sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Poesia Macapá: Pena e Pergaminho



A exposição de fotografias As Tias do Marabaixo, de Fabio Gomes, faz parte da programação deste mês. 

O evento terá como homenageada (ou seja, a 'Pergaminosa' do Mês) a poeta e atriz Lorrana Maciel, que foi a Poeta do Mês de abril do blog Jornalismo Cultural. 



terça-feira, 28 de outubro de 2014

Música Porto Alegre: Leandro Maia


Exposição Duque de Caxias (RJ): A Herança da Terra


Na década de 1940, o escritor Antoine de Saint-Exupéry foi pioneiro na consciência ecológica, ao inserir o tema em sua obra-prima O Pequeno Príncipe. Em sua homenagem, foi criada na França a exposição A Herança da Terra - Salvar o planeta do Pequeno Príncipe. A mostra, desenvolvida por Jerôme Pecnard a partir da concepção do escritor e historiador Jean-Pierre Guéno, estará no Museu Ciência e Vida a partir de 6 de novembro. 

São mais de 30 painéis, com belas fotografias da Terra e do Universo feitas pela NASA, CNES (Centro Nacional de Estudos Espaciais do Governo francês) e ESA (Agência Espacial Europeia), e pelo renomado fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand, acompanhadas de textos bilíngues (francês-português) da obra do piloto e escritor Antoine de Saint-Exupéry que provocam uma reflexão sobre o desgaste do planeta em que vivemos. A programação conta, ainda, com visitas teatralizadas da companhia “Noir sur Blanc”, apresentando uma seleção de textos e reflexões sobre a obra de Sant-Exupéry do ponto de vista ecológico de uma forma global.

A exposição é realizada pela Aliança Francesa com apoio da Embaixada da França e do Museu Ciência e Vida, em parceria com a Fundação Antoine de Saint-Exupéry para a Juventude e faz parte da Programação Científica de 2015, no âmbito do projeto “Vive La Science Dans Les Alliances”, que apresenta exposições de circulação em diferentes estados brasileiros.

SERVIÇO:

Abertura: 6 de novembro, às 11h

Visitação: de 6 de novembro a 1 de fevereiro de 2015
De terça a sábado: das 09h00 às 17h00
Domingos e feriados: das 13h00 às 17h00

ENTRADA FRANCA

Local: Museu Ciência e Vida
Endereço: Rua Aílton da Costa, s/n – Jardim 25 de Agosto - Duque de Caxias – RJ - CEP 25.071-160 - Duque de Caxias – RJ.

Informações:
(21) 2671-7797

Visitas teatralizadas da Companhia “Noir sur Blanc”: 

Agenda 2014:

- Dias 06, 09, 13, 16 e 22 de novembro

Agenda 2015:

- Dias 18, 21 e 25 de janeiro, e 01 de fevereiro.

Música Porto Alegre: Motivos Óbvios



A banda gaúcha de reggae Motivos Óbvios, com 24 anos de estrada, revela a sua essência musical no novo show Em Tempo de Revolução!

A "Motivos" possui uma personalidade sulista singular, adquirida através da fusão das raízes negras com as modernidades da música pop mundial, em composições próprias e também em releituras de clássicos.

São convidados especiais deste show, Luis Vagner (o "guitarreiro"), Paulo Dionísio e Fabão. 


Evento: Motivos Óbvios “Em Tempo de Revolução!”
Data: 30 de Outubro
 Horário: 20 horas.

Local:
 Teatro do SESC – Avenida Alberto Bins, 665,
Porto Alegre - RS


Ingressos


1ºLote- R$20,00- GRÁTIS DVD*
2ºLote- R$25,00- GRÁTIS DVD*
3ºLote- R$30,00- GRÁTIS DVD*

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Aluno da Escola Nanci Nina Costa, de Macapá, participa da Olimpíada de Língua Portuguesa


A Olimpíada é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) e da Fundação Itaú Social, com coordenação técnica do Cenpec — Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, e tem como parceiros na execução das ações o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Canal Futura. Desenvolve ações de formação de professores com o objetivo de contribuir para a melhoria do ensino da leitura e escrita nas escolas públicas brasileiras. Tem caráter bienal e, em anos pares, realiza um concurso de produção de textos que premia as melhores produções de alunos de escolas públicas de todo o país. Na 3ª edição participam professores e alunos do 5º ano do Ensino Fundamental (EF) ao 3º ano do Ensino Médio (EM), nas categorias: Poema no 5º e 6º anos EF; Memórias no 7º e 8º anos EF; Crônica no 9º ano EF e 1º ano EM; Artigo de opinião no 2º e 3º anos EM. Nos anos ímpares, desenvolve ações de formação presencial e a distância, além da realização de estudos e pesquisas, elaboração e produção de recursos e materiais educativos.

Os textos dos alunos da escola do Estado do Amapá para participar da 4ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro já foram selecionados pelas Comissões Julgadoras Escolar, Municipal e Estadual do projeto.  A escola vencedora no estado na categoria crônica com o tema “Antigamente” foi a ESCOLA ESTADUAL PROFESSORA NANCI NINA COSTA, que será representada pelo aluno WINSTON KENRICK DE ALMEIDA HARRY (14 anos), sob a coordenação da professora de língua portuguesa SILVIA PATRÍCIA DE LIMA FERREIRA.

Aluno Winston Harry


A crônica foi analisada e, depois de passar por todas essas etapas, foi selecionada e está entre os 500 textos semifinalistas da Olimpíada em todo o Brasil. Concorrerá à semifinal regional com outros 125 da mesma categoria, sendo que serão classificados para a final nessa etapa 38 textos somados com as demais regiões do país, assim serão 152 textos na final.

O aluno Winston, juntamente com a professora Silvia Patrícia e os demais classificados das outras categorias, viajarão nos dias 10, 11 e 12 de novembro de 2014 para representar o Amapá na etapa regional (semifinal), em Porto Alegre, tendo a viagem e despesas de hospedagem e transporte e alimentação custeadas pela Olimpíada.

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TÍTULO DO TEXTO: ANTIGAMENTE
CATEGORIA: CRÔNICA
ALUNO AUTOR: WINSTON KENRICK DE ALMEIDA HARRY
PROFESSORA: SILVIA PATRICIA DE LIMA FERREIRA
DIRETOR: KLEBER MARCIO MARTINS DOS SANTOS
ESCOLA: ESC EST PROF NANCI NINA COSTA
MUNICÍPIO/UF: Macapá/AP




                             Antigamente



Muitas vezes eu fico cansado de ouvir minha mãe falar coisas como: No meu tempo, antigamente, como se o meu tempo fosse o pior tempo para se viver ou para criar filhos. Às vezes ela fala tanto das brincadeiras de criança, da relação entre vizinhos, dos fins de tarde reunidos em frente de casa, das conversas animadas etc., que só falta chorar!

Ela jamais cansa de dizer que não podemos mais sentar em frente de casa, para conversarmos, nas nossas cadeiras de balanço sem sermos assaltados. Diz, também, que o “Zap zap” e o Facebook me afastam dela, me deixam apático; que o videogame me tira a oportunidade de me relacionar  e socializar com outras crianças e que isso pode até me prejudicar no futuro.

A minha mãe e eu moramos no Buritizal, ela diz que é o bairro em que viveu toda vida, bem, eu também vivo aqui e apesar de tentar muito, não consigo ver relação entre o bairro dela e o meu. É como se fossem dois mundos diferentes. Eu acho que o tempo realmente contribuiu para a mudança desse lugar.

Minha mãe não perde a oportunidade de resaltar:  No meu tempo era tudo mais fácil e melhor!

Ela conta de como ela era feliz nas brincadeiras de bandeirinha, queimada, elástico, macaca (amarelinha), cirandas, o banho no lago da Aningueira, hoje lago se transformou nas famosas ʺpassarelasʺ do Muca. Devido à grande poluição causada pelos moradores, não é mais possível tomar banho lá. O lago agora fica embaixo de palafitas e pontes, dessa forma a água ficou imprópria.

Narra o respeito que existia entre as pessoas e dos namoros inocentes (apesar das fugas dos namorados pra cima da caixa d’água do Buritizal, isso pra mim é surpreendente, no entanto, talvez isso se dava pelo fato de serem extremamente vigiados pelos velhos), depois de todo esse risco valia a pena as risadas nas rodas de amigos.

Fala que na quadra junina as pessoas faziam lindas fogueiras e passavam através dela para se tornarem respeitáveis compadres e comadres de fogueira por toda a vida, eu mesmo conheço alguns compadres de minha mãe: ʺcumpadi Melkeʺ ʺcumpadi,Ramiro”, ʺcumpadi Amâncio”; é assim que ela trata eles. Passar fogueira era dar as mãos e passar cada pessoa de um lado da fogueira e pedir para são João e são Pedro confirmar essa união e a partir daí se tornavam compadres e comadres de fogueira.

Ela expõe ainda, que as quadrilhas eram caipiras e as moças se vestiam como verdadeiras bonecas. Na minha Macapá, ninguém sabe se é festa junina ou é carnaval de tanto brilho que tem. As quadrilhas eram originais e com roupas decentes, lindas de se ver, mas a evolução deixou quadrilhas tradicionais bastante diferentes das do tempo dela, com culturas trazidas de outros lugares que segundo ela, perderam o valor da raiz, a tradição era o que encantavam as belas quadrilhas: Coronel Virgulino, Dama de Ouro (onde minha mãe dançou na juventude), El Dourado, Matuto Espalha Brasa. Essas eram o nome de algumas das quais fizeram história na Macapá de minha mãe.

Às vezes morro de vontade de ter conhecido esses tempos só para ver a diferença e poder sentir exatamente o que ela sentiu um dia, apesar de, sem saber o porquê, eu sinto saudades, talvez pela forma como ela fala, com tanta nostalgia, um olhar doce e suspiros perdidos.  Apesar de não saber mais viver sem meu celular com câmera, entendo que talvez se ela tivesse um para registrar tudo, eu poderia fazer essa viagem no tempo com mais facilidade e saberia as informações com mais precisão e mesmo que eu abrisse mão dos recursos tecnológicos isso não seria possível (seria capaz de abrir mão deles facilmente só para viver a viagem a Macapá saudosa de minha mãe). No entanto, como é impossível esse retorno, resolvi historiar a minha primeira crônica.


Winston A. Harry