terça-feira, 30 de junho de 2015

Goiás: Culturas tradicionais se encontram há 15 anos na Chapada dos Veadeiros

Mastro Kalunga 
(foto: Delcio Gonçalves)


A décima quinta edição do Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros já tem data marcada. As atividades começam no dia 17 de julho (sexta), na Vila de São Jorge – Alto Paraíso (GO) com a nona edição da Aldeia Multiétnica. A partir do dia 24, muitas atividades espalham-se por São Jorge, pequena vila de ex-garimpeiros, localizada na entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO). Serão shows, oficinas, Rodas de Prosa (nome dado aos debates que reúnem representantes do poder público, mestres da cultura tradicional e sociedade), intervenções artísticas, além de uma programação especial voltada ao público infantil.

O Encontro de Culturas, que recebe todos os anos milhares de pessoas na segunda quinzena de julho, há 15 anos se empenha em divulgar o tradicional e o regional de todo o Brasil e, em especial, da região da Chapada dos Veadeiros. A singularidade de cada grupo participante transforma o evento em um espaço de encontros entre os mais diferentes povos e comunidades tradicionais. Encontros musicados, dançantes. Momentos de reflexão e confraternização entre indígenas, mestres, brincantes, catireiros, violeiros, artistas populares, pesquisadores e governo. O Encontro de Culturas é hoje uma representação clara da riqueza do patrimônio cultural imaterial produzido nos recônditos do país. A expectativa da produção do evento é receber cerca de 30 mil turistas este ano.

Reconhecido nacionalmente, o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros terá como temática central em 2015 a "Sociobiodiversidade", tema fundamental para a manutenção de culturas tradicionais que dependem da cultura do manejo, da agricultura familiar e da inclusão produtiva para subsistência.

Durante toda sua história, o Encontro de Culturas se esmera em reforçar que a cultura tradicional excede conceitos. Este ano, em tempo de fazer uma profunda análise nos caminhos da legislatura nacional, é observada a falta de investimento e proteção às culturas que, por lei, deveriam ser resguardadas no Brasil. Assim sendo, garantir formas de organização, priorizando os direitos dos povos e comunidades tradicionais é, mais do que nunca, um dos grandes objetivos do evento. Dessa forma, o 15º Encontro de Culturas será dividido em 5 subtemas, sempre relacionados à cultura: Cultura e Pensamento, Cultura e Infância, Cultura e Alimentação, Cultura e Diversidade, e Cultura e Saúde.

O Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros é sobretudo um espaço para se pensar e se debater políticas públicas para povos e comunidades tradicionais. Com isso espera-se alavancar a economia dessas comunidades, inserindo-as socialmente e incluindo-as economicamente.
Atrações

O Encontro de Culturas Tradicionais nasceu para abrir espaço e novas perspectivas para comunidades da região da Chapada dos Veadeiros. Desde a primeira edição do evento apresentam-se no local a Caçada da Rainha de Colinas do Sul, a Comunidade do Sítio Histórico Kalunga, o Congo de Niquelândia, a Folia de Crixás e os indígenas da etnia Krahô (TO).

Caçada da Rainha
(foto: Marcelo Scaranari)


Além destes grupos que marcarão presença na Vila de São Jorge para celebrar os 15 anos de Encontro, outros cinco serão selecionados, por meio de edital, representando cada uma das regiões do país. Durante um mês, cerca de 400 grupos de cultura popular e tradicional se inscreveram buscando espaço para se apresentar no evento. O resultado da seleção será divulgado na próxima semana.


9ª Aldeia Multiétnica (fotos: Delcio Gonçalves)



Em sua nona edição, a Aldeia Multiétnica será realizada de acordo com os princípios tradicionais dos povos indígenas. O público terá a oportunidade de vivenciar o dia-a-dia de uma aldeia, conhecer cantos, rituais, culinária, diferentes estilos de pinturas corporais, além de participar debates sobre políticas públicas para os povos indígenas. No local já foram construídas quatro casas tradicionais indígenas, uma Xinguana, uma do povo Krahô, uma do povo Kayapó e outra dos Fulni-ô. Todos terão representantes na edição deste ano. 

Outra novidade desta edição é a criação de um espaço para camping para os participantes interessados em ampliar sua vivência com os povos indígenas no local. Para isso, foram desenvolvidos pacotes que, além de hospedagem, incluem alimentação. Todo o dinheiro arrecadado com a venda dos pacotes será destinado ao traslado dos indígenas, que, em sua maioria, vivem em aldeias de difícil acesso, e à manutenção do espaço.


A Aldeia ficará aberta à visitação do público das 13h às 18h e oferecerá estrutura de restaurante e lanchonete com comidas tradicionais, leituras especializadas sobre povos tradicionais, videoteca, mostra de filmes na oca Xinguana e atividades para crianças. Além de conhecer um pouco da cultura indígena, na Aldeia também pode-se tomar um delicioso e relaxante banho de rio.


Rodas de Prosa e Oficinas

As Rodas de Prosa realizadas pelo Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros são uma oportunidade para grupos, mestres, poder público e comunidade trocarem experiências e confrontarem suas visões de mundo, priorizando a abertura de um espaço de encontros e diálogos entre os povos. O objetivo é partilhar experiências, histórias de vida, práticas e tradições culturais.

Durante o evento também são oferecidas diversas oficinas, ligadas à Feira de Oportunidades Sustentáveis que, pelo segundo ano consecutivo, terá o patrocínio do Sebrae. A proposta das oficinas e vivências é colocar o público em contato com os ofícios e a expressiva arte dos mestres da cultura tradicional e popular, seja por meio da música, dança, confecção de instrumentos, culinária ou medicina tradicional.

Serviço

15º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros.
Quando? 17 de julho a 01 de agosto de 2015
Onde? Vila de São Jorge, Alto Paraíso, Goiás
Site: http://www.encontrodeculturas.com.br


Sussa
(foto: Anne Vilela)

Opinião Cinema: Qualquer gato vira-lata 2

Por Bianca Oliveira, 
de Macapá



Qualquer Gato Vira-Lata 2sequência da comédia de 2011, chegou aos cinemas como uma promessa de entretenimento e risos soltos. É claro que levar uma peça de teatro para o cinema não é fácil, ainda mais quando se trata de um sucesso como Qualquer gato vira-lata tem a vida sexual mais sadia que a nossa, peça de Juca de Oliveira estrada em 1998, mas devo dizer que no primeiro filme o resultado até que foi bem satisfatório. Mas, no segundo, a equipe só manteve os atores, investiu num roteiro original... e errou ao não procurar inovar ou surpreender: foi muita propaganda para pouco conteúdo de fato.

Não sei se você já viu o primeiro filme, se não viu não perdeu nada (risos) mas, ok, vou te dar um “resumão”. Tati (Cléo Pires) é uma jovem apaixonada pelo namorado Marcelo (Dudu Azevedo) mas, ele quer um tempo. Pobre Tati, apaixonada pelo cara errado. Aí, ela conhece o Conrado (o gatíssimo Malvino Salvador), que é professor de Biologia, e se oferece para ser cobaia numa pesquisa dele. Ou seja, um usando o outro com objetivos diferentes - e no fim, acabam se apaixonando. E é sobre toda essa paixão que o 2 pretende falar.

Tati viaja com seu namorado Conrado para o lindo Caribe (curiosidade: apesar de  a locação parecer muito com o Caribe, a filmagem aconteceu em um resort baiano), onde ele vai fazer o lançamento de seu novo livro. Aproveitando a ocasião, Tati arma um pedido de casamento surpresa (Isso mesmo, ela que vai pedir. Ui, eles tentaram inovar - risos) com a ajuda de sua melhor amiga Paula (Leticia Novaes) e sua sogra tarada Glaucia (Stella Miranda). Mas o tiro sai pela culatra: Conrado responde com um “Posso pensar?”, o ex-namorado dela, Marcelo, resolve aproveitar a oportunidade, Tati acaba virando cobaia de uma pesquisa da ex-mulher de Conrado, Ângela (Rita Guedes) e o filme vira uma zona.

Dirigido por Roberto Santucci e Marcelo Antunez, o filme consegue ser mais tosco que o anterior na redução do discurso feminista, igualando por vezes todo o conteúdo da discussão a um simples recalque, inveja e um blablablá nada filosófico. Tentaram inovar com a mulher fazendo o pedido de casamento mas acabaram ridicularizando a moça. Roteiro pobre, pobrinho, histórias fúteis que tentam ser divertidas, tudo deixando um ar de “faltou alguma coisa aqui”, sem explorar as situações como poderiam. 

A fofa da Mel Maia, apesar de ser uma criança, sem dúvidas é a que mais nos faz dar uma gargalhada aqui e acolá, talvez seja até a mais madura do elenco. O personagem Magrão (Álamo Facó) também é o alívio cômico do filme, o bobo da corte. Entre as qualidades do filme, também dá para apontar a abertura e a fotografia.

Se você estiver a fim de dar umas gargalhadas, sem exigir uma história mirabolante, apenas algo leve e simples, regado a tequila, sexo casual, algum romantismo e participação especial do Fábio Jr, então com certeza vale a pena ver o filme.

Música Belo Horizonte: Dois na Quinta


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Edital Cultural: Travessias - Arte Contemporânea na Maré

A exposição Travessias - Arte Contemporânea na Maré chega ao seu quarto ano de atividades se consolidando como um projeto de reflexão e discussão sobre a arte contemporânea e as transformações do espaço urbano na atualidade. Pela primeira vez o Travessias abre um Edital para artistas em inicio de trajetória e/ou artistas não inseridos no circuito das artes visuais. Os selecionados farão parte da mostra junto com os artistas consagrados Regina Silveira (SP) e Eduardo Coimbra (RJ).

As inscrições do EDITAL TRAVESSIAS 4 estarão abertas entre 01 e 29 de junho de 2015 no site www.travessias.org.br, com o objetivo de selecionar DOIS PROJETOS ARTÍSTICOS para participar da 4ª edição da exposição Travessias, no Galpão Bela Maré, Nova Holanda, Rio de Janeiro, entre 12 de setembro e 14 de novembro de 2015.

Poderão concorrer ao EDITAL TRAVESSIAS 4 pessoas físicas ou jurídicas envolvidas com as artes visuais.

Serão concedidos 2 (dois) prêmios, no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para cada premiado.
Entendido que as artes visuais constituem um campo de múltiplas manifestações, o (a) proponente terá ampla liberdade quanto às linguagens de arte contemporânea que serão desenvolvidas em seu projeto, podendo direcioná-las a qualquer público considerando que as mesmas serão expostas em local público de livre acesso.

Travessias 4 é um projeto do Observatório de Favelas e da Automatica; com patrocínio da Petrobras e parceria da Redes de Desenvolvimento da Maré,  RUA arquitetos e apoio da Rede Carioca de Pontos de Cultura.
EDITAL TRAVESSIAS 4

Inscrições abertas de 01 a 29 de junho de 2015 



Exposição Rio de Janeiro: O Rio de Pierre Fatumbi Verger

Foto: Pierre Verger 


Em homenagem aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro e em comemoração aos 130 anos da Aliança Francesa no Brasil a mostra “O Rio de Pierre Fatumbi Verger será aberta hoje, em evento para convidados. A mostra para o público em geral fica aberta de 11 de junho a 7  de julho.

O projeto conta com a curadoria de Milton Guran, Diretor do FotoRio, e foi organizado pela Aliança Francesa com o apoio da Fundação Pierre Verger e do MAR a quem pertencem as obras.  O público poderá conhecer de perto uma seleção de 15 fotografias  realizadas nos anos 40 e 50.

“Não só o testemunho visual do Pierre Verger é para lá de oportuno nesse momento em que a cidade se pensa e se ‘re-conhece’, como as cópias são preciosidades que remetem a uma época que já passou, cópias dessas só existem em museus”, comenta o curador Milton Guran sobre a raridade técnica das fotografias. “São impressões em processo analógico em papel algodão que não se encontra mais hoje, viradas em selênio (processo museal), um tipo de produto que não é visto entre nós há muito tempo, ainda mais do tamanho que são”, completa. 

Um dos focos da fotografia do artista foi a Bahia, que conheceu em 1946. Fascinado pelas cores e cultura, Verger descobriu no candomblé o que acreditava ser a fonte de vitalidade e energia dos baianos, passando a ser adepto da religião. O candomblé, inclusive, foi o motivo das viagens à África onde o fotógrafo estudou a cultura africana, a sua religião e se tornou Fatumbí (filho do trovão). 

Já as fotos de Pierre Verger sobre o Rio são menos conhecidas. No período em que registrou o Rio de Janeiro, o fotógrafo ficou fascinado com as paisagens deslumbrantes da cidade, a figura carioca e sua forma de expressão e celebração da vida. Seu olhar apurado captou o movimento, o carnaval, as praias e os morros. A seleção de quinze fotografias apresentada nesta exposição revela aspectos do cotidiano de mais de meio século atrás e, assim, enriquece a compreensão do presente.

Para receber a exposição de Pierre Verger, o espaço passou por adequações de controle da temperatura e umidade para garantir a preservação do acervo. A partir de agora a Galeria da Aliança Francesa de Botafogo está apta a receber mostras segundo os padrões internacionais.

Sobre o artista

Pierre Edouard Leopold Verger (1902-1996) foi um artista francês, etnólogo, antropólogo e pesquisador que viveu a maior parte de sua vida na cidade de Salvador. Verger desenvolveu um trabalho fotográfico de grande importância, com base na vida cotidiana e da cultura popular de cinco continentes. Também escreveu vários textos de referência sobre a cultura afro-baiana e da Diáspora africana, concentrando seu trabalho de investigação sobre o estudo dos aspectos religiosos do candomblé, uma questão que se torna seu principal ponto de interesse. Em 1960, Verger compra uma pequena casa em Salvador, no bairro de Vila América. No final dos anos 1970, realizou suas últimas viagens de pesquisa na África. Em 1988, criou a Fundação Pierre Verger, como doador e presidente, transformando sua casa em um centro de pesquisa. Pierre Fatumbi Verger morreu no dia 11 de fevereiro de 1996, deixando à Fundação a tarefa de prosseguir com o seu trabalho.


Serviço:
Exposição ”O Rio de Pierre Fatumbi Verger”.
Período: de 11 de junho a 7 de julho de 2015
Visitação: de segunda-feira à sexta-feira, das 10 h às 20h - sábado: de 9 h às 13 horas.
Galeria da Aliança Francesa de Botafogo
Rua Muniz Barreto, 746 - http://www.rioaliancafrancesa.com.br
Grátis


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Renata Sobral inova o sertanejo em "Felina"


Uma espécie de "lei não escrita" parece vigorar em dois campos específicos da música brasileira atual. No sertanejo universitário, são comuns as letras de homens exaltando sua habilidade em conquistar quantas mulheres queiram; já no funk, há uma série de cantoras que interpretam composições louvando a mulher independente, dona do seu destino (cuja melhor tradução talvez esteja na poderosa de "Show das Poderosas", primeiro sucesso de Anitta).

O mais recente lançamento da cantora Renata Sobral, "Felina", rompe com essa fronteira - melodia e andamento são de sertanejo universitário, mas a letra descreve uma mulher que de "santinha" passou a "tigresa", contrariando as expectativas de todos (basta dizer que o primeiro verso é O comentário era que eu nunca ia mudar). 





Renata, 19 anos, nasceu e mora em Campo Novo dos Parecis (Mato Grosso). "Felina", composição sua, foi lançada em novembro de 2014 no canal do YouTube de Fabio Mansur, produtor musical da gravação. Para baixar "Felina", clique aqui. 



Em maio, a cantora anunciou via Facebook o lançamento de uma nova música, intitulada "A Grande Beleza".







Outra novidade musical potiguar: Ruido de Máquina em EP e clipe

Em março, dediquei um post inteiro a quatro bandas do cenário atual de Natal (RN) - em Música: Novidades potiguares, comentei o trabalho de Hotel Dolores, Arduíno contra o Bando, Eletric Garbage e Plutão Já Foi Planeta. Hoje é a vez de falar de uma banda de rock experimental instrumental, a Ruido de Maquina (isso mesmo, eles não acentuam nenhuma das duas palavras).


Ruido de Maquina por Luana Tayze

A Ruido lançou em 24 de maio seu primeiro EP, Curiosa Herança, sobre o qual comenta no Soundcloud da banda:



Uma Curiosa Herança nos foi dada e percebemos que precisávamos mostrar isso ao mundo. É como algo que sempre esteve ali, aguardando silenciosa e pacientemente, até o momento certo de explodir como um êxtase de informação num piscar de olhos. Tudo vem à tona, relembramos.

As "informações" incluidas na "herança" abrangem as influências da banda, como stoner rock, black metal e post-rock. Anteriormente, o quarteto formado pelos guitarristas Russel William e Victor Romero, pelo baixista Thales Silva e pelo baterista Jônatas Barbalho - já havia lançado o single "Volúpia" (2014), faixa incluída no novo EP. Jônatas e Victor também tocam na banda Talude, também experimental.







Poucos dias após o lançamento, mais exatamente em 30 de maio, a Ruido foi a Mossoró tocar no Festival Hangar. A banda, mesmo recente, já marcou presença em vários festivais de destaque na região, como o Festival Dosol, o Catamaran e o Natal Instrumental, além de terem tocado no Stoned Fest, no Recife.

Pra encerrar o post, vale acrescentar que os talentos dos integrantes da banda transcendem a área musical. Thales, o baixista, foi o autor da arte da capa do EP. Já o baterista Jônatas fez as imagens (em parceria com Luana Tayze e Beatriz Freire) e edição do clipe de "Corrente Avessa", uma das faixas do EP, assinando ainda a finalização ao lado de Thales. Numa dessas inversões das "regras do jogo" comuns (e saudáveis!) no meio independente, o clipe saiu antes do EP - ele foi postado no canal da banda no YouTube foi em 18 de maio.



Música Fortaleza: ForCaos 2015


Música Niterói (RJ): Marvio Ciribelli recebe Mylena Ciribelli


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Museu de Arte Sacra de Paraty será reinaugurado no dia 13




Com a missão de pesquisar, conservar, expor e promover culturalmente o acervo de arte sacra pertencente às irmandades religiosas da cidade, o Museu de Arte Sacra de Paraty (MAS) reabre suas portas a partir do dia de 16 de maio de 2015, as 19:30horas.   

A cerimônia oficial de abertura do Museu de Arte Sacra será em 13 de junho às 19:30 e deve contar com a presença de autoridades do Governo Federal, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, do prefeito de Paraty, do pároco da cidade e representantes do IPHAN, IBRAM, Petrobras (patrocinadora da requalificação) e autoridades locais. Para marcar o acontecimento, será realizada a trasladação da imagem de Santa Rita da Igreja Matriz de Nossa Senha dos Remédios – local onde ficou durante o período de obras – até a Igreja de Santa Rita (foto), sede do museu.  A procissão solene será acompanhada pela comunidade paratiense urbana e rural.

Antes da entrada das imagens na igreja, o mastro da tradicional Festa de Santa Rita será erguido no Largo Santa Rita para a edição de 2015 – que acontece entre 10 e 19 de julho. A reinauguração do MAS Paraty terá ainda a participação da Banda Santa Cecília e do Coral da Universidade do Rio de Janeiro – UNIRIO.

O MAS PARATY

Instalado dentro do conjunto arquitetônico de Santa Rita – a Igreja mais antiga da cidade, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) –, o MAS ganhou uma nova exposição de longa duração com o intuito de estreitar ainda mais sua relação com a população local, seus ritos religiosos e suas festas. O novo percurso de visitação dá mais destaque a seu rico acervo, que reúne peças de outras três igrejas da cidade – Nossa Senhora dos Remédios, Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora das Dores.

A narrativa adotada remonta ao percurso histórico, estilístico e artístico do próprio conjunto arquitetônico, propondo mais visibilidade às peças, que passam a ocupar a nave central da igreja, além da sacristia – onde ficavam originalmente. O roteiro inclui informações históricas e iconográficas, além da origem e procedência das imagens mais relevantes do acervo, e as vincula às práticas rituais e organizacionais das festividades mantidas pela comunidade local, contextualizando seus usos nas várias confrarias paratienses. A relação com a comunidade também está refletida na criação de uma peça interativa sobre religiosidade, montada a partir de depoimentos de figuras locais.

O acervo também recebeu cuidados, de catalogação e de restauro durante o período em que a instituição esteve fechada, culminando na instalação da nova Reserva Técnica. A organização do acervo, além de facilitar e estimular a pesquisa, que tem grande valor histórico e religioso, deve contribuir para aprimorar o fluxo de empréstimos de peças. Como já é de costume, os objetos continuarão a ser retirados do museu durante as festas religiosas de Paraty, para uso nas celebrações, e devolvidos posteriormente.

Fechado desde 2011, o MAS foi incluído no processo de requalificação do conjunto arquitetônico de Santa Rita, que teve início em 2006, e prevê a salvaguarda do patrimônio material e imaterial da instituição. As ações foram iniciadas com a descupinização dos retábulos e com a recuperação da estrutura do telhado. A iniciativa, coordenada pela Expomus, também contemplou a execução de um novo projeto luminotécnico; a restauração, recuperação e pintura de suas estruturas físicas – fachada e interior –, que datam de 1722; e a recuperação de parte dos objetos litúrgicos e do Passo da Paixão, chamado de "Coroação de Espinhos", inserido na fachada lateral da Igreja de Santa Rita, que forma, junto com outros cinco existentes no perímetro urbano tombado, um conjunto valioso.

Quanto às obras estruturais, os destaques são a restauração do telhado e da rede elétrica, além da pintura dos forros. As obras foram viabilizadas com o apoio de Alain e Haydee Belda, e de José Bento e Daniela Tonetti.

Durante o processo de requalificação do Museu de Arte Sacra de Paraty, o desenvolvimento da pesquisa e dos projetos também contou ainda com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, por intermédio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Todo o processo teve a coordenação e o acompanhamento técnico da Expomus, empresa com mais de 33 anos na execução de projetos museológicos.

Museu de Arte Sacra faz parte do complexo turístico de Paraty

Tombada pelo Instituto do Patrimônio e Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, a cidade de Paraty representa um dos maiores expoentes do período colonial no Rio de Janeiro. Todos os anos, a cidade recebe milhares de visitantes durantes as tradicionais festas religiosas e na consagrada Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

O projeto de requalificação do Museu de Arte Sacra de Paraty, localizado na Igreja de Santa Rita, visa contribuir para o desenvolvimento do turismo local e regional, além de atender à necessidade de conservação do monumento e de seu acervo. Com apoio do IPHAN e do Ministério da Cultura, as obras de restauração e a instalação de uma exposição de longa duração valorizam um dos principais patrimônios do circuito urbano tombado de Paraty, devolvendo à cidade um importante símbolo cultural e religioso.


Curso Porto Alegre: Danças Gaúchas


Música Niterói (RJ): Homenagem a Ray Charles


Música Rio de Janeiro: Quintas Musicais


Música Salvador: Programação de junho do Teatro SESC-Senac Pelourinho