem espaço na minha vida, nem tempo reservado. Não sou uma crítica, se você entendeu dessa forma sinto muito lhe dizer que você está equivocado.

Não tenho tanta experiência assim para dizer como é trabalhar com jornalismo cultural aqui no Pará, ou talvez eu tenha, é confuso responder isso porque sinto que sei 5% do que é preciso saber, sou muito severa com o que produzo e sempre estou empenhada em me reciclar, em acompanhar jornalistas que admiro como Fabio Gomes, Márcia Carvalho, Ismael Machado, Lorenna Montenegro e Lucas Padilha. Nunca estou satisfeita com os meus textos (risos).

Tenho apenas 24 anos, mas sei que fazer jornalismo cultural não é nada fácil, tem sempre alguém achando que sabe fazer o seu trabalho ou que sua idade fala algo sobre você. Ainda mais com tanto material que se tem aqui no Estado, às vezes o assunto "cultura" é deixado de lado, não ganha a importância que precisa, ou está apenas em lugares destinados a isso. Também se enfrenta dificuldades quando você faz assessoria de imprensa, às vezes o profissional é discriminado e não é considerado jornalista de fato, o que acho uma enorme bobagem.

No começo trabalhei bastante de graça, eu queria escrever, não me importava com nada além de narrar as histórias que estavam no ar, aí percebi que não era mais apenas um passatempo, era o que eu sabia fazer, o que eu amo. Não há dificuldade para mim porque tudo que acontece de ruim nessa profissão eu tomo como aprendizado e aprender é bom. Estou aqui para ser a flor que fura o asfalto, gosto de trabalhar nos bastidores, gosto de ser um meio para a mensagem ir o mais longe possível, porque comunicar a cultura é estimular a educação, a vida, o futuro, nada me dá mais tesão que isso.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Amapá: Conselho Estadual de Cultura convoca para reunião preparatória à Conferência Estadual




O Conselho Estadual de Cultura do Amapá (CONSEC-AP) e a Secretaria Estadual de Cultura (SECULT-AP) realizam nesta sexta-feira, 17, um encontro para formação de um Grupo de Trabalho em relação à III Conferência Estadual de Cultura!

Este encontro objetiva adequar os procedimentos para realização das conferências em observância a realidade local, desde o trabalho de mobilização até a execução. Na reunião será definida a Comissão Executiva que percorrerá os municípios como facilitadora das Conferências Municipais, bem como auxiliar na sistematização da Conferência Estadual que acontece no mês de Setembro.

É necessário que todos os segmentos estejam representados e que qualquer pessoa interessada possa participar desta construção!

Esta Sexta-Feira, 17, no Auditório da Biblioteca Pública Elcy Lacerda, a partir das 18h. Confirme presença na página do evento no Facebook: http://on.fb.me/10HuvbN

Não perca! Contamos com sua presença!

Conselho Estadual de Cultura do Amapá

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Teatro Rio de Janeiro: Stand Up

Fotos: Erika Mader


A partir do dia 17 de maio, o Teatro Ipanema apresenta o espetáculo “Stand Up”, uma comédia romântica escrita, dirigida e encenada por Matheus Souza. Com elenco composto por Alexandre Duvivier, Bia Arantes, Daniel Belmonte, Dida Camero, Hamilton Dias, Hernane Cardoso, Luisa Arraes, Matheus Souza, Marianna Pastori, Pablo Leal, Rafael Oliveira,  Lua Blanco e Victor Gorgulho, o espetáculo conta a história de um rapaz frustrado por não conseguir montar uma peça de teatro do jeito que sempre sonhou.

Gabriel, interpretado pelo próprio autor, é o tipo de pessoa que complica tudo na vida. Relacionamentos, família, trabalho, tudo é sempre complicado por ele. Após tentativas frustradas de vencer editais e de atrair público, para não desistir de vez de seu sonho, ele resolve fazer um stand-up comedy. Logo, ele acaba complicando a apresentação e seu simples stand-up vai ganhando outros personagens e cenários além de seu controle, tornando-se aos poucos uma comédia romântica megalomaníaca passada dentro de suas memórias. 




SERVIÇO
Local: Teatro Ipanema (Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema)
Telefone: (21) 2267-3750
Horários: Sextas e sábados, às 21h, e Domingo, às 20h
Ingressos: R$30,00 (inteira)/ R$15,00 (meia)
Capacidade: 222 lugares
Classificação indicativa: Livre
Gênero: Comédia romântica
Duração: 90 minutos
Temporada: 17 de maio a 16 de junho
Mais informações: www.nolugar.art.br


FICHA TÉCNICA

Texto, direção e trilha sonora: Matheus Souza
Produção: Erika Mader
Elenco: Alexandre Duvivier, Bia Arantes, Daniel Belmonte, Dida Camero, Hamilton Dias, Hernane Cardoso, Luisa Arraes, Matheus Souza, Marianna Pastori, Pablo Leal, Rafael Oliveira, Lua Blanco e Victor Gorgulho.
Cenografia: Ana Bial e Carolina Camargo
Figurino: Guta Muniz e Mariah Leão
Iluminação: Rodrigo Belay
Ilustração e Identidade Visual: Tiago Elcerdo
Direção de Movimento: Roberta Repetto
Assistência de Direção: Pedro Cadore
Assistência de Produção e Assessoria De Imprensa: Marcela Nunes
Operação de Luz: Mônica Diniz
Operação de Som: Telma Lemos
Operação de Vídeo: Pedro Thomé
Contrarregra: Luis Caieiro e Vitor Nascimento
Camareira: Luciana Sales
Realização: Auch Produçõe